Sartori

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Brasão Sartori de Bassano del Grappa. A tesoura que o leão empunha faz alusão ao significado do nome
Disambig grey.svg Nota: Para o político brasileiro, ex-governador do Rio Grande do Sul, veja José Ivo Sartori.

Sartori é sobrenome de ampla difusão internacional, documentado historicamente nas variantes Sartorius, Sarto, Sartorio, Sartorelli, Sartoro, Sartore, Sartor, Sartory e outras. Seus registros mais antigos são do século XII, encontrados na Itália. O sobrenome produziu muitos grupos em vários países, de origens diferentes. A palavra deriva do latim sartorius, alfaiate. De qualquer maneira, muitas personalidades que levam o sobrenome se destacaram em várias áreas, como na política, nas artes e na ciência, e vários ramos foram enobrecidos. A variante Sartori predomina na Itália, concentrada até hoje nas regiões do Vêneto e Lombardia, mas encontrada quase em todas as suas regiões, em menores números.

Origens e difusão[editar | editar código-fonte]

Retrato de Felicita Sartori, celebrada pintora, filha do notário Felice, de Pordenone,[1] por Rosalba Carriera

O sobrenome teve origens múltiplas. Entre as citações mais antigas está a de Petrus Sartor, que em 1156 estabeleceu uma sociedade com Guglielmo Burone em Gênova.[2] Depois rapidamente aparecem outros em vários pontos do norte italiano, como Veneza (1186, 1181, 1191, 1197, 1207),[3][4][5] Monselice (1212),[6] Pádua e Melara (1213),[7] em geral com personagens ocupados em ações de pouca importância. Entre os primeiros a se destacar estão Patavino, filho de Giovanni, filho de Pietro, registrado como notário em Pádua em 1235;[8] Giovanni, em 1239 procurador de Walficherio, filho do juiz Eppone,[9] Boninsegna, senhor de Castel Rubino, que em 1283 teve sua fortaleza requisitada pela República de Veneza,[10] e o frade Bartolomeo, que em 1297 é procurador de Santa Maria della Misericordia.[11] Em Bardolino, Nogarole, Rimini, Veneza e Bobbio aparecem vários outros entre os séculos XIII e XIV, em geral negociando terras.[12][13][14][15][16]

Em Mestre, ao lado de Veneza, em 1672 Zuan Batista aparece chamado de dominus, uma dignidade reservada à nobreza,[17] e no século seguinte o signor Pietro é "riquíssimo mercador".[18] Giuseppe foi senador e secretário de Estado do governo veneziano no século XVIII.[19] No fim do século XIX Giuseppe foi feito cavaleiro hereditário em Veneza.[20]

A área ao redor de Veneza está cheia de outros núcleos de Sartoris com títulos nobres, presentes também em Belluno, Fagagna, Teolo, Borgoricco, Rovigo, Pádua e até Bolonha.[21][22][23][24][25] Na Cárnia foram chamados signori chiarissimi (senhores ilustríssimos).[26] Muitas villas em posse atual ou antiga de Sartoris se espalham pelo Vêneto, mostrando sua riqueza e influência e suas relações matrimoniais com muitas outras famílias da elite. Em Pádua adquiriram uma famosa villa histórica no início do século XIX, a Villa Selvatico Sartori.[27][28][29][30][31]

Destacaram-se em Treviso no século XIX Luigi, prodígio do piano morto precocemente, aluno de Liszt;[32] e o abade Luigi Sartorio, famoso literato, bibliotecário e personagem da história da Igreja. Também na cidade e província de Treviso possuíram várias villas, entre elas a grande Villa Cavarzerani, de estilo clássico e um exemplo típico da villa vêneta, ainda em posse de Sartoris.[29][33][34][35][36]

