Santa Cruz do Sul

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Município de Santa Cruz do Sul
À direita, a Catedral São João Batista. À esquerda, a prefeitura municipal, cidadãos desfilando em trajes germânicos na Oktoberfest, e a cruz do morro. Abaixo, panorama do centro da cidade.

À direita, a Catedral São João Batista. À esquerda, a prefeitura municipal, cidadãos desfilando em trajes germânicos na Oktoberfest, e a cruz do morro. Abaixo, panorama do centro da cidade.
Bandeira de Santa Cruz do Sul
Brasão de Santa Cruz do Sul
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 28 de setembro[nota 1][1]
Fundação 31 de março de 1877 (142 anos)
Gentílico santa-cruzense
Padroeiro(a) São João Batista[2]
Prefeito(a) Telmo Jose Kirst (PP)
(2017 – 2020)
Localização
Localização de Santa Cruz do Sul
Localização de Santa Cruz do Sul no Rio Grande do Sul
Santa Cruz do Sul está localizado em: Brasil
Santa Cruz do Sul
Localização de Santa Cruz do Sul no Brasil
29° 43' 04" S 52° 25' 33" O29° 43' 04" S 52° 25' 33" O
Unidade federativa Rio Grande do Sul
Região intermediária

Santa Cruz do Sul-Lajeado IBGE/2017[3]

Região imediata

Santa Cruz do Sul IBGE/2017[3]

Municípios limítrofes Rio Pardo, Vera Cruz, Venâncio Aires, Passo do Sobrado, Sinimbu
Distância até a capital 155 km
Características geográficas
Área 733,409 km² [4]
População 129 427 hab. estatísticas IBGE/2018[5]
Densidade 176,47 hab./km²
Altitude 122 m
Clima temperado Cfa
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,773 alto PNUD/2010[6]
PIB R$ 8 054 794,08 mil IBGE/2016[7]
PIB per capita R$ 63 536,14 IBGE/2016[7]
Página oficial
Prefeitura santacruz.rs.gov.br
Câmara camarasantacruz.rs.gov.br

Santa Cruz do Sul é um município brasileiro no estado do Rio Grande do Sul. A 155 km de Porto Alegre e a 142 km de Santa Maria, no centro do estado, possui uma população estimada em 129 427 habitantes, sendo o 15.º município mais populoso do Rio Grande do Sul. Com uma área de 733,4 km², localiza-se na região do Vale do Rio Pardo, fazendo fronteira com os municípios de Vera Cruz, Rio Pardo, Sinimbu, Venâncio Aires, e Passo do Sobrado. Com clima temperado, constitui uma região fisiográfica de transição entre o Planalto e a Depressão Central, contando com vegetação oriunda da Mata Atlântica e do Pampa, e predominância litográfica de rochas vulcânicas.

A antiga Colônia de Santa Cruz foi fundada em 6 de dezembro de 1847, e a cidade em 31 de março de 1877, emancipada de Rio Pardo. Um dos principais núcleos da colonização alemã do Rio Grande do Sul, fala-se lá tanto o português como o alemão, principalmente o dialeto Hunsrückisch. Sua economia está historicamente ligada ao tabaco, sendo considerada a capital mundial do fumo. Vivenciou forte expansão econômica, verticalização, e êxodo rural no século XX até o início do século XXI, e em 2016 seu PIB figurava em 8,05 bilhões de reais, o oitavo maior do estado, enquanto o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) era de 0,733 em 2010, considerado alto.

Com uma população em grande parte católica e evangélica, é lar da Catedral São João Batista, a maior em estilo gótico da América do Sul, e da Igreja Evangélica de Confissão Luterana, maior templo evangélico do Rio Grande do Sul. Abriga ainda a Universidade de Santa Cruz do Sul, com onze mil alunos matriculados em 52 cursos de graduação, além de três outras instituições de ensino superior, catorze escolas de ensino médio, 114 de ensino básico, e três hospitais, possuindo ainda uma pista de pouso e um presídio regional.

Com boa infraestrutura para o turismo, a cidade é conhecida por sediar a maior Oktoberfest do Rio Grande do Sul, a Oktoberfest de Santa Cruz do Sul, por receber um dos maiores festivais de arte amadora da América Latina, o Encontro de Arte e Tradição, e pelo Autódromo Internacional de Santa Cruz do Sul, sediando ainda dois clubes profissionais de futebol, o Esporte Clube Avenida e o Futebol Clube Santa Cruz.

História[editar | editar código-fonte]

Cerimônia de inauguração da Prefeitura Municipal, em 1892.

Fundação e primeiros anos[editar | editar código-fonte]

A colônia foi fundada pela lei provincial em 6 de dezembro de 1847,[8] por desejo da Câmara de Rio Pardo de estabelecer uma comunicação com os campos e comércio com a região.[9] Os primeiros habitantes da cidade vieram em 1849[10]:102 e habitavam choupanas e ranchos.[9] A colônia foi elevada para freguesia em 8 de janeiro de 1859.[9] Em 1879, segundo levantamento de Carlos Trein Filho, 90,54% dos habitantes da Colônia de Santa Cruz, excluindo-se os brasileiros, provinham do Reino da Prússia, sendo 42,53% da Pomerânia, 37,88% da Renânia, 4,46% da Prússia, 3,57% da Silésia, 1,65% da Vestfália, e 0,14% de Brandenburgo. 8,92% vinham de outros estados alemães, e outros 0,55% de outras regiões da Europa.[10]:121 As terras ocupadas pela colônia de Santa Cruz do Sul foram cedidas pelo governo imperial através da lei de 1848 de incentivo à imigração estrangeira.[11] O objetivo da colonização da região era a renovação da economia, sem a mera substituição da antiga mão-de-obra escrava.[10]:103 Os imigrantes se estabeleceram na Colônia Picada Velha (Alt Picade),[10]:102 hoje conhecida como Linha Santa Cruz.[12]:6[9]

