Sapajus cay

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Estado de conservação
Espécie pouco preocupante
Pouco preocupante (IUCN 3.1) [1]
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Primates
Família: Cebidae
Gênero: Sapajus
Espécie: S. cay
Nome binomial
Sapajus cay
(Illiger, 1815)
Distribuição geográfica
Cebus cay distribution.png
Sinónimos
  • libidinosus Spix, 1823
  • paraguayanus Fischer, 1829
  • azarae Rengger, 1830
  • chacoensis Pusch, 1941
  • morrulus Pusch, 1941
  • versuta Elliot, 1910

Macaco-prego-de-Azara (Sapajus cay) é uma espécie de macaco-prego que ocorre no sul do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e extremo sudeste de Goiás, no Brasil; sudeste da Bolívia, leste do Paraguai e norte da Argentina.[1] Ocorre em áreas de floresta úmida, no Pantanal e no Chaco seco, tendo sua distribuição limitada a oeste pelos Andes e, a leste, pelo rio Paraguai.[2] Habita florestas de galeria em ambientes abertos do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, no Brasil. Apesar disso, não ocorre no Chaco boliviano. Ocorre nos Yungas, no sul da Bolívia e norte da Argentina, apesar de que essa população não parece contínua com nenhuma outra conhecida.[2] Segundo Silva Jr (2001), é uma espécie separada, Sapajus cay, mas já foi considerado subespécie de Sapajus libidinosus.[3][1][4] Groves (2001) o classificou como Cebus libidinosus paraguayanus.[5]

É uma espécie relativamente pequena, sem dimorfismo sexual.[2] Tem entre 40 e 45 cm de comprimento, com a cauda tendo entre 41 e 47 cm; pesa entre 3 e 3,5 kg. Sua coloração é variável, mas geralmente é de uma amarelo pálido, e o topete varia do pálido até um marrom escuro, e é formado por dois tufos de pelos se assemelhando a cornos.[2] Existe uma pequena barba branca.

Juvenil.

Aparentemente, não corre risco de extinção, pois possui distribuição geográfica ampla e é adaptável, ocorrendo em muitas unidades de conservação, no Brasil (Parque Nacional da Serra da Bodoquena e no Parque Nacional do Pantanal Matogrossense), no Paraguai (Parque Nacional Caaguazú, Parque Nacional Cerro Corá e Parque Nacional Ybycui), na Bolívia (Parque Nacional de Noel Kempff Mercado) e na Argentina (Parque Nacional El Rey, Parque Nacional Baritú e Parque Nacional Calilegua).[2]

Referências

  1. a b c Wallace, R.B. (2008). Cebus cay (em Inglês). IUCN 2012. Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN de 2012 . . Página visitada em 17 de junho de 2013..
  2. a b c d e Anthony B. Rylands, Russell A. Mittermeier, Bruna M. Bezerra, Fernanda P. Paim & Helder L. Queiroz (2013). «Family Cebidae (Squirrel Monkeys and Capuchins)». In: Mittermeier, R.; Rylands, A.B.; Wilson, D. E. Handbook of the Mammals of the World - Volume 3. [S.l.]: Lynx. 952 páginas. ISBN 978-84-96553-89-7 
  3. Groves, C.P. (2005). Wilson, D.E.; Reeder, D.M. (eds.), ed. Mammal Species of the World 3 ed. Baltimore: Johns Hopkins University Press. ISBN 978-0-8018-8221-0. OCLC 62265494 
  4. Lynch Alfaro, J.W.; Silva, J.S. & Rylands, A.B. (2012). «How Different Are Robust and Gracile Capuchin Monkeys? An Argument for the Use of Sapajus and Cebus». American Journal of Primatology: 1–14. doi:10.1002/ajp.222007 
  5. Fragaszy, D.M.; Visalberghi, E. (2004). «Taxonomy, distribution and conservation: where and what are they and how did they get there?». The Complete Capuchin: The Biology of the Genus Cebus. Cambridge: Cambridge University Press. pp. 13–36. ISBN 9780521667685 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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