Sartori

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Brasão Sartori de Bassano del Grappa. A tesoura que o leão empunha faz alusão ao significado do nome
Brasão Sartori de Vicenza
Disambig grey.svg Nota: Para o político brasileiro, ex-governador do Rio Grande do Sul, veja José Ivo Sartori.

Sartori é sobrenome de ampla difusão internacional, documentado historicamente nas variantes Sartorius, Sarto, Sartorio, Sartorelli, Sartoro, Sartore, Sartor, Sartory e outras. Seus registros mais antigos são do século XII, encontrados na Itália. O sobrenome produziu muitos ramos, de consanguinidade muito questionável, já que tem origens possivelmente múltiplas, derivando do latim sartorius, alfaiate, em um tempo em que o latim era a língua franca da Europa. De qualquer maneira, muitas personalidades que levam o sobrenome se destacaram em várias áreas, como na política, nas artes e na ciência, e vários ramos foram enobrecidos. A variante Sartori predomina na Itália, concentrada até hoje nas regiões do Vêneto e Lombardia, mas encontrada quase em todas as suas regiões, em menores números.

Origens e difusão[editar | editar código-fonte]

Segundo Patrizio Rigoni, fundamentado em evidências arqueológicas, os Sartori do norte provêm de um tronco único, originário do altiplano vicentino, especificamente na região de Asiago e entorno. Segundo o autor, esses teriam uma origem remota entre os cimbros, povo que supostamente desceu da Jutlândia antes da era cristã em expedições de pilhagem, chegou ao norte italiano e entrou em choque com os romanos, perecendo em grandes números. Os sobreviventes se dispersaram, alguns se radicaram na área de Vicenza em torno do século XI, depois migrando para Asiago, e ali teria surgido o nome. Mais tarde, a partir desta base, já com o patronímico estabelecido, seus descendentes novamente se dispersariam por todo o norte da península.[1]

Porém, esta visão não é consensual e a documentação disponível mostra que o nome teve origens múltiplas.[2][3][4] Entre as citações mais antigas está a de Petrus Sartor, que em 1156 estabeleceu uma sociedade com Guglielmo Burone em Gênova.[5] Depois rapidamente aparecem outros em vários pontos do norte italiano, como Veneza (1186, 1181, 1191, 1197, 1207),[6][7][8] Monselice (1212),[9] Pádua e Melara (1213),[10] em geral com personagens ocupados em ações de pouca importância. Entre os primeiros a se destacar estão Patavino, filho de Giovanni, filho de Pietro, registrado como notário em Pádua em 1235;[11] Giovanni, em 1239 procurador de Walficherio, filho do juiz Eppone,[12] Boninsegna, senhor de Castel Rubino, que em 1283 teve sua fortaleza requisitada pela República de Veneza,[13] e o frade Bartolomeo, que em 1297 é procurador de Santa Maria della Misericordia.[14] Em Bardolino, Nogarole, Rimini, Veneza e Bobbio aparecem vários outros entre os séculos XIII e XIV, em geral negociando terras.[15][16][17][18][19]

Na região de Trento viriam a adquirir reputação e posses. Matteo é citado em Pergine, em 1377, entre vários gastaldi e delegados de comunas presentes em uma assembleia, recebendo ordem de recolher os impostos devidos ao príncipe-bispo de Trento. Em 1438 Martino, filho do patrício Pietro, foi investido pelo bispo Alessandro no priorado de Santa Margherita.[20] Em Comezzadura estavam presentes desde 1492, quando Ognibene Sartori, filho de Giovanni, adquiriu o feudo do Monte de la Costa. Em 1602 são patrícios de Piano (Comezzadura), com Odorico, filho de Giacomo, citado na Carta de Regras da comuna. Em 1681 Donato comprou o feudo de Bel Veder de Lodrono, em Croviana, e deu origem a uma distinguida linhagem de notários.[21]

Retrato de Felicita Sartori, celebrada pintora, filha do notário Felice, de Pordenone,[22] por Rosalba Carriera
Estátua de São Benedito, em Wald Klosterkirche, por Franz Sartori

