Segunda Guerra na Chechênia

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Segunda Guerra na Chechênia
Vladimir Putin 20 March 2000-1.jpg
Cerimônia de retirada da Chechênia do 331 º Regimento aerotransportado 331 da Divisão 98 das Tropas Aerotransportadas da Rússia.
Data
  • Fase de batalhas: 26 de Agosto de 1999 – Maio de 2000
  • Fase de insurgência: Junho de 2000 – 16 de Abril de 2009
Local Chechênia, Rússia
Desfecho Vitória Russa
  • Restauração do controle russo sobre o território checheno
  • Insurgência em andamento.
Combatentes
 Rússia Flag of Chechen Republic of Ichkeria.svg República da Ichkeria
Flag of the Caucasian Front.png militantes do Cáucaso
Flag of Jihad.svg Mujahideen Estrangeiros
Principais líderes
Flag of Russia.svg Vladimir Putin
Flag of Russia.svg Gennady Troshev
Flag of Russia.svg Alexander Baranov
Flag of Russia.svg Valentin Korabelnikov
Flag of Chechen Republic before 2004.svg Akhmad Kadyrov 
Flag of Chechen Republic before 2004.svg Ramzan Kadyrov
Flag of Chechen Republic before 2004.svg Ruslan Yamadayev 
Flag of Chechen Republic before 2004.svg Sulim Yamadayev
Flag of Chechen Republic before 2004.svg Said-Magomed Kakiyev
Flag of Chechen Republic of Ichkeria.svg Aslan Maskhadov 
Flag of the Caucasian Emirate2.png Dokka Umarov 
Flag of Chechen Republic of Ichkeria.svg Ruslan Gelayev 
Flag of Chechen Republic of Ichkeria.svg Shamil Basayev 
Flag of Chechen Republic of Ichkeria.svg Salman Raduyev 
Flag of Chechen Republic of Ichkeria.svg Vakha Arsanov 
Flag of Chechen Republic of Ichkeria.svg Rappani Khalilov 
Flag of Chechen Republic of Ichkeria.svg Arbi Barayev 
Flag of the Caucasian Emirate2.png Akhmed Yevloyev prisioneiro
Flag of Jihad.svg Ibn al-Khattab 
Flag of Jihad.svg Abu al-Walid 
Flag of Jihad.svg Abu Hafs al-Urduni 
Flag of Jihad.svg Muhannad 
Forças
80 000 - 100 000 na Chechênia em 1999[1]
Entre 50 000 e 60 000 forças de seguranças republicanas e federais (exército russo e MVD) na Chechênia em 2006.[2]
3 000 - 5 000 kadyrovitas (2003-2004)[3]
5.000 kadyrovitas (2006)[4]
7 000[5]-25 000 chechenos[6] e 5 000 mujahideens (1999)[7]
5 000 chechenos[5]e mais de 3 000 mujahideen (2000)
1 000 - 3 000 rebeldes, somente 700 - 750 ativos (2006)[1]
Vítimas
4 249 mortos e 12 285 feridos entre 1999 e 2002 (militares)[8] 2 000 rebeldes mortos entre 1999 e 2000[5]
13.517 rebeldes mortos entre 1999 e 2000[8]
Aprox. 25 000 mortos e 5 000 desaparecidos (civis)

A Segunda Guerra na Chechênia começou em 1999, após uma série de ataques de rebeldes chechenos na província do Daguestão ocorridos desde agosto de 1998.

O estopim da crise, que leva a uma reação russa, foi uma série de atentados terroristas, contra um prédio residencial de famílias de soldados russos, que matou 62 pessoas, e outros atentados, em Moscou que causaram mais de 300 mortes. Outro ataque a um hospital, causou 120 mortes.

A campanha de 1999 reverteu o resultado da Primeira Guerra na Chechênia, em que a região havia ganho grande autonomia, que alguns consideravam independência de facto como a República Chechena da Ichkeria. Entretanto o único país que reconheceu a independência foi o Afeganistão durante o período do Talebã. Embora seja considerada por muitos como um conflito interno dentro da Federação Russa, a guerra atraiu um grande número de combatentes jihadistas (mujahidins) estrangeiros, incluindo redes terroristas apoiados pelo Afeganistão.

