Secador de mãos

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Secador de mãos clássico.

O secador de mãos (ou simplesmente secador) é um dispositivo elétrico que se encontra frequentemente em banheiros de uso comum, como aeroportos, shopping centers, universidades, escritórios, etc. Apesar de todos parecerem iguais, são dotados de diferenças marcantes, quanto à eficiência, higiene e consumo. Os modelos mais antigos iniciam seu funcionamento ao pressionar um botão de ativação, enquanto os mais recentes possuem um sensor infravermelho de movimento que ativa o secador mediante a presença das mãos.

Funcionamento[editar | editar código-fonte]

Os secadores de mãos diferem bastante de um para o outro, apesar de parecerem semelhantes. Alguns geram o ar por meio de uma ventoinha, outros por meio de um secador de cabelos, enquanto outros usam um singelo motor. Os modelos profissionais utilizam uma turbina. Para aquecimento do ar, é feito o uso de uma resistência elétrica. Esta resistência é formada por um fio de liga de níquel e crômio enrolado em forma de espiral, que se aquece e gera calor.

Higiene[editar | editar código-fonte]

Secador de mãos banho público.

Até a data, ainda há bastante divergências quanto o grau de higiene na disputa secador de mãos vs papel-toalha. Alguns acreditam que o método de secagem não contribui de fato para o aumento de bactérias nas mãos, enquanto dizem que o pape-toalha por estar o tempo inteiro no ambiente do sanitário está recebendo todas as bactérias do ambiente. Mas de fato, a utilização do Filtro HEPA nos secadores de mãos pode reduzir em torno de 97% a incidência de bactérias no ar. Há ainda de se considerar as defesas e estudos oriundos das indústrias de papel face ao receio à sua sobrevivência no mercado. O plasma frio, o quarto estado da matéria, separa as moléculas de água da humidade do ambiente e das mãos gerando íons hidroxilo. Estes absorvem os átomos de hidrogênio de possíveis patogénicos o que resulta na sua destruição. Os resultados do método ASTM Internacional modificado, isto é o teste E1153 o qual é o método recomendado para estimar a eficácia de sanitizadores para superfícies de contacto conduzida pelos laboratórios ATL de EEUU, os quais são uma entidade aprovada pela FDA mostrou que os patogénicos MRSA salmonela e influenza foram reduzidos num 99,6% depois de ser expostos ao secador de mãos em pele in vitro.[1]

Em 2008 publicou-se um estudo conduzido pela Universidade de Westminster.

Dito estudo comparou os níveis de higiene oferecidos pelas toalhas de papel, os secadores de mãos de ar cálido, e os secadores de mãos jet mais modernos.[2] Encontrou-se que depois de lavar, e secar as mãos com o secador de mãos de ar cálido o número total de bactérias aumentou em média um 194% nas yemas dos dedos e um 254% nas palmas das mãos. O secado com o dispositivo jet resultou num aumento média do número total de bactérias de 42% nas yemas, e um 15% nas palmas. Por outro lado, a lavagem e secado das mãos com toalhas de papel reduziu o número de bactérias totais: até 76% nas polpas e 77% nas palmas.[2]

Os pesquisadores também conduziram provas para estabelecer se tinha potencial de contaminação cruzada entre os utentes e o ambiente do banho como resultado do uso dos diferentes métodos de secado. Encontrou-se que:

  • O secador de mãos tipo U, era capaz de transportar microorganismos das mãos do usuário para o aparelho
  • O uso de um secador de mãos de ar quente propagou microorganismos até uma distância de 0.25 metros do dispositivo
  • As toalhas de papel também realizam propagação de microorganismos

Em 2005, num estudo conduzido por TÜV Produkt und Umwelt, avaliaram-se diferentes métodos de secado de mãos.[3] Observaram-se as seguintes mudanças na contagem de bactérias depois da secagem das mãos:

Método de secado Efeito na contagem bacteriano
Toalhas de papel Desceu de 24%
Secador de ar quente Aumentou de 117%

Receptividade[editar | editar código-fonte]

Pesquisas conduzidas em 2008 indicou que os consumidores europeus preferem as toalhas de papel por sobre os secadores de mãos. 63% dos que responderam, escolheram às toalhas de papel como seu método preferido de secar as mãos, enquanto só o 28% elegeu o secador de mãos. Quando perguntados sobre o meio ambiente, 93% escolheram o secador de mãos, contra 7% do papel. Quando a mesma pesquisa foi realizada para gerentes financeiros, 91% considerou importante a substituição do papel pelo secador. Quanto à rapidez da secagem, as toalhas de papel obtiveram 56%, enquanto 44% dos entrevistados disseram que o tempo depende de outros fatores. Tomando em conta a higiene proposta pelos diferentes métodos para secador de mãos em banhos públicos, os interrogados ficaram em dúvida (52% vs 48%)[4]. O estudo não considerou a modernização ocorrida com secadores modernos de alta velocidade.

