Santana de Parnaíba

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Disambig grey.svg Nota: Não confundir com Parnaíba.
Município de Santana de Parnaíba
"Berço dos bandeirantes"
Igreja Matriz - Centro Histórico

Igreja Matriz - Centro Histórico
Bandeira de Santana de Parnaíba
Brasão de Santana de Parnaíba
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 14 de novembro
Fundação 14 de novembro de 1580
Gentílico parnaibano
Lema Patriam feci magnam
"Como nossa grande Pátria"
Prefeito(a) Elvis Leonardo Cezar (PSDB)
(2017 – 2020)
Localização
Localização de Santana de Parnaíba
Localização de Santana de Parnaíba em São Paulo
Santana de Parnaíba está localizado em: Brasil
Santana de Parnaíba
Localização de Santana de Parnaíba no Brasil
23° 26' 38" S 46° 55' 04" O23° 26' 38" S 46° 55' 04" O
Unidade federativa São Paulo
Região intermediária

São Paulo IBGE/2017[1]

Região imediata

São Paulo IBGE/2017

Região metropolitana São Paulo
Municípios limítrofes Pirapora do Bom Jesus, Cajamar (N), São Paulo, (L) Barueri, (S) Itapevi (NO), Araçariguama (O).
Distância até a capital 42 km[2]
Características geográficas
Área 183,816 km² [3]
População 131 887 hab. Estimativa IBGE/2017[4]
Densidade 717,49 hab./km²
Altitude 719 m
Clima subtropical
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,814 (SP: 9°) – muito alto PNUD/2010[5]
PIB R$ 8 485 337,51 mil IBGE/2016[6]
PIB per capita R$ 65 644,99 IBGE/2016[6]

Santana de Parnaíba é um município do estado de São Paulo, localizado na Zona Oeste da Região Metropolitana de São Paulo, em conformidade com a lei estadual nº 1.139, de 16 de junho de 2011[7] e consequente Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado da Região Metropolitana de São Paulo (PDUI).[8]

História[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: História de Santana de Parnaíba
Onça-pintada - Monumento aos Bandeirantes.

Em 1580, Susana Dias, neta do cacique Tibiriçá, juntamente com seu filho, Capitão André Fernandes, fundou uma fazenda à beira do Rio Anhembi (atual Rio Tietê), a oeste de São Paulo, próximo à cachoeira denominada pelos indígenas como "Parnaíba" (lugar de muitas ilhas).

Devido a sua posição estratégica no vale do Rio Tietê, tornou-se ponto de partida das bandeiras que seguiam rumo ao Oeste Paulista e ao Mato Grosso. Em 1625, o povoado foi elevado à condição de vila, com a correspondente criação do município.

No século XVIII, a vila entrou em decadência devido ao fim das bandeiras. O isolamento geográfico da vila, provocado pelas quedas de água do Rio Tietê e pelo relevo acidentado de seu território, fizeram com que a vila não figurasse nas rotas de comércio e colonização que ligavam São Paulo às nascentes cidades de Jundiaí, Sorocaba e Itu.

Em 1901, a Usina Hidrelétrica Edgard de Sousa foi inaugurada no Rio Tietê, mas não foi suficiente para revitalizar a cidade, que perdeu grande parte dos seus territórios para seus antigos distritos de Cajamar, Pirapora do Bom Jesus e Barueri ao longo do século XX.

A partir da década de 1980, o município voltou a ganhar dinamismo econômico, com a melhoria das ligações rodoviárias com o restante da Grande São Paulo e com o impulso provocado pela implantação de diversos condomínios residenciais, notadamente Alphaville.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima da cidade, como em toda a Região Metropolitana de São Paulo, é o subtropical. Verão quente e chuvoso. Inverno relativamente frio e subseco. A média de temperatura anual gira em torno dos 20Cº, sendo o mês mais frio julho (média de 12°C) e o mais quente fevereiro (média de 23°C). O índice pluviométrico anual fica em torno de 1382 mm.

