Santuário de Nossa Senhora da Rocha

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O Santuário Nossa Senhora da Conceição da Rocha, Santuário de Nossa Senhora da Rocha, ou simplesmente Santuário da Rocha é um santuário no vale do Jamor em Linda-a-Pastora (freguesia de Carnaxide e Queijas, concelho de Oeiras). O bonito Jardim da Rocha tem grandes motivos de interesse, entre os quais uma ponte romana[1]. O Templo, propriedade da Irmandade de Nossa Senhora da Conceição da Rocha, é da autoria do arquitecto José da Costa Sequeira sobrinho do pintor Domingos António de Sequeira. Construído entre 1830 e 1892, tendo sido inaugurado em Maio de 1893. A sua classificação é de Imóvel de valor concelhio, de acordo com o Edital nº 184/2004 (2ª série), publicado no Diário da República, Nº 67, II Série, 19 de Março de 2004[2]. Todos os anos, em Maio, a Irmandade de Nossa Senhora da Conceição da Rocha realiza uma romaria em honra da Nossa Senhora da Conceição da Rocha[2].

Romaria[editar | editar código-fonte]

O ritual no Santuário da Rocha tem mais de um século de existência, sendo as festividades mais antigas da região.[3] Caracteriza-se por atuações de Música e Dança, assim como carrosséis e outros divertimentos.

História[editar | editar código-fonte]

A sua origem deve-se ao facto de, no dia 31 de Maio de 1822, ter sido encontrada numa gruta, nas margens do rio Jamor, perto do Casal da Rocha, uma imagem da Nossa Senhora da Conceição Padroeira de Portugal[2]. Por não haver local apropriado para venerar a Santa, a sua imagem foi transferida para a Sé Patriarcal de Lisboa, por ordem do rei D. João VI de Portugal, onde permaneceu 60 anos, e mais tarde para a Igreja de São Romão de Carnaxide, após grande influência de Tomás Ribeiro[4], onde esteve 10 anos. Só depois é que foi construído este templo, por cima do local da aparição, para que acolhesse com dignidade a Virgem Maria[2].

A sua cerimónia inaugural, em 1893, que foi imponente, contou com a presença da rainha D. Amélia, dos príncipes D. Luís Filipe e D. Manuel, do Dr. Hintze Ribeiro (Presidente do Conselho) e mais entidades de relevo[5].

Foi D. Miguel um grande devoto de Nossa Senhora de Rocha o que deu azo a que o seus seguidores políticos miguelistas também o fossem e mandassem fazer várias gravuras com esse teor[6]. Isso devesse que este rei tinha sofrido um grande acidente de carro-de-cavalos aí perto e acreditou que a sua protecção o tinha salvo. Tanto que os liberais, seus inimigos, passaram a ser chamados de "malhados" por serem dessa pelagem os animais que o conduziam.

A esta última história se devem grande parte das invocações com o mesmo nome em várias localidades.

Arquitectura[editar | editar código-fonte]

De planta rectangular, o edifício apresentava volumetria escalonada, sendo o conjunto coroado por frontão triangular, com cruz ao centro. O interior da igreja apresenta nave única e cobertura em abóbada de berço. Antecede a capela-mor um arco triunfal ladeado por dois altares em talha dourada. A capela-mor, de planta quadrada e cobertura em abóbada é ornada com pinturas decorativas sendo que o altar-mor possui um camarim que alberga o trono. No alçado lateral da igreja, ao nível das fundações, reconhece-se um compartimento de planta rectangular correspondente ao acesso ao interior da gruta, à qual se acede através de lanço único de escadas[7].

Referências

Ligações exteriores[editar | editar código-fonte]