Salman Rushdie

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Salman Rushdie
Salman em 2011
Nome completo Ahmed Salman Rushdie
Nascimento 19 de junho de 1947 (70 anos)
Bombaim, Maharashtra
 Índia
Ocupação Ensaísta e autor de ficção
Principais trabalhos Versos Satânicos (título no Brasil) ou Os Versículos Satânicos (título em Portugal); Os Filhos da Meia-Noite
Prémios Prémio Man Booker (1981)

James Tait Black Memorial Prize (1981)
Prémio Aristeion (1996)
Prémio de literatura Hans Christian Andersen (2014)
Prémio PEN Pinter (2014)

Movimento literário realismo mágico
Página oficial
http://www.salman-rushdie.com/

Sir Ahmed Salman Rushdie,Kt. (احمد سلمان رشدی‎, /sælˈmɑːn ˈrʊʃdi/;Bombaim, 19 de Junho de 1947[1]) é um ensaísta e autor de ficção britânico de origem indiana. Cresceu em Mumbai (antiga Bombaim) e estudou na Inglaterra, onde se formou com louvor (with honours) no King's College, Universidade de Cambridge. O seu estilo narrativo, mesclando o mito e a fantasia com a vida real, tem sido descrito como conectado com o realismo mágico. Rushdie casou-se com a famosa actriz e modelo indiana Padma Lakshmi, de quem anunciou divórcio em julho de 2007.

Rushdie foi condecorado em 15 de junho de 2007 como Cavaleiro Celibatário (Knight Bachelor), fato que provocou diversos protestos no mundo islâmico.

Obras[editar | editar código-fonte]

Estreou na literatura em 1975 com o romance Grimus.

Dono de um estilo próprio e dominando excelentes técnicas de narração, Rushdie já era um autor consagrado quando venceu o Prémio Booker em 1981 com a obra Os Filhos da Meia-Noite.

Tornou-se incomparavelmente mais famoso após a publicação do livro Versos Satânicos (título no Brasil) ou Os Versículos Satânicos (título em Portugal), em 1989 (que condenava o Islão por perseguição contra várias religiões cristãs e hindus), que causou controvérsia no mundo Islâmico, devido a este livro ter sido considerado ofensivo ao profeta Maomé. A 14 de Fevereiro de 1989, a fatwa ordenando a sua execução foi proferida pelo Aiatolá Ruhollah Khomeini, líder do Irã, chamando o seu livro de "blasfémia contra o Islão". Para além disso, Khomeini condenou Rushdie pelo crime de "apostasia" - fomentar o abandono da fé islâmica - o que de acordo com a Hadith é punível com a morte. Isto porque Rushdie comunicava através do romance que já não acreditava no Islão. Khomeini ordenou a todos os "muçulmanos zelosos" o dever de tentar assassinar o escritor, os editores do livro que soubessem dos conceitos do livro e quem tomasse conhecimento de seu conteúdo, conforme a fatwa. Devido a este fatos Rushdie foi forçado a viver no anonimato por muitos anos. A fatwa contra ele foi renovada em 2005 por Ali Khamenei, que já tinha declarado: "Mesmo que Salman Rushdie se arrependa ao ponto de se tornar o homem mais piedoso do nosso tempo, a obrigação permanece para cada muçulmano, de o enviar para o inferno, não importa a que preço, e mesmo fazendo o sacrifício de sua própria vida."[2]

A obra infanto-juvenil Haroun e o Mar de Histórias foi escrita pelo autor como uma forma de explicar ao seu filho por que razão tinha perdido a liberdade de expressão.

Com o seu primeiro romance pós-fatwa, intitulado O Último Suspiro do Mouro, foi vencedor do Prémio Whitebread.

Os Versículos Satânicos[editar | editar código-fonte]

O romance, com cerca de 500 páginas, é um trabalho complexo inspirado em fatos reais (o ataque contra um avião da Air India em 1985, os tumultos de Brixton em 1981 e 1985, o fervor popular em torno do actor indiano Amitabh Bachchan, após um acidente em 1982, o trágico afogamento em 1983 de vários seguidores xiitas de um iluminado que os convenceram de que o mar abriria diante deles, a revolução iraniana de 1979) referências biográficas sobre o próprio autor ou sua comitiva, bem como fatos históricos inspirados na vida de Maomé, lendário (como o episódio dos versos satânicos) ou imaginário. Baseia-se em um tema central que pode ser encontrado em outras obras do autor: o desenraizamento do imigrante, dividido entre sua cultura de origem a partir da qual se afasta e a cultura de seu país anfitrião, que ele ansiosamente deseja adquirir, e a dificuldade desta metamorfose. A novela constrói pontes entre a Índia e a Grã-Bretanha, o passado e o presente, o imaginário e a realidade, e aborda muitos outros temas, fé, tentação, fanatismo religioso, racismo, brutalidade policial, provocação política, doença , morte, vingança, perdão ...

Consiste em nove capítulos. Os capítulos ímpares descrevem as peregrinações dos dois personagens principais, Gibreel Farishta e Saladin Chamcha. Os capítulos pares são as narrativas dos sonhos e pesadelos de Gibreel Farishta. O último, um ator de renome no cinema indiano, perdeu a fé após uma doença e fugiu para a Inglaterra em busca de uma jovem que conhecera pouco antes. Saladin Chamcha também é de origem indiana, mas é dotado de um passaporte britânico, e de toda a sua alma quer ser britânico. Sua cor de pele provoca preconceitos, e ganha sua vida pelo talento que ele tem para falsificar sua voz. Encontrando-se ambos num vôo para Londres, são os únicos sobreviventes de um ataque terrorista. Quando eles chegam ilesos em uma praia, eles enfrentam policiais que suspeitam que sejam imigrantes ilegais, mas apenas Saladino Chamcha, embora o mais "britânico" dos dois, considerado o mais suspeito, é preso sem que Gibreel Farishta esboçe o menor gesto de solidariedade. Os dois homens, agora separados, e reciprocamente prometendo uma certa animosidade, evoluirão cada um do seu lado durante a novela, antes de confrontar-se.

Gibreel Farishta, objeto de alucinações, tem vários sonhos. Estes referem-se aos começos da pregação de um profeta monoteista, Mahound, na cidade de Jahiliya e as pressões a que está submetido, a um imã exilado de um país onde ele retorna como resultado de uma revolução (uma alusão ao Ayatollah Khomeini), e a uma menina que convence sua aldeia a ir a Meca atravessando o Mar Arábico .

Obras[editar | editar código-fonte]

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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