Durante a campanha inicial, militares russos e os chechenos pró-Rússia enfrentaram os separatistas chechenos e os mujahidins estrangeiros em combate aberto. A capital chechena Grozny sofreu um longo cerco que durou de 1999 até meados de Fevereiro do ano seguinte.

Chechênia no contexto regional do Cáucaso.

A Rússia estabeleceu o controle direto da Chechénia, em maio de 2000 e após a ofensiva em grande escala. Focos esporádicos de resistência dos insurgentes chechenos continuaram em toda a região do Cáucaso durante mais alguns anos. O novo primeiro-ministro, Vladimir Putin (nomeado por Bóris Ieltsin um mês antes), tornou-se conhecido nacionalmente por ter liderado a ofensiva no cáucaso e ter derrotado os separatistas chechenos. Putin venceu facilmente as eleições de 2000.

Alguns rebeldes chechenos também realizaram novos ataques terroristas contra alvos civis na Rússia, incluindo a invasão do teatro de Dubrovka, na periferia de Moscou, durante a realização de um espetáculo, o que resultou cerca de 200 mortes de civis, em 2002, depois que as forças especiais russas (Spetsnaz) bombearam um gás tóxico para dentro do teatro.

Em 2004, um grupo de terroristas chechenos atravessou a fronteira e tomou uma escola com mais de 1000 crianças na cidade de Beslan, Ossétia do Norte. A Crise de reféns da escola de Beslan durou 3 dias e terminou com os terroristas detonando explosivos na escola e matando 334 e ferindo 700 pessoas.[9][10]

As violações generalizadas dos direitos humanos pelas forças combatentes (russas e separatistas), atraíram críticas internacionais, especialmente dos Estados Unidos e da União Européia.

O apoio da Arábia Saudita aos separatistas chechenos tornou as relações russo-sauditas mais tensas, a ponto do presidente Putin ameaçar publicamente o governo saudita de retaliação militar caso um novo atentado daquele tipo ocorresse.

O apoio da Geórgia aos separatistas chechenos também é considerado um dos fatores que ajudou a deteriorar as relações russo-georgianas na última década.

A continuidade da guerrilha em áreas montanhosas do cáucaso mantém a tensão permanente na região.[11]

Referências

  1. a b Russia (Chechnya) (1999 – first combat deaths in current phase) | Project Ploughshares 30 de marzo de 2011. Consultado el 23 de junio de 2011.
  2. New Chechen Army Threatens Moscow (en inglés) en AIA. Publicado el 2006-07-12. Con acceso el 2008-01-05.
  3. Global security - Second Chechnya War - Renewed Fighting - 2002-2006
  4. Central Asia-Caucasus Institute Analyst. Russian Chechenya Policy "Chechenization" turning into "Kadyrovization" Emil Souleimanov, 31 de mayo de 2006.
  5. a b c Conference on Conflict in the North Caucasus: Social and Political Balance in the Region. Center for Security and Science 2000. Chisinau, octubre de 2008, pp. 12
  6. Uppsala conflict data expansion. Non-state actor information. Codebook pp. 348; 362.
  7. Islamicawakening.com World Exclusive Interview with Ibn al-Khattab Según cifras del estado ruso en la región de Botlikh operaban más de 500 muyahidines en 1999, en la vecina Nolak 1.200 (ambas en Daguestán) además de dos mil en Chechenia en campos de entrenamiento, el gobierno de Moscú estimaba que bien podían alcanzar los cinco mil de los que más de mil murieron en el principio de la guerra.
  8. a b Global security - Second Chechnya War - Final Phase - February 2000
  9. "Beslan Children Testify". St. Petersburg Times. August 26, 2005. http://www.sptimes.ru/index.php?action_id=2&story_id=15341. Consultado em 28/07/2006
  10. "Massacre em Beslan completa três anos com cerimônia na Rússia". Folha Online. 01/09/2007 http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u324932.shtml
  11. Guerrilha chechena diz que morte de líder não põe fim a conflito. Uol Notícias, 10/07/2006 http://noticias.uol.com.br/ultnot/efe/2006/07/10/ult1807u29252.jhtm
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