Gráfico climático para Santana de Parnaíba
JFMAMJJASOND
 
 
241
 
27
18
 
 
222
 
27
18
 
 
156
 
27
17
 
 
82
 
25
15
 
 
64
 
23
13
 
 
59
 
21
12
 
 
42
 
21
11
 
 
44
 
23
12
 
 
74
 
23
13
 
 
127
 
24
14
 
 
128
 
25
16
 
 
142
 
26
17
Temperaturas em °CPrecipitações em mm
Fonte: Canal do Tempo

Meio ambiente[editar | editar código-fonte]

O município conta com uma política de preservação ambiental, conforme legislação em vigor, que tem proporcionado a criação e a manutenção de áreas de valor ecológico e ambiental, assim como a defesa e a preservação da fauna e da flora.[9][10]

O sistema de esgoto serve a 71,8% das residências, e a arborização em vias públicas alcança 58,4% dos domicílios.[11]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Segundo o IBGE, em 2018 a população estimada em Santana de Parnaíba passou a ser de aproximadamente 136 517 habitantes. No censo de 2010, a população era de 108 813 habitantes, com densidade demográfica de 604,74 habitantes/km².[12]

Política e administração[editar | editar código-fonte]

Sede da prefeitura do município.

A administração municipal se dá pelo poder executivo e pelo poder legislativo.[13] O primeiro a governar o município foi José Pedroso de Oliveira Pinto, que ficou no cargo de intendente em 1897.[14]

Economia[editar | editar código-fonte]

A economia de Santana de Parnaíba é ligada ao setor de serviços e comércio, notadamente na região de Alphaville.

A atividade industrial está localizada nos bairros da Fazendinha e Tamboré.

O turismo vem se desenvolvendo na cidade, auxiliado pelo conjunto colonial do centro histórico.

Estrutura urbana[editar | editar código-fonte]

Comunicações[editar | editar código-fonte]

A cidade foi atendida pela Companhia Telefônica Brasileira (CTB) até 1973[15], quando passou a ser atendida pela Telecomunicações de São Paulo (TELESP), que construiu a central telefônica utilizada até os dias atuais. Em 1998 esta empresa foi privatizada e vendida para a Telefônica[16], sendo que em 2012 a empresa adotou a marca Vivo[17] para suas operações de telefonia fixa.

O data center da Telefônica/Vivo foi inaugurado em 2012 no bairro de Tamboré, em um prédio de 33,6 mil metros quadrados, e abriga as operações de telefonia fixa e móvel da empresa no Brasil.[18][19]

Rodovias[editar | editar código-fonte]

Cultura[editar | editar código-fonte]

Turismo[editar | editar código-fonte]

O conjunto arquitetônico colonial do Centro Histórico possui mais de duzentas casas e construções datadas dos séculos XVII e XVIII, destacando-se a Igreja Matriz de Sant'Ana. Trata-se do maior conjunto colonial existente no estado de São Paulo.

No Circuito dos Alambiques é possível conhecer o processo de fabricação da cachaça artesanal.

A cidade promove festas populares que atraem um grande número de turistas, o carnaval da cidade é muito conhecido e atrai pessoas de várias regiões.

Anualmente, é promovido pela Secretaria de Cultura e Turismo do município o espetáculo teatral do Drama da Paixão de Cristo reconhecido nacionalmente. A peça é encenada às margens do Rio Tietê, nas proximidades da Barragem Edgard de Sousa por atores da própria cidade.

Bens tombados[editar | editar código-fonte]

Feriados[editar | editar código-fonte]

O calendário do município prevê os seguinte feriados:[21][22]

Nome Data Observação
Sexta-feira da Paixão Sexta-feira que antecede o domingo de Páscoa[23] A Sexta-feira Santa é o dia em que é celebrado a morte de Jesus Cristo.
Corpus Christi Celebrada anualmente 60 dias depois da Páscoa[24] Festa religiosa da Igreja Católica que tem por objetivo celebrar o mistério da eucaristia.
Santa Ana 26 de julho Padroeira do município.[25]
Aniversário de Santana de Parnaíba 14 de novembro Data da fundação da cidade.

