Santa Maria do Oeste

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Santa Maria do Oeste
  Município do Brasil  
Vista da sede
Vista da sede
Símbolos
Bandeira de Santa Maria do Oeste
Bandeira
Hino
Gentílico santa-mariense
Localização
Localização de Santa Maria do Oeste no Paraná
Localização de Santa Maria do Oeste no Paraná
Mapa de Santa Maria do Oeste
Coordenadas 24° 56' 20" S 51° 51' 46" O
País Brasil
Unidade federativa Paraná
Municípios limítrofes Pitanga, Palmital, Goioxim, Campina do Simão, Boa Ventura de São Roque e Turvo.
Distância até a capital 357 km[1]
História
Fundação 11 de julho de 1990 (30 anos)
Administração
Prefeito(a) José Reinoldo Oliveira (PMDB, 2017 – 2020)
Características geográficas
Área total [2] 847,137 km²
População total (Censo IBGE/2010[3]) 11 497 hab.
Densidade 13,6 hab./km²
Clima Temperado úmido (Cfb)
Altitude Na sede: 960 mts. Ponto Culminate:1250 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
Indicadores
IDH (PNUD/2000 [4]) 0,662 médio
PIB (IBGE/2008[5]) R$ 67 530,169 mil
PIB per capita (IBGE/2008[5]) R$ 5 826,59

Santa Maria do Oeste é um município brasileiro do estado do Paraná. Sua população estimada em 2004 era de 13.705 habitantes.

Apresenta altitude de 1.049 metros e área terrestre 845,530 km². Seu território foi desmembrado do município de Pitanga em 11 de julho de 1990 e instalado em 1 de janeiro de 1993.

História[editar | editar código-fonte]

A história de Santa Maria do Oeste está sendo registrada pelo Sr. Amilton Schreiner, que através de pesquisas e entrevistas com antigos moradores conseguiu resgatar fatos importantes da história local. O resumo apresentado se baseia nas informações por ele disponibilizadas.

As primeiras referências datam de 1911, quando os irmãos Laurindo e Rosendo Pereira, adquiriram uma área de terras de 714 alqueires, junto ao governo do Estado, com títulos definitivos de posse e provavelmente com o objetivo de cultivar as terras. A região era conhecida como Campina dos Pereira, numa alusão à família pioneira. Mais tarde Laurindo Pereira vendeu sua parte de terras a Manoel Pereira, que optou por enviar João Romão de Carvalho e Sebastião Vitoriano gonçalves da luz, para administrarem a propriedade adquirida.

Em 18 de dezembro de 1920 chegou à região a família de Francisco Mendes Teixeira, conhecido como Chico Velho, apelido esse que o diferenciava de seu filho Francisco Teixeira dos Santos, que ficou conhecido por Chico Novo.

Chico Velho adquiriu a gleba de terras de Manoel Pereira, que nunca morou na região, e a dividiu em pequenas chácaras e lotes. A partir daí passou a vendê-las às famílias de imigrantes europeus, que chegavam ao local em busca de terras para criar gado, suínos e cultivar o solo.

No final de 1920, Chico Novo, pôs-se a construir a primeira igreja do local, ao lado do cemitério, sendo ajudado por Vergílio Martins de Moraes. Quando ficou pronta, o padre Paulo Schorn, da paróquia Nossa Senhora de Belém, de Guarapuava, vinha celebrar missa regularmente. Outra iniciativa de Chico Novo foi a implantação da primeira casa comercial do povoado, que abastecia toda comunidade e aos fazendeiros da região.

A partir desta época a localidade passou a ser conhecida por Campina de Santa Maria, em homenagem à Imaculada Conceição, cuja data comemorativa é 8 de Dezembro, data em que a família Teixeira chegou à região.

