San Pedro Valley

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San Pedro Valley (SPV) é uma comunidade com mais de 300 startups localizada em Belo Horizonte. Eleita por duas vezes seguidas como melhor comunidade de startups do Brasil pelo Spark Awards (hoje Startup Awards), premiação realizada pela Associação Brasileira de Startups, no CASE, evento aunal de Startups da ABS.[1]

Origem do fomento a startups em Belo Horizonte[editar | editar código-fonte]

A origem da comunidade se deu quando a Akwan Information Technologies, uma empresa brasileira localizada em Belo Horizonte, foi adquirida pela Google. O escritório da empresa foi depois escolhido para ser a sede das operações da Google no Brasil. Desde então, o número de startups em Belo Horizonte triplicou e o crescimento continua acelerado e concentra-se principalmente no bairro de São Pedro.[2] O bairro foi escolhido pelo preço menor de aluguel de espaço de escritórios, quando comparado com bairros mais nobres da cidade, como Savassi.

O início do San Pedro Valley[editar | editar código-fonte]

O início da geração que cunhou o nome do SPV se deu na Via6 em 2009, onde Diego Gomes, Vítor Peçanha, Edmar Ferreira, Bernardo Porto e Matt Montenegro trabalharam juntos. Paralelamente, encontros periódicos ocorriam onde João Pedro Resende e Mateus Bicalho, fundadores da Hotmart, também se encontravam.

O nome San Pedro Valley foi criado como uma brincadeira pelo Mateus, co-fundador da Hotmart. Como as primeiras startups de BH estavam localizadas no bairro São Pedro e, com frequência, os fundadores acabavam se encontrando na rua, Mateus apelidou o bairro como "San Pedro Valley" fazendo alusão ao Vale do Silício, já que lá, na Califórnia, também é comum andar nas ruas e encontrar com diversos fundadores de várias startups diferentes.

Vendo a movimentação da hashtag #sanpedrovalley no Twitter, a jornalista Anna Heim publicou uma notícia a respeito do SPV no The Next Web. Essa notícia, inclusive, acabou repercutindo através do Ricardo Amorim no programa da Manhattan Connection da Globo News. A partir daí, aquilo que era uma brincadeira virou algo sério.

O San Pedro Valley na mídia[editar | editar código-fonte]

O San Pedro Valley acabou sendo citado por jornais e notícias do mundo inteiro, como numa rede de televisão na Bélgica[3], na Exame[4], GQ Brasil[5], Valor Econômico[6], Estado de Minas[7], IDGNow, INFO, Forbes, Financial Times, Fast Company e muitos outros meios, tanto direta quanto indiretamente. A INFO, por exemplo, dedicou uma matéria exclusiva sobre o SPV em uma de suas versões impressas.

As principais startups (ou scaleups) do SPV[editar | editar código-fonte]

O site da comunidade mostra uma lista de startups participantes que é gerida pela própria comunidade, a grande maioria delas ainda está no começo da vida, com uma média de dois anos e menos de três funcionários.[2] Dentre as maiores empresas participantes aqui estão algumas que se destacam pelo seu crescimento, envolvimento com a comunidade e, por consequência, autoridade na comunidade (em ordem alfabética): Beer or Coffe (Tysdo), BarbaRuiva.com (Aio, Beved e Vida de Startup), Dito, Hekima, Hotmart[8], MaxMilhas, Méliuz, Rock Content[9], TagPlus, Studio Sol (Palco MP3, Cifra Club, Letras.mus.br), Sympla, Tracksale.

Participações recorde no Startup Chile[editar | editar código-fonte]

As startups do San Pedro Valley possuem uma "tradição" de sempre enviar um representante as rodadas de aceleração do Startup Chile. A seguir, algumas das startups mineiras que já passaram pelo programa de Santiago: DeskMetricsTextCornerMéliuzTysdoLagiarLearncafeRisuYoozon, entre outras.

Censo 2015 das startups de Belo Horizonte[editar | editar código-fonte]

Rodrigo Cartacho, fundador da Sympla, liderou a iniciativa de realizar um censo das startups em 2015. Participaram dele 54 startups. A idade média de fundação delas era de 3 anos e, somadas, possuíam até o ano de 2015 mais de 1.000 funcionários contratados e aproximadamente 200 vagas de emprego em aberto (estima-se que o número de vagas seja maior que 800 em 2016). A receita contábil destas startups foi superior a R$170.000.000,00 no ano de 2015.

Programa de aceleração de startups do Governo do Estado: SEED[editar | editar código-fonte]

O programa Seed foi criado pelo governo de Minas Gerais para promover a criação e investimento em startups na região.[10] Criado em 2013 e aberto em 2014, em três anos de funcionamento 120 startups foram beneficiadas pelo programa e juntas faturaram R$ 23 milhões, geraram 145 empregos e captaram R$ 10 milhões em investimento privado.[11] Em 2015 o programa foi suspenso[12], mas retomado em 2016. Algumas das startups mais influentes do San Pedro Valley participaram do programa, como Beved, Smarttbot, Tracksale, Risu e outras. Em 2017, o programa Seed pretende acelerar mais duas turmas de 40 startups.

Seed é um programa importante porque ele gera uma importante mão de obra qualificada para a difusão da educação empreendedora para todo o estado. Muito mais que acelerar startups, o Seed possui uma responsabilidade social de, através dos empreendedores de cada startup, levar educação empreendedora para escolas e universidades. As duas primeiras rodadas do Seed foram aceleradas pela Tropos Lab e a terceira pela Techmall.

Outras aceleradoras em Belo Horizonte[editar | editar código-fonte]

Atualmente, Belo Horizonte conta com 6 aceleradoras (ativas) listadas por ordem alfabética: Aceleradora (aparentemente inativa), AceleraMG, FiemgLab, Pillow, SEED, TechMall, Tropos Lab. Destas, Techmall e AceleraMG integram o quadro de aceleradoras parceiras do programa nacional de aceleração chamado Startup Brasil.

Universidades de destaque[editar | editar código-fonte]

Belo Horizonte também possui universidades de grande reconhecimento. Especialmente a UFMG, PUC, IBMEC e FDC que formam profissionais destacados para o setor de desenvolvimento. Além de ambas, integram o ecossistema de startups de Belo Horizonte universidades como: UEMG, Newton Paiva, Una, Uni-BH, Universidade FUMEC, entre outras.

O que o San Pedro Valley é e significa hoje[editar | editar código-fonte]

Hoje, o San Pedro Valley transcende aquele grupo de amigos e pessoas próximas que se ajudavam mutuamente sem esperar nada em troca. Esse grupo não existe mais, na prática. Cada um está super focado no seu negócio e ralando muito para que eles cresçam. Sequer são uma startup mais. Faturando R$10, 20 ou 30 milhões, cada.

O SPV, na verdade, se tornou uma mentalidade. Uma cultura. A cultura da colaboração, de ajudar as pessoas sem esperar nada em troca. De buscar ver todo mundo dar certo. Isso é o San Pedro Valley.[1]

Referências