Conhecida como "La Albiceleste", a Argentina é uma das grandes Seleções do futebol mundial, tendo conquistado três Copas do Mundo FIFA (em 1978, 1986 e 2022), dezesseis títulos da Copa América (sendo a mais vencedora da competição), uma Copa das Confederações (1992), duas Copas Finalíssima (1993 e 2022), sendo a mais vencedora da competição, e duas medalhas de ouro nos Jogos Olímpicos (2004 e 2008). Juntamente com o Brasil e com a França, a Argentina é uma das três seleções nacionais a ter conquistado as três mais importantes competições de futebol entre seleções: a Copa do Mundo, a Copa das Confederações e o Torneio Olímpico de Futebol. A Argentina é a Seleção mais vitoriosa do mundo, tendo vencido 23 títulos oficiais da Seleção principal.[2]
A Argentina possui 18 participações em Copas do Mundo (contando até a Copa de 2022), não tendo participado apenas de quatro Copas. Em 1938, desistiu de competir por não concordar que a Copa daquele ano fosse novamente na Europa, como já havia sido em 1934. Em 1950 e 1954, ficou de fora do mundial devido por questões políticas da AFA (não houve Copa em 1942 e 1946 devido à Segunda Guerra Mundial).[3] E em 1970, a Seleção Argentina não passou nas Eliminatórias.[4]
A Argentina disputou seis finais de Copa do Mundo, ficando com o vice-campeonato em 1930, quando perdeu por 4–2 para o Uruguai.[7] Os argentinos viriam a ganhar a final na sua segunda tentativa, em 1978, batendo os Países Baixos por 3–1. A curiosidade deste mundial ficou para a partida em Rosário. Precisando vencer por uma diferença de quatro gols para se classificar, a Argentina acabou goleando o Peru por 6–0 em um jogo polêmico e, assim, acabou com o sonho do Brasil de seguir adiante naquela Copa. A Seleção Argentina também levantou a taça em 1986, numa campanha com vitórias sobre tradicionais Seleções como Uruguai, nas oitavas, Inglaterra, nas quartas, e Alemanha Ocidental na final. Outra final em que os argentinos marcaram presença foi em 1990, quando sofreram uma revanche e perderam por 1–0 para a Alemanha Ocidental. A Argentina disputou sua quinta final de Copa do Mundo em 2014, contra a Alemanha, e foi derrotada por 1–0 no segundo tempo da prorrogação.
Sua última final de Copa foi em 2022, quando conquistou seu terceiro título ao superar a França. Na ocasião, as equipes empataram em 3–3 (2–2 no tempo normal e 1–1 na prorrogação), mas os argentinos venceram por 4–2 na disputa por pênaltis. A sua pior campanha em Copas aconteceu em 2002, quando foi eliminada ainda na fase de grupos. Nas Copas de 2006 e 2010, chegou às quartas de final com autoridade, mas em ambas caiu para a Seleção Alemã. Na Copa do Mundo de 2018, realizada na Rússia, a Argentina caiu nas oitavas de final para a França, numa partida que terminou com o placar de 4–3.
A Argentina é a Seleção que mais conquistou Copas América na história, tendo vencido o título sul-americano em 16 ocasiões. A Argentina sediou a Copa América em 2011, mas fez uma campanha ruim e acabou eliminada nas quartas de final pelo Uruguai, nos pênaltis. Em 2015 a Argentina chegou à final com autoridade. Venceu o Uruguai e a Jamaica (ambos por 1–0) e empatou com o Paraguai (2–2) na fase de grupos. Eliminou a Colômbia nas quartas de final e goleou o Paraguai por 6–1. Invicta, a Argentina foi à final contra o Chile, o anfitrião da competição. Após empate por 0–0 no tempo normal e prorrogação, os argentinos foram derrotados nos pênaltis por 4–1. Em 2016, na edição especial que comemorou o centenário da competição, a Argentina encontrou pela frente a Seleção Chilena na segunda final consecutiva entre as seleções. Após um empate por 0–0 no tempo normal e na prorrogação, os chilenos venceram por 4–2 nos pênaltis.
Nos Jogos Pan-Americanos de 2007, fez uma péssima campanha: a equipe não venceu nenhuma partida e marcou apenas um gol. Mas há que se dizer que participou com um time Sub-17, enquanto os demais adversários possuíam jogadores da categoria Sub-23.
