Santo Antônio (Recife)

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Santo Antônio
  Bairro do Brasil  
Localização do bairro de Santo Antônio do Recife
Localização do bairro de Santo Antônio do Recife
Unidade federativa Pernambuco
Município Recife
Fonte: Não disponível

Santo Antônio é um bairro do Recife, Pernambuco.

Situa-se na RPA1, região central do Recife. No ano de 2010, a população residente era de 285 habitantes.

Pontos importantes[editar | editar código-fonte]

Bairros limítrofes[editar | editar código-fonte]

O Bairro de Santo Antônio Limita-se diretamente com o bairro de São José, tendo o Rio Capibaribe a completar seu perímetro.As ligações com outros bairros é feita através de pontes.A Ponte 6 de Março (antiga Ponte Velha) liga o bairro de Santo Antônio aos bairros dos Coelhos e da Boa Vista.Com o bairro de mesmo nome, limita-se pelo Rio Capibaribe, através das pontes da Boa Vista e Duarte CoelhoA Santa Isabel o liga ao bairro de Santo Amaro. A Ponte Buarque de Macedo e a Ponte Maurício de Nassau, sobre o Rio Capibaribe, depois de sua confluência com o Rio Beberibe, ligam o bairro à Ilha do Recife, o Recife antigo.

História[editar | editar código-fonte]

Foi no leste deste bairro que se concentrou a cidade de Maurícia, construída pelos holandeses por um conselho de um polaco-lituano a serviço de Nassau que dizia que a defesa do Recife era muito onerosa (o dobro dos custos de uma transferência da sede pro norte da Nieuw Holland) e portanto havia a necessidade de transferir a sede da Nova Holanda para a ilha de Itamaracá (e sua sede Conceição, no sudoeste da mesma ilha), mas acabou-se optando pela construção de uma nova urbe, das mais avançadas da altura nas Américas cheia de canais a exemplo da posterior Lower Manhatan na segunda metade do mesmo século. Recife nesta altura era um pequeno e primitivo núcleo pré-insularização localizado no sul de um relativamente extenso areial pertencente a Olinda e seu tamanho era tão reduzido que cabia várias vezes dentro tanto de Maurícia quanto de Olinda. Uma ponte ligava Recife e Maurícia, que eram entidades geopolíticas distintas nos mapas batavos, ao contrário do que diz o anacronismo da historiografia dominante de que eram a mesma entidade (nesse caso se trata da primeira conurbação urbana de que se tem notícia no Brasil), ou seja, a primeira proto-metrópole ou processo de metropolitanização. Maurícia, localizada no leste de Santo Antônio pré-anexação ao Recife, quando este ainda era parte de Olinda pelo direito português pós-batavos e de facto até meados de 1710, quando se separou se tornou vila própria e dona de seus próprios destinos pré-sede estadual, tinha status de urbe (não confundir com urbe real portuguesa-ibérica), enquanto Recife era um povoado (intermediário entre feitoria e vila) e Olinda uma vila. Longitudinalmente mesmo sendo uma vila de status menor a Maurícia, Olinda aparece nos mapas da época como mais larga que esta última, o que nos dá a ideia de que o seu status se devia muito ao facto de não ter muito planejamento com ruas excessivamente estreitas e tortuosas em pequenas colinas de relevo pouco estável e plano. Além do mais era uma vila erguida totalmente pela iniciativa privada, o que a afastava das coroas e portanto era menos subsidiada do ponto de vista do estatuto geopolítico (só para se ter uma ideia havia urbes reais a exemplo do Rio de Janeiro e São Cristóvão muito inferiores a Olinda em riquezas exportacionais que tinham o status de urbe real enquanto Olinda era considerada vila pré-urbe). Pode-se dizer que a Lower Manhatan original ficava nesse ponto só então indo parar em NY e centro norte das Américas pós-emigração entre Maurícia e Frederikstadt. Reciffo tinha limitações excessivas de expansão pois era apenas a ponta de um areial olindense e assim Maurícia veio na hora certa para ampliar as zonas urbanizadas nos pântanos e fazer a zona maior ainda ao sul do modelo acropolitano olindense e mais similar aos hanseáticos pantanosos e seu estágio antigo no Mar do Norte e Báltico. No entanto como já foi dito a própria sobrevivência da Nova Holanda pode ter sido encurtada por Maurícia que era mais difícil de defender que uma sede proposta pelo general polaco-lituano na ilha de Itamaracá. Santo Antônio no norte da ilha era uma ponte perfeita entre o eixo Olinda-Reciffo e o mainland do lado do palácio além Maurícia e suas muralhas e fortes (onde hoje se localiza o bairro da Boa Vista na zona norte extra insular ou centro estendido no mainland). Nassau tinha uma visão mais civil enquanto o general balto-eslávico uma visão militar mais acertada.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]