Santa Luzia (Nova Friburgo)

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Santa Luzia é uma localidade rural do distrito de Lumiar que se encontra situada na divisa entre os municípios de Nova Friburgo e de Casimiro de Abreu, próximo à Ponte de Santa Luzia na rodovia RJ-142, sendo vizinha ao povoado de Cascata e ao Encontro dos Rios.[1]

Trata-se de um local de destino para os praticantes de trekking, rafting. montanhismo, rapel e praticantes do ecoturismo, além do turismo religioso devido à fé daqueles que acreditam nos poderes terapeuticos de uma fonte de água mineral em homenagem à Santa Luzia.

História[editar | editar código-fonte]

Até a abertura a Estrada Serramar (sub-trecho da RJ-142 que liga Lumiar a Casimiro de Abreu), a região era cortada por uma trilha através da qual os produtores rurais transportavam bananas no lombo de animais de carga, que foi um dos principais produtos da região serrana do Rio de Janeiro na década de 70.

Após Lumiar ter se tornado um lugar conhecido com o movimento hippie dos anos 70 e 80, a região experimentou uma relativa expansão imobiliária em que pessoas provenientes dos grandes centros urbanos passaram a fixar residência em sítios e loteamentos que foram surgindo ao longo da rodovia que fora projetada pelo ex-prefeito de Nova Friburgo, o engenheiro Heródoto Bento de Mello.

Entre os novos moradores da região e que marcaram a história do povoamento de Santa Luzia estavam o jornalista e anistiado político Tasso Peçanha Lós e o ambientalista Elmo da Silva Amador.

Privilegiado pelas belezas naturais do rio Macaé, o lugar sempre foi alvo da cobiça de projetos econômicos que tinham como objetivo a implantação de centrais hidrelétricas na região, o que sempre encontrou a resistência dos moradores locais. Sendo assim, em 2001, vários protestos foram realizados contra uma tentativa do Grupo Monteiro Aranha de viabilizar a construção de uma barragem ali. É criado o Movimento de Defesa do Rio Macaé sob a liderança de Elmo Amador e outros ecologistas de Nova Friburgo.

No final de 2006, a governadora Rosinha Garotinho inaugura o asfaltamento da Serramar, concluindo, assim, a pavimentação de toda a RJ-142. Porém, a obra é contestada pelo Ministério Público que entra com uma ação judicial alegando vícios quanto ao licenciamento ambiental.

Em fevereiro de 2009, um deslizamento de terra provoca um desastre na rodovia, responsável pela morte de uma criança. A Justiça determina então a interdição parcial e temporária da estrada.

Referências

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