Em 1849, o local, então chamado de Faxinal de João Faria, em terras de Antônio Martins da Cruz Jobim, Barão de Cambaí, foi povoado com a instalação de cinco famílias alemãs.[8] O primeiro administrador da Colônia foi Evaristo Alves de Oliveira, e o primeiro diretor o engenheiro Johann Martin Buff, imigrante alemão de Rödelheim, cidade próxima de Frankfurt.[10]:99,102,103 Apesar de a maioria dos imigrantes serem agricultores, muitos artesãos foram instalados na colônia,[10]:129 como, por exemplo, o caso de um grupo de 71 chefes de família chegados em 1853, no qual constavam 25 artesãos e 46 agricultores.[11] Apesar de dificuldades no assentamento da terra — inicialmente mata nativa — bem como em dificuldades financeiras e políticas, como relatadas por Oliveria e Buff,[10]:104,105 a colônia cresceu rapidamente: em 1849 havia doze habitantes; em 1852 eram 254, e em 1853 ocorreu um incremento de 692 pessoas; em 1859 havia 2 723 habitantes.[11]

A região logo se tornou um centro da produção de fumo.[11] Entre 1859 e 1881, a produção do fumo passou de catorze para 1 552 toneladas, tornando-se o principal produto para a exportação, com 95% de sua safra exportada para outras localidades.[11] A cidade foi oficialmente fundada em 31 de março de 1877, emancipada de Rio Pardo pela lei nº 1079. No dia 28 de setembro de 1878, instalou-se a Câmara Municipal na casa situada na esquina das ruas São Pedro e Taquarembó (atuais Marechal Floriano e 28 de Setembro).[12]:7 A sessão de posse foi presidida pelo vereador Joaquim José de Brito (Ten. Cel. Brito), mas na primeira ordinária, dia 15 de outubro, a presidência já foi exercida por Carlos Trein Filho.[10]:115 Um dos edis da primeira sessão, Pedro Werlang, destacou-se na Guerra do Paraguai, tendo recebido medalhas e honrarias, dentre elas a comenda da Imperial Ordem da Rosa, conferindo-lhe as honras capitão do exército imperial brasileiro.[9]

Expansão e atualidade[editar | editar código-fonte]

Reitoria da UNISC, no campus de Santa Cruz

Com a emancipação, os excedentes da agricultura, e a presença de artesões e outros profissionais, houve condições sólidas para uma diversificação da economia e a formação de uma média burguesia local. Alguns pequenos agricultores ascenderam economicamente, passando a ter condições de formar pequenos estabelecimentos comerciais e industriais.[13][10]:156[14]:102 Em 1904, contando com a cooperação mútua, fundaram o primeiro estabelecimento financeiro local, a Caixa de Crédito Santa-Cruzense.[13] Este banco se expandiu, formando depois o Banco Agrícola Mercantil, que depois se fundiu com o Banco Moreira Salles para formar o Unibanco.[15] Com a expansão econômica nas décadas seguintes, diversas melhorias urbanísticas chegam ao município, como a expansão no número de ruas calçadas e o acesso à água e energia elétrica.[16]:80

Em 1905 foi inaugurada a via férrea Santa Cruz – Rio Pardo (estação do Couto), dando impulso à integração da cidade com Porto Alegre, possibilitando o aumento da circulação de mercadorias e de pessoas.[14]:102 A estação férrea foi fundada no mesmo ano, pelo presidente da província, Borges de Medeiros. Porém, devido à decadência do sistema ferroviário no país, em 1965 a via férrea foi suprimida.[17][13][12]:7

De 1917 a 1965 a cidade vivenciou uma forte expansão no setor fumageiro,[14]:102 recebendo o título de "capital mundial do fumo."[18][19][9] A partir de 1918 o processamento do tabaco plantado na região passou a ser controlado por médias e grandes empresas, com o surgimento da Companhia de Fumo Santa Cruz, fusão de seis outras empresas menores. No ano seguinte chega ao município a anglo-britânica Souza Cruz, em 1932 a teuto-brasileira Tabacos Tatch, em 1948 a brasileira Companhia de Tabacos Sinimbu, e em 1975 a francesa Meridional Tabacos. Tais empresas expandiram seu alcance com o tempo, investindo ainda na tecnologia para o aperfeiçoamento de sementes e no acompanhamento dos produtores rurais, estabelecendo ainda quotas de produção e determinando preços.[20]:15 Em 1970, Santa Cruz contava com forte economia industrial, sendo o fumo seu carro chefe.[20]:17

Em 1937, durante a Era Vargas e no âmbito da Segunda Guerra Mundial, o governo federal iniciou uma campanha nacionalista que proibiu o uso e ensino da língua alemã, estabelecendo inclusive o fechamento de jornais e estabelecimentos culturais, o que teve forte impacto na região, onde a língua é até os dias de hoje falada e ensinada.[20]:16[21][22] Dentre os impactos na cidade pode citar-se o fim do jornal Kolonie, em 1941, que operava na cidade desde 1891. Após a segunda guerra, o jornal voltou a circular, então em português, sob o nome de Gazeta de Santa Cruz, e continua a circular até os dias de hoje sob o nome Gazeta do Sul. Com o sentimento pós-guerra, a cultura germânica da cidade ficou mais uma vez retraída, voltando a tona apenas nos anos 70.[20]:17

