Salomon Maimon

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Salomon Maimon

Salomon ben Joshua, dito Salomon Maimon (Nieswiez, 1753Nieder-Siegersdorf, Silésia, 22 de Novembro de 1800) foi um filósofo polonês.

Filho de um rabino pobre, recebeu sólida educação literária, teológica e filosófica, dentro da tradição do judaísmo. Diante de suas capacidades intelectuais, seu pai resolveu arranjar-lhe um casamento economicamente vantajoso. Assim, Maimon casou-se, aos doze anos de idade e tornou-se pai aos quatorze. No entanto, devido aos desentendimentos constantes com a mulher e a sogra, passou a fazer longas viagens. Em Berlim e em outros centros intelectuais, dedicou-se ao estudo do pensadores modernos, como Locke, Spinoza e Wolff. Leu também as obras da Idade Média, especialmente Ezra e Maimônides (daí o cognome Maimon).

Em 1788 conheceu a Crítica da razão pura, de Kant, obra sobre a qual escreveu um importante comentário intitulado Ensaio sobre a filosofia transcendental. O escrito recebeu elogios do próprio Kant, segundo o qual Maimon havia compreendido sua obra melhor que qualquer outro.

No geral, a filosofia de Maimon é um repensamento dos temas principais da Crítica da razão pura. Considerou, porém, prescindível a noção kantiana de coisa em si. Maimon esboçou uma nova lógica, entendida como uma teoria do pensar. Essa lógica seria uma lógica transcendental, embora compatível com a lógica formal.

Maimon ainda escreveu:

  • Autobiografia (1793;
  • Ensaio de uma nova lógica (1794;
  • As categorias aristolélicas (1794);
  • Pesquisas críticas sobre o espírito humano (1797).

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