Na região de Trento viriam a adquirir reputação e posses. Matteo é citado em Pergine, em 1377, entre vários gastaldi e delegados de comunas presentes em uma assembleia, recebendo ordem de recolher os impostos devidos ao príncipe-bispo de Trento. Em 1438 Martino, filho do patrício Pietro, foi investido pelo bispo Alessandro no priorado de Santa Margherita.[37] Em Comezzadura estavam presentes desde 1492, quando Ognibene Sartori, filho de Giovanni, adquiriu o feudo do Monte de la Costa. Em 1602 são patrícios de Piano (Comezzadura), com Odorico, filho de Giacomo, citado na Carta de Regras da comuna. Em 1681 Donato comprou o feudo de Bel Veder de Lodrono, em Croviana, e deu origem a uma distinguida linhagem de notários.[38]

Antonio Giuseppe Sartori foi notado arquiteto; Franz Sartori foi escultor ativo na região germânica; o cavaleiro Giuseppe Federico foi conselheiro privado da duquesa reinante de Lucca,[39] e o padre Raffaello se tornou beato.[40] Membros da família se associaram por casamento aos condes de Ragogna e de Silvestro,[41][25] e podem ser citados ainda os podestà de Castel Goffredo e os nobres e barões do Sacro Império.[42]

Giovanni Sartori no XXI Congresso Mundial de Ciência Política, Santiago do Chile, 2009

No entanto, no século XIX a situação se torna bastante diversificada, os grandes dignitários declinam e começam a surgir rapidamente vários registros de Sartoris sem indicação de nobreza em diversos lugares no Vêneto e em outras partes da Itália e além, em grande difusão, ocupando ofícios diversificados, alguns bem comuns, como operários, artesãos e camponeses, outros são políticos, artistas, cientistas, juristas e doutores,[43][44][45][46] A Itália naquele período sofreu grandes atribulações, sendo palco de guerras, mudanças políticas, fome, devastações e carestias gerais, que foram as causas principais para o desencadeamento de uma grande onda emigratória para a América, havendo registro de muitos Sartoris se deslocando para a Argentina, Brasil e Estados Unidos, em variável situação financeira. Muitos estavam empobrecidos.[47][48][49][50][51][52]

Na Itália a família continuou a dar figuras notáveis no século XX, como Giovanni, famoso cientista político e ganhador do Prêmio Príncipe de Astúrias,[53][54] Claudio, musicólogo,[55] Alessio, campeão olímpico e comendador da Ordem do Mérito da República Italiana.[56] e Giovanni Maria, arcebispo de Trento.[57]

O grupo vicentino[editar | editar código-fonte]

Brasão Sartori de Vicenza.

O grupo mais populoso e notório do norte da Itália é provavelmente o de Vicenza. Suas origens são obscuras. Sabe-se que os Sartori de Vicenza haviam chegado à cidade em 1295 acompanhando o bispo Andrea dei Mozzi,[58] membro de uma das mais ilustres famílias de magnatas de Florença na Idade Média,[59] transferido para Vicenza depois de ser envolvido em um grande escândalo, cuja natureza ainda é mal compreendida. Seja como for, o bispo acabou sendo removido para a sede vacante de Vicenza em 1295, mas chegou doente e morreu em menos de um ano.[60][61]

Antes disso ele distribuiu feudos entre alguns de seus servidores, entre os quais membros de uma família cujo sobrenome original se desconhece, e que veio a adotar o sobrenome Sartori em Vicenza. A palavra significa "alfaiates", e segundo sua tradição foi adotada a partir de um certo "jardim dos alfaiates" que existia no feudo recebido em Roana, uma das Sete Comunas situadas no planalto vicentino que compunham uma federação independente, embora sujeita à jurisdição eclesiástica da Diocese de Vicenza. Ao mesmo tempo, o bispo os inscreveu como vassalos da Mesa Episcopal, naturalizando-os como nobres vicentinos, assim permanecendo sob os bispos sucessivos.[62][58] A natureza exata da sua ligação com o bispo Mozzi é desconhecida, mas segundo o pesquisador Ricardo Frantz, há vários indícios sugerindo que eram seus parentes consanguíneos.[63]

Os nomes dos fundadores da família são desconhecidos. No século XIV já são registrados residindo em Vicenza, mas são muito poucos, e ao que parece a família inicialmente ficou concentrada em torno do seu feudo. Dispondo de uma base social e econômica bem estabelecida, os novos Sartori prosperaram adquirindo vastas áreas de terras no planalto vicentino em torno de Roana,[64][65] fixando novas sedes sucessivamente em Enego, Foza, Gallio e Asiago, descendo então pelo vale de Valstagna, e depois se espalhando por muitas outras comunas no Vêneto, sendo invariavelmente recebidos nos patriciados locais.[66][67][63] Já haviam sido recebidos no patriciado cívico de Vicenza antes de 1500.[63] Construíram sepulcros monumentais nas Igrejas de San Michele e San Biagio, e deixaram descendência viva pelo menos até o século XIX.[68][69]

Brasão do ramo de Asolo.

