Santa Eudóxia (São Carlos)

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Santa Eudóxia
—  Distrito do Brasil  —
Estado  São Paulo
Município São Carlos
Criado em 1933 (84 anos)
População
 - Total 3,200
Limites Sudoeste: Aeroporto de São Carlos
Norte: Luís Antônio
Sudoeste: Água Vermelha
Nordeste: Santa Rita do Passa Quatro
Leste/Sul: São Carlos
Oeste: Ibaté

Santa Eudóxia é um distrito do município de São Carlos, e está localizado ao nordeste, a 28 km do distrito-sede, e possui uma população aproximada de 3.200 pessoas.[1]

O distrito passou a existir de fato, a partir de 1933. Antes disso, em 1899; o local passou a Distrito Policial e, em 22 de novembro de 1912, a Distrito da Paz.[2]

História[editar | editar código-fonte]

A origem do nome deve-se a Dona Eudóxia Nogueira Teixeira de Oliveira, proprietária de maior parte das terras da região.

Ela casou-se com Francisco da Cunha Bueno em 1851, que depois morou em São Carlos, na rua da Mata, atual rua Treze de Maio, local que hospedou, três anos antes da queda do Império, D. Pedro II. O Imperador surpreendeu-se com lavoura de café na região e no estado de São Paulo. E dizia com orgulho: "Custa crer que os paulistas tenham erguido esse monumento agrícola, como não há outro. Isso é extraordinário". E Cunha Bueno retrucava com ênfase: "- Aliás, é bom que Vossa Majestade saiba, e tenha sempre em mente, que tudo na evolução histórica paulista é fruto da pura iniciativa privada".

Impressionado com a personalidade do Coronel Francisco da Cunha Bueno, Pedro II informou a Rodrigo Silva, personalidade do Partido Conservador, parente do velho senhor paulista, que pretendia nomeá-lo Visconde de Tietê. Rodrigo Silva, pediu-lhe que reservasse esse título para um outro familiar, razão pela qual o Imperador assinou, a 7 de maio de 1887, decreto nomeando o Coronel Cunha Bueno para o Baronato de Itaqueri (Barão de Itaqueri).

Em 6 de junho do mesmo ano de 1887, ele passou a denominar-se Barão de Cunha Bueno, e a 2 de janeiro de 1889 era elevado para Visconde de Cunha Bueno, com que morreu a 28 de abril de 1903, na cidade de São Paulo.

Outra figura da história de Santa Eudóxia foi Roque José Florêncio, o Pata Seca, homem negro escravizado, da propriedade do Visconde de Cunha Bueno. Segundo relatos, Pata Seca teria vivido 131 anos e tido mais de 200 filhos.[3]

Igreja Católica[editar | editar código-fonte]

Paróquia Santa Eudóxia, pertence a Diocese de São Carlos.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas[editar | editar código-fonte]

  • Livro "CUNHA BUENO História de um político" - de Glauco Carneiro

Referências

  1. http://www.cidades.ibge.gov.br/painel/historico.php?lang=&codmun=354890&search=sao-paulo%7Csao-carlos%7Cinfograficos:-historico
  2. http://www.saocarlos.sp.gov.br/index.php/conheca-sao-carlos/115445-distrito-de-santa-eudoxia.html
  3. SOUZA, M. F. Além da escola: reflexões teórico-metodológicas com base na análise de práticas educativas alternativas descobertas em áreas rurais da região de São Carlos S.P. Tese de Doutorado, Unesp, Araraquara, 2016. link.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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