Este é um artigo bom. Clique aqui para mais informações.

Santa Cruz do Sul

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Município de Santa Cruz do Sul
À direita, a Catedral São João Batista. À esquerda, a prefeitura municipal, cidadãos desfilando em trajes germânicos na Oktoberfest, e a cruz do morro. Abaixo, panorama do centro da cidade.

À direita, a Catedral São João Batista. À esquerda, a prefeitura municipal, cidadãos desfilando em trajes germânicos na Oktoberfest, e a cruz do morro. Abaixo, panorama do centro da cidade.
Bandeira de Santa Cruz do Sul
Brasão de Santa Cruz do Sul
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 28 de setembro[nota 1][1]
Fundação 31 de março de 1877 (141 anos)
Gentílico santa-cruzense
Padroeiro(a) São João Batista[2]
Prefeito(a) Telmo Jose Kirst (PP)
(2017 – 2020)
Localização
Localização de Santa Cruz do Sul
Localização de Santa Cruz do Sul no Rio Grande do Sul
Santa Cruz do Sul está localizado em: Brasil
Santa Cruz do Sul
Localização de Santa Cruz do Sul no Brasil
29° 43' 04" S 52° 25' 33" O29° 43' 04" S 52° 25' 33" O
Unidade federativa  Rio Grande do Sul
Região
intermediária

Santa Cruz do Sul-Lajeado IBGE/2017[3]

Região
imediata

Santa Cruz do Sul IBGE/2017[3]

Municípios limítrofes Rio Pardo, Vera Cruz, Venâncio Aires, Passo do Sobrado, Sinimbu
Distância até a capital 155 km
Características geográficas
Área 733,409 km² [4]
População 127 429 hab. estatísticas IBGE/2017[4]
Densidade 173,75 hab./km²
Altitude 122 m
Clima temperado Cfa
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,773 elevado PNUD/2010[5]
PIB R$ 7 984 043 mil IBGE/2014[6]
PIB per capita R$ 63 692,48 IBGE/2014[6]
Página oficial
Prefeitura santacruz.rs.gov.br
Câmara camarasantacruz.rs.gov.br

Santa Cruz do Sul é um município brasileiro no Estado do Rio Grande do Sul. A 155 km de Porto Alegre e a 142 km de Santa Maria, no centro do estado, possui uma população estimada em 127 429 habitantes, sendo o 15.º município mais populoso do Rio Grande do Sul. Com uma área de 733,4 km², localiza-se na região do Vale do Rio Pardo, fazendo fronteira com os municípios de Vera Cruz, Rio Pardo, Sinimbu, Venâncio Aires, e Passo do Sobrado. Com clima temperado, constitui uma região fisiográfica de transição entre o Planalto e a Depressão Central, contando com vegetação oriunda da Mata Atlântica e do Pampa, e predominância litográfica de rochas vulcânicas.

A antiga Colônia de Santa Cruz foi fundada em 6 de dezembro de 1847, e a cidade em 31 de março de 1877, emancipada de Rio Pardo. Um dos principais núcleos da colonização alemã do Rio Grande do Sul, fala-se lá tanto o português como o alemão, principalmente o dialeto Hunsrückisch. Sua economia está historicamente ligada ao tabaco, sendo considerada a capital mundial do fumo. Vivenciou forte expansão econômica, verticalização, e êxodo rural no século XX até o início do século XXI, e em 2013 seu PIB figurava em R$6,67 bilhões, o oitavo maior do Estado, enquanto o IDH era de 0,733 em 2010, considerado alto.

Com uma população em grande parte católica e evangélica, é lar da Catedral São João Batista, a maior em estilo gótico da América do Sul, e da Igreja Evangélica de Confissão Luterana, maior templo evangélico do Rio Grande do Sul. Abriga ainda a Universidade de Santa Cruz do Sul, com onze mil alunos matriculados em 52 cursos de graduação, além de três outras instituições de ensino superior, catorze escolas de ensino médio, 114 de ensino básico, e três hospitais.

Com boa infraestrutura para o turismo, a cidade é conhecida por sediar a maior Oktoberfest do Rio Grande do Sul, a Oktoberfest de Santa Cruz do Sul, por receber um dos maiores festivais de arte amadora da América Latina, o Encontro de Arte e Tradição, e pelo Autódromo Internacional de Santa Cruz do Sul.

História[editar | editar código-fonte]

Cerimônia de inauguração da Prefeitura Municipal, em 1892.

Fundação e primeiros anos[editar | editar código-fonte]

A colônia foi fundada pela lei provincial em 6 de dezembro de 1847,[7] por desejo da Câmara de Rio Pardo de estabelecer uma comunicação com os campos e comércio com a região.[8] Os primeiros habitantes da cidade vieram em 1849[9]:102 e habitavam choupanas e ranchos.[8] A colônia foi elevada para freguesia em 8 de janeiro de 1859.[8] Em 1879, segundo levantamento de Carlos Trein Filho, 90,54% dos habitantes da Colônia de Santa Cruz, excluindo-se os brasileiros, proviam do Reino da Prússia, sendo 42,53% da Pomerânia, 37,88% da Renânia, 4,46% da Prússia, 3,57% da Silésia, 1,65% da Vestfália, e 0,14% de Brandenburgo. 8,92% vinham de outros estados alemães, e outros 0,55% de outras regiões da Europa.[9]:121 As terras ocupadas pela colônia de Santa Cruz do Sul foram cedidas pelo governo imperial através da lei de 1848 de incentivo à imigração estrangeira.[10] O objetivo da colonização da região era a renovação da economia, sem a mera substituição da antiga mão-de-obra escrava.[9]:103 Os imigrantes se estabeleceram na Colônia Picada Velha (Alt Picade),[9]:102 hoje conhecida como Linha Santa Cruz.[11]:6[8]

Em 1849, o local, então chamado de Faxinal de João Faria, em terras de Antônio Martins da Cruz Jobim, Barão de Cambaí, foi povoado com a instalação de cinco famílias alemãs.[7] O primeiro administrador da Colônia foi Evaristo Alves de Oliveira, e o primeiro diretor o engenheiro Johann Martin Buff, imigrante alemão de Rödelheim, cidade próxima de Frankfurt.[9]:99,102,103 Apesar de a maioria dos imigrantes serem agricultores, muitos artesãos foram instalados na colônia,[9]:129 como, por exemplo, o caso de um grupo de 71 chefes de família chegados em 1853, no qual constavam 25 artesãos e 46 agricultores.[10] Apesar de dificuldades no assentamento da terra - inicialmente mata nativa - bem como em dificuldades financeiras e políticas, como relatadas por Oliveria e Buff,[9]:104,105 a colônia cresceu rapidamente: em 1849 havia doze habitantes; em 1852 eram 254, e em 1853 ocorreu um incremento de 692 pessoas; em 1859 havia 2 723 habitantes.[10]

