Savoia-Marchetti S.55

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Savoia-Marchetti S.55
Hidroavião
Descrição
Fabricante Flag of Italy (1861-1946).svg
SIAI-Marchetti
200 fabricados
Primeiro voo agosto de 1923
Entrada em serviço setembro de 1926
Missão Bombardeiro, Torpedeiro, Reconhecimento aéreo, Busca e salvamento
Tripulação 6
Dimensões
Comprimento 16,5 m
Envergadura 24 m
Altura 5 m
Área (asas) 93 m²
Peso
Peso total vazio: 5.750 kg
carregado: 8.260 kg
Propulsão
Motores 2x Isotta Fraschini Asso 750 de 880CV instalados em linha com uma hélice tratora e outra propulsora.
Hélices: 3 metros de diâmetro.
Performance
Velocidade máxima 282 km/h
Alcance 4.500 km
Teto máximo 5.000 m
Armamento
Metralhadoras 4x Lewis de 7,7mm.
Mísseis/Bombas 1.000 kg de bombas
e/ou 1 torpedo
Dados referentes a versão
S.55 X

Savoia-Marchetti S.55 - foi um hidroavião produzido pela fábrica italiana Savoia-Marchetti no ano de 1924 (mas comercializado apenas a partir de 1926). Logo após o seu lançamento, este hidroavião estabeleceu os recordes de velocidade, carga, altitude e distância. Foi a aeronave escolhida pelo Comandante João Ribeiro de Barros para cruzar o Atlântico Sul pela primeira vez em 28 de abril de 1927.

História[editar | editar código-fonte]

O S.55 foi projetado pelo engenheiro italiano Alessandro Marchetti. Um projeto moderno e ousado para a época. Muito versátil, teve uso tanto militar (bombardeiro, reconhecimento aéreo) quanto civil (correio aéreo, socorro marítimo).

Graças a seu desempenho, este hidroavião ganhou status de verdadeira lenda em sua época. Os nomes de grandes aviadores do século XX e suas façanhas estão ligados a ele: João Ribeiro de Barros, os italianos Italo Balbo e Francesco de Pinedo, entre outros.

Em 15 de Janeiro de 1931 chega ao Brasil liderada por Italo Balbo uma esquadrilha de 11 S.55 (14 partiram de Orbetello (Itália) a 17 de Dezembro de 1930 porém 3 acidentaram-se durante a viagem matando suas tripulações). O governo brasileiro adquiriu estas aeronaves em troca de café.

Durante a II Guerra Mundial foi utilizado ativamente pela Itália e Alemanha (Luftwaffe). Foi retirado de serviço no ano de 1945.

O último exemplar do Savoia-Marchetti S.55 ainda existente em todo o mundo encontra-se hoje no Brasil e é também o último hidroavião usado nas travessias transatlânticas remanescente daquele período. Trata-se do Jahu a aeronave utilizada por João Ribeiro de Barros para realizar a primeira travessia aérea transatlantica Africa - América do Sul sem escalas da história no ano 1927. Atualmente encontra-se restaurado e em exposição Museu TAM da cidade de São Carlos-SP. É de propriedade da Fundação Santos Dumont.

Usuários[editar | editar código-fonte]

Usuários militares e civis do Savoia-Marchetti S.55:

Usuários civis[editar | editar código-fonte]

Aero Espresso italiana
Società Aerea Mediterranea

Aeroflot.svg Aeroflot

Usuários Militares[editar | editar código-fonte]

Regia Aeronautica
Real força aérea romena

Imagens[editar | editar código-fonte]

Ver també}[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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