1.º Grupo de Aviação de Caça

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1.º Grupo de Aviação de Caça
Distintivo da FEB 1 GC.PNG
Insígnia do 1.º Grupo de Aviação de Caça
País  Brasil
Corporação Força Aérea Brasileira
Denominação Senta a Púa!
Sigla 1.º GAvCa
Criação 18 de dezembro de 1943
Marcha Hino Oficial da Aviação de Caça da Força Aérea Brasileira
Grito de Guerra Senta a Púa!
Mascote Avestruz
História
Guerras/batalhas Segunda Guerra Mundial
Sede
Internet sentaapua@oi.com.br

O 1.º Grupo de Aviação de Caça (1.º GAvCa), muito conhecido na cultura popular pelo seu grito de guerra, ''Senta a Púa!''. É o primeiro grupo de aviação de caça da Força Aérea Brasileira, muito conhecido por ter participado da Segunda Guerra Mundial na Campanha da Itália e na Campanha do Atlântico Sul, foi criada pelo primeiro Ministro da Aeronáutica, Salgado Filho, pelo Major Nero Moura, pelo engenheiro aeronáutico e Major Faria Lima.[1][2]

História[editar | editar código-fonte]

Criação do grupo[editar | editar código-fonte]

Forças estadunidenses e brasileiras na Base Aérea de Natal.

Com o início da Segunda Guerra Mundial em setembro de 1939 após a invasão a Polônia, muitos países ao redor do mundo começaram a se envolver, entre eles os EUA em 1941 após o ataque a Pearl Harbor, depois da entrada dos norte americanos na guerra, era questão de tempo para que o Brasil entrasse na guerra.[3]

Em 20 de janeiro de 1941, com a intenção de fortalecer a Força Aérea Brasileira, foi fundado o Ministério da Aeronáutica pelo advogado e político Salgado Filho, pelo militar Nero Moura, pelo engenheiro militar Faria Lima e entre outros envolvidos, entre eles o militar Nélson Freire Lavanère-Wanderley. Junto com o Ministério da Aeronáutica foi criado a Força Aérea Nacional que posteriormente se chamaria Força Aérea Brasileira (FAB).[4][5]

No ano seguinte em 26 de agosto de 1942 o Brasil declarou guerra contra as forças do Eixo após uma série de ataques à navios mercantis e com isso começou uma série de preparos para que o Brasil pudesse entrar na guerra, com isso em 18 de dezembro de 1943 foi feito o decreto n.º 6123 que originou o 1.º Grupo de Aviação de Caça (1.º GAvCa). O Ministro da Aeronáutica Salgado Filho queria escolher Faria Lima como Comandante do grupo, mas Nero Moura argumentou dizendo que se Faria Lima fosse abatido eles perderiam um engenheiro e aviador, já se perdessem ele iriam perder apenas um aviador, então Nero Moura foi nomeado o Comandante do esquadrão, com Nélson Freire Lavanère-Wanderley como Tenente Coronel e Faria Lima como Comandante simbólico pelos seus feitos para criar a FAB, atuando como Oficial de Gabinete do Ministro da Aeronáutica.[5]

Após os líderes do 1.º Grupo de Aviação de Caça ser serem integrados à nova corporação, começou um processo de treinamento para que as forças aéreas fossem bem preparadas para ir à guerra, o Major Nero Moura foi para Orlando negociar acordos com o governo dos Estados Unidos para que começassem os estágios de treinamento da FAB no Panamá e nos Estados Unidos.[5]

O Major Nero Moura começou uma busca por pilotos que fossem especialistas em todas as categorias de voo e que quisessem ser voluntários pelo país na guerra. Entre os novos membros do órgão, foram escolhidos os primeiros suboficiais, 16 oficiais e 16 sargentos. Após a primeira etapa, a segunda agora era que cada sargento e oficial fosse responsável por uma tarefa, como a de seleção dos auxiliares, aos Líderes das Esquadrilhas e a escolha dos pilotos; aos suboficiais, eles foram designados para chefias de manutenção, de suprimento, de armamento, de comunicação, de inteligência e também de serviço médico, depois que a função de cada um foi estabelecida, estava pronto o 1.º Grupo de Aviação de Caça.[5]

Treinamento no Panamá e EUA[editar | editar código-fonte]

O caça-bombardeiro P-47 foi um avião de fabricação estadunidense, usado por várias Forças Aéreas aliadas durante a Segunda Guerra Mundial.