Com o crescimento da cidade, em 1962 a Associação Pró-Ensino em Santa Cruz do Sul (APESC) inicia suas atividades com cursos de ensino superior, e em 1980 uniu quatro faculdades criadas por ela nas chamadas Faculdades Integradas de Santa Cruz do Sul (FISC). Em 1982 iniciou-se a construção do atual campus da Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC), sendo o projeto e os devidos credenciamentos finalizados em 1993. Hoje, a UNISC conta com campus em diversos municípios gaúchos,[23] tendo a criação da universidade contribuído à expansão demográfica do município.[24]

De 1970 a 2010, houve uma acentuada verticalização da cidade, iniciada na área central. Nos bairros, contribuíram à verticalização a moção das FISC do centro para o bairro Universitário, bem como o desenvolvimento do distrito industrial da cidade. No período de 1970 a 1986 foram construídas 899 unidades verticais — apartamentos, lojas e salas. Já de 1987 a 1994 houve um aumento de 135,84% em relação ao anterior, e de 1995 a 2010, de 64%, com 3 654 unidades construídas.[25] No mesmo período, ocorre um êxodo rural na cidade, com a população rural caindo de 62% em 1970 para 11% em 2010,[16]:75,76 além de expansão demográfica devido em parte à demanda por mão de obra do setor fumageiro. Além da verticalização, a cidade vivenciou uma ocupação irregular de áreas periféricas.[24]

Contemporaneamente, a cidade vive uma expansão mais acentuada na região norte e nordeste, com surgimento de condomínios fechados, em especial os de alto padrão,[24][26][27] e ainda uma expansão moderada na construção civil de forma geral.[27]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Localiza-se a 155 km de Porto Alegre e a 142 km de Santa Maria, no centro do estado, na região do Vale do Rio Pardo. Faz divisa com os municípios de Vera Cruz, a leste, Rio Pardo ao sul, Sinimbu, ao noroeste, Venâncio Aires ao nordeste, e Passo do Sobrado a leste, sendo o polo do Vale do Rio Pardo.[12]:7-10 De acordo com a divisão regional vigente desde 2017, instituída pelo IBGE,[28] o município pertence às Regiões Geográficas Intermediária de Santa Cruz do Sul-Lajeado e Imediata de Santa Cruz do Sul.[3] Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, fazia parte da microrregião de Santa Cruz do Sul, que por sua vez estava incluída na mesorregião do Centro Oriental Rio-Grandense.[29]

O município localiza-se em uma região fisiográfica de transição entre o Planalto e a Depressão Central, às margens do Rio Pardinho,[16]:20[30]:77 constando com a presença dos biomas de Mata Atlântica e Pampa. O relevo é composto por vales, morros, e outras ondulações.[12]:7,10 Quanto à litografia, predominam as rochas vulcânicas.[16]:66

A região contém três sub-bacias hidrográficas — a do Pardo, a Taquari-Antas, e a Baixo Jacuí, sendo a principal a primeira, com principal manancial o Rio Pardinho. Na Taquari-Antas, o manancial principal é o Rio Taquari Mirim. A cidade possui ainda uma série de microbacias de esgotamento sanitário — arroios.[31]:16[16]:62 Devido a suas características geográficas, partes do município são suscetíveis a inundações, com registros de situação de emergência e de calamidade pública nos anos de 1984, 1993, 2005, 2009, 2010, e 2011.[16]:89,90,128

Uma região limítrofe da cidade de mata nativa e de preservação ambiental é denominada Cinturão Verde, sendo sua ocupação permitida de forma restritiva.[12]:7,10 A área de proteção remonta à lei n.º 571 de 2 de dezembro 1957, tendo sido demarcada pelo decreto n.º 4117 de 26 de maio de 1994, com 465 hectares. A área abriga espécies polinizadoras, capta água, absorve poeira, e possui importância estética à cidade.[32] Um levantamento parcial encontrou 39 espécies diferentes ocupando a região.[33] Um decreto de 2014 enrijeceu o licenciamento ambiental para ocupação da área,[34] que vem sendo reduzida pela ocupação imobiliária, apesar da legislação vigente.[32]

No centro da cidade, em especial na rua Marechal Floriano Peixoto, encontra-se o "túnel verde", região arborizada com tipuanas. As árvores lá plantadas possuem idades variadas, algumas com mais de 70 anos, sendo que diversas apresentam problemas e, desde 2019, vem sendo cortadas ou substituídas.[35][36]

Clima[editar | editar código-fonte]

Tem clima temperado (do tipo Cfa na classificação climática de Köppen-Geiger), com temperatura média anual de 19,7 °C.[37] As mínimas absolutas atingem 1°C, e as máximas 41°C.[16]:60 A precipitação média é de 1 311 milímetros (mm) anuais bem distribuídos ao longo do ano, mas com elevação da média entre os meses de outubro e abril, sendo janeiro o mês de maior precipitação (159 mm).[37] Devido a sua localização, há ocorrência de chuva orográfica.[16]:60 Os ventos sopram, em média, de 1,5 a 2 m/s,[12]:10 sendo que a região é influenciada pelas massas de ar Polar Atlântica, Tropical Atlântica e Tropical Continental.[16]:71 Episódios de neve são raros, com registros nos dias 18 e 19 de agosto de 1965[38] e em 4 de setembro de 2006.[39]