A Páscoa é uma festa religiosa móvel que costuma acontecer entre 22 de março e 25 de abril.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «O recorte das Regiões Geográficas Imediatas e Intermediárias de 2017» (PDF). Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 2017. p. 20–34. Consultado em 10 de agosto de 2017 
  2. «Distâncias entre a cidade de São Paulo e todas as cidades do interior paulista». Consultado em 28 de janeiro de 2011 
  3. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 dez. 2010 
  4. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (30 de agosto de 2017). «Estimativas da população residente no Brasil e unidades da federação com data de referência em 1º de julho de 2017» (PDF). Consultado em 16 de abril de 2018 
  5. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil» (PDF). Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 31 de julho de 2013 
  6. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2016». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 5 de março de 2019 
  7. «Lei Complementar nº 1.139, de 16 de junho de 2015/ 2011». Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo. Consultado em 1 de fevereiro de 2017 
  8. «Região Metropolitana de São Paulo». Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado da Região Metropolitana de São Paulo. Consultado em 1 de fevereiro de 2017. Cópia arquivada em 27 de janeiro de 2017 
  9. «Política de Meio Ambiente» (PDF). Prefeitura Municipal de Santana de Parnaíba. Consultado em 12 de agosto de 2019 
  10. «Lei Nº 2823, DE 18 de setembro de 2007, institui o Código Ambiental de Santana de Parnaíba». Prefeitura Municipal de Santana de Parnaíba. Consultado em 12 de agosto de 2019 
  11. «Território e Ambiente - Santana de Parnaíba». IBGE. Consultado em 12 de agosto de 2019 
  12. IBGE. «Santana de Parnaíba - IBGE». IBGE. Consultado em 26 de julho de 2019 
  13. «Prefeitura de Santana de Parnaíba». Consultado em 11 de agosto de 2019 
  14. Ricardo Viveiros (2014). «A vila que descobriu o Brasil: A história de Santana de Parnaíba». Geração editorial. Consultado em 19 de dezembro de 2018 
  15. «Relação do patrimônio da CTB incorporado pela Telesp» (PDF). Diário Oficial do Estado de São Paulo 
  16. «Nossa História». Telefônica / VIVO 
  17. GASPARIN, Gabriela (12 de abril de 2012). «Telefônica conclui troca da marca por Vivo». G1 
  18. «Tamboré». Telefonica Business Solutions. Consultado em 22 de outubro de 2018 
  19. Rafael Silva. «Por dentro do novo datacenter da Telefônica-Vivo em SP». Tecnoblog. Consultado em 22 de outubro de 2018 
  20. ASSAOC – Associação Amigos das Oficinas Culturais do Estado de São Paulo. «Rede de Informações Culturais do Estado de São Paulo». Consultado em 16 de agosto de 2010 
  21. «Feriados Municipais Santana de Parnaiba». Feriados municipais. Consultado em 16 de agosto de 2019 
  22. «Feriados Municipais Santana de Parnaiba». br.calendario.online. Consultado em 16 de agosto de 2019 
  23. «Sexta-feira Santa». Calendarr.com. Consultado em 16 de agosto de 2019 
  24. «Corpus Christi». Calendarr.com. Consultado em 16 de agosto de 2019 
  25. «Dia de Santa Ana». Calendarr.com. Consultado em 16 de agosto de 2019 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Camargo, Paulo Florêncio da Silveira (1971). História de Santana de Parnaíba. São Paulo: Conselho Estadual de Cultura. 372 páginas.
  • Nascimento, Haydée (1977). Aspectos Folclóricos do Carnaval de Santana de Parnaíba.São Paulo: Secretaria de Cultura. 158 páginas.

Trabalhos acadêmicos[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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