Salvaterra de Magos

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Salvaterra de Magos
Brasão de Salvaterra de Magos Bandeira de Salvaterra de Magos
Brasão Bandeira
Localização de Salvaterra de Magos
Gentílico Salvaterrense
Área 243,93 km2
População 22 159 hab. (2011)
Densidade populacional 90,84 hab./km2
N.º de freguesias 4
Presidente da
Câmara Municipal
Hélder Esménio (PS)
Fundação do município
(ou foral)
1295
Região (NUTS II) Alentejo
Sub-região (NUTS III) Lezíria do Tejo
Distrito Santarém
Antiga província Ribatejo
Orago São Paulo
Feriado municipal Quinta-feira de Ascensão
Código postal 2120
Sítio oficial http://www.cm-salvaterrademagos.pt
Municípios de Portugal Flag of Portugal.svg

Salvaterra de Magos é uma vila portuguesa pertencente ao Distrito de Santarém, e à antiga província do Ribatejo, com cerca de 6 200 habitantes.[1]

É sede de um município com 243,93 km² de área[2] e 22 159 habitantes (2011),[3][4] subdividido em 4 freguesias.[5] O município é limitado a norte pelo município de Almeirim, a leste e sul por Coruche, a sudoeste por Benavente e a noroeste pela Azambuja e pelo Cartaxo.

História[editar | editar código-fonte]

As origens de Salvaterra de Magos são bem antigas, não fosse esta uma região fértil e com diversos cursos de água, como se pode confirmar na vizinha Muge que prima pelos muitos vestígios pré-históricos, e também Romanos. Em Abril de 1383 foi assinado em Salvaterra de Magos o Tratado de casamento entre D.Beatriz de Portugal e D.João I, rei de Castela e Leão.

Em 1542 Salvaterra de Magos é cedida ao Infante D. Luís, que ali mandou construir o famoso palácio real, em cujas tapadas se realizaram grandes caçadas ao javali e se tornaram célebres as corridas de Toiros, tendo aqui ocorrido um episódio histórico: o 7º Conde de Arcos pereceu na arena do Teatro de Salvaterra de Magos, inaugurado por D. José, e seu pai, o Marquês de Marialva vingou a morte do seu filho descendo à arena e matando o touro.

O Paço Real, os esplendorosos Jardins, o Teatro de ópera e a Arena de Touradas foram destruídos num grande incêndio em 1824, restando hoje em dia apenas a Capela Real e as instalações da Falcoaria (da autoria de Miguel de Arruda[6]).

Nesta vila cercada por férteis lezírias povoadas por Cavalos, um dos maiores bens da região, vale a pena conhecer o que ainda resta do Paço Real, nomeadamente a Capela e a Falcoaria, e também a Igreja Paroquial de S. Paulo, datada de 1296, a Igreja da Misericórdia do século XVII, a bonita Fonte do Arneiro de 1711, a grandiosa Ponte Ferroviária Rainha Dona Amélia, segundo projecto de Gustave Eiffel, datada de 1903, e um dos locais mais célebres da localidade, a Praça de Touros de Salvaterra de Magos, inaugurada em 1920 e ainda hoje uma das Praças com mais espectáculos tauromáquicos ao longo do ano.

De destacar é também a é a barragem e albufeira de Magos, localizada na ribeira de Magos, na bacia hidrográfica do rio Tejo, projectada em 1936 com excelentes condições para a prática das mais variadas actividades de lazer e turismo.

A vila de Salvaterra de Magos é conhecida pela criação de cavalos e toiros para o quente espectáculo Tauromáquico que aqui encontra as condições perfeitas, de verdejantes férteis campos planos a perder de vista.

População[editar | editar código-fonte]

Número de habitantes [7]
1864 1878 1890 1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011
4159 4802 5514 7047 9138 9391 11498 13562 15298 16966 16215 18962 18979 20161 22159

(Obs.: Número de habitantes "residentes", ou seja, que tinham a residência oficial neste concelho à data em que os censos se realizaram.)

Número de habitantes por Grupo Etário [8]
1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011
0-14 Anos 3080 3625 3462 4287 4966 4973 4801 4165 4579 3476 2866 3259
15-24 Anos 1822 1665 1936 2194 2550 2957 2986 2360 2968 2948 2677 2120
25-64 Anos 3230 3411 3643 4619 5316 6671 8053 8320 9428 9843 10812 11886
= ou > 65 Anos 240 313 394 485 658 862 1126 1370 1987 2712 3806 4894
> Id. desconh 44 57 0 0 45

(Obs: De 1900 a 1950 os dados referem-se à população "de facto", ou seja, que estava presente no concelho à data em que os censos se realizaram. Daí que se registem algumas diferenças relativamente à designada população residente)

Freguesias[editar | editar código-fonte]

Freguesias do concelho de Salvaterra de Magos.

O concelho de Salvaterra de Magos está dividido em 4 freguesias:

Património[editar | editar código-fonte]

Cultura[editar | editar código-fonte]

Concelhos do Distrito de Santarém Mapa do distrito de Santarém
Abrantes
Alcanena
Almeirim
Alpiarça
Benavente
Cartaxo
Chamusca
Constância
Coruche
Entroncamento
Ferreira do Zêzere
Golegã
Mação
Ourém
Rio Maior
Salvaterra de Magos
Santarém
Sardoal
Tomar
Torres Novas
Vila Nova da Barquinha
Abrantes
Alcanena
Almeirim
Alpiarça
Benavente
Cartaxo
Chamusca
Constância
Coruche
Entroncamento
Ferreira do Zêzere
Golegã
Mação
Ourém
Rio Maior
Salvaterra de Magos
Santarém
Sardoal
Tomar
Torres Novas
Vila Nova da Barquinha


O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Salvaterra de Magos
  1. INE (2013). Anuário Estatístico da Região Alentejo 2012 (PDF) (Lisboa: Instituto Nacional de Estatística). p. 31. ISBN 978-989-25-0214-4. ISSN 0872-5063. Consultado em 05/05/2014. 
  2. Instituto Geográfico Português (2013). «Áreas das freguesias, municípios e distritos/ilhas da CAOP 2013» (XLS-ZIP). Carta Administrativa Oficial de Portugal (CAOP), versão 2013. Direção-Geral do Território. Consultado em 28/11/2013. 
  3. INE (2012). Censos 2011 Resultados Definitivos – Região Alentejo (PDF) (Lisboa: Instituto Nacional de Estatística). p. 102. ISBN 978-989-25-0182-6. ISSN 0872-6493. Consultado em 27/07/2013. 
  4. INE (2012). «Quadros de apuramento por freguesia» (XLSX-ZIP). Censos 2011 (resultados definitivos). Tabelas anexas à publicação oficial; informação no separador "Q101_ALENTEJO". Instituto Nacional de Estatística. Consultado em 27/07/2013. 
  5. Lei n.º 11-A/2013, de 28 de janeiro: Reorganização administrativa do território das freguesias. Anexo I. Diário da República, 1.ª Série, n.º 19, Suplemento, de 28/01/2013.
  6. Serrão, Vítor – História da arte em Portugal: o renascimento e o maneirismo. Lisboa: Editorial Presença, 2002, p. 74-76
  7. Instituto Nacional de Estatística (Recenseamentos Gerais da População) - https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes
  8. INE - http://censos.ine.pt/xportal/xmain?xpid=CENSOS&xpgid=censos_quadros