Saturnino Braga

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Saturnino Braga
Saturnino Braga
Senador pelo Rio de Janeiro
Período 1º de fevereiro de 1999
a 1º de fevereiro de 2007
Período 1º de fevereiro de 1975
a 31 de dezembro de 1985
Prefeito do Rio de Janeiro
Período 1º de janeiro de 1986
a 14 de setembro 1988
Antecessor(a) Marcello Alencar
Sucessor(a) Jó Antônio Rezende
Deputado federal pelo Rio de Janeiro
Período 1º de fevereiro de 1963
a 1º de fevereiro de 1967
Dados pessoais
Nascimento 13 de setembro de 1931 (85 anos)
Rio de Janeiro, RJ, Brasil
Profissão Engenheiro

Roberto Saturnino Braga (Rio de Janeiro, 13 de setembro de 1931) é um político brasileiro. Foi deputado federal, prefeito e vereador da cidade do Rio de Janeiro e senador da República.

Formação familiar e acadêmica[editar | editar código-fonte]

Filho do engenheiro Francisco Saturnino Braga, diretor do DNER, e neto de Ramiro Saturnino Braga, provinha de uma tradicional família de Campos, no norte do estado do Rio de Janeiro. Tanto seu pai quanto o avô foram deputados federais do Rio de Janeiro, o primeiro ligado a Nilo Peçanha, e o segundo aliado político do ex-interventor Ernani do Amaral Peixoto, líder regional do PSD. Primo de Saturnino de Brito Filho.

Formado em engenharia pela Universidade do Brasil (atual UFRJ) em 1954, passou a trabalhar dois anos depois no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico, onde se especializou em engenharia econômica.

Também estudou na CEPAL, onde foi aluno de Celso Furtado, e no ISEB.

Vida política[editar | editar código-fonte]

Roberto Saturnino Braga ingressou na vida política em 1960, quando se filiou ao Partido Socialista Brasileiro, pelo qual elegeu-se deputado federal dois anos depois, a frente da coligação Renovação Federal, liderada pelo PSB.

Inclinado às posições nacionalistas e de esquerda, não foi cassado após o movimento militar de 1964, mas dois anos depois sua recandidatura a deputado federal foi impugnada por pressão do governo Castello Branco, o que o obrigou a retornar ao BNDE.

Retornou à política apenas em 1974, quando foi convidado às pressas por Amaral Peixoto para ser candidato ao Senado pelo MDB (do qual fora fundador em 1966), substituindo Affonso Celso Ribeiro de Castro, que tivera um derrame. Com uma campanha improvisada, Roberto Saturnino venceu o favoritismo do marechal Paulo Torres (que buscava a reeleição pela Arena), e foi eleito senador do estado do Rio de Janeiro.

Em 1979, com o fim do bipartidarismo, Roberto Saturnino tornou-se a principal liderança do PMDB no estado, após a saída do governador Chagas Freitas (para o PP) e do senador Amaral Peixoto (para o PDS). No entanto, a incorporação do PP ao PMDB (trazendo de volta o grupo de Chagas Freitas ao partido), obrigou Saturnino Braga a romper, filiando-se ao Partido Democrático Trabalhista (PDT), de Leonel Brizola, pelo qual reelegeu-se senador em 1982.

Em 1985, com o restabelecimento das eleições diretas para prefeitos das capitais, Saturnino Braga foi lançado pelo PDT para disputar a prefeitura do Rio de Janeiro, sendo eleito com quase 40% dos votos. A cadeira no Senado passou para o suplente, Jamil Haddad.

Mas sua gestão à frente da prefeitura foi marcada por greves e rupturas. Em 1988, no último ano de seu mandato, decretou a falência do município do Rio de Janeiro. Hostilizado pelo vice-prefeito, Jó Rezende, Saturnino Braga rompeu com Brizola e saiu do PDT, filiando-se mais tarde ao PSB.

O anúncio da falência do município abalou fortemente a imagem pública de Saturnino Braga, que voltou à política somente em 1996, quando se elegeu vereador da cidade do Rio de Janeiro. Dois anos depois, porém, foi indicado como candidato ao Senado por uma aliança de esquerda (reunindo PDT, PT, PSB e PCdoB), que também elegeu o governador Anthony Garotinho (PDT) e a vice-governadora, Benedita da Silva (PT).

Em 1999, quando Garotinho rompeu com Brizola e trocou o PDT pelo PSB, Saturnino Braga novamente ficou isolado e filiou-se ao PT. Por sua vez, o PDT cobrou o cumprimento de um acordo político em que Saturnino cumpriria apenas a metade do mandato de senador eleito em 1998, cabendo o restante ao suplente do PDT, Carlos Lupi. Saturnino Braga assumiu o erro pelo acordo eleitoral, mas não aceitou entregar o cargo, permanecendo como senador pelo Rio de Janeiro.

No início de 2006, foi impedido de disputar a reeleição pelo PT, que preferiu apoiar Jandira Feghali, do PCdoB. Recusou a proposta de se candidatar à Câmara e, no fim de julho, anunciou o fim da carreira política em entrevista ao jornal O Globo: "É melhor sair numa boa do que derrotado", justificou.


Precedido por
Marcello Alencar
Prefeito do Rio de Janeiro
19861988
Sucedido por
Jó Antônio Rezende


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