A região logo se tornou um centro da produção de fumo.[10] Entre 1859 e 1881, a produção do fumo passou de catorze para 1 552 toneladas, tornando-se o principal produto para a exportação, com 95% de sua safra exportada para outras localidades.[10] A cidade foi oficialmente fundada em 31 de março de 1877, emancipada de Rio Pardo pela lei nº 1079. No dia 28 de setembro de 1878, instalou-se a Câmara Municipal na casa situada na esquina das ruas São Pedro e Taquarembó (atuais Marechal Floriano e 28 de Setembro).[11]:7 A sessão de posse foi presidida pelo vereador Joaquim José de Brito (Ten. Cel. Brito), mas na primeira ordinária, dia 15 de outubro, a presidência já foi exercida por Carlos Trein Filho.[9]:115 Um dos edis da primeira sessão, Pedro Werlang, destacou-se na Guerra do Paraguai, tendo recebido medalhas e honrarias, dentre elas a comenda da Imperial Ordem da Rosa, conferindo-lhe as honras capitão do exército imperial brasileiro.[8]

Expansão e atualidade[editar | editar código-fonte]

Comemoração na Praça Getúlio Vargas. Ao fundo o Colégio Marista e a Casa de Artes Regina Simonis (então edifício do Banco Pelotense).

Com a emancipação, os excedentes da agricultura, e a presença de artesões e outros profissionais, houve condições sólidas para uma diversificação da economia e a formação de uma média burguesia local. Alguns pequenos agricultores ascenderam economicamente, passando a ter condições de formar pequenos estabelecimentos comerciais e industriais.[12][9]:156[13]:102 Em 1904, contando com a cooperação mútua, fundaram o primeiro estabelecimento financeiro local, a Caixa de Crédito Santa-Cruzense.[12] Este banco se expandiu, formando depois o Banco Agrícola Mercantil, que depois se fundiu com o Banco Moreira Salles para formar o Unibanco.[14] Com a expansão econômica nas décadas seguintes, diversas melhorias urbanísticas chegam ao município, como a expansão no número de ruas calçadas e o acesso à água e energia elétrica.[15]:80

Em 1905 foi inaugurada a via férrea Santa Cruz – Rio Pardo (estação do Couto), dando impulso à integração da cidade com Porto Alegre, possibilitando o aumento da circulação de mercadorias e de pessoas.[13]:102 A estação férrea foi fundada no mesmo ano, pelo presidente da província, Borges de Medeiros. Porém, devido à decadência do sistema ferroviário no país, em 1965 a via férrea foi suprimida.[16][12][11]:7

De 1917 a 1965 a cidade vivenciou uma forte expansão no setor fumageiro,[13]:102 recebendo o título de "capital mundial do fumo."[17][18][8] A partir de 1918 o processamento do tabaco plantado na região passou a ser controlado por médias e grandes empresas, com o surgimento da Companhia de Fumo Santa Cruz, fusão de seis outras empresas menores. No ano seguinte chega ao município a anglo-britânica Souza Cruz, em 1932 a teuto-brasileira Tabacos Tatch, em 1948 a brasileira Companhia de Tabacos Sinimbu, e em 1975 a francesa Meridional Tabacos. Tais empresas expandiram seu alcance com o tempo, investindo ainda na tecnologia para o aperfeiçoamento de sementes e no acompanhamento dos produtores rurais, estabelecendo ainda quotas de produção e determinando preços.[19]:15 Em 1970, Santa Cruz contava com forte economia industrial, sendo o fumo seu carro chefe.[19]:17

Em 1937, durante a Era Vargas e no âmbito da Segunda Guerra Mundial, o governo federal iniciou uma campanha nacionalista que proibiu o uso e ensino da língua alemã, estabelecendo inclusive o fechamento de jornais e estabelecimentos culturais, o que teve forte impacto na região, onde a língua é até os dias de hoje falada e ensinada.[19]:16[20][21] Dentre os impactos na cidade pode citar-se o fim do jornal Kolonie, em 1941, que operava na cidade desde 1891. Após a segunda guerra, o jornal voltou a circular, então em portugês, sob o nome de Gazeta de Santa Cruz, e continua a circular até os dias de hoje sob o nome Gazeta do Sul. Com o sentimento pós-guerra, a cultura germânica da cidade ficou mais uma vez retraída, voltando a tona apenas nos anos 70.[19]:17

Com o crescimento da cidade, em 1962 a Associação Pró-Ensino em Santa Cruz do Sul (APESC) inicia suas atividades com cursos de ensino superior, e em 1980 uniu quatro faculdades criadas por ela nas chamadas Faculdades Integradas de Santa Cruz do Sul (FISC). Em 1982 iniciou-se a construção do atual campus da Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC), sendo o projeto e os devidos credenciamentos finalizados em 1993. Hoje, a UNISC conta com campus em diversos municípios gaúchos.[22]

De 1970 a 2010, houve uma acentuada verticalização da cidade, iniciada na área central, onde é mais acentuada. Nos bairros, contribuíram à verticalização a moção das FISC do centro para o bairro Universitário, bem como o desenvolvimento do distrito industrial da cidade. No período de 1970 a 1986 foram construídas 899 unidades verticais - apartamentos, lojas e salas. Já de 1987 a 1994 houve um aumento de 135,84% em relação ao anterior, e de 1995 a 2010, de 64%, com 3 654 unidades construídas.[23] No mesmo período, ocorre um êxodo rural na cidade, com a população rural caindo de 62% em 1970 para 11% em 2010.[15]:75,76

Geografia[editar | editar código-fonte]

Localiza-se a 155 km de Porto Alegre e a 142 km de Santa Maria, no centro do Estado, na região do Vale do Rio Pardo. Faz divisa com os municípios de Vera Cruz, a leste, Rio Pardo ao sul, Sinimbu, ao noroeste, Venâncio Aires ao nordeste, e Passo do Sobrado a leste, sendo o polo do Vale do Rio Pardo.[11]:7-10 De acordo com a divisão do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística vigente desde 2017,[24] o município pertence às Regiões Geográficas Intermediária de Santa Cruz do Sul-Lajeado e Imediata de Santa Cruz do Sul.[3] Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, o município fazia parte da microrregião de Santa Cruz do Sul, que por sua vez estava incluída na mesorregião do Centro Oriental Rio-Grandense.[25]

O município localiza-se em uma região fisiográfica de transição entre o Planalto e a Depressão Central, às margens do Rio Pardinho,[15]:20[26]:77 constando com a presença dos biomas de Mata Atlântica e Pampa. O relevo é composto por vales, morros, e outras ondulações. Uma região limítrofe da cidade de mata nativa e de preservação ambiental é denominada Cinturão Verde, sendo sua ocupação permitida de forma restritiva.[11]:7,10 Quanto à litografia, predominam as rochas vulcânicas.[15]:66