Dados climatológicos para Santa Cruz do Sul
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima média (°C) 30,1 28,7 26 22,9 20 19,6 20,1 21,6 23,8 26,3 28,8 26,4 22,6
Temperatura média (°C) 25 23,9 21,3 18,4 15,6 15,1 15,5 16,8 18,6 20,9 23,3 21,4 19,7
Temperatura mínima média (°C) 19,9 19,1 16,6 13,9 11,2 10,6 10,9 12,1 13,5 15,6 17,8 16,4 14,8
Precipitação (mm) 159 140 151 103 82 76 68 73 97 104 120 138 1 311
Fonte: Climate Data.[37]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Pirâmide etária de Santa Cruz do Sul em 2010.[12]:13
Crescimento populacional
Censo Pop.
189015 536
190023 15849,1%
192041 13677,6%
194055 04133,8%
195069 60526,5%
196075 9319,1%
197086 78714,3%
198099 64514,8%
1991117 77318,2%
2000107 642-8,6%
2010106 669-0,9%
Est. 2018129 427[5]21,3%
Fontes: 1890 a 2000,[40] 2010.[41][nota 2]


Com uma população estimada em 129 427 habitantes em 2018,[5] é o 15.º município mais populoso do Rio Grande do Sul. Em 2010, quando contava com 118 374 habitantes, 88% viviam na zona urbana, e a densidade demográfica era de 161 habitantes por quilômetro quadrado.[31]:18

Ainda em 2010, 86,12% da população era branca, sendo pretos e pardos 13,75%, e os 0,37% restantes amarelos e indígenas.[42] Em contraste com seus anos iniciais, em 2010 a maioria absoluta da população residente permanente (99,76%) era brasileira nata, sendo apenas 249 habitantes estrangeiros, e os trinta restantes brasileiros naturalizados.[43]

O IDH do município em 2010 foi de 0,733,[6] considerado alto. A esperança de vida ao nascer era de 76,1 anos — de 69 em 1991 — e a taxa de mortalidade infantil era de 11,8 por mil — de 21,5 em 1991.[31]:21

Aproximadamente 58% da população adulta não completou o ensino médio, sendo 4% com o fundamental incompleto e analfabeto, 38,2% com o fundamental incompleto e alfabetizado, 16% com o ensino médio incompleto. Já 27,6% possuem o médio completo e superior incompleto, e 14,2% possui ensino superior completo.[44]

A parcela da população pobre foi de 16,14% em 1991 para 10,65% em 2000 e 3,68% em 2010. Já o índice de Gini foi de 0,54 em 1991 para 0,53 em 2000, e 0,49 em 2010. Os extremamente pobres eram 3,76% em 1991, 2,59% em 2000, e 0,96% em 2010. O percentual de vulneráveis à pobreza era de 41,31% em 1991, 25,68% em 2000, e 11,76% em 2010.[45]

Religião[editar | editar código-fonte]

O Mosteiro da Santíssima Trindade.

Em 2010, 75,14% da população era católica, 20% era evangélica — sendo 60% destes evangélicas de missões, dos quais 95% eram luteranos — 2% eram espíritas, 1,5% não tinha religião, e os 1,36% restantes dividiam-se entre outras religiões.[42]

A primeira capela da cidade foi fundada em 1855 pelo governo local.[9] Atualmente, além da Catedral São João Batista, cartão postal da cidade e maior catedral da América do Sul em estilo gótico,[46] a cidade conta com numerosas outras igrejas e templos, dentre elas a Igreja Evangélica de Confissão Luterana — fundada em 1924, é o maior templo evangélico do Rio Grande do Sul, com capacidade de abrigar até 500 fiéis.[47] Conta ainda com a Casa de Retiro Loyola, local para encontros religiosos, com alojamentos para cem pessoas. Considerado um ponto turístico, possui uma área de 5,3 ha e localiza-se próximo a uma gruta.[48][49] Em 1997 foi fundado o Mosteiro da Santíssima Trindade, sua construção sendo finalizada no ano 2000. Abrigando freiras cristãs da cidade, conta ainda com biblioteca, refeitório onde são realizadas quermesses, jardins, capela, e outras instalações.[50] Foi também lar do cantor Belchior.[51]

Política e administração[editar | editar código-fonte]

O Poder Legislativo é exercido pela câmara de vereadores,[52] enquanto o Poder Executivo é exercido pela prefeitura, auxiliada pelas secretarias.[53] Em 2019 contava com 16 secretarias[54] e 18 conselhos municipais.[55]

A câmara municipal foi fundada em 28 de setembro de 1878, na esquina das atuais Marechal Floriano e 28 de Setembro.[12]:7 Após várias mudanças de sede, localiza-se desde 2016 em prédio alugado na rua Fernando Abott. De 1878 a 1937, a câmara teve 116 vereadores. Com o surgimento do Estado Novo em 1937, as câmaras municipais foram fechadas por Getúlio Vargas. Após a deposição de Vargas em 1945, começam as legislaturas, em geral de quatro anos. Da primeira legislatura, que foi até 1947, à 17.ª legislatura, que vai até 2020, a câmara teve 275 vereadores, ao todo 391 vereadores desde a fundação, sendo alguns reeleitos. A primeira mulher eleita vereadora foi Glória Dulce Jacobus, em 1964, o vereador mais jovem foi André Luiz Beck em 1988, aos 22 anos, e o vereador com mais votos foi Helena Hermany, com 3 680 votos em 2000.[56]:4,32,39

Na legislatura de 2016 a 2020, dezessete vereadores compõe a câmara municipal.[57] Um aumento para dezenove havia sido proposto,[58] mas o número permaneceu o mesmo da legislatura anterior. Na eleição de 2016, o prefeito Telmo Kirst (PP) foi reeleito, tendo recebido 52,25% dos votos válidos, enquanto o segundo colocado, Sérgio Moraes (PTB), recebeu 38,73%.[59][60] Moraes havia sido prefeito da cidade por duas vezes, e sua mulher, Kelly Moraes, uma.[61]