O principal personagem no século XVI é provavelmente Nicolò, oriundo de Valstagna, riquíssimo mercador, ligado por casamento e por negócios à distinguida família Camoli, e ativo na região entre Trento e Veneza.[23] Em Valstagna os Sartori foram patrícos,[24] atestados desde pelo menos 1551, dando três sindaci comunais (prefeitos) entre os séculos XV e XVI, incluindo Nicolò, que ocupou o cargo em 1609-1610.[25] Segundo Occhi, os seus negócios estavam divididos entre o comércio de carvão, da lã, da lenha e de terra, além de operar com crédito. Seu patrimônio incluía terras, bens e privilégios em Borgo, Cinte Tesino, Grigno, Pieve Tesino, Primiero, Scurelle, Telve, Angarano, Bassano del Grappa, Campolongo, Enego, Foza, Fonzaso, Gallio, Marostica, Oliero, Tezze sul Brenta e Vallonara, entre outras localidades. Em 1581 a família foi admitida no patriciado de Vicenza e em 1592 no de Bassano del Grappa (comuna de Vicenza), depois de terem se ligado por matrimônio a distintas famílias locais. A partir de 1599 estavam no Maggior Consiglio de Bassano.[26] No século XVII Antonio é citado em Valstagna como "homem riquíssimo", depois mudou-se para Bassano, onde mantinha um exército privado, ingressou no Maggior Consiglio e foi senhor de grandes posses e fortalezas.[24]

Os vicentinos foram assimilados à nobreza da República de Veneza em 1726, ganhando o título de nobili (nobres), reconfirmados em 1799 e 1821.[27][28][29] No seu auge Veneza chegou a dominar boa parte do norte italiano, da Ístria à Lombardia, e muitos membros de seu patriciado foram ocupar cargos oficiais nas cidades dominadas, lançando ramos familiares provincianos.[30][31] Em Mestre, ao lado de Veneza, em 1672 Zuan Batista aparece chamado de dominus, uma dignidade reservada à nobreza,[32] e no século seguinte o signor Pietro é "riquíssimo mercador".[33] Giuseppe foi senador e secretário de Estado do governo veneziano no século XVIII.[34] No fim do século XIX Giuseppe foi feito cavaleiro hereditário em Veneza.[35]

A área ao redor de Veneza está cheia de outros núcleos de Sartoris com título de nobili, presentes também em Belluno, Fagagna, Teolo, Borgoricco, Rovigo, Pádua e até Bolonha.[36][37][38][28][39][40] Na Cárnia foram chamados signori chiarissimi (senhores ilustríssimos).[41] Muitas villas em posse atual ou antiga de Sartoris se espalham pelo Vêneto, mostrando sua riqueza e influência e suas relações matrimoniais com muitas outras famílias da elite. Em Pádua adquiriram uma famosa villa histórica no início do século XIX, a Villa Selvatico Sartori.[42][43][44][45][46]

Destacaram-se em Treviso no século XIX o bispo Giovanni Battista, benemérito local e meio-irmão do famoso escultor Antonio Canova;[47] Luigi, prodígio do piano morto precocemente, aluno de Liszt;[48] e o abade Luigi Sartorio, famoso literato, bibliotecário e personagem da história da Igreja. Também na cidade e província de Treviso possuíram várias villas, entre elas a grande Villa Cavarzerani, de estilo clássico e um exemplo típico da villa vêneta, ainda em posse de Sartoris.[44][49][50][51][52]

Seu estatuto de nobreza foi reconhecido por vários Estados. Possuíam vários brasões e chegaram a ter barões e condes na Itália, Alemanha e Espanha.[40][53][54][55][56][57][58][59][21][37] Diversos membros se tornaram artistas, políticos, militares, cientistas, literatos e outras personalidades renomadas. Tullio de’ Sartori-Montecroce foi tratadista em leis; Antonio Giuseppe Sartori foi notado arquiteto; Franz Sartori foi escultor ativo na região germânica; o cavaleiro Giuseppe Federico foi conselheiro privado da duquesa reinante de Lucca,[60] e o padre Raffaello se tornou beato.[61] Membros da família se associaram por casamento aos condes de Ragogna e de Silvestro,[62][40] e entre os títulos dos vários ramos podem ser citados os de podestà de Castel Goffredo,[63] nobres e barões do Sacro Império, condes de Sehwanenfeld e barões de Waltershausen.[53] O ramo espanhol deu os viscondes de Priego e os condes de San Luis; nesta Casa nasceu don Luis José Sartorius, ministro de Estado e Grande de Espanha.[64] No ramo inglês apareceu sir George Sartorius, almirante que lutou na Batalha de Trafalgar e na Guerra Peninsular.[61]

Tempos recentes[editar | editar código-fonte]

Giovanni Sartori no XXI Congresso Mundial de Ciência Política, Santiago do Chile, 2009