A região contém três sub-bacias hidrográficas - a do Pardo, a Taquari-Antas, e a Baixo Jacuí, sendo a principal a primeira, com principal manancial o Rio Pardinho. Na Taquari-Antas, o manancial principal é o Rio Taquari Mirim. A cidade possui ainda uma série de micro-bacias de esgotamento sanitário - arroios.[27]:16[15]:62 Devido a suas características geográficas, partes do município são sucetíveis a inundações, com registros de situação de emergência e de calamidade pública nos anos de 1984, 1993, 2005, 2009, 2010, e 2011.[15]:89,90,128

Clima[editar | editar código-fonte]

Tem clima temperado (do tipo Cfa na classificação climática de Köppen-Geiger), com temperatura média anual de 19,7 °C.[28] As mínimas absolutas atingem 1°C, e as máximas 41°C.[15]:60 A precipitação média é de 1 311 milímetros (mm) anuais bem distribuídos ao longo do ano, mas com elevação da média entre os meses de outubro e abril, sendo janeiro o mês de maior precipitação (159 mm).[28] Devido a sua localização, há ocorrência de chuva orográfica.[15]:60 Os ventos sopram, em média, de 1,5 a 2 m/s,[11]:10 sendo que a região é influenciada pelas massas de ar Polar Atlântica, Tropical Atlântica e Tropical Continental.[15]:71 Episódios de neve são raros, com registros nos dias 18 e 19 de agosto de 1965[29] e em 4 de setembro de 2006.[30]

Dados climatológicos para Santa Cruz do Sul
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima média (°C) 30,1 28,7 26 22,9 20 19,6 20,1 21,6 23,8 26,3 28,8 26,4 22,6
Temperatura média (°C) 25 23,9 21,3 18,4 15,6 15,1 15,5 16,8 18,6 20,9 23,3 21,4 19,7
Temperatura mínima média (°C) 19,9 19,1 16,6 13,9 11,2 10,6 10,9 12,1 13,5 15,6 17,8 16,4 14,8
Precipitação (mm) 159 140 151 103 82 76 68 73 97 104 120 138 1 311
Fonte: Climate Data.[28]

Economia[editar | editar código-fonte]

As principais indústrias de tabaco do Brasil estão presentes em Santa Cruz do Sul. Entre as instaladas na cidade estão Souza Cruz, líder em participação de mercado no País,[31] e Philip Morris, que responde por 54% da arrecadação de ICMS do município,[32] entre outras.

A presença dessas empresas tem o respaldo dos produtores rurais de Santa Cruz do Sul e cidades vizinhas, como Venâncio Aires, Vera Cruz e Rio Pardo, de quem o cultivo de tabaco para processamento é a principal fonte de renda. Cerca de 6,6 mil hectares da área do município são dedicados ao tabaco, que acumula uma produção anual de 14,7 mil toneladas, na safra 2012/2013. Quatro mil famílias santa-cruzenses dedicam-se à atividade.[33]

Existe forte presença das indústrias do fumo na vida socioeconômica da região, oferecendo apoio técnico, financeiro e programas sociais para os fumicultores. Dessa forma, há um sistema de trocas e lealdades entre a maior parte de fumicultores e a indústria.[11]:33[34] Além do tabaco, destacam-se ainda as culturas de milho, arroz, mandioca, soja, feijão, oleicultura, fruticultura, floricultura, cana-de-açúcar, batata-doce, batata-inglesa, e uva. A atividade pecuária também é presente. Ao todo, há 4365 propriedade rurais com área média de 12,7 ha.[27]:17

A cidade também possui outros ramos fortes em sua economia, como o comércio e serviços. Com isso, o segmento comercial é hoje representado por aproximadamente 3 277 estabelecimentos e mais 2 793 empresas de prestação de serviços. Na totalidade, o município tem 533 indústrias e 3 914 profissionais autônomos. As maiores empresas do município em valor adicionado, no ano de 2013 foram a Phillip Morris Brasil, a Souza Cruz, a Universal Leaf Tabacos, a JTI Processadora de Tabacos, a Metalúrgica Mor, a Associated Tobacco do Brasil, a Mercur, a Excelsior Alimentos, a Premium Tobacos do Brasil, e a Xalingo.[27]:17

O PIB da região figurava, em 2013, em R$6,67 bilhões, sendo o oitavo maior do estado, com participação de 2% na economia deste. O PIB per capita do município era de R$53,5 mil, enquanto que o do estado era de R$29,657 mil, e o do país, R$26,445 mil.[11]:32 A renda média dos habitantes do município passou de R$554,13 em 1991 para R$1036,87 em 2010, enquanto que a extrema pobreza caiu de 3,76% a 0,96% no mesmo período. As principais atividades dos trabalhadores são as fabris, comerciais, na agricultura e pecuária, construção civil, funcionalismo público, de transporte, profissionais da educação, particulares, e outros profissionais liberais e prestadores de serviço.[27]:18

Turismo[editar | editar código-fonte]

Rua Marechal Floriano Peixoto, centro da cidade, ornamentada por ocasião da Oktoberfest.
A gruta do Parque das Aventuras, uma paleotoca da megafauna escavada há mais de dez mil anos.[35]

O principal evento de Santa Cruz do Sul é a Oktoberfest de Santa Cruz do Sul, uma festa popular germânica, que ocorre anualmente na cidade no mês de outubro. A Oktoberfest de Santa Cruz do Sul é a segunda maior do Brasil, atrás apenas da realizada em Blumenau,[36] sendo a maior do Rio Grande do Sul.[37] Promovida localmente como a "festa da alegria",[38] sua edição de 2016 teve um público de cerca de 150 mil pagantes.[39]

A cidade também é palco do Encontro de Arte e Tradição, evento que celebra as tradições gaúchas e que costuma ocorrer no mês de novembro,[40][11]:34 sendo um dos maiores da América Latina.[41] A edição de 2016 teve seis mil artistas participantes.[42]

Também é sede do Autódromo Internacional de Santa Cruz do Sul, que foi inaugurado em 12 de junho de 2005 com um evento do Renault Speed Show.[43] Além disso, o local já recebeu etapas da Stock Car,[44] Fórmula Truck,[45] entre outras competições.[46]

Possui uma boa infraestrutura para eventos, conquistando com isso o Selo Prioritário para o Desenvolvimento do Turismo. Tem dezesseis hotéis e cinco motéis, dispondo, assim, de 1 900 leitos. Mais de trinta restaurantes, alguns cafés coloniais, mais de oito pizzarias além de um grande número de bares, oferecendo à comunidade a aos turistas uma variada gastronomia.[11]:34