Em relação à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), a administração pública do município tem apresentado resultados consistentemente dentro dos limites definidos. Já considerando o Índice FIRJAN de Gestão Fiscal (IFGF), a gestão do município está abaixo da média, sendo classificada como "em dificuldades ou crítica".[44] A dívida da prefeitura municipal era, em 2019, 76,9 milhões de reais com precatórios inclusos. Desses, 43,9 milhões advinham de empréstimos, 17,1 milhões provinham de uma dívida referente à iluminação pública, 9,3 milhões de pendências com o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), 5,4 milhões restos a pagar, e 1,1 milhões eram decorrentes de condenações judiciais. Os maiores credores eram a Caixa Econômica Federal, com 34,2 milhões, a RGE, com 17,1 milhões, a União com 9,3 milhões, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul com 6,4 milhões, e o Banco do Brasil com 3,1 milhões. A maior parte da dívida foi contraída nos governos municipais de 2005 a 2008, de José Alberto Wenzel (PSDB) (8,5 milhões), 2009 a 2012, de Kelly Moraes (PTB) (23,1 milhões), e 2013 a 2020, de Telmo Kirst (PP) (12,1 milhões), sendo a dívida da iluminação pública referente ao governo de 1998 a 2006, de Sérgio Moraes (PDT).[62]

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

O município é dividido em nove distritos, já a área urbana era dividida, em 2010, em 36 bairros. Os distritos são a Sede Municipal, Boa Vista, Monte Alverne, São Martinho, Saraiva, São José da Reserva, Rio Pardinho, Alto Paredão, e Área Anexada.[31]:16 Os bairros encontram-se na tabela abaixo.[63]

Bairro Área (km²) População (2010) Bairro Área (km²) População (2010)
Aliança 4,4453 2 753 Jardim Europa 1,7189 517
Ana Nery 1,2784 4 389 João Alves 5,4374 304
Arroio Grande 1,9525 5 131 Linha Santa Cruz 15,3431 2 851
Avenida 0,6331 2 492 Margarida 0,7731 3 179
Belvedere 0,5203 904 Monte Verde 0,7099 676
Bom Jesus 0,8883 5 706 Pedreira 1,3373 3 339
Bonfim 0,9771 3 221 Progresso 4,3731 2 244
Castelo Branco 0,7767 1 907 Rauber 0,6845 1 266
Centro 2,7863 8 727 Renascença 1,0920 1 704
Country 7,9436 566 Santa Vitória 1,0002 5 000
Do Parque 11,2482 86 Santo Antônio 0,6135 1 528
Dona Carlota 5,5143 1 888 Santo Inácio 1,6415 5 867
Esmeralda 3,1009 4 368 Santuário 0,6534 654
Faxinal Menino Deus 1,3241 5 918 São João 1,3867 3 200
Germânia 9,0613 636 Schulz 0,5887 3 236
Goiás 1,0152 3 404 Senai 0,7074 3 705
Higienópolis 1,4022 2 604 Universitário 1,3812 4 100
Independência 0,3641 2 402 Várzea 1,9208 2 009
Panorama da cidade em 2017, tirado da zona norte da cidade. Ao fundo à esquerda, pequena parte do Cinturão Verde, área de preservação ambiental.

Economia[editar | editar código-fonte]

As principais indústrias de tabaco do Brasil estão presentes em Santa Cruz do Sul. Entre as instaladas na cidade estão Souza Cruz, líder em participação de mercado no País,[64] e Philip Morris, que responde por 54% da arrecadação de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do município,[65] entre outras.

A presença dessas empresas tem o respaldo dos produtores rurais de Santa Cruz do Sul e cidades vizinhas, como Venâncio Aires, Vera Cruz e Rio Pardo, de quem o cultivo de tabaco para processamento é a principal fonte de renda. Cerca de 6,6 mil hectares da área do município são dedicados ao tabaco, que acumula uma produção anual de 14,7 mil toneladas, na safra 2012/2013. Quatro mil famílias santa-cruzenses dedicam-se à atividade.[66]

Existe forte presença das indústrias do fumo na vida socioeconômica da região, oferecendo apoio técnico, financeiro e programas sociais para os fumicultores. Dessa forma, há um sistema de trocas e lealdades entre a maior parte de fumicultores e a indústria.[12]:33[67] Além do tabaco, destacam-se ainda as culturas de milho, arroz, mandioca, soja, feijão, oleicultura, fruticultura, floricultura, cana-de-açúcar, batata-doce, batata-inglesa, e uva. A atividade pecuária também é presente. Ao todo, há 4365 propriedade rurais com área média de 12,7 ha.[31]:17

A cidade também possui outros ramos fortes em sua economia, como o comércio e serviços. Com isso, o segmento comercial é hoje representado por aproximadamente 3 277 estabelecimentos e mais 2 793 empresas de prestação de serviços. Na totalidade, o município tem 533 indústrias e 3 914 profissionais autônomos. As maiores empresas do município em valor adicionado, no ano de 2013 foram a Phillip Morris Brasil, a Souza Cruz, a Universal Leaf Tabacos, a JTI Processadora de Tabacos, a Metalúrgica Mor, a Associated Tobacco do Brasil, a Mercur, a Excelsior Alimentos, a Premium Tobacos do Brasil, e a Xalingo.[31]:17 Além dessas, a Imply, uma empresa de tecnologia, figurou em 2018 entre as 5 mil maiores exportadoras do Brasil, dentre 1 milhão de empresas.[68][69]

