Satoru Nakajima

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Satoru Nakajima
Satoru Nakajima 2008 Motorsport Japan.jpg
Nakajima em 2008.
Nome completo Satoru Nakajima
Nacionalidade    Japão Japonês
Data de nascimento 23 de fevereiro de 1953 (61 anos)
Registros na Fórmula 1
Anos 1987-1991
Times 2 (Lotus e Tyrrell)
Campeonatos 0 (12º em 1987)
Pontos 16
Voltas mais rápidas 1
Primeiro GP Brasil GP do Brasil, 1987
Último GP Austrália GP da Austrália, 1991
GPs Poles Pódios Vitórias
80 (74 largadas) 0 0 0

Satoru Nakajima (Okazaki, 23 de fevereiro de 1953) é um ex-piloto japonês de Fórmula 1.

Foi o primeiro piloto de sua nacionalidade a fazer uma temporada completa na categoria. Graças ao pesado apoio da Honda, que o apoiou durante toda a carreira.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Começou a pilotar cedo, primeiro no carro de seu pai, e aos 16 anos começou a correr em karts. Em 1974, tornou-se campeão no Turismo japonês, a bordo de um Mazda. Três anos mais tarde, ganha a Formula Japan Series, e chega à Fórmula 2, onde ganha a sua primeira corrida no ano seguinte. Em 1981 conquista o primeiro título na F-2 japonesa. Repete o feito em 1982, 1984, 1985 e 1986, tornando-se num dos pilotos mais bem sucedidos no seu país.

Primeiro japonês a disputar uma temporada completa[editar | editar código-fonte]

No final daquele ano, a Honda decide fornecer motores à equipe Lotus, pois a empresa também fornecia propulsores à Williams. Nakajima, que era também piloto de testes da Honda, foi convidado para ser companheiro de time de Ayrton Senna, o que aceitou prontamente.

Na sua primeira temporada, Nakajima tornou-se conhecido não só por ser o primeiro piloto japonês a fazer uma temporada completa na F-1, mas também por ser o único piloto que tinha um equipamento a bordo que captava o seu estilo de pilotagem, algo que não existia antes. Foi o pioneiro de algo que hoje em dia se tornou comum: as filmagens on-board.

Além disso, as suas performances foram dignas de respeito: mesmo com 34 anos (idade muito avançada para um estreante na Fórmula 1) e de não conhecer a maioria das pistas em que iria correr, conquistou o primeiro ponto logo na sua segunda corrida (sexto lugar no GP de San Marino de 1987). Foi na Grã-Bretanha, entretanto, onde ele colheu o seu melhor resultado do ano: um quarto lugar. No final, ficou com 7 pontos e o 12º lugar na classificação.

No ano seguinte, a Lotus teve uma troca de brasileiros: Senna foi para a McLaren, dando lugar a Nelson Piquet. Mas nada deu certo para o time, e Nakajima só conseguiu um ponto na prova inaugural, no Brasil. Fechou a temporada em 16º lugar.

Saída da Lotus e a façanha no GP da Austrália[editar | editar código-fonte]

No final do ano, a Honda saiu da Lotus e a equipe teve que buscar motores Judd. A equipe de Colin Chapman estava na fase final de sua existência e tanto Piquet quanto Nakajima tentavam fazer o carro entrar nos 26 que participariam nas corridas. Nem sempre conseguiram largar em todas, mas na prova final, na Austrália, debaixo de forte chuva, o piloto japonês fez uma das melhores provas da sua vida, terminando em quarto lugar e fazendo a volta mais rápida. Os três pontos que tinha ganho naquele dia deram-lhe o 21º posto na classificação geral, com uma volta mais rápida.

Ida para a Tyrrell[editar | editar código-fonte]

Em 1990, assina com a Tyrrell. A sua temporada foi um pouco melhor que a anterior, e os três pontos que conseguiu deram-lhe o 15º posto. No ano seguinte, a Honda veio em seu auxílio, ao fornecer motores para a tradicional equipe inglesa.

Choque com Senna em Interlagos[editar | editar código-fonte]

Também em 1990, na volta da Fórmula 1 ao Autódromo de Interlagos - que contara agora com o novo S do Senna e outras modificações significativas no circuito - frustrou milhões de espectadores brasileiros quando envolveu-se em um acidente com Ayrton Senna. O piloto brasileiro vinha liderando com folga, quando Nakajima, que era retardatário, cortou Senna durante uma manobra de ultrapassagem na freiada do bico-de-pato.

O choque forçou Ayrton Senna a trocar o bico do carro nos boxes, perdendo pelo menos 40 segundos em pista, caindo para a terceira posição e deixando a vitória para seu rival (e algoz de 1989) Alain Prost. A primeira vitória de Senna em território brasileiro seria adiada para 1991.

A despedida[editar | editar código-fonte]

Em seu último ano como piloto profissional, Nakajima não conseguiu mais do que um quinto lugar na prova de estreia, em Phoenix. Ele abandonou as pistas no chuvoso GP da Austrália, que marcou também a despedida de Nelson Piquet, seu ex-companheiro de equipe na Lotus.

Após a F-1[editar | editar código-fonte]

Após a sua saída da categoria-mor do automobilismo, mesmo aposentado das pistas, continuou mantendo ligações com a Honda entre 1993 e 1994, na primeira tentativa da marca em voltar à competição através de uma equipe própria, como fizeram nos anos 60, sendo o seu piloto de testes.

Dono de equipe[editar | editar código-fonte]

Depois de abandonar a carreira de piloto, Satoru decidiu embarcar na onda de ser dono de equipe. Fundou a Nakajima Racing, onde descobriu alguns pilotos: o anglo-irlandês Ralph Firman, seus compatriotas Tora Takagi e Takashi Kogure, o holandês Tom Coronel, o alemão André Lotterer e o norte-irlandês Richard Lyons.

Herdeiros[editar | editar código-fonte]

Kazuki Nakajima, filho mais velho de Satoru, disputou duas duas temporadas de F-1 (2008 e 2009), pela equipe Williams - já havia corrido o GP do Brasil de 2007 sucedendo Alexander Wurz. Já Daisuke, seu filho mais novo, compete na Fórmula Nippon, assim como Kazuki.

Temporada Equipe Vitórias Pontos Posição final
Temporada de Fórmula 1 de 1987 Lotus - 7 12º
Temporada de Fórmula 1 de 1988 Lotus - 1 16º
Temporada de Fórmula 1 de 1989 Lotus - 3 21º
Temporada de Fórmula 1 de 1990 Tyrrell - 3 15º
Temporada de Fórmula 1 de 1991 Tyrrell - 2 15º

Ver também[editar | editar código-fonte]