Outras atrações turísticas incluem o Parque da Gruta, também chamado de Parque das Aventuras, um espaço de 17,4 ha com mata nativa, trilhas, restaurante, e equipamentos de escalada.[47][48][46] O nome vem de uma paleotoca localizada no parque, escavada por animais da megafauna há mais de dez mil anos, mas erroneamente atribuída ao trabalho de indígenas (daí o nome coloquial de Gruta dos Índios).[35][49] Conta ainda com o Parque da Cruz, que ocupa o local onde um dia foi uma pedreira, área recuperada pelo ambientalista José Lutzenberger, e onde foi instalada uma cruz, de vinte metros de altura.[50][51][46] Há também o Lago Dourado, um lago artificial de 228,43ha construído para o abastecimento de água em tempos de estiagem, com ciclovias e local para repouso em suas margens, com projeto de ser transformado em um complexo turístico.[52][53][46] Afastado do centro da cidade encontra-se ainda um parque ambiental idealizado por Lutzenberger e mantido pela Souza Cruz - com 65 ha de área e fundado em 2003, foram catalogadas lá novas espécies de fungos e insetos.[54]

Fora da cidade mas ainda dentro dos limites do município, no distrito de Rio Pardinho, há a Rota Germânica, trajeto com casas e estabelecimentos comerciais de descendentes germânicos que oferecem produtos da culinária tradicional, bem como o Mosteiro da Santíssima Trindade, o Santuário de Nossa Senhora, e a Igreja dos Imigrantes, fundado em 1890.[46][55] Já em Linha Santa Cruz encontra-se o Seminário São Batista, fundado em 1968, onde são realizados eventos comunitários, em geral de cunho religioso, havendo ainda espaço aberto à comunidade para passeios. O restante da estrutura abriga a escola Família Agrícola de Santa Cruz, e o seminário em si.[54]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Pirâmide etária de Santa Cruz do Sul em 2010.[11]:13
População de Santa Cruz do Sul
Ano População
1890 15 536[56]
1900 23 158[56]
1920 41 136[56]
1940 55 041[56]
1950 69 605[56]
1960 75 931[56]
1970 86 787[56]
1980 99 645[56]
1991 117 773[56][nota 2]
2000 107 642[56][nota 3]
2007 115 857[56]
2010 106 669[57]
2017 127 429[4][nota 4]

Com uma população estimada de 127 429 habitantes em 2017,[4] é o 15.º município mais populoso do Rio Grande do Sul. Em 2010, quando contava com 118 374 habitantes, 88% viviam na zona urbana, e a densidade demográfica era de 161 habitantes por quilômetro quadrado.[27]:18

Ainda em 2010, 86,12% da população era branca, sendo pretos e pardos 13,75%, e os 0,37% restantes amarelos e indígenas.[58] Em contraste com seus anos iniciais, em 2010 a maioria absoluta da população residente permanente (99,76%) era brasileira nata, sendo apenas 249 habitantes estrangeiros, e os trinta restantes brasileiros naturalizados.[59]

O IDH do município em 2010 foi de 0,733,[5] considerado alto. A esperança de vida ao nascer era de 76,1 anos - de 69 em 1991 - e a taxa de mortalidade infantil era de 11,8 por mil - de 21,5 em 1991.[27]:21

Religião[editar | editar código-fonte]

O Mosteiro da Santíssima Trindade.

Em 2010, 75,14% da população era católica, 20% era evangélica - sendo 60% destes evangélicas de missões, dos quais 95% eram luteranos - 2% eram espíritas, 1,5% não tinha religião, e os 1,36% restantes dividiam-se entre outras religiões.[58]

A primeira capela da cidade foi fundada em 1855 pelo governo local.[8] Atualmente, além da Catedral São João Batista, cartão postal da cidade e maior catedral da América do Sul em estilo gótico,[46] a cidade conta com numerosas outras igrejas e templos, dentre elas a Igreja Evangélica de Confissão Luterana - fundada em 1924, é o maior templo evangélico do Rio Grande do Sul, com capacidade de abrigar até 500 fiéis.[60] Conta ainda com a Casa de Retiro Loyola, local para encontros religiosos, com alojamentos para cem pessoas. Considerado um ponto turístico, possui uma área de 5,3 ha e localiza-se próximo a uma gruta.[61][54] Em 1997 foi fundado o Mosteiro da Santíssima Trindade, sua construção sendo finalizada no ano 2000. Abrigando freiras cristãs da cidade, conta ainda com biblioteca, refeitório onde são realizadas quermesses, jardins, capela, e outras instalações.[62] Foi também lar do cantor Belchior.[63]

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Fachada do Hospital Santa Cruz.

A cidade possui 40 540 domicílios registrados, sendo que 91,37% possuem abastecimento de água, 90,87% possuem saneamento básico, 99,76% energia elétrica, e 98,28% coleta de lixo. O abastecimento de água e o tratamento de esgoto são realizados pela CORSAN, enquanto a energia elétrica é fornecida pela RGE Sul (antiga AES Sul). A cidade possui projetos de habitação popular em nove bairros, recebendo recursos do Programa de Aceleração do Crescimento. A coleta de lixo é realizada pela CONESUL,[11]:38-39 enquanto uma cooperativa realiza a coleta seletiva e reciclagem.[64]

Conta com três hospitais. O Hospital Ana Nery, fundado em 1955 pela comunidade evangélica da região, de caráter privado e filantrópico,[65] é referência em oncologia para a região.[66] O Hospital Santa Cruz, fundado em 1908, também de caráter filantrópico, é o principal centro de saúde do Vale do Rio Pardo.[67] O hospital é administrado pela APESC, que administra também a UNISC.[68][69] Conta ainda com o Hospital Beneficente Monte Alverne.[70]

Educação[editar | editar código-fonte]

Prédio da Faculdade Dom Alberto, visto da Praça Getúlio Vargas

Em 2014, possuía 114 escolas de ensino básico com 30 925 alunos matriculados. Destes, 5% estudavam na zona rural, e o resto na urbana. 19,6% estudavam na rede privada, enquanto o resto dividia-se nas redes municipal e estadual. A taxa de analfabetismo da população acima de quinze anos foi, em 2010, 8,42%.[27]:25,26 300 alunos são atendidos ainda na educação especial, em todas as esferas.[27]:48

Em 2013, catorze escolas ofereciam turmas de ensino médio, com 3 806 alunos matriculados em algum dos três anos. Destas, quatro eram particulares, dentre elas o Colégio Mauá, da Rede Sinodal de Educação, fundado em 27 de julho de 1870 pela comunidade local,[19]:15[71] o Colégio Marista São Luís, fundado em 1874[19]:15 e integrante da Rede Marista,[72] e o colégio Educar-se, fundado em 1984 pela instituição que hoje administra a UNISC.[73] As outras instituições são estaduais, sendo uma única localizada na região rural.[27]:43 Dentre as escolas estaduais da região urbana estão o Colégio Goiás, fundado em 1902,[74] e a Escola Estadual Ernesto Alves.[75] São oferecidos ainda cursos ensino médio profissionalizante na UNISC, com 211 alunos matriculados em 2014, no SENAI, com 183 alunos em 2013, na Família Agrícola de Santa Cruz do Sul, com duzentos alunos em 2013, na Ideal School, com nove alunos em 2013, e no Colégio Marista, com 48 alunos em 2013.[27]:49