Para muitos cronistas e historiadores, o maior rival da Argentina é o Brasil, com quem mantém uma extensa lista de confrontos em diversas competições.[8] Outro grande adversário é o Uruguai, com quem inclusive possui a rivalidade mais antiga, além de protagonizar uma série de duelos em diferentes torneios, incluindo finais de Copa do Mundo e Copa América.[8] A Argentina também tem uma rivalidade histórica com a Inglaterra, que se intensificou após a Guerra das Malvinas, em 1982, vencida pela ingleses, e pelo polêmico gol marcado por Diego Maradona nas quartas de final da Copa do Mundo de 1986, quando Dieguito usou a mão para marcar um gol na vitória por 2–1.[8]
O Derby das Américas, como é chamado por muitos, é a maior rivalidade da América, e por muitos a maior de todo o mundo. Quanto aos títulos, os argentinos levam vantagem no total: 23 vs. 20. Argentina tem vantagem na Copa América (16 títulos, contra nove da Seleção Brasileira) e na Copa dos Campeões da CONMEBOL–UEFA (dois contra zero). Nas Olimpíadas ambas as seleções são bicampeãs, (Argentina em 2004 e 2008 e o Brasil em 2016 e 2021). As olimpíadas de 2020 foram adiadas para o ano de 2021 em decorrência do COVID-19. O Brasil é pentacampeão da Copa do Mundo (1958, 1962, 1970, 1994 e 2002), e tetracampeão da Copa das Confederações, enquanto os argentinos são tricampeões mundiais (1978, 1986 e 2022) e têm apenas um título da Copa das Confederações (1992). Porém, a historiadora, pesquisadora da história do futebol e professora universitária Lívia Gonçalves Magalhães afirma que a rivalidade é percebida como maior do lado brasileiro do que do lado argentino.[8]
Argentina e Uruguai detêm o recorde de maior número de partidas entre dois países: foram 161 partidas desde 1901. A primeira partida contra o Uruguai foi a primeira partida oficial internacional jogada fora da Grã-Bretanha — apesar do Canadá e os Estados Unidos terem jogado duas partidas internacionais em 1885 e 1886, nenhuma delas é considerada oficial; o Canadá não jogou uma partida oficial até 1904 e os EUA não jogaram uma até 1916. O Uruguai ganhou duas Copas do Mundo, enquanto a Argentina três. Em 1930, o Uruguai bateu a própria Argentina em casa por 4–2, se tornando a primeira seleção campeã do mundo.[8]
O historiador e professor universitário Julio Pimentel Pinto defende que "a relação entre uruguaios e argentinos é mais visceral" com as disputas entre ambos sendo "mais intrínsecas a suas histórias", se refletindo na "rivalidade propriamente futebolística, que remonta à primeira metade do século 20", portanto a mais antiga rivalidade regional quando as seleções eram as potências únicas do futebol sul-americano.[8]
Com uma rivalidade que remonta à Copa do Mundo de 1962[9] e intensificada na Copa do Mundo de 1966 e pela Guerra das Malvinas em 1982, Argentina e Inglaterra protagonizaram inúmeros confrontos em torneios da Copa do Mundo.[10] Entre eles, destaca-se a partida Argentina 2–1 Inglaterra válida pelas quartas de final da Copa do Mundo de 1986, na qual Diego Maradona marcou dois gols contra a Inglaterra.[10] O primeiro foi um gol de mão, mas foi validado pelo árbitro.[10] O segundo, marcado minutos depois, viu Maradona driblar cinco jogadores ingleses antes de finalizar, e é frequentemente descrito como um dos maiores, senão o maior gol da história do futebol.[10]
As seleções se enfrentaram nas oitavas de final da Copa do Mundo de 1998, vencida pela Argentina nos pênaltis,[11] e novamente na fase de grupos em 2002, com a Inglaterra vencendo por 1 a 0 com um pênalti convertido por David Beckham, que havia sido expulso justamente no confronto contra a Argentina quatro anos antes após envolver-se em uma briga contra o argentino Diego Simeone.[9]
Segundo a historiadora e professora universitária Lívia Gonçalves Magalhães, "o grande rival argentino, pelo menos no futebol, ainda é a Inglaterra", complementando que "Um jogo entre Brasil e Argentina é um jogo de rivalidade [...] mas contra a Inglaterra é um jogo sério".[8] Posição similar é defindida pelo historiador e professor universitário Julio Pimentel Pinto, que defende que quando a Argentina joga contra os ingleses a rivalidade "se canaliza, aumenta a gana, a vontade de se vingar".[8]
Durante o ano de 2015, a Asociación del Fútbol Argentino (AFA) reuniu as opiniões de personalidades ligadas ao futebol e, com base nos depoimentos, montou a Seleção Argentina de todos os tempos.[13]
A equipe foi armada num 4-3-3, e teve a seguinte formação:[13]