Em janeiro de 1944 os membros do 1.º Grupo de Aviação de Caça foram para Orlando nos EUA, fazer um período de treinamento de 60 horas utilizando os caças Curtiss P-40 e se adaptar as normas da Força Aérea dos Estados Unidos, na Escola de Tática Aérea. Em Março do mesmo ano após o início dos treinamentos, o grupo seguiu para Aguadulce no Panamá, onde o Comandante Nero Moura foi promovido ao posto de Tenente Coronel; já em abril daquele ano o grupo já havia se aprimorado de tal modo que a unidade passou a operar de modo independente e tomou parte do complexo do Sistema de Defesa Aérea da Zona do Canal do Panamá.[6]

Depois de um longo treinamento, cerca de 110 horas de voo em caças Curtiss P-40 e em programas dedicados para os postos de trabalho no Panamá, o grupo retornou para os Estados Unidos em junho, na Base Aérea de Suffolk, em Nova Iorque, onde eles foram apresentados ao Republic P-47-Thunderbolt, o mais novo caça da Força Aérea dos Estados Unidos até então, lá o grupo realizou um treinamento tão duro quanto o de Aguadulce mas logo após o término do curso os pilotos e os equipamentos de apoio estavam prontos para a ação.[6]

Os pilotos do grupo foram de navio para a Itália e desembarcaram no Porto de Livorno, no dia 6 de outubro de 1944, e estavam prestes a passarem pela prova final, o chamado o batismo de sangue; os aviões utilizados pela FAB na guerra foram pegos do depósito da USAAF.[6]

Campanha na Itália[editar | editar código-fonte]

Um avião P-47 usado pela FAB durante a Segunda Guerra Mundial.

Na Campanha da Itália o 1.º Grupo de Aviação de Caça atuou em conjunto com a 1.ª Esquadrilha de Ligação e Observação, grupo esse que pertence à Artilharia Divisionária e que tinha o objetivo de fazer trabalhos de regulação do tiro de artilharia, de observação do campo de batalha e de missões de ligação e que estava integrado à FEB.[7]

Durante a guerra o grupo Jambock recebeu esse nome de identificação na cidade da Tarquinia, ele era dividido entre 4 esquadrões que eram identificados por uma letra e um número, os grupos eram o esquadrão vermelho (identificado pela letra A), o esquadrão amarelo (identificado pela letra B), o esquadrão azul (identificado pela letra C) e o esquadrão verde (identificado pela letra D); em fevereiro de de 1945 o esquadrão amarelo deixou de existir por conta do baixo número de pilotos pertencente ao grupo, já que dos 11 pilotos do esquadrão, 6 foram mortos ou feridos, os outros membros restantes incorporaram os outros esquadrões.[8][9][10]

Após as missões no Teatro do Mediterrâneo, as forças nazifascistas recuaram para uma região conhecida como Linha Gótica, lá foi determinado pelas forças aliadas que houvesse uma ofensiva contra os inimigos chamada de Ofensiva da Primavera, houve uma reunião com os líderes de cada esquadrão organizado pelo Comandante americano Nielsen, líder do 350.º Grupo de Caças da 62.ª Ala da 12.ª Força Aérea do Exército Americano, do qual o 1.º GAvCa era subordinado,[11] onde foi dito que entre os dias 6 e 29 de abril os esquadrões deveriam realizar um esforço diário máximo de 44 surtidas contra as forças inimigas, onde diversos ataques ofensivos contra o Eixo foram realizadas.[10]

Caça da Força Aérea Brasileira danificado pelas forças alemãs.