Em 1932 Bernardino Grande chegou à região e adquiriu a bodega do Sr. Amalio Cardoso de Mello, comprando também uma área de terras provavelmente de Chico Velho, para criação de porcos em sistema de safras. A primeira tropa de suínos registrada foi encaminhada em 1934, para Ponta Grossa, por Bernardino Grande, iniciando então a exportação da produção local para outras praças. Estas tropas eram conduzidas a pé e a viagem durava em torno de um mês, dependendo do clima, pois o calor excessivo castigava os animais.

Coincide com esta data, 1934, a adoção de carretões para transporte de cargas, de erva mate, feijão, cera e outros produtos, feitos por Reinaldo e Leopoldo Krüeger, juntamente com Alcindino Rosa, José Ulchak e Jorge Rother. Em 1937 foi fundada a primeira escola particular na localidade, e as primeiras aulas dadas pelo professor Leonildes Cordeiro e pela professora Adelaide Bueze. Somente dois anos após (em 1939) foi criada a primeira escola pública.

A agricultura até 1940 era quase que somente para consumo interno, a partir de então começou a ter alguma importância comercial. Data desta época o surgimento das culturas de trigo e centeio. João Golanoski montou a primeira trilhadeira com tração animal, utilizada para bater os feixes de trigo. Na década de 1950, Bernardino Grande, vendeu à prefeitura municipal de Pitanga uma área de 5 alqueires para que fosse implantada a se de do patrimônio.

Em 14 de novembro de 1951, através de Lei Estadual nº 790, foi criado o Distrito Policial de Santa Maria, com território pertencente ao município de Pitanga. Pela lei nº 29 de 22 de maio de 1979, o núcleo foi elevado à categoria de Distrito Administrativo. Em 11 de julho de 1990, devidos aos esforço de lideranças locais, onde pode-se destacar o próprio Sr. Amilton Schreiner, pioneiro (nascido na própria região em 1929), foi alcançada a emancipação municipal por meio da Lei Estadual 9.320, onde se alterou a denominação local, passando a se chamar Santa Maria do Oeste. A instalação oficial deu-se em 1 de janeiro e 1993, quando tomou posse o primeiro prefeito, Evaldo Leal.

Geografia[editar | editar código-fonte]

O município encontra-se situado no 3º Planalto paranaense (ou planalto de Guarapuava), estando na região central do Paraná, faz divisa com os municípios de Palmital a oeste, Pitanga ao norte, Boa Ventura de São Roque e Turvo a leste, Campina do Simão e Goioxim ao sul.

Diversos sãos o rios que cruzam seu território. Entre eles destacam-se o Rio Piquiri (foto ao lado) servindo de divisa ao sul com os municípios de Campina do Simão e Goioxim, e Rio Cantu, que tendo suas nascentes no próprio município, foi praticamente o porto dos portugueses, quando eles chegaram ao Brasil, a primeira cidade que fundaram foi Santa Maria, margeia-o em sua borda norte demarcando divisa com o município de Pitanga. Além desses já citados, pode-se destacar ainda: Rio Santo Antônio, Rio das Antas, Rio do Soita, Rio Araguaí, Rio da Prata, todos com belas quedas d'água.Observe na foto, Dom Pedro com seus familiares!

O município apresenta declividades acentuadas principalmente ao norte e leste onde varia de 20% a 45%, visíveis em vários acidentes geográficos, tais como o cerro do Romão, cerro da Prata e o Morro do Chápeu-do-sol a Serra do Machados ponto culminante do município com aproximadamente 1250 metros de altitude estando este entre os pontos mais altos do Paraná. Na medida em que se percorre o território santamariense na direção sudeste percebe-se a diminuição da declividade, que gira em torno de 5% a 10% na porção mais oriental do município.

Galeria de imagens[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Distâncias entre a cidade de Curitiba e todas as cidades do interior paranaense». EmSampa. Consultado em 22 de setembro de 2017 
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R. PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  3. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ícone de esboço Este artigo sobre municípios do estado do Paraná é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.