O PIB da região figurava, em 2013, em 6,67 bilhões de reais, sendo o oitavo maior do estado, com participação de 2% na economia deste. O PIB per capita do município era de 53,5 mil, enquanto que o do estado era de 29,657 mil, e o do país, 26,445 mil.[12]:32 Já em 2016 o PIB figurou 8,05 bilhões de reais, 63,5 mil per capita.[7] A renda média dos habitantes do município passou de 554,13 em 1991 para 1036,87 em 2010, enquanto que a extrema pobreza caiu de 3,76% a 0,96% no mesmo período. As principais atividades dos trabalhadores são as fabris, comerciais, na agricultura e pecuária, construção civil, funcionalismo público, de transporte, profissionais da educação, particulares, e outros profissionais liberais e prestadores de serviço.[31]:18 Apesar de ser uma cidade do interior, figurou em vigésimo lugar em ranking das melhores para fazer negócio no Brasil, em 2018.[70][71]

Turismo[editar | editar código-fonte]

Rua Marechal Floriano Peixoto, centro da cidade, ornamentada por ocasião da Oktoberfest. As tipuanas compõem o "Túnel Verde".
A gruta do Parque das Aventuras, uma paleotoca da megafauna escavada há mais de dez mil anos.[72]

O principal evento de Santa Cruz do Sul é a Oktoberfest de Santa Cruz do Sul, uma festa popular germânica, que ocorre anualmente na cidade no mês de outubro. A Oktoberfest de Santa Cruz do Sul é a segunda maior do Brasil, atrás apenas da realizada em Blumenau,[73] sendo a maior do Rio Grande do Sul.[74] Promovida localmente como a "festa da alegria",[75] sua edição de 2016 teve um público de cerca de 150 mil pagantes.[76]

A cidade também é palco do Encontro de Arte e Tradição, evento que celebra as tradições gaúchas e que costuma ocorrer no mês de novembro,[77][12]:34 sendo um dos maiores da América Latina.[78] A edição de 2016 teve seis mil artistas participantes.[79]

Também é sede do Autódromo Internacional de Santa Cruz do Sul, que foi inaugurado em 12 de junho de 2005 com um evento do Renault Speed Show.[80] Além disso, o local já recebeu etapas da Stock Car,[81] Fórmula Truck,[82] entre outras competições.[46]

Possui uma boa infraestrutura para eventos, conquistando com isso o Selo Prioritário para o Desenvolvimento do Turismo. Tem dezesseis hotéis e cinco motéis, dispondo, assim, de 1 900 leitos. Mais de trinta restaurantes, alguns cafés coloniais, mais de oito pizzarias além de um grande número de bares, oferecendo à comunidade a aos turistas uma variada gastronomia.[12]:34

Outras atrações turísticas incluem o Parque da Gruta, também chamado de Parque das Aventuras, um espaço de 17,4 ha com mata nativa, trilhas, restaurante, e equipamentos de escalada.[83][84][46] O nome vem de uma paleotoca localizada no parque, escavada por animais da megafauna há mais de dez mil anos, mas erroneamente atribuída ao trabalho de indígenas (daí o nome coloquial de Gruta dos Índios).[72][85] Conta ainda com o Parque da Cruz, que ocupa o local onde um dia foi uma pedreira, área recuperada pelo ambientalista José Lutzenberger, e onde foi instalada uma cruz, de vinte metros de altura.[86][87][46] Há também o Lago Dourado, um lago artificial de 228,43ha construído para o abastecimento de água em tempos de estiagem, com ciclovias e local para repouso em suas margens, com projeto de ser transformado em um complexo turístico.[88][89][46] Afastado do centro da cidade encontra-se ainda um parque ambiental idealizado por Lutzenberger e mantido pela Souza Cruz — com 65 ha de área e fundado em 2003, foram catalogadas lá novas espécies de fungos e insetos,[49] sendo um dos espaços com a maior diversividade de espécies do Rio Grande do Sul.[32]:8

Fora da cidade mas ainda dentro dos limites do município, no distrito de Rio Pardinho, há a Rota Germânica, trajeto com casas e estabelecimentos comerciais de descendentes germânicos que oferecem produtos da culinária tradicional, bem como o Mosteiro da Santíssima Trindade, o Santuário de Nossa Senhora, e a Igreja dos Imigrantes, fundado em 1890.[46][90] Já em Linha Santa Cruz encontra-se o Seminário São Batista, fundado em 1968, onde são realizados eventos comunitários, em geral de cunho religioso, havendo ainda espaço aberto à comunidade para passeios. O restante da estrutura abriga a escola Família Agrícola de Santa Cruz, e o seminário em si.[49]

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

A cidade possui 40 540 domicílios registrados, sendo que 91,37% possuem abastecimento de água, 90,87% possuem saneamento básico, 99,76% energia elétrica, e 98,28% coleta de lixo. O abastecimento de água e o tratamento de esgoto são realizados pela Companhia Riograndense de Saneamento (CORSAN), enquanto a energia elétrica é fornecida pela RGE Sul (antiga AES Sul). A cidade possui projetos de habitação popular em nove bairros, recebendo recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A coleta de lixo é realizada pela CONESUL,[12]:38-39 enquanto uma cooperativa realiza a coleta seletiva e reciclagem.[91]

Saúde[editar | editar código-fonte]

Fachada do Hospital Santa Cruz.

