Santo Antônio (Recife)

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Santo Antônio
  Bairro do Brasil  
Localização do bairro de Santo Antônio do Recife
Localização do bairro de Santo Antônio do Recife
Localização
Unidade federativa Pernambuco
Município Recife
Características geográficas
Área total 81 hectares [1]
População total 285 hab.

Santo Antônio é um bairro do Recife, Pernambuco.

Situa-se na RPA1, região central do Recife. No ano de 2010, a população residente era de 285 habitantes.[1]

Bairros limítrofes[editar | editar código-fonte]

O Bairro de Santo Antônio Limita-se apenas diretamente com o bairro de São José[2], tendo o Rio Capibaribe a completar seu perímetro. As ligações com outros bairros é feita através de pontes.A Ponte 6 de Março (antiga Ponte Velha) liga o bairro de Santo Antônio aos bairros dos Coelhos e da Boa Vista. Também com este bairro limita-se através das pontes da Boa Vista e Duarte Coelho. A Ponte Santa Isabel o liga ao bairro de Santo Amaro. A Ponte Buarque de Macedo e a Maurício de Nassau, sobre o Rio Capibaribe, depois de sua confluência com o Rio Beberibe, ligam o bairro à Ilha do Recife, o Recife antigo.(Ver mapa do bairro)

História[editar | editar código-fonte]

A ilha onde se encontra o bairro de Santo Antonio pertenceu a Marcos André no início da colonização portuguesa.[2] sendo chamada de Ilha dos Navios.[nota 1] Só no Século VII passou a ser chamada de Ilha de Santo Antonio, em função de um convento ali instalado.

Foi no leste deste bairro que se concentrou a Cidade Maurícia[3], construída pelos holandeses por um conselho de um polaco-lituano a serviço de Nassau, que dizia que a defesa do Recife era muito onerosa (o dobro dos custos de uma transferência da sede pro norte da Nieuw Holland) e portanto havia a necessidade de transferir a sede da Nova Holanda para a ilha de Itamaracá (e sua sede Conceição, no sudoeste da mesma ilha), mas acabou-se optando pela construção de uma nova urbe, das mais avançadas da altura nas Américas cheia de canais a exemplo da posterior Lower Manhatan na segunda metade do mesmo século. O Recife nesta altura era um pequeno e primitivo núcleo pré-insularização localizado no sul de um relativamente extenso areial pertencente a Olinda e seu tamanho era tão reduzido que cabia várias vezes dentro tanto de Maurícia quanto de Olinda. Uma ponte ligava o Recife e Maurícia, que eram entidades geopolíticas distintas nos mapas batavos, ao contrário do que diz o anacronismo da historiografia dominante de que eram a mesma entidade (nesse caso se trata da primeira conurbação urbana de que se tem notícia no Brasil), ou seja, a primeira proto-metrópole ou processo de metropolitanização. Maurícia, localizada no leste de Santo Antônio pré-anexação ao Recife, quando este ainda era parte de Olinda pelo direito português pós-batavos e de facto até meados de 1710, quando se separou e se tornou vila própria e dona de seus próprios destinos pré-sede estadual, tinha status de urbe (não confundir com urbe real portuguesa-ibérica), enquanto o Recife era um povoado (intermediário entre feitoria e vila) e Olinda, uma vila. Longitudinalmente, mesmo sendo uma vila de status menor a Maurícia, Olinda aparece nos mapas da época como mais larga que esta última, o que nos dá a ideia de que o seu status se devia muito ao facto de não ter muito planejamento com ruas excessivamente estreitas e tortuosas em pequenas colinas de relevo pouco estável e plano. Além do mais era uma vila erguida totalmente pela iniciativa privada, o que a afastava das coroas e portanto era menos subsidiada do ponto de vista do estatuto geopolítico (só para se ter uma ideia havia urbes reais a exemplo do Rio de Janeiro e São Cristóvão muito inferiores a Olinda em riquezas exportacionais que tinham o status de urbe real enquanto Olinda era considerada vila pré-urbe). Pode-se dizer que a Lower Manhatan original ficava nesse ponto só então indo parar em NY e centro norte das Américas pós-emigração entre Maurícia e Frederikstadt. Reciffo tinha limitações excessivas de expansão pois era apenas a ponta de um areial olindense e assim Maurícia veio na hora certa para ampliar as zonas urbanizadas nos pântanos e fazer a zona maior ainda ao sul do modelo acropolitano olindense e mais similar aos hanseáticos pantanosos e seu estágio antigo no Mar do Norte e Báltico. No entanto como já foi dito a própria sobrevivência da Nova Holanda pode ter sido encurtada por Maurícia que era mais difícil de defender que uma sede proposta pelo general polaco-lituano na ilha de Itamaracá. Santo Antônio no norte da ilha era uma ponte perfeita entre o eixo Olinda-Reciffo e o mainland do lado do palácio além Maurícia e suas muralhas e fortes (onde hoje se localiza o bairro da Boa Vista na zona norte extra insular ou centro estendido no mainland). Nassau tinha uma visão mais civil enquanto o general balto-eslávico uma visão militar mais acertada.

Pontos importantes[editar | editar código-fonte]

Dados demográficos[editar | editar código-fonte]

Sendo um bairro essencialmente comercial e de serviços, apresenta os seguintes dados demográficos:[1]

  • Área territorial: 81 hectares
  • População: 285 habitantes [nota 2]
    • Masculina:159
    • Feminina 126
  • Densidade demográfica: 3,53 hab./ha.

Educação[editar | editar código-fonte]

Ficam no bairro de Santo Antonio as seguintes instituições educacionais:[4]

  • Centro de Educação Profissional Joaquim Nabuco
  • Centro de Ensino Supletivo Virgínio C. de Oliveira
  • Faculdade Joaquim Nabuco - Recife - Campus sede
  • Serviço Social do Comércio - Sesc Santa Rita

Religião[editar | editar código-fonte]

Junto com o bairro vizinho de São José, o bairro de Santo Antônio possui muitos templos religiosos:

  • Matriz do Santíssimo Sacramento - Santo Antônio [5][6]
  • Igreja e Convento São Francisco [7]
  • Igreja e Convento de Santo Antônio [8]
  • Igreja Matriz de Santo Antônio [9][10]
  • Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos [11]


Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas e referências

Notas

  1. Além desses nomes, a localidade também era denominada Ilha de Antônio Vaz, Porto dos Navios e Ilha do Governador. [2]
  2. Dados demográficos do Censo de 2010, disponível em IBGE

Referências