A oferta de ensino superior na cidade se dá através da Universidade de Santa Cruz do Sul, com onze mil alunos matriculados em 52 cursos de graduação em 2014, a Faculdade Dom Alberto, com 2,5 mil alunos matriculados em três cursos de graduação, uma sede da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul, com 36 alunos matriculados em dois cursos de graduação, bem como um centro do Centro Universitário Ritter dos Reis, com 361 alunos matriculados em cursos de graduação em 2013.[27]:45

Transporte[editar | editar código-fonte]

O transporte coletivo na cidade é operado pelo Consórcio TCS, em contrato com a prefeitura, que surgiu com a união das empresas Stadtbus e TC Catedral, que operavam até 2017 na cidade junto ao Consórcio Primavera. A frota de ônibus conta com ar-condicionado, elevador para cadeirantes, sistema para a identificação visual dos usuários, GPS, e aplicativo que permite verificar a localização dos ônibus em tempo real.[76][77][78] No transporte coletivo intermunicipal, atua a Viação União Santa Cruz.[79][80] No transporte privado, além dos táxis,[81] desde 2018 atua na cidade também o Uber.[82] A cidade conta ainda com sete ciclofaixas ou ciclovias, totalizando 11,7 km de extensão. A frota de automóveis na cidade era, em 2014, 85 076, sendo a maioria carros.[11]:35,26

No trasporte aéreo, há o Aeroporto de Santa Cruz do Sul,[83] cuja pista foi fundada em 1940,[8] com planos para a operação de linhas aéreas regulares.[84]

Esporte[editar | editar código-fonte]

Dois clubes profissionais de futebol estão estabelecidos na cidade, o Esporte Clube Avenida e o Futebol Clube Santa Cruz. Ambos possuem estádios na cidade, respectivamente o Estádio dos Eucaliptos e o Estádio dos Plátanos. Há ainda um clube de tênis[85] e um campo de golfe.[86][46]

Dentre os atletas da cidade destacam-se a ginasta Natália Scherer, que representou o Brasil nas finais de ginástica rítmica das Olimpíadas de Sydney de 2000,[87][88] o golfista Adilson da Silva, que representou o Brasil nos Jogos Pan-Americanos de Toronto de 2015,[89] entre outros residentes e naturais da cidade,[90] como Fabiano Peçanha.[91][92]

Cultura[editar | editar código-fonte]

O bierwagen (carro da cerveja) na Oktoberfest, em 2013

Fala-se o português (idioma falado pela maioria da população e também o oficial do Brasil) e o alemão,[21] incluindo dialetos como o Hunsrückisch,[20] o principal entre os primeiros habitantes da colônia.[9]:125

Dentre os centros culturais da cidade está o Centro de Cultura Francisco José Frantz, localizado na antiga estação ferroviária do município, onde são hospedadas exposições diversas.[46] No centro da cidade, no antigo prédio do Banrisul - patrimônio tombado - está localizada a Casa de Artes Regina Simonis, onde ocorrem exposições de arte. Há ainda o Auditório da Secretaria Municipal de Educação e Cultura, e o Teatro Espaço Camarin, no auditório do Colégio Mauá. Dentre os estabelecimentos de cultura privados estão o Teatro do Colégio Mauá, com 711 lugares, os auditórios dos colégios Dom Alberto e São Luís, bem como os da UNISC. Os pavilhões do Parque da Oktoberfest abrigam eventos diversos, e o Parque da Santa Cruz possui um anfiteatro com oitocentos lugares.[27]:22,23

Tradicionalmente são promovidos eventos comemorando tanto a cultura germânica quanto a gaúcha, sendo os mais famosos a Oktoberfest de Santa Cruz do Sul e o Encontro de Arte e Tradição, respectivamente, bem como seu eventos associados. Outros eventos incluem a Festa das Cucas, evento sobre o prato da culinária alemã, que em sua 17a edição, em 2017, esperava setenta mil pessoas,[93] bem como eventos de produtores de cerveja gaúchos.[94]

A cidade conta ainda com uma biblioteca pública e outras privadas de acesso aberto ao público, e um museu privado de acesso aberto ao público. Dentre as bibliotecas estão a biblioteca pública municipal, com acervo de 21 mil obras em 2012,[95] a biblioteca da UNISC, fundada em 1964 e uma das principais do interior do estado,[96] com acervo de 260 mil livros em 2017,[97] além de periódicos, arquivos de jornais da região, acervo multimídia e acervo em braile[98]. A Biblioteca Educar-se encontra-se no colégio privado de mesmo nome, mantido pela APESC e conta com acervo de 13 700 volumes.[96] O Museu do Colégio Mauá foi fundado em 1966 e conta acervo de 140 mil unidades, dentre elas artefatos arqueológicos, peças históricas, de ciências naturais, entre outras, contando ainda com uma modesta pinacoteca e uma coleção de armas.[99][100]

Política e administração[editar | editar código-fonte]

A câmara municipal foi fundada em 28 de setembro de 1878, na esquina das atuais Marechal Floriano e 28 de Setembro.[11]:7 Após várias mudanças de sede, localiza-se desde 2016 em prédio alugado na rua Fernando Abott. De 1878 a 1937, a câmara teve 116 vereadores. Com o surgimento do Estado Novo em 1937, as câmaras municipais foram fechadas por Getúlio Vargas. Após a deposição de Vargas em 1945, começam as legislaturas, em geral de quatro anos. Da primeira legislatura, que foi até 1947, à 17.ª legislatura, que vai até 2020, a câmara teve 275 vereadores, ao todo 391 vereadores desde a fundação, sendo alguns reeleitos. A primeira mulher eleita vereadora foi Glória Dulce Jacobus, em 1964, o vereador mais jovem foi André Luiz Beck em 1988, aos 22 anos, e o vereador com mais votos foi Helena Hermany, com 3 680 votos em 2000.[101]:4,32,39

Na legislatura de 2016 a 2020, dezessete vereadores compõe a câmara municipal.[102] Um aumento para dezenove havia sido proposto,[103] mas o número permaneceu o mesmo da legislatura anterior. Na eleição de 2016, o prefeito Telmo Kirst (PP) foi reeleito, tendo recebido 52,25% dos votos válidos, enquanto o segundo colocado, Sérgio Moraes (PTB), recebeu 38,73%.[104][105] Moraes havia sido prefeito da cidade por duas vezes, e sua mulher, Kelly Moraes, uma.[106]