No entanto, no século XIX a situação se torna bastante diversificada, os grandes dignitários declinam e começam a surgir rapidamente vários registros de Sartoris sem indicação de nobreza em diversos lugares no Vêneto e em outras partes da Itália e além, em grande difusão, ocupando ofícios diversificados, alguns bem comuns, como operários, artesãos e camponeses, outros são políticos, artistas, cientistas, juristas e doutores,[65][66][67][68] A Itália naquele período sofreu grandes atribulações, sendo palco de guerras, mudanças políticas, fome, devastações e carestias gerais, que foram as causas principais para o desencadeamento de uma grande onda emigratória para a América, havendo registro de muitos Sartoris se deslocando para a Argentina, Brasil e Estados Unidos, em variável situação financeira. Muitos estavam empobrecidos.[69][70][71][72][73][74]

Um ramo que se fixou nos Estados Unidos adquiriu reputação, riqueza e influência no século XIX, descendendo de Carlo, joalheiro de Pio VI. Seu titular, Giovanni Battista, foi grande industrial, benemérito da sociedade e cônsul dos Estados Unidos em Roma.[74] No Brasil estiveram entre os fundadores de Caxias do Sul, onde apareceram vários membros ilustres. Salvatore Sartori, político e comerciante, foi membro da junta governativa quando a colônia foi elevada a vila, e depois conselheiro municipal.[75][69][76][77][78] Seu neto Luís Victor, filho de Alberto, fez brilhante carreira na Igreja, com muitas realizações, sendo bispo em Montes Claros e depois em Santa Maria.[79] Também se destaca José Ivo, deputado, prefeito de Caxias por dois mandatos e governador do estado do Rio Grande do Sul eleito para o periodo 2015-2018.[80]

Na Itália a família continuou a dar figuras notáveis no século XX, como Giovanni, famoso cientista político e ganhador do Prêmio Príncipe de Astúrias,[81][82] Claudio, musicólogo,[83] Alessio, campeão olímpico e comendador da Ordem do Mérito da República Italiana.[84] e Giovanni Maria, arcebispo de Trento.[85]

Referências

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  2. Frigo, Rita. Il Passaggio da una Regione a Statuto Ordinario ad una Regione a Stastuto Speciale. Gli art. 5 d 132 della Costituizione: Il caso dell’Altopiano di Asiago. Tesi di Laurea. Universitá degli Studi di Verona, 2013
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  6. Archivio di Stato di Venezia. Fondo Mensa Patriarcale (4800), Sub-Fondo Monastero di S. Cipriano di Murano (003). UD80000798
  7. Archivio di Stato di Venezia. Fondo S. Nicolò di Lido (3014). UD81001277
  8. Archivio di Stato di Venezia. Fondo San Giovanni evangelista di Torcello (3236), Serie Pergamene (001). UD03000083
  9. Archivio di Stato di Venezia. Fondo San Zaccaria (3002), Serie Pergamene (001). UD06000114
  10. Archivio di Stato di Venezia. Fondo Mensa Patriarcale (4800), Sub-Fondo Monastero di S. Cipriano di Murano (003). UD80000030
  11. Archivio di Stato di Venezia. Fondo Mensa Patriarcale (4800), Sub-Fondo Monastero di S. Cipriano di Murano (003). UD82000192
  12. Archivio di Stato di Venezia. Fondo San Michele in Isola di Murano (3206), Sub-Fondo S. Maria di Follina (009). UD80001021
  13. Archivio di Stato di Venezia. Fondo Miscellanea atti diplomatici e privati (4933). UD03002811
  14. Archivio di Stato di Venezia. Fondo San Matteo di Mazzorbo (3192), Serie Pergamene (001). UD04000457
  15. Archivio di Stato di Torino. Super Fondo Materie Ecclesiastiche (272476), Fondo Abbazie (272934), Serie Bobbio San Colombano (275650), Sottoserie Priorati rettorie etc. (003). UD39001715
  16. Archivio di Stato di Venezia. Fondo San Giorgio Maggiore (3004), Serie Atti (001). UD03001422
  17. Archivio di Stato di Venezia. Fondo Mensa Patriarcale (4800), Sub-Fondo Monastero di S. Cipriano di Murano (003). UD81000296
  18. Archivio di Stato di Torino. Super Fondo Materie Ecclesiastiche (272476), Fondo Abbazie (272934), Serie Bobbio San Colombano (275650), Sottoserie Acquisti e vendite di beni (002), Sottosottoserie Fuori dal distretto (002). UD39000302
  19. Archivio di Stato di Venezia. Fondo San Giovanni Evangelista di Torcello (3236), Serie Pergamene (001). UD03001352
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  85. Catholic-Hierarchy. Archbishop Giovanni Maria Sartori †.

Ver também[editar | editar código-fonte]