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Sangue Mineiro

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Sangue Mineiro
Carmen Santos em uma das cenas do filme
Brasil
1929 p&b •  90 min 
Génerodrama
DireçãoHumberto Mauro
ProduçãoAgenor Cortes de Barros
Homero Cortes Dominngues
Carmen Santos
RoteiroHumberto Mauro
ElencoCarmen Santos
Nita Ney
Maury Bueno
Máximo Serrano
Pedro Fantol
Augusta Leal
CinematografiaEdgar Brasil
Companhia produtoraPhebo Brasil Filme
DistribuiçãoPrograma Urânia
Idiomamudo (intertítulos em português)

Sangue Mineiro (conhecido também como Sangue Novo) é um filme mudo brasileiro do gênero drama, dirigido e roteirizado por Humberto Mauro. Estrelado por Carmen Santos, Nita Ney e Maury Bueno, o enredo segue Carmen que, após perder o pai, tem que viver sob a proteção de seu tutor, Juliano Sampaio. Em uma noite de São João, vê seu amado, Roberto, dispensar os mesmos afagos que lhe dava à Neuza, filha de seu tutor. Corre desesperada pelos campos com a única vontade de se matar. Após ser salva por dois primos, Christovão e Max, Carmem desperta a paixão e a discórdia entre seus primos, guardando diferentes sentimentos em relação a cada um deles.[1]

Foi produzido por volta de 1929 pela companhia cinematográfica Phebo Brasil Filme, com produção de Agenor Cortes de Barros, Homero Cortes Dominngues e de Carmen Santos, que também atuou como a protagonista. Sangue Mineiro é considerado por críticos e diretores de cinema umas das maiores obras-primas do cinema brasileiro, sendo classificado em segundo lugar no concurso de Melhor Filme de 1930, promovido pelo Jornal do Brasil. É também um dos filmes mais importantes do Ciclo de Cataguases.[2]

Sangue Mineiro (1929).

Depois que perdeu seu pai, a jovem Carmem vivia sob a proteção de seu tutor, o capitalista Juliano Sampaio. Ambos viviam felizes no solar da província. Juliano tinha uma filha, Neuza, que estudava num colégio da capital. Numa noite de São João, Carmem, apaixonada por Roberto, amigo da família, vê seu amado dispensar os mesmos afagos que lhe dava à Neuza.[3]

Em pânico e desesperada, Carmem corre pelos campos, com a única vontade de se matar. Dois primos amigos, Cristóvão e Max, salvam-na de se afogar e Carmem fica sob os cuidados de Tia Marta, na fazenda do Acaba-Mundo. Integrada àquela boa gente, Carmem desperta a paixão e a discórdia entre os primos, guardando diferentes sentimentos em relação a cada um deles.

Com a preocupação de Sampaio, Neuza acaba descobrindo o motivo da fuga de Carmem. Roberto e o velho Franco põe-se à sua procura. Finalmente encontrada, Carmem prefere permanecer em Acaba-Mundo, onde acredita estar sua felicidade, apesar das insistências e súplicas de Roberto e Neuza. Sem resistir aos impulsos do coração, Carmem casa-se com Cristóvão e partem para o Rio. Max conforma-se com seu destino. [4]

O elenco do filme foi o seguinte;

  • Carmen Santos como Carmen
  • Maury Bueno como Cristóvão
  • Máximo Serrano como Max
  • Pedro Fantol como Juliano Sampaio
  • Nita Ney como Neusa
  • Augusta Leal como Tia Marta
  • Luís Soroa como Roberto
  • Ely Sone como Tufy
  • Rosendo Franco como Franco
  • Humberto Mauro como Empregado da Fazenda
  • Adhemar Gonzaga como Pai de Juliano

Produção

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Após o sucesso de Brasa Dormida, longa anterior de Humberto Mauro lançado um ano antes, a produtora Phebo Brasil Filme logo se apressou para finalizar a produção de Sangue Mineiro.[5] Carmen Santos foi uma das produtoras do filme, também atuando como uma das protagonistas, Carmen. No elenco principal ainda estavam Maury Bueno, Máximo Serrano, Pedro Fantol, Nita Ney e Augusta Leal. O diretor Humberto Mauro também fez uma participação como ator, interpretando um empregado da fazenda. A fotografia ficou a cargo do cinegrafista Edgar Brasil, conhecido como o patrono dos diretores de fotografia, que mais tarde ficaria conhecido pelo seu trabalho em Limite (1931), de Mário Peixoto, considerado o melhor filme brasileiro de todos os tempos.

Lançamento

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Sangue Mineiro foi lançado nas salas de cinema do Brasil ainda em 1969.

Home video

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Foi lançado em DVD como parte da Coleção 100 anos Humberto Mauro.[6] Também ficou disponível para assistir na plataforma de streaming nacional Brasiliana TV, do canal Curta!, em uma coleção especial do diretor Humberto Mauro, junto com os filmes Brasa Dormida (1928), Ganga Bruta (1933), O Descobrimento do Brasil (1937), Argila (1942), e O Canto da Saudade (1952).[7]

Preservação

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Em 2024, enquanto a equipe da Cinemateca Brasileira estava manipulando as matrizes e cópias dos filmes do diretor Humberto Mauro, acabou-se percebendo certas divergências entre as versões do filme, que até então acreditava-se ter sido encontrado por completo. Em um dos rolos que foram incorporados por volta do ano de 1979, existiam alguns planos adicionais e certas diferenças de montagem em relação á cópia existente.[8]

Referências

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  1. «FILMOGRAFIA - SANGUE MINEIRO». Cinemateca Brasileira. Consultado em 2 de abril de 2026. Cópia arquivada em 16 de dezembro de 2025
  2. NORONHA, Jurandyr Dicionário Jurandyr Noronha de Cinema Brasileiro EMC Edições, 2008
  3. Sangue Mineiro de Humberto Mauro
  4. «Sangue Mineiro, Crítica». planocritico.com. 2 de maio de 2023. Consultado em 24 de julho de 2023. Cópia arquivada em 24 de julho de 2023
  5. Lima, Pedro (1 de maio de 1929). «AS PRIMEIRAS SCENAS DE "SANGUE MINEIRO" DA PHEBO BRASIL FILM». memoria.bn.gov.br. Consultado em 3 de abril de 2026
  6. «Sangue Mineiro (1929)». UOL. Consultado em 3 de abril de 2026
  7. «Pioneiro do cinema brasileiro, Humberto Mauro ganha coleção em canal pago». Associação Brasileira de Cinematografia. 13 de dezembro de 2024. Consultado em 3 de abril de 2026. Cópia arquivada em 14 de janeiro de 2025
  8. «Cinemateca Brasileira recupera trechos inéditos de filme de Humberto Mauro». cinemateca.org.br. 22 de maio de 2025. Consultado em 2 de abril de 2026