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

O município é dividido em nove distritos, já a área urbana era dividida, em 2010, em 36 bairros. Os distritos são a Sede Municipal, Boa Vista, Monte Alverne, São Martinho, Saraiva, São José da Reserva, Rio Pardinho, Alto Paredão, e Área Anexada.[27]:16 Os bairros encontram-se na tabela abaixo.[107]

Bairro Aliança Ana Nery Arroio Grande Avenida Belvedere Bom Jesus Bonfim Castelo Branco Centro Country Do Parque Dona Carlota Esmeralda Faxinal Menino Deus Germânia Goiás Higienópolis Independência
Área (km²) 4,4453 1,2784 1,9525 0,6331 0,5203 0,8883 0,9771 0,7767 2,7863 7,9436 11,2482 5,5143 3,1009 1,3241 9,0613 1,0152 1,4022 0,3641
População (2010) 2 753 4 389 5 131 2 492 904 5 706 3 221 1 907 8 727 566 86 1 888 4 368 5 918 636 3 404 2 604 2 402
Bairro Jardim Europa João Alves Linha Santa Cruz Margarida Monte Verde Pedreira Progresso Rauber Renascença Santa Vitória Santo Antônio Santo Inácio Santuário São João Schulz Senai Universitário Várzea
Área (km²) 1,7189 5,4374 15,3431 0,7731 0,7099 1,3373 4,3731 0,6845 1,0920 1,0002 0,6135 1,6415 0,6534 1,3867 0,5887 0,7074 1,3812 1,9208
População (2010) 517 304 2 851 3 179 676 3 339 2 244 1 266 1 704 5 000 1 528 5 867 654 3 200 3 236 3 705 4 100 2 009
Panorama de Santa Cruz do Sul em 2017, tirado da zona norte da cidade

Ver também[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Santa Cruz do Sul