Ao longo da campanha da Itália, os pilotos do 1.º GAvCa fizeram diversos ataques contra refinarias, arsenais, pontes ferroviárias, transportes ferroviários, edifícios que serviam como bases pelos inimigos, usinas e depósitos, além de ataques contra alojamentos, veículos brindados e participando em conjunto com a Força Expedicionária Brasileira em batalhas como a Batalha do Monte Castello e entre outras batalhas, sempre com o objetivo de abrir caminho para que as tropas aliadas pudessem avançar rumo à vitória eminente que se estava tendo na campanha da Itália.[10][12]

Muitos pilotos foram abatidos em meio aos ataques contra as forças alemãs, sendo que muitos dos pilotos que foram capturados foram aprisionados no Campo de Concentração de Nuremberga, na Alemanha e que posteriormente foram resgatados pelas tropas aliadas; a cada passo dado pelos aliados rumo a vitória sobre os alemãs e italianos, os prisioneiros eram evacuados dos campos e levados para outros mais distantes, como o Campo de Concentração de Moosburg, os prisioneiros desse campo só foram resgatados ao final da guerra, quando os soldados liderados pelo General George S. Patton chegou na cidade e resgatou os prisioneiros, entre eles, os pilotos e soldados brasileiros.[10][13]

O 1.º GAvCa teve dezesseis aviões abatidos, perdendo cinco de seus aviadores em combate e outros três em acidentes; entre novembro de 1944 e abril de 1945 o grupo realizou apenas 5% de seu percurso previsto, mas não o completou por conta do término da guerra, mesmo assim o grupo foi responsável pela destruição de 85% dos depósitos de munição, 36% dos depósitos de combustível, e 15% dos veículos motorizados inimigos em toda a sua campanha de apenas 7 meses, superando as expectativas tanto de seus aliados quanto de seus inimigos, por conta de seu desempenho recebeu a honrosa citação do congresso dos Estados Unidos.[14]

Ópera do Danilo[editar | editar código-fonte]

Algo que marcou a participação do 1.º GAvCa na guerra foi a história do Tenente Danilo Moura, irmão mais novo do Comandante Nero Moura, o ocorrido aconteceu em 4 de fevereiro de 1945, após ter sua aeronave abatida pela artilharia antiaérea nazifascista na Itália, saltou de paraquedas de sua aeronave e sobreviveu, ele foi auxiliado por um grupo de partisans italianos que trataram dele, após se recuperar, o Tenente fez uma jornada de 386 quilômetros de caminhada durante 24 dias para retornar à sua base. Nesse trajeto ele teve que passar despercebido pelas bases nazifascistas, contando com a ajuda da população italiana, ele conseguiu chegar até a base aliada em Pisa, ele estava 19 quilos mais magro, lá ele se recuperou, mas teve que retornar para casa. Sua história de sobrevivência deu origem à Ópera do Danilo, um evento que todo ano é encenado e homenageado no Dia da Aviação de Caça, em 22 de abril, data em que o 1.º GAvCa chegou ao auge de suas atuações, tendo realizado 44 surtidas, distribuídas em 11 missões.[15]

Casos semelhantes[editar | editar código-fonte]

O Capitão Joel Miranda, também foi abatido na missão do dia 4 de fevereiro em Castelfranco Veneto, na tentativa de atacar uma ponte ferroviária, na mesma missão de Danilo, além dos dois outro piloto americano foi abatido, mas seu paradeiro é desconhecido. Miranda foi atingido e seu avião começou a pegar fogo, isso o obrigou a saltar de paraquedas, mas quando foi saltar seu fone ficou preso nele e foi caindo junto ao seu avião, após se soltar a poucos metros do chão o capitão abriu o paraquedas, mas atingiu o chão, e quebrou seu braço. Ele se levantou em busca de ajuda e fugindo das tropas alemãs que estavam a procura dos pilotos, