Sandro Ferraz

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Sandro Ferraz
Informações pessoais
Nome completo Sandro Luiz Amaral Ferraz
Data de nasc. 26 de dezembro de 1969
Local de nasc. Pelotas,  Rio Grande do Sul,  Brasil
Grito de guerra Tutufum Agora é Sério
Informações profissionais
Escolas de samba
Anos Escolas
1989
1990
1991
1992
1993
1994
1996
1997
1998-2003
2004-2007
2008-2013
2014
2016
2017
2018
2018
Mocidade da Lomba do Pinheiro (apoio)
Imperatriz Dona Leopoldina (apoio)
Bambas da Orgia (apoio)
União da Vila do IAPI (apoio)
Filhos da Candinha
Vila do IAPI
Figueira
Imperatriz Dona Leopoldina
Imperadores do Samba
Restinga
Império da Zona Norte
Estado Maior da Restinga
União da Vila do IAPI
Império Serrano (apoio)
Vila Isabel (apoio)
Unidos das Vargens
Última atualização: segunda-feira, 20 de maio de 2019

Sandro Luiz Amaral Ferraz (Pelotas, 26 de dezembro de 1969) é um Intérprete de samba-enredo brasileiro, radicado no Carnaval de Porto Alegre.

Filho de Maria Helena Amaral da Silva e Orimes Ferraz, Sandro ainda era um bebê quando a família se transferiu de Pelotas para Porto Alegre. Sua história se confunde com a própria história do samba e do carnaval porto-alegrense, pois foram seus familiares os fundadores da Academia de Samba Praiana, onde sua mãe, Maria Helena foi porta-bandeira e seu pai, Orimes, foi o último presidente campeão pela Praiana, em 1976.[1]

Carreira[editar | editar código-fonte]

Foi na Praiana que Sandro Ferraz iniciou sua carreira na música, na condição de ritmista da bateria da Escola. Pelo envolvimento de toda a sua família com o samba, Sandro Ferraz cresceu respirando carnaval. Na adolescência, Sandro Ferraz fez parte de um grupo chamado “Invasão à domicilio”, na Vila CEFER, Ipê e região. E, foi tocando repique de mão que Sandro Ferraz foi ser membro do Grupo Flor de Ébano. O cantor profissional surge do Flor de Ébano onde ficou por cerca de dois anos, pois ali ele se aprimorou na arte de cantar e dar interpretação ao samba. Mas, antes de alçar vôo na carreira de intérprete, Sandro Ferraz foi ritmista nas baterias das escolas Acadêmicos da Orgia, Bambas da Orgia e Imperadores do Samba. Em 1989, inicia sua carreira como intérprete de samba (puxador) na Mocidade da Lomba do Pinheiro, ao lado de Jorge Pinheiro, Nego Edu e Marcelo Kará. Depois disso cantou na harmonia de Menéca, na Imperatriz Dona Leopoldina durante um ano. No ano seguinte, Sandro Ferraz foi cantar na harmonia do Bambas da Orgia. Depois disso Sandro Ferraz ainda foi compor a harmonia da União da Vila do IAPI, com Paulão da Tinga. Mas, é em 1993, na Filhos da Candinha, que Sandro Ferraz estréia no carnaval como primeiro puxador. No ano seguinte, retorna para a União da Vila do IAPI como primeiro intérprete, onde ganha seu primeiro Estandarte de Ouro, que na época se chamava Troféu Destaque do Carnaval.Em 1996 Sandro Ferraz desfilou na Estação Primeira da Figueira e regressou em 1997 para Imperatriz Dona Leopoldina, onde ocorreu o marco de sua ascensão como puxador.[2] Em 1998, Sandro Ferraz vai para a Imperadores do Samba, onde permaneceu por seis carnavais e ganhou seu primeiro título de campeão do carnaval de Porto Alegre. Entretanto, anos antes, em 1993, tenha sido compositor do samba campeão pela própria Imperadores, que homenageava Lupicínio Rodrigues.[3] A partir de 2004, Sandro Ferraz vai defender as cores da Estado Maior da Restinga, sendo vitorioso em três campeonatos: 2004 (Intermediario A), 2005(Especial) e 2006 (Especial). Em 2008, Sandro Ferraz vai para o Império da Zona Norte, tendo obtido o título de campeão já no primeiro ano, ficando na escola até 2013. Em 2014, retorna a Estado Maior da Restinga ficando por apenas um carnaval.[4] Em 2015 assume a direção de harmonia da Embaixadores do Ritmo, ajudando a escola a obter um vice-campeonato inédito. Em 2016, comanda a direção de carnaval e harmonia da União da Vila do IAPI, mas a uma semana do desfile assume como intérprete ao lado de Cezinha e Borracha.[5] Em 2017, estréia no carnaval carioca como apoio no carro som do Império Serrano.[6]

Fora do Carnaval[editar | editar código-fonte]

  • Fez parte do projeto “Só se for samba”, que reuniu Gilson Dorneles, Nego Edu e Cláudio Barulho, que deu origem ao CD com o mesmo nome, que privilegiou compositores e intérpretes gaúchos.
  • No período que permaneceu na Restinga, Sandro Ferraz lançou seu CD “Tô morrendo de achar bom”, nome inspirado em mais um dos famosos bordões do sambista.
  • Na Estado Maior da Restinga, além de intérprete, também desenvolveu projeto social chamado "Consórcio Social da Juventude" para jovens da comunidade.
  • Em 2008 concorreu a vereador pelo PC do B na cidade de Porto Alegre obtendo 1.498 votos, ficando como suplente.[7]

Títulos[editar | editar código-fonte]

  • Grupo Especial de Porto Alegre: 1998, 2000, 2001, 2005, 2006 e 2008.
  • Grupo Intermediário A : 2004
  • Série A do Rio de Janeiro: 2017

Referências

  1. «Sandro Ferraz: "Desfilar só pra aparecer não vale a pena!"». Setor 1 rs. Consultado em 22 de junho de 2017. Arquivado do original em 20 de dezembro de 2016 
  2. «CD 1997». Porto na Folia. Consultado em 22 de junho de 2017 
  3. «CD 1998». Porto na Folia. Consultado em 22 de junho de 2017 
  4. «Sandro Ferraz está de volta à Restinga». Clic Rbs. Consultado em 22 de junho de 2017 
  5. «Sandro Ferraz está de volta». Clic Rbs. Consultado em 22 de junho de 2017 
  6. «Gauchada que representa!». Setor 1 rs. Consultado em 22 de junho de 2017 [ligação inativa]
  7. «Porto Alegre-Vereador». Tre-rs. Consultado em 22 de junho de 2017. Arquivado do original em 10 de outubro de 2008