Notas

  1. A data marca a instalação da Câmara dos Vereadores
  2. 78,291 segundo[57]
  3. 96,410 segundo[57]
  4. Estimativa

Referências

  1. «Santa Cruz do Sul completa 138 anos nesta quarta-feira». Gazeta do Sul. 28 de setembro de 2016 
  2. «Lei Executivo 2896 26/06/1996». Câmara Municipal de Santa Cruz do Sul. 26 de junho de 1996 
  3. a b c Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2017). «Base de dados por municípios das Regiões Geográficas Imediatas e Intermediárias do Brasil». Consultado em 13 de dezembro de 2017. 
  4. a b c d Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (15 de janeiro de 2013). «Áreas dos Municípios». Consultado em 13 de dezembro de 2017.. Cópia arquivada em 13 de dezembro de 2017 
  5. a b Atlas do Desenvolvimento Humano (29 de julho de 2013). «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil» (PDF). Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Consultado em 23 de março de 2015.. Cópia arquivada (PDF) em 8 de julho de 2014 
  6. a b Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2014). «Produto Interno Bruto dos Municípios - 2014». Consultado em 13 de dezembro de 2017.. Cópia arquivada em 13 de dezembro de 2017 
  7. a b PORTO, Aurélio. O trabalho alemão no Rio Grande do Sul, Graf, Santa Terezinha, Porto Alegre, 1934, p.168.
  8. a b c d e f g h Enciclopédia dos Municípios Brasileiros - Municípios do Estado do Rio Grande do Sul (PDF). [S.l.]: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 1959. pp. 167–171. Cópia arquivada (PDF) em 12 de dezembro de 2017 
  9. a b c d e f g h i j Jorge Luiz da Cunha (1988). Os Colonos Alemães de Santa Cruz e a Fumicultura Santa Cruz do Sul; Rio Grande do Sul 1849 - 1881 (PDF) (Dissertação de Mestrado). Curitiba, Paraná: Universidade Federal do Paraná. Cópia arquivada (PDF) em 7 de setembro de 2017 
  10. a b c d e MONTALI, Lilia (1979). Dissertação de Mestrado em Sociologia – Universidade de São Paulo, ed. Do núcleo colonial ao capitalismo monopolista: produção de fumo em Santa Cruz do Sul. [S.l.: s.n.] 167 páginas 
  11. a b c d e f g h i j k l m n «Revisão do Plano Diretor de Desenvolvimento Social e Urbano» (PDF). Secretaria Municipal de Planejamento e Gestão. Cópia arquivada (PDF) em 7 de setembro de 2017 
  12. a b c NORONHA, Andrius Estevam (2012). «Beneméritos empresários: história social de uma elite de origem imigrante do sul do Brasil,Santa Cruz do Sul, 1905-1966)». Porto Alegre. 370 páginas. Consultado em 1 de fevereiro de 2013. 
  13. a b c Prus, Camila; Rachor, Daniela Elisa; Keller, Milton Roberto; Bittencourt, Doris Maria Machado (2016). As primeiras indústrias, a arquitetura utilitária e o espaço fabril em Santa Cruz do Sul. Revista Jovens Pesquisadores (Trabalho). 6. Santa Cruz do Sul: Universidade de Santa Cruz do Sul. pp. 99–114. doi:10.17058/rjp.v6i2.7295 
  14. GARCIA, Darcy (1990). «O sistema financeiro do Rio Grande do Sul: da criação da Caixa Econômica Estadual ao surgimento dos bancos múltiplos» (PDF). Porto Alegre: Universidade Federal do Rio Grande do Sul 
  15. a b c d e f g h i Daniel Junges Menezes (2014). Zoneamento das áreas de risco de inundação na área urbana de Santa Cruz do Sul - RS (PDF) (Dissertação). Santa Maria: Universidade Federal de Santa Maria. Cópia arquivada (PDF) em 4 de março de 2018 
  16. «IPHAE». www.iphae.rs.gov.br. Consultado em 11 de fevereiro de 2017. 
  17. «Uma terra para servir de modelo». Editora Gazeta 
  18. «Cidade gaúcha é capital do fumo no Brasil». Folha de S.Paulo 
  19. a b c d e f Eduardo Tesche Paim (2014). História, identidade e racismo na formação da sociedade santa - cruzense (PDF) (Trabalho de conclusão de curso). Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul. Cópia arquivada (PDF) em 14 de janeiro de 2018 
  20. a b Alexandre Schossler (abril de 2007). «Dialeto hunsrückisch do sul do Brasil ganhará atlas lingüístico» (PDF). Landeskunde: Conhecendo o Brasil. Consultado em 7 de janeiro de 2009. 
  21. a b Bianca, Roseane (15 de dezembro de 2012). «Idioma é diferencial na hora da contratação». Gazeta do Sul. Consultado em 23 de março de 2015.. Cópia arquivada em 4 de março de 2016 
  22. «A Universidade». UNISC. Cópia arquivada em 28 de junho de 2017 
  23. Gabriel Anibal Santos de Oliveira (2013). «Verticalização urbana em cidades médias: O caso de Santa Cruz do Sul - RS». Portal de Periódicos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Boletim Gaúcho de Geografia. 40 (2): 199-218 
  24. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2017). «Divisão Regional do Brasil». Consultado em 13 de dezembro de 2017.. Cópia arquivada em 13 de dezembro de 2017 
  25. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1990). «Divisão regional do Brasil em mesorregiões e microrregiões geográficas» (PDF). Biblioteca IBGE. 1: 121. Consultado em 13 de dezembro de 2017.. Cópia arquivada (PDF) em 13 de dezembro de 2017 
  26. Ruoso, Diamar (2007). O Clima de Santa Cruz do Sul - RS e a percepção climática da população urbana (PDF) (Dissertação de Mestrado). Santa Maria, Rio Grande do Sul: Universidade Federal de Santa Maria 
  27. a b c d e f g h i j k l m «Plano Municipal de Educação» (PDF). Prefeitura de Santa Cruz do Sul. 2015. Cópia arquivada em 8 de setembro de 2017 
  28. a b c «Clima: Santa Cruz do Sul». Climate Data. Consultado em 13 de dezembro de 2017.. Cópia arquivada em 13 de dezembro de 2017 
  29. Gaz (21 de agosto de 2017). «Neve em Santa Cruz». Consultado em 13 de dezembro de 2017.. Cópia arquivada em 13 de dezembro de 2017 
  30. Folha de S.Paulo (4 de setembro de 2006). «Neve atinge ao menos 28 cidades do Sul do país». Folha Online. Consultado em 13 de dezembro de 2017.. Cópia arquivada em 13 de dezembro de 2017 
  31. «British American Tobacco registra oferta para fechar capital da Souza Cruz». O Globo. 3 de março de 2015. Consultado em 23 de março de 2015. 
  32. Freitas, Clarisse de (5 de abril de 2013). «Philip Morris inaugura nova fábrica em Santa Cruz do Sul». Jornal do Comércio. Consultado em 23 de março de 2015. 
  33. «Lavoura dourada». Santa Cruz do Sul: Editora Gazeta. Revista Santa Cruz: 44—45. 2013. Consultado em 23 de março de 2015. 
  34. «Verde é vida». Afubra. Cópia arquivada em 15 de outubro de 2016. O trabalho é realizado com palestras, pesquisa, experiências, programas de sensibilização ambiental (PSA) e de ação socioambiental (PASA), Coleta de Óleo Saturado; bolsa de sementes, grupos ambientais, trabalhos científicos, distribuição de mudas e material didático pedagógico 
  35. a b «Santa Cruz do Sul, Parque da Gruta foi abrigo de megafauna». Correio do Povo. 22 de maio de 2012. Cópia arquivada em 3 de dezembro de 2017 
  36. «Um guia para as Oktoberfests no sul do país». Zero Hora. 14 de outubro de 2014. Consultado em 11 de abril de 2017. 
  37. «outubro é mês de Oktoberfest: saiba quais são e escolha a sua». Zero Hora. 6 de outubro de 2015. Consultado em 21 de janeiro de 2017. 
  38. «Shows marcam 1º fim de semana da Oktoberfest de Santa Cruz do Sul, RS». RBS TV / G1. 11 de outubro de 2014. Consultado em 11 de abril de 2017. 
  39. Four Comunicação (16 de outubro de 2016). «Público da 32ª Oktoberfest é 20% superior ao do ano passado». Portal Gaz. Consultado em 30 de janeiro de 2017.. Cópia arquivada em 19 de outubro de 2016 
  40. «Chimarrão, música e dança». Revista Santa Cruz. 2015. Consultado em 11 de abril de 2017. 
  41. Carapeços, Nathália (19 de novembro de 2016). suplemento Doc. «De corpo e alma na tradição» (requer pagamento). Zero Hora. 53 (18626): 14—15. Consultado em 31 de janeiro de 2017. 
  42. «CTG Tiarayú é o grande campeão do Enart 2016; veja mais vencedores». RBS TV / G1. 20 de novembro de 2016. Consultado em 11 de abril de 2017. 
