Scaptotrigona polysticta

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Benjoi pito.jpg
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Classe: Insecta
Ordem: Hymenoptera
Superfamília: Apoidea
Família: Apidae
Subfamília: Apinae
Tribo: Meliponini
Género: Scaptotrigona
Espécie: S. polysticta
Nome binomial
Scaptotrigona polysticta

A Scaptotrigona polysticta, também chamada de benjoí, beijoím, sanharão-porco, mijui, bijui, bui-kaiaki, abelha-canudão ou imrê-tié, é uma abelha social da subfamília dos meliponíneos, presente em vários estados do Brasil. Em alguns lugares é chamada de mandaguari, tibuna e sanharão, porém tais nomenclaturas são usadas para outras espécies de abelhas do gênero trigona ou scaptotrigonas e pode gerar confusão por serem abelhas bastante parecidas no geral, na grande maioria das vezes sendo escuras, só sendo possível diferenciá-las por detalhes no seu fenótipo e tipos de ninhos e pitos de entrada que costumam fazer.[1][2][3][4][5]

Apresenta cabeça e tórax pretos. Já o abdômen pode ter um tom mais claro que a cabeça podendo chegar ao cinza e possui marcas brancas que podem variar sendo mais finas ou mais grossas a depender da região, geralmente na quantia de 6 listras ao pares, parecendo, ao longe, 3 listras brancas ao final do abdômen. Mede 7 milímetros de comprimento. Constrói ninhos em ocos em árvores de maior porte na natureza.[1][2][3][4][5]

Existem diversas espécies de Scaptotrigonas. A imagem representa a Scaptotrigona postica e suas características físicas. A benjoí tem asas amarronzadas, cabeça e tórax preto, abdômen mais claro que pode chegar ao cinza e as 6 listras (que parecem 3) listras brancas ao final do abdômen.

Taxonomia e filogenia[editar | editar código-fonte]

A Scaptotrigona polysticta é um membro da ordem Hymenoptera, que é uma das quatro maiores ordens de insetos.[6] É da família Apidae, que é composta de abelhas, e a subfamília é o Apinae, que são abelhas com cesta de pólen. Junto com outras espécies na tribo Meliponini, a beijoí é uma abelha eussocial sem ferrão da família das scaptotrigonas. Existem cerca de 500 espécies conhecidas nesta tribo, a maioria dos quais estão localizados nos neotrópicos.[7]

Características[editar | editar código-fonte]

A Benjoí é uma abelha tímida e pouco defensiva, considerada a mais mansa das Scaptotrigonas, diferente de outras abelhas do mesmo gênero que costumam ser bastante defensivas. Por conta disto tem se tornado bastante apreciada para ser criada, podendo produzir até 3 litros de mel ao ano, do qual é considerado suave e saboroso. Não são difíceis de capturar nas iscas em regiões em que ocorre. Em áreas urbanas, a benjoí tem tido certo sucesso ao se adaptar às cidades, uma vez que, por ser tímida, chama pouco a atenção e não incomoda as pessoas, aumentando suas chances de sobrevivência, o que colabora para que seja mantida sem maiores problemas em meliponários urbanos, não incomodando o próprio meliponicultor nem outras pessoas.[1][2][3][4][5]

Está distribuída no Brasil nos estados do AC, MG, PA, RO, TO, MA, MT, AM, PI, SP, GO e DF.[8]

Scaptotrigonas conseguem gerar híbridos e com esta espécie não é diferente, podendo gerar descendentes híbridos como com mandaguari preta, canudo, dentre outras scaptotrigonas. Algumas vezes as abelhas híbridas de benjoí possuem características físicas das duas espécies, mas outras vezes parecem ter características apenas das benjoí. Um bom indício de que a colônia é de benjoí pura, além das características físicas da espécie que se deve fica atento, é que ela deve se mostrar mansa, já as híbridas se mostram defensivas, não tanto quanto uma canudo por exemplo, mas é perceptível a diferença da híbrida para uma benjoí pura.[9][10]

Em caixas do tipo racional modelo INPA, seus ninhos necessitam de tamanho interno de 20x20x7 centímetros para ninho e sobreninho e 20x20x5 centímetros para melgueira, necessitando 1 ninho e 2 sobreninhos. Caixas de benjoí podem ser mantidas a uma distância de 20 centímetros uma da outra. Seu pito de entrada é construído apontando para baixo.[1][2][3][4][5]

Referências

  1. a b c d «Abelhas Benjoi - Scaptotrigona Polysticta - Manejo e Criação». Criar Abelhas. 1 de maio de 2019. Consultado em 11 de agosto de 2020 
  2. a b c d «Diferenças das Scaptotrigona. Tubiba, Tubuna, Mandaguari, Benjoí!». 14 de abril de 2019. Consultado em 11 de agosto de 2020 
  3. a b c d «Como faço minhas CAIXAS para Abelha | Mandaguari | Uruçu | Tubuna | Benjoi | Tiuba | DICAS». 29 de abril de 2020. Consultado em 11 de agosto de 2020 
  4. a b c d «CONFERINDO MAIS ISCAS QUE CAPTUROU ENXAMES COM 1 MÊS | CRIANDO ABELHAS!». 16 de junho de 2020. Consultado em 11 de agosto de 2020 
  5. a b c d «DIFERENÇA entre AS ABELHAS PRETAS (VOCÊ SABIA?)». 18 de maio de 2020. Consultado em 11 de agosto de 2020 
  6. «Hymenoptera». Encyclopedia of Life. Consultado em 22 de Setembro de 2015 
  7. Costa, Marco A.; Del Lama, Marco A.; Melo, Gabriel A.R.; Sheppard, Walter S. (Janeiro de 2003). «Molecular phylogeny of the stingless bees (Apidae, Apinae, Meliponini) inferred from mitochondrial 16S rDNA sequences». Apidologie. 34 (1): 73–84. doi:10.1051/apido:2002051 
  8. «PORTARIA Nº 665, DE 3 DE NOVEMBRO DE 2021». 3 de novembro de 2021. Consultado em 4 de janeiro de 2022 
  9. «Híbridos no gênero (Scaptotrigona SPP.)». 9 de agosto de 2018. Consultado em 3 de dezembro de 2020 
  10. «Mandaguari híbrida...ótima abelha». 7 de dezembro de 2019. Consultado em 3 de dezembro de 2020