Seival

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa

Nota: Veja também Batalha do Seival na Guerra dos Farrapos

O Seival

Seival foi um lanchão utilizado por Giuseppe Garibaldi na Tomada de Laguna, que culminou com a proclamação da República Juliana, durante a Guerra dos Farrapos. O nome é alusão à vitória na Batalha do Seival, em data anterior à fabricação do barco[1].

A embarcação foi conduzida por terra, sobre rodas e puxada por juntas de bois, e por água, aproveitando o sistema lacustre costeiro dos estados do Rio Grande do Sul e sul de Santa Catarina.

Havia ainda um outro lanchão menor, o Farroupilha, que o seguia.

Os lanchões foram construídos para a tomada da cidade de Laguna, que constituía um porto marítimo necessário, pela impossibilidade técnica da conquista do porto de Rio Grande, fortemente defendido pelos imperiais.

Migração dos lanchões Seival e Farroupilha[editar | editar código-fonte]

Os lanchões Seival e Farroupilha cortaram as águas da Lagoa dos Patos, fustigados pela retaguarda pelo temível John Grenfell, comandante da Marinha Imperial na província do Rio Grande do Sul. Fugindo e despistando, conseguem enveredar pelo estreito do rio Capivari, iniciando o caminho por terra. Ainda aí passariam por duras provações, pois era inverno, mau tempo com chuvas e ventos, tornando o chão um grande lodaçal.

A 14 de julho de 1839 os lanchões rumaram para Laguna, sob o comando geral de David Canabarro. O Seival era comandado pelo americano John Griggs, conhecido como "João Grandão", e o Farroupilha II por Giuseppe Garibaldi. Na costa de Santa Catarina, próximo ao rio Araranguá, uma tempestade pôs a pique o Farroupilha, salvando-se uns poucos farrapos, entre eles o próprio Garibaldi.[2]

Finalmente atacam por terra, com as forças de Davi Canabarro, e por água. O Seival entra em Laguna através da Lagoa de Garopaba do Sul, atravessou a Barra do Camacho, na atual cidade de Jaguaruna, passando pelo rio Tubarão e atacando Laguna por trás, surpreendendo os imperiais, que esperavam um ataque de Garibaldi pela barra de Laguna e não pela lagoa. Garibaldi, com o Seival, toma Laguna a 22 de julho de 1839. A 29 deste mês proclamou-se a República Juliana, já que não havia contiguidade territorial com a República Rio-Grandense, para a preservação do porto em mãos republicanas.

Referências

  1. SANT’ANA, Elma; STOLARUCK, André Sant’Ana. (2002). A odisséia de Garibaldi no Capivari 1 ed. Porto Alegre: AGE. 95 páginas. ISBN 85-7497-130-8 
  2. DUMAS, Alexandre (2000). Memórias de Garibaldi 1 ed. Porto Alegre: L&PM. 354 páginas. ISBN 85-254-1071-3 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ícone de esboço Este artigo sobre História do Brasil é um esboço relacionado ao Projeto História do Brasil. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.