No século XVI a família já havia se dividido em múltiplos ramos e adquirido uma grande riqueza, especialmente através da exploração e comércio de madeira.[70] Vários personagens de relevo podem ser citados na cidade, o mais ilustre sendo Nicolò, nativo de Valstagna, patrício de Vicenza a partir de 1581, um dos comerciantes mais ricos da região. Segundo Occhi, sua família possuía as pastagens das montanhas de Astiago e Vallerana em Valstagna, a vila de Melette, as montanhas de Miela e Vanzo em Gallina, a montanha de Sasso Rosso em Foza e a montanha de Fontanelle em Enego, e seu patrimônio pessoal incluía terras, bens e privilégios em Valstagna, Borgo, Cinte Tesino, Grigno, Pieve Tesino, Primiero, Scurelle, Telve, Angarano, Campolongo sul Brenta, Enego, Foza, Fonzaso, Gallio, Marostica, Oliero, Tezze sul Brenta e Vallonara. Os negócios de Nicolò estavam divididos entre o comércio de carvão, lã, madeira e terras, além de operar uma casa bancária. Teve palácios em Valstagna, Angarano, Vicenza e Bassano del Grappa. Deixou descendência em Vicenza, mas no fim da vida mudou-se para Bassano, onde também foi recebido no patriciado e no Conselho.[66][71]

Outros são o notário Giovanni Giacomo Antonio, atestado em Vicenza 1537;[72] Matheus, reitor da Igreja de San Martin em 1644;[73] Giovanni, reitor da Igreja e do Orfanotrófio da Misericórdia em 1653;[74] um Sartori citado sem nome próprio, que em 1677 foi vicario pretorio (podestà substituto e capitão do povo); Lodovico, sacerdote e poeta ativo no final do século XVIII.[75] No século XIX se destacam Antonio, abastado notário;[76] Jacopo, funcionário de alto escalão da Deputação Provincial;[77] e o médico Lodovico, membro da Accademia Olimpica.[78]

A história dos Sartori em Vicenza propriamente dita é mal reconstruída, devido a uma perda maciça de documentos de arquivos públicos e privados durante as guerras de Unificação no século XIX e na II Guerra Mundial, e são particularmente escassos os documentos anteriores a 1501, quando todo o arquivo do Conselho foi perdido em um incêndio. Contudo, há material bastante para mostrar que a família foi populosa e empreendedora, os diversos ramos mantiveram assíduos contatos entre si até o século XIX, estimulando trocas diversas entre muitas comunas diferentes, ao atuarem em suas esferas empresariais ou sociais, com ramificações e sedes comerciais até em Veneza, na Áustria e no Trentino. Possuíram diversas villas rurais e palacetes urbanos.[63]

Ramos principais[editar | editar código-fonte]

Núcleo das Sete Comunas[editar | editar código-fonte]