Conta com três hospitais. O Hospital Ana Nery, fundado em 1955 pela comunidade evangélica da região, de caráter privado e filantrópico,[92] é referência em oncologia para a região.[93] O Hospital Santa Cruz, fundado em 1908, também de caráter filantrópico, é o principal centro de saúde do Vale do Rio Pardo.[94] O hospital é administrado pela APESC, que administra também a UNISC.[95][96] Conta ainda com o Hospital Beneficente Monte Alverne.[97]

Em número de leitos para cada 100 mil habitantes, o município está dentro da meta do SUS, mas abaixo do nível estipulado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Em relação à mortalidade infantil, o nível do município é "alarmante", dentro da classificação da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), da mesma forma que os níveis do estado e do país.[44]

Educação[editar | editar código-fonte]

Fachada da Faculdade Dom Alberto em 2019, com a catedral à direita.

Em 2014, possuía 114 escolas de ensino básico com 30 925 alunos matriculados. Destes, 5% estudavam na zona rural, e o resto na urbana. 19,6% estudavam na rede privada, enquanto o resto dividia-se nas redes municipal e estadual. A taxa de analfabetismo da população acima de quinze anos foi, em 2010, 8,42%.[31]:25,26 300 alunos são atendidos ainda na educação especial, em todas as esferas.[31]:48

Em 2013, catorze escolas ofereciam turmas de ensino médio, com 3 806 alunos matriculados em algum dos três anos. Destas, quatro eram particulares, dentre elas o Colégio Mauá, da Rede Sinodal de Educação, fundado em 27 de julho de 1870 pela comunidade local,[20]:15[98] o Colégio Marista São Luís, fundado em 1874[20]:15 e integrante da Rede Marista,[99] e o colégio Educar-se, fundado em 1984 pela instituição que hoje administra a UNISC.[100] As outras instituições são estaduais, sendo uma única localizada na região rural.[31]:43 Dentre as escolas estaduais da região urbana estão o Colégio Goiás, fundado em 1902,[101] e a Escola Estadual Ernesto Alves.[102] São oferecidos ainda cursos ensino médio profissionalizante na UNISC, com 211 alunos matriculados em 2014, no SENAI, com 183 alunos em 2013, na Família Agrícola de Santa Cruz do Sul, com duzentos alunos em 2013, na Ideal School, com nove alunos em 2013, e no Colégio Marista, com 48 alunos em 2013.[31]:49

A oferta de ensino superior na cidade se dá através da Universidade de Santa Cruz do Sul, com onze mil alunos matriculados em 52 cursos de graduação em 2014, a Faculdade Dom Alberto, nomeada em homenagem a Alberto Frederico Etges e localizada no prédio do antigo Colégio Coração de Jesus,[103] com 2,5 mil alunos matriculados em três cursos de graduação, uma sede da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS), com 36 alunos matriculados em dois cursos de graduação, bem como um centro do Centro Universitário Ritter dos Reis (UniRitter), com 361 alunos matriculados em cursos de graduação em 2013.[31]:45

Dentro das metas do Ministério da Educação (MEC), o município apresenta bom desempenho nas séries iniciais, mas fica abaixo da meta nas séries finais.[44]

Transporte[editar | editar código-fonte]

O transporte coletivo na cidade é operado pelo Consórcio TCS, em contrato com a prefeitura, que surgiu com a união das empresas Stadtbus e TC Catedral, que operavam até 2017 na cidade junto ao Consórcio Primavera. A frota de ônibus conta com ar-condicionado, elevador para cadeirantes, sistema para a identificação visual dos usuários, GPS, e aplicativo que permite verificar a localização dos ônibus em tempo real.[104][105][106] No transporte coletivo intermunicipal, atua a Viação União Santa Cruz.[107][108] No transporte privado, além dos táxis,[109] desde meados da década de 2010 operam na cidade transporte de passageiros por aplicativos.[110] A cidade conta ainda com sete ciclofaixas ou ciclovias, totalizando 11,7 km de extensão. A frota de automóveis na cidade era, em 2014, 85 076, sendo a maioria carros.[12]:35,26 As mortes no trânsito estão acima da meta dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).[44]

No trasporte aéreo, há o Aeroporto de Santa Cruz do Sul,[111] cuja pista foi fundada em 1940,[9] mas sem a operação de linhas aéreas regulares.[112]

Segurança[editar | editar código-fonte]

A cidade possui um presídio regional que em 2017 possuía capacidade para 168 presos, possuindo 261 detentos. No mesmo ano o presídio registrou a maior fuga do estado, em que 26 detentos escaparam.[113] A cidade é sede do Comando Regional de Policiamento Ostensivo do Vale do Rio Pardo, abrigando o 23.º Batalhão de Polícia Militar.[114] Abriga também uma delegacia da Polícia Federal,[115] um Centro Integrado de Segurança Pública e Cidadania, que reúne delegacias e outros órgãos de segurança pública,[116] bem como o 6.º Batalhão do Corpo de Bombeiros Militar, com 252 integrantes que atuam em 61 municípios da região.[117]

Em 2017 a cidade registrou 18 homicídios, 1 020 furtos, 254 roubos, 24 roubos de veículos, e 510 outros crimes,[118]:42 representando cerca de metade das ocorrências em relação ao ano anterior.[119][118]:42 Dentre as 30 cidades com mais de 65 mil habitantes no estado, Santa Cruz possui o 26.º maior índice geral de criminalidade, ficando atrás apenas de Santa Rosa, Cachoeira do Sul, Uruguaiana, e Bagé.[120]:512 Apesar disso, o número de homicídios por 100 mil habitantes da cidade é considerado "epidêmico", na classificação da Organização Mundial da Saúde.[44]

Comunicação[editar | editar código-fonte]