  43. Setúbal, Nero (13 de junho de 2006). «Um histórico e emocionante domingo» (PDF). Gazeta do Sul. 61 (118). Consultado em 11 de abril de 2017. 
  44. Caramez, João Cléber (26 de junho de 2015). «Stock Car: 35 anos de história no Brasil». Portal Gaz. Consultado em 11 de abril de 2017.. Cópia arquivada em 11 de abril de 2017 
  45. Müller, Ana Cláudia (10 de março de 2016). «Santa Cruz começa a entrar no clima da Fórmula Truck». Portal Gaz. Consultado em 11 de abril de 2017.. Cópia arquivada em 19 de abril de 2016 
  46. a b c d e f g h Déborah Salves. «Conheça Santa Cruz do Sul além da Oktoberfest». Terra. Consultado em 19 de novembro de 2017.. Cópia arquivada em 1 de dezembro de 2017 
  47. «Parque da Gruta». Prefeitura de Santa Cruz do Sul 
  48. «Parque da Gruta, em Santa Cruz do Sul, passa por melhorias na infraestrutura». G1 (Rede Globo). 13 de outubro de 2016 
  49. «Gruta dos Índios em Santa Cruz do Sul (RS) foi escavada por preguiças gigantes». Gazeta do Sul. 1 de maio de 2012 
  50. «Parque da Cruz recebe investimentos da prefeitura». RBS 
  51. «Parque da Santa Cruz». Prefeitura de Santa Cruz do Sul. o parque ocupa uma antiga pedreira - recuperada pelo famoso ambientalista José Lutzemberger. Uma de suas atrações é o cruzeiro de 20 metros de altura 
  52. «Complexo de Turismo deve ser implantado às margens do Lago Dourado». Gazeta do Sul. 9 de março de 2016. Nas margens da BR-471, está localizado um dos maiores reservatórios artificiais de água no Rio Grande do Sul e será neste local onde deve ser implantado o completo de turismo 
  53. «Lago Dourado». Prefeitura de Santa Cruz do Sul. ocupa uma área de 228,43 hectares e é uma obra fundamental para o abastecimento da população em tempos de estiagem. Possui um espelho d'água de 120 hectares e, no seu entorno, uma pista de seis quilômetros de extensão, muito utilizada para caminhadas, corridas e pedaladas 
  54. a b c «Quatro lugares em Santa Cruz para renovar as energias». Gazeta do Sul. 4 de maio de 2018 
  55. «Rota Germânica do Rio Pardinho». Prefeitura de Santa Cruz do Sul. 14 de agosto de 2017 
  56. a b c d e f g h i j k Molina, G.S.L.F. (2010). Um estudo comparado sobre o desenvolvimento industrial de Caxias do Sul e de Santa Cruz do Sul (Tese). Universidade de Santa Cruz do Sul. p. 154. Consultado em 7 de março de 2017.. Cópia arquivada (PDF) em 4 de março de 2018 
  57. a b c «Tabela 202: População residente, por sexo e situação do domicílio». IBGE. Consultado em 7 de março de 2017. 
  58. a b «Tabela 2094: População residente por cor ou raça e religião». IBGE 
  59. «Tabela 1497: População residente, por nacionalidade - Resultados Gerais da Amostra». IBGE 
  60. «Igreja Evangélica de Confissão Luterana». Prefeitura Municipal de Santa Cruz do Sul 
  61. «Casa de retiro Loyola». Prefeitura Municipal de Santa Cruz do Sul 
  62. «Quem Somos». Mosteiro da Santíssima Trindade. Cópia arquivada em 29 de dezembro de 2016 
  63. «O mosteiro onde Belchior morou em Santa Cruz do Sul». Zero Hora. 5 de maio de 2017 
  64. Rodrigo Nascimento (3 de março de 2018). «Os problemas e irregularidades no descarte de lixo em Santa Cruz do Sul». Gazeta do Sul 
  65. «INSTITUCIONAL». Hospital Ana Nery. Consultado em 3 de dezembro de 2017. 
  66. Fernanda Szczecinski (16 de dezembro de 2016). «Ana Nery tem nova tecnologia contra o câncer». Gazeta do Sul. Consultado em 3 de dezembro de 2017. 
  67. «O Hospital». Hospital Santa Cruz 
  68. «HSC realiza primeira cirurgia cardíaca na região». ClicRBS. 27 de maio de 2011. Consultado em 3 de dezembro de 2017. 
  69. Josemar Santos. «Apesc comemora 55 anos». UNISC. Consultado em 3 de dezembro de 2017. 
  70. «Hospital Beneficente Monte Alverne torna-se referência regional em saúde». Prefeitura de Santa Cruz do Sul. 16 de maio de 2016. Consultado em 3 de dezembro de 2017. 
  71. «Histórico». Colégio Mauá. Cópia arquivada em 18 de dezembro de 2017 
  72. «Colégio Marista São Luís : Santa Cruz do Sul, RS». IBGE 
  73. Sonia Maria Dettenborn Luz (2007). «Escola Educar-se». Revista Pleiade. pp. 119–131 
  74. Heloísa Corrêa (14 de dezembro de 2017). «Goiás retoma o primeiro lugar entre as escolas públicas de Santa Cruz». Gazeta do Sul 
  75. «Cadastro dos Estabelecimentos de Ensino - Rede ESTADUAL - RS» (PDF). Governo do Estado do Rio Grande do Sul. 2011 
  76. Pedro Garcia (3 de fevereiro de 2017). «Conheça todas as mudanças no transporte urbano». Gazeta do Sul 
  77. Pedro Garcia (31 de agosto de 2017). «Santa Cruz agora tem aplicativo para quem anda de ônibus; saiba como usar». Gazeta do Sul 
  78. «Só duas empresas seguem na licitação do transporte urbano». Gazeta do Sul. 22 de janeiro de 2016 
  79. «Empresa implanta novo sistema de cobrança de passagem». Gazeta do Sul. 14 de agosto de 2015 
  80. Everson Boeck (24 de janeiro de 2012). «Morre o fundador presidente da Viação União Santa Cruz». Riovale Jornal 
  81. «Como os táxis piratas atuam em Santa Cruz do Sul». Gazeta do Sul. 25 de junho de 2017 
  82. «Uber começa a operar em Santa Cruz a partir desta sexta-feira». Gazeta do Sul. 22 de fevereiro de 2018 
  83. «Aeroporto Luiz Beck da Silva». Prefeitura Municipal de Santa Cruz do Sul. 23 de agosto de 2017. Cópia arquivada em 7 de julho de 2017 
  84. «Gol quer implantar linha aérea entre Porto Alegre e Santa Cruz». Gazeta do Sul. 8 de fevereiro de 2018 
  85. «Ajusc e Tênis Clube firmam parceria em Santa Cruz». Gazeta do Sul. 22 de setembro de 2016 
  86. «Country Club». Prefeitura de Santa Cruz do Sul. 23 de agosto de 2017 
  87. «Talento daqui: A coreografia da vida de Natália». Gazeta do Sul. 16 de julho de 2016 
  88. «Brasileiras terminam em último na final da ginástica rítmica». Folha de S.Paulo. 30 de setembro de 2000 
  89. «Atleta olímpico é Cidadão Honorário de Santa Cruz do Sul». Gazeta do Sul. 4 de agosto de 2016 
  90. «Padelistas de Santa Cruz do Sul rumo ao Mundial». Gazeta do Sul. 5 de outubro de 2017 
  91. «Fabiano Peçanha». UOL. 2008 
  92. «Fora das pistas como profissional, agora os objetivos de Fabiano Peçanha são outros». Gazeta do Sul. 7 de Setembro de 2016 
  93. «Ajude a escolher o nome da boneca símbolo da Festa das Cucas de Santa Cruz do Sul». G1. 29 de maio de 2017 
  94. «Festival da Cerveja Artesanal de Santa Cruz acontece em setembro». Gazeta do Sul. 3 de março de 2017 
  95. Suilan Conrado (8 de dezembro de 2012). «Um acervo de cultura pra você». Riovale Jornal 
  96. a b «Complexo». Universidade de Santa Cruz do Sul. Cópia arquivada em 17 de julho de 2017 
  97. «Acervo». Universidade de Santa Cruz do Sul. Cópia arquivada em 18 de julho de 2017 
  98. «Coleçoes». Universidade de Santa Cruz do Sul. Cópia arquivada em 16 de julho de 2017 
  99. «Museu do Colégio Mauá». Prefeitura Municipal de Santa Cruz do Sul. 24 de agosto de 2017 
  100. «Museu». Colégio Mauá. Cópia arquivada em 17 de dezembro de 2017 
  101. «História da Câmara de Santa Cruz do Sul» (PDF). Câmara de Vereadores de Santa Cruz do Sul. Consultado em 19 de novembro de 2017.. Cópia arquivada em 19 de novembro de 2017 
  102. «Município:SANTA CRUZ DO SUL». TSE 
  103. Pedro Garcia (20 de abril de 2015). «Santa Cruz pode ter 19 vereadores em 2017». Gazeta do Sul 
  104. «Telmo Kirst (PP) é reeleito prefeito de Santa Cruz do Sul, RS». G1. 2 de outubro de 2016 
  105. Ricardo Düren (2 de outubro de 2016). «Sérgio Moraes chama Telmo de "fenômeno"». Gazeta do Sul 
  106. «Deputado Sérgio Moraes: "Para mim não interessa o tamanho do adversário"». Sul21. 15 de fevereiro de 2011 
  107. «Geoprocessamento». Prefeitura Municipal de Santa Cruz do Sul. Consultado em 19 de novembro de 2017.. Pesquisas >> Informações Gerais >> Estatísticas 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]