Tendo como centro em Roana, um dos membros da Federação das Sete Comunas do Planalto Vicentino, as outras localidades do entorno desde o século XIV foram marcadas pela presença dos Sartori, seja através da posse de propriedades produtivas, seja através de residência. Em 1683 Giovanni Steffano era um dos governadores de Asiago; em 1713 o signor Giovanni Gregorio era procurador da Federação; em 1716 o signor Francesco era núncio da Federação,[79] e em 1743 a Câmara das Sete Comunas, sediada em Asiago, indicou o signor dottore Fabio como núncio plenipotenciário em Vicenza.[80] Gallio produziu várias personalidades, incluindo Antonio Domenico, secretário do bispo de Ceneda, conselheiro da Academia de Filosofia da Universidade de Pádua, tratadista em Teologia, professor e historiador, cuja obra-prima é o estudo La Storia della Federazione dei Sette Comuni; Carlo foi grande pregador, superior da Azione Cattolica Diocesana, se empenhava em causas sociais, foi protonotário apostólico, poeta, latinista e cônego da Catedral de Pádua; Francesco foi poeta, historiador e muito estimado por seu trabalho pastoral na paróquia de Campese em Bassano, por seus méritos foi distinguido com a Ordem de São Maurício e São Lázaro. Lorenzo foi diretor espiritual e reitor do Seminário de Pádua, decano do Capítulo da Catedral e vigário geral da Diocese.[81] Por mais de dois séculos os Sartori foram proprietários da maior parte do território rural de Foza. Dali partiu o grupo fixado em Valstagna, onde foram patrícios, possuíram palácio, um altar privado na igreja paroquial e produziram três síndicos comunais (prefeitos).[67][82]

Bassano del Grappa[editar | editar código-fonte]

O bispo Giovanni Battista Sartori, escultura de Antonio Canova.

Desde o século XVI Bassano del Grappa assumiu o papel de principal sede dos Sartori vicentinos. Era uma comuna pequena mas dinâmica, e centro de um importante mercado regional. Os interesses comerciais dos Sartori ali encontraram um local propício para uma melhor articulação, e também porque Bassano se localizava bem mais próxima das suas muitas propriedades rurais, que eram a base da sua riqueza.[83][70] Walter Panciera diz:

"O mercado de madeira entre o tardo medievo e o século XVI foi um negócio exclusivo de um punhado de famílias da Baixa Valsugana vicentina (Valstagna, Oliero) e bassanese (Primolano, Carpanè, Solagna), mas não sem a presença de empreendedores provenientes de outros centros aos pés das montanhas, como Grigno e Fonsazo, próximos de Pádua e Veneza. Com o passar do tempo, por outro lado, ocorreu uma progressiva concentração de comerciantes em Bassano, para onde, a partir do século XVI e depois também no século seguinte, se transferiram algumas importantes famílias de mercadores-empreendedores, como os Sartori, os Perli, os Gardellini, sem dúvida a fim de aproveitar na cidade maior diversificação de oportunidades econômicas, sem falar na comodidade de viver em um ambiente urbano pequeno, mas vivaz e bem estruturado, centro de feiras e de mercado. [...] O sinal de sua importância crucial e de sua intensa atividade é dado pela presença de grupos de comerciantes provenientes de áreas mais distantes, e depois, grosso modo a partir da metade do século XVII, pela penetração de grande capital nobre veneziano, de famílias como os Contarini, Venier, Capello, o que permitiu uma contínua renovação das empresas e uma maior integração com toda a economia regional".[70]

Um dos primeiros a se fixar em Bassano foi Antonio, patrício de Valstagna, comerciante riquíssimo, dono de palacetes e torres, mantinha um exército privado, foi admitido no patriciado de Bassano em 1592 e no Conselho em 1599, e ganhou notoriedade pelos atritos criados com outros patrícios em busca de projeção e poder, acabando por ser isolado.[82] Girolamo, filho de Nicolò de Valstagna, foi feudatário em Foza e provedor público de saúde em Bassano;[84] Jacopo (1764-1824), filho de Girolamo e da condessa Angela Brazolo, deixou uma crônica sobre Bassano, uma ode e outros escritos;[85] Giovanni Battista foi patrício de Bassano, cavaleiro da Coroa de Ferro, bispo de Mindo e conselheiro papal, homem de vasta cultura, benemérito de Treviso, Bassano, Crespano e Asolo. Através de sua mãe foi meio-irmão do escultor Antonio Canova, de quem administrou o espólio, com ele fundando o importante Museu Canoviano.[86]

Ao contrário do que ocorreu em Vicenza, em Bassano os Sartori por muito tempo ocuparam importantes posições no Conselho e na administração pública.[87] Produzindo muitos próceres e intelectuais e abastados comerciantes, ganharam fama como família brilhante e empreendedora, mas também orgulhosa e turbulenta. Devido ao seu prestígio, os crimes e abusos cometidos por alguns de seus membros eram sempre tratados com muita benevolência pelas autoridades.[63] Foram agregados à nobreza da República de Veneza e reconfirmados como nobres em 1726 e 1816.[88]

Primiero e Primolano[editar | editar código-fonte]

Brasão do ramo de Primiero.