Sede da RBS TV Santa Cruz

O jornal de maior circulação da cidade é a Gazeta do Sul,[121] que começou a circular 1941 sob o nome Kolonie, sendo originalmente escrito em alemão.[20]:17 Destaca-se ainda o Riovale Jornal, que circula desde 1976.[122] Na rádio, operam a Gazeta FM e Gazeta AM, bem como a Atlântida FM, Arauto FM, entre outras.[123] Canais de televisão regionais incluem a Santa Cruz TV (canal comunitário),[124] a Unisc TV (canal universitário), fundada em 1996,[125] e a RBS TV Santa Cruz (do Grupo RBS), fundada em 1988.[126]

Habitação e projetos sociais[editar | editar código-fonte]

Um dos principais projetos de habitação popular da cidade é o Residencial Viver Bem, um loteamento construído com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento, no âmbito do programa Minha Casa, Minha Vida, e que abriga cerca de 5 mil pessoas.[127][128] Apesar de boas expectativas iniciais, moradores relatam frustrações com demoras na entrega dos imóveis completos,[129] alagamentos frequentes,[128][130] e ocupação irregular.[131] Outros projetos de habitação popular incluem os loteamentos Mãe de Deus, Santa Maria, e Beckencamp.[132]

Dentre os projetos comunitários com presença relevante na cidade estão a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE),[133] o Lions Club,[134] e a Liga Feminina de Combate ao Câncer.[135]

Cultura[editar | editar código-fonte]

O bierwagen (carro da cerveja) na Oktoberfest, em 2013
Cervejaria Heilige, uma das opções de vida noturna na cidade, premiada em 2015.

Fala-se o português (idioma falado pela maioria da população e também o oficial do Brasil) e o alemão,[22] incluindo dialetos como o Hunsrückisch,[21] o principal entre os primeiros habitantes da colônia.[10]:125

Dentre os centros culturais da cidade está o Centro de Cultura Francisco José Frantz, localizado na antiga estação ferroviária do município, onde são hospedadas exposições diversas.[46] No centro da cidade, no antigo prédio do Banrisul — patrimônio tombado — está localizada a Casa de Artes Regina Simonis, onde ocorrem exposições de arte. Há ainda o Auditório da Secretaria Municipal de Educação e Cultura, e o Teatro Espaço Camarin, no auditório do Colégio Mauá. Dentre os estabelecimentos de cultura privados estão o Teatro do Colégio Mauá, com 711 lugares, os auditórios dos colégios Dom Alberto e São Luís, bem como os da UNISC. Os pavilhões do Parque da Oktoberfest abrigam eventos diversos, e o Parque da Santa Cruz possui um anfiteatro com oitocentos lugares.[31]:22,23

A cidade conta ainda com uma biblioteca pública e outras privadas de acesso aberto ao público, e um museu privado de acesso aberto ao público. Dentre as bibliotecas estão a biblioteca pública municipal, com acervo de 21 mil obras em 2012,[136] a biblioteca da UNISC, fundada em 1964 e uma das principais do interior do estado,[137] com acervo de 260 mil livros em 2017,[138] além de periódicos, arquivos de jornais da região, acervo multimídia e acervo em braile.[139] A Biblioteca Educar-se encontra-se no colégio privado de mesmo nome, mantido pela APESC e conta com acervo de 13 700 volumes.[137] O Museu do Colégio Mauá foi fundado em 1966 e conta acervo de 140 mil unidades, dentre elas artefatos arqueológicos, peças históricas, de ciências naturais, entre outras, contando ainda com uma modesta pinacoteca e uma coleção de armas.[140][141]

É sede da Orquestra da Câmara da UNISC, fundada em 2005 inicialmente com o caráter de orquestra-escola.[142] Desde então o grupo vem realizando apresentações na cidade,[143] e no estado.[144]

Esporte[editar | editar código-fonte]

Dois clubes profissionais de futebol estão estabelecidos na cidade, o Esporte Clube Avenida e o Futebol Clube Santa Cruz. Ambos possuem estádios na cidade, respectivamente o Estádio dos Eucaliptos e o Estádio dos Plátanos. Há ainda um clube de tênis[145] e um campo de golfe.[146][46]

Dentre os atletas da cidade destacam-se a ginasta Natália Scherer, que representou o Brasil nas finais de ginástica rítmica das Olimpíadas de Sydney de 2000,[147][148] o golfista Adilson da Silva, que representou o Brasil nos Jogos Pan-Americanos de Toronto de 2015,[149] entre outros residentes e naturais da cidade,[150] como Fabiano Peçanha.[151][152]

Lazer[editar | editar código-fonte]

Tradicionalmente são promovidos eventos comemorando tanto a cultura germânica quanto a gaúcha, sendo os mais famosos a Oktoberfest de Santa Cruz do Sul e o Encontro de Arte e Tradição, respectivamente, bem como seu eventos associados. Outros eventos incluem a Festa das Cucas, evento sobre o prato da culinária alemã, que em sua 17a edição, em 2017, esperava setenta mil pessoas,[153] bem como eventos de produtores de cerveja gaúchos.[154]

A cidade conta com algumas praças, dentre elas a Praça Getúlio Vargas, fundada em 1855[155] e principal ponto de encontro da população, sendo local de eventos diversos.[156] Além de boa infraestrutura para o turismo, a cidade é bem servida de opções gastronômicas e boêmias.[157] Dentre as opções encontra-se a matriz da cervejaria Heilige, cuja marca foi premiada.[158][159]

Ver também[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Santa Cruz do Sul

Notas

  1. A data marca a instalação da Câmara dos Vereadores
  2. Em 2010 a população foi de 96 410 segundo[41]

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Ligações externas[editar | editar código-fonte]