Evolução[editar | editar código-fonte]

Secador de mãos em U.

O primeiro secador de mãos foi patenteado em 1921 por R.B. Hibbard, D. J. Watrous e J.G. Bassett para a Airdry Corporation de Groton New York.[5] Esta máquina era vendida como uma unidade para ser embutida ou de andar independente, a qual consistia de um soprador invertido (parecido a um secador de cabelo de mão) controlado por um pedal no andar. Conhecidas como Airdry The Electric Towel, estas unidades eram utilizados em banhos, cabeleiros e fábricas. Airdry Corporation deslocou-se a Chicago e San Francisco em 1924 para centralizar sua distribuição.[6]

Posteriormente, o secador de mãos foi popularizado em 1948 por George Clemens.[7] Em 1993, Mitsubishi Electric introduziu um novo tipo de secador de mãos em U que emitia sopros de água a ambos lados das mãos, empurrando a água fora das mãos em vez de evaporar-la.[8] No Brasil, ainda é muito incipiente o uso de secadores de mãos, dada a baixa eficiência dos modelos comercializados. Há apenas uma empresa que comercializa os modelos de Alta Velocidade,

Custos e Preço[editar | editar código-fonte]

Os secadores de mãos têm sido populares industrialmente por seu aparente baixo custo. Segundo os fabricantes, os secadores de mãos podem reduzir os custos em até 95%, desde que sejam realmente eficientes na secagem das mãos. Por exemplo, uma empresa que gasta R$60.000,00 anualmente na compra de papel-toalha, com um secador de mãos eficiente gastaria apenas R$3.000,00 (isso variará de acordo ao custo das toalhas de papel e da eletricidade). Os secadores de mão requerem de muito pouca manutenção comparados com as toalhas de papel, as quais devem ser substituídas continuamente.

Um benefício acrescentado é a eliminação da despesa de papel. Os secadores de mãos representam um investimento inicial maior, portanto as pessoas responsáveis da Facility Managment devem fazer uma análise de custos para determinar o quão rápido será o retorno do investimento.

Os custos sempre são relativos ao preço do KW/h. No Brasil, normalmente vai de R$0,30 à R$0,49 o preço do KWh. A melhor maneira de comparar os custos de forma correta é fazendo o uso de uma calculadora de economia[9] apropriada para secadores de mãos.

De qualquer jeito, os preços ao longo do mundo variam muito. Na Argentina, um secador de mãos de boa tecnologia pode chegar a custar $26.000,00 ARS, segundo o catálogo de uma empresa nacional em 2018. No Brasil os preços variam bastante, dada a grande quantidade de equipamentos ineficientes disponíveis para a venda.

Meio ambiente[editar | editar código-fonte]

Devido à redução de produção de lixo e do desmatamento, os secadores de mãos são melhores para o meio ambiente.[10] Outro estudo mostra que a maioria do impacto no meio ambiente causado por um secador de mãos ocorre durante sua fabricação, o impacto meio ambiental das toalhas de papel ocorre na produção do material e nas etapas de manufatura e descarte.[11]

Estima-se que no período de adaptação, os secadores de mão economizam 50% dos custos energia que as toalhas de papel, e dentro dos próximos 5 anos a despesa relativa às toalhas de papel diminui em 95%.[12] Um estudo de World Dryer de 102 secadores de mãos instalados em escolas públicas em Topeka, Kansas encontrou que a poupança anual é de 34,5 toneladas de desfeitos sólidos, 690.000 galões de água e 580 árvores; outro estudo de World Dryer de 153 secadores de mãos na capital do estado de Iowa mostrou uma poupança anual de 10,5 toneladas de desfeitos sólidos e 176 árvores.[12] No entanto um estudo realizado nos Países Baixos publicado em março de 1995 indicou que paridade meio ambiental entre os secadores de mãos e as toalhas de mãos.[13], mas cabe mencionar que devido à antiguidade deste estudo esta afirmação perdeu sua veracidade.

Ver também[editar | editar código-fonte]

  • Secador de cabelo
  • Higiene de mãos

Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Catálogo de Produtos Outubro 2018.