As primeiras ligações com as comunas foram feitas por Antonio e Nicolò de Valstagna, que ali compraram bosques para o comércio de madeira e estabeleceram serrarias, supervisionando os negócios pessoalmente.[89][66] No século XVIII se destaca o engenheiro Fioravante, fundador de uma dinastia de notários e cavaleiros.[90] Em 1797 Francesco Antonio era deputado geral da comuna e deputado do vale de Primiero. Virginia Maria Teresa, filha de Federico Sartori e Amalia Paternô, foi monja e deixou escritos sobre a vida religiosa, sendo chamada popularmente de santa. Seu irmão Teofilo foi um ardoroso mazziniano e garibaldino, e seu outro parente, don Giuseppe, foi decano da Igreja de Primiero.[91] Giovanni, nascido em 1808, estudou Direito em Innsbruck e entrou para o serviço austríaco, sendo nomeado adjunto da Justiça Distrital e Criminal de Primiero. Depois tornou-se conselheiro imperial, diretor do Departamento Governativo para o Tirol Italiano e deputado da Dieta de Innsbruck para o distrito de Fiemme, Fassa e Primiero. Lutou pela criação de uma universidade em língua italiana em Innsbruck. Pelos seus relevantes serviços foi nomeado cavaleiro hereditário da Ordem da Coroa de Ferro, com o predicado Sartori de Montecroce. Convenceu a Dieta a construir uma estrada para contornar o bloqueio do Passo de Rolle, que deixara Primiero isolada, e em homenagem a esta iniciativa a comunidade batizou um distrito com o nome Montecroce.[92] Seu filho, o cavaleiro Tullio Sartori-Montecroce, nasceu em Trento, seguiu a carreira jurídica e atuou como administrador público em Trieste. Depois deu aulas na Universidade de Innsbruck, onde se tornou decano da cátedra de Jurisprudência Italiana, deixando muitas obras de referência.[93]

Angelo e o cavaleiro Luigi foram fabriqueiros da igreja de São Bartolomeu em Primolano,[94][95] Luigi celebrizou-se também como um dos pioneiros da apicultura moderna, sendo tratadista, professor e diretor governamental de apicultura em Milão.[96]

O ramo brasileiro[editar | editar código-fonte]

Bispo Luis Victor Sartori.

O ramo brasileiro foi fundado por Salvador Sartori, nascido em Vicenza em 1827, empreiteiro de estradas, filho de Angelo Sartori e Giacomina Toffolon. Casado com Angela Zancaner, fixou-se com a esposa em Cornuda. Imigrou para Caxias do Sul, onde chegou em 20 de fevereiro de 1879 com a esposa e os filhos, em plena época de fundação da cidade.[97] Em poucos anos montou um grande comércio na praça Dante Alighieri, o centro do nascente povoado, onde passou a residir. A partir de 1883 seus negócios se ampliam com um curtume, uma bodega, uma sapataria e um açougue, além de produzir vinho.[98] Ganhou projeção como líder civil e religioso,[99][100] foi fabriqueiro da primeira Matriz e co-fundador da Igreja de São Pelegrino, um dos fundadores e primeiros dirigentes do diretório do Partido Republicano Riograndense, membro da primeira Junta Governativa e do primeiro Conselho.[97][101]

Em sua vasta descendência podem ser citados Carolina, uma das fundadoras e conselheira da Associação Damas de Caridade, entidade beneficente de relevante trajetória, fundadora e mantenedora do Hospital Pompeia;[102] Amália, fundadora da primeira capela e uma grande benemérita da Igreja de São Pelegrino;[97] Attilio, um dos fundadores do Theatro Apollo; Ludovico, grande comerciante, latifundiário, um dos fundadores da Sociedade Príncipe de Nápoles, um dos fundadores e diretor da Associação dos Comerciantes, sócio dos primeiros cinemas da cidade, capitão da Guarda Nacional e por muitos anos fabriqueiro da Catedral; Honorino, um dos fundadores do Esporte Clube Juventude, grande jogador e depois conselheiro, presidente, sócio honorário e sócio benemérito do clube; Alberto, um dos maiores exportadores de vinho de Caxias, dono de vários hotéis, tenente da Guarda Nacional e sub-intendente no 3º Distrito; Luís Victor, bispo titular das dioceses de Montes Claros e Santa Maria, grande líder comunitário e figura ativa na articulação do golpe militar de 1964; Paulo Pedro, um dos fundadores e presidente da Associação dos Cronistas Esportivos de Porto Alegre, juiz do Tribunal de Justiça Desportiva, redator dos jornais Hoje e Jornal do Dia, presidente da Federação Atlética Riograndense, vice-presidente e conselheiro da Associação Riograndense de Imprensa, diretor do Departamento de Fiscalização dos Serviços de Diversões Públicas, órgão que exercia a censura no tempo da ditadura, e secretário-geral da Federação das Associações Comerciais; Pedro Luiz, doutor em Mineralogia e Petrologia, professor titular e chefe do Centro de Ciências Naturais e Exatas do Departamento de Geociências da Universidade Federal de Santa Maria, membro da Comissão Editorial da revista Disciplinarum Scientia, consultor científico do International Symposium on Granites and Associated Mineralizations e autor de volumosa bibliografia científica.[103]

Outros grupos[editar | editar código-fonte]

Seu estatuto de nobreza foi reconhecido por vários Estados. Possuíam vários brasões e chegaram a ter barões e condes na Alemanha e Espanha.[25][104][105][106][107][108][109][110][38][22] Grupos foram condes de Sehwanenfeld e barões de Waltershausen.[104] O ramo espanhol deu os viscondes de Priego e os condes de San Luis; nesta Casa nasceu don Luis José Sartorius, ministro de Estado e Grande de Espanha.[111] No ramo inglês apareceu sir George Sartorius, almirante que lutou na Batalha de Trafalgar e na Guerra Peninsular.[40] Um ramo que se fixou nos Estados Unidos adquiriu reputação, riqueza e influência no século XIX, descendendo de Carlo, joalheiro de Pio VI. Seu titular, Giovanni Battista, foi grande industrial, benemérito da sociedade e cônsul dos Estados Unidos em Roma.[52]

Referências

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  3. Archivio di Stato di Venezia. Fondo Mensa Patriarcale (4800), Sub-Fondo Monastero di S. Cipriano di Murano (003). UD80000798
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  5. Archivio di Stato di Venezia. Fondo San Giovanni evangelista di Torcello (3236), Serie Pergamene (001). UD03000083
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  7. Archivio di Stato di Venezia. Fondo Mensa Patriarcale (4800), Sub-Fondo Monastero di S. Cipriano di Murano (003). UD80000030
  8. Archivio di Stato di Venezia. Fondo Mensa Patriarcale (4800), Sub-Fondo Monastero di S. Cipriano di Murano (003). UD82000192
  9. Archivio di Stato di Venezia. Fondo San Michele in Isola di Murano (3206), Sub-Fondo S. Maria di Follina (009). UD80001021
  10. Archivio di Stato di Venezia. Fondo Miscellanea atti diplomatici e privati (4933). UD03002811
  11. Archivio di Stato di Venezia. Fondo San Matteo di Mazzorbo (3192), Serie Pergamene (001). UD04000457
  12. Archivio di Stato di Torino. Super Fondo Materie Ecclesiastiche (272476), Fondo Abbazie (272934), Serie Bobbio San Colombano (275650), Sottoserie Priorati rettorie etc. (003). UD39001715
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  15. Archivio di Stato di Torino. Super Fondo Materie Ecclesiastiche (272476), Fondo Abbazie (272934), Serie Bobbio San Colombano (275650), Sottoserie Acquisti e vendite di beni (002), Sottosottoserie Fuori dal distretto (002). UD39000302
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Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]