Scipione Rebiba

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Scipione Rebiba
Cardeal da Santa Igreja Romana
Patriarca Latino emérito de Constantinopla
Óleo sobre tela, séc. XVI, Biblioteca Apostólica Vaticana

Título

Cardeal-bispo de Sabina
Ordenação e nomeação
Nomeação episcopal 16 de março de 1541
Ordenação episcopal 14 de maio de 1541
Nomeado arcebispo 13 de abril de 1556
Nomeado Patriarca 8 de dezembro de 1565
Cardinalato
Criação 20 de dezembro de 1555
por Papa Paulo IV
Ordem Cardeal-presbítero
Título Santa Pudenciana
Brasão
Coat of arms of Scipione Rebiba.jpg
Dados pessoais
Nascimento San Marco d'Alunzio
2 de fevereiro de 1504
Morte Roma
23 de julho de 1577 (73 anos)
dados em catholic-hierarchy.org
Cardeais
Categoria:Hierarquia católica
Projeto Catolicismo

Scipione Rebiba (San Marco d'Alunzio, 2 de fevereiro 1504Roma, 23 de julho 1577) foi um religioso siciliano, cardeal da Igreja Católica, proclamado em 20 de dezembro de 1555 pelo Papa Paulo IV.

Rebiba é um dos mais antigos bispos do qual se conhecem com certeza os dados sobre as consagrações episcopais efetuadas e mais de 95% dos mais de 5200 atuais bispos vivos o têm no vértice de sua genealogia episcopal.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Era o segundo dos três filhos de Francesco Rebiba e Antonia Filingeri, sendo seus dois irmãos Ascanio e Gerolamo. Era tio de Prospero Rebiba, bispo de Troia, e mais tarde patriarca titular de Jerusalém e de Giovanni Domenico Rebiba, bispo de Ortona e mais tarde arcebispo de Catânia. Estudou direito e teologia em Palermo, onde residia seu tio materno, Girolamo Filingeri, conde de San Marco. Obteve o doutorado em iure utroque, cânone e direito civil. Recebeu a tonsura eclesiástica nessa época[1].

Vida religiosa[editar | editar código-fonte]

Recebeu as ordens menores e maiores entre 1524 e 1528, enquanto Giovanni Carandolet foi arcebispo de Palermo. Recebeu um benefício na igreja de Santa Maria dei Miracoli, em Palermo. Mais tarde renunciou e foi para Roma em torno de 1536/1537. Em Roma, entrou em contato com a recentemente estabelecida Congregação dos Clérigos Regulares, fundada pelo Cardeal Gian Pietro Carafa, arcebispo de Chieti.

Eleito bispo-titular do Amiclea e nomeado bispo-auxiliar de Chieti em 16 de março de 1541, foi consagrado em 16 de maio de 1541[1]. Vigário de Nápoles, durante um ano, em 1549, governou a arquidiocese de Nápoles em nome do Cardeal Carafa, que tinha sido transferido para essa Sé. Depois de 9 de novembro de 1549, ele retornou a Roma e trabalhou na Cúria. Transferido para a Diocese de Motula, em 12 de outubro de 1551. Em 30 de maio de 1553, foi nomeado membro da Comissão do Santo Ofício (presidido pelo Cardeal Gian Pietro Carafa) e delegado da Inquisição Romana em Nápoles, o primeiro a ocupar esse novo posto. Governador de Roma e seu distrito, de 5 de julho a 20 de dezembro de 1555[1].

Criado cardeal-presbítero no consistório de 20 de dezembro de 1555, recebendo o chapéu vermelho e o título de Santa Pudenciana em 24 de janeiro de 1556[1]. No consistório de 9 de abril de 1556, foi nomeado legado diante do rei Felipe II em Bruxelas para felicitá-lo pela paz de Vaucelles com o rei Henrique II da França. Ele recebeu a cruz legatina em 11 de maio e deixou Roma para Bruxelas em 30 de maio[1]. Promovido para o sé metropolitana de Pisa em 13 de abril de 1556. No início de agosto de 1558, ele se recusou a ir a Cracóvia como legado perante o rei da Polônia e em vez disso foi a Pisa para receber pessoalmente o relatório sobre o estado da reforma da diocese[1]. Ele foi nomeado membro de um conselho de estado para aliviar o papa, velho e enfermo, na condução dos assuntos temporais. Ele também se tornou membro da Inquisição Geral do Santo Ofício[1].

Renunciou ao governo da arquidiocese e foi transferido para a diocese de Troia, em 19 de junho de 1560. Renunciou ao governo da sé em favor de seu sobrinho Prospero Rebiba, em 4 de setembro de 1560[1]. Detido por ordens do Papa Pio IV em Castelo Sant'Angelo, Roma, como cúmplice da família Carafa, considerado inocente, ele foi libertado. Passa para o título de Santa Anastácia, em 7 de fevereiro de 1565. Passou para o título de Cardeal-presbítero de Santo Ângelo em Pescheria, diaconia atribuída como título, em 7 de outubro de 1566 e, em 3 de julho de 1570, recebe o título de Santa Maria em Trastevere[1].

Nomeado Inquisidor-mór da Igreja e promovido à ordem dos cardeais bispos, recebe a sé suburbicária de Albano, em 8 de abril de 1573 e passou para a Diocese de Sabina, em 5 de maio de 1574. Morreu em 23 de julho de 1577, em Roma, engasgado enquanto comia uma refeição (ex nimio adipe suffucatus). Foi enterrado no meio da igreja de San Silvestro nel Quirinale, com uma inscrição elegante colocada por seu sobrinho Prospero Rebiba[1].

Conclaves[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d e f g h i j The Cardinals of the Holy Roman Church

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Basilio Rinaudo, Il cardinale Scipione Rebiba (1504-1577). Vita e azione pastorale di un vescovo riformatore, Patti, L'Ascesa, 2007. ISBN 978-88-903039-0-6.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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Brasão episcopal
Bispo-titular de Amiclea

15411551
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Cardeal
Cardeal-presbítero de Santo Ângelo em Pescheria

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Cardeal
Cardeal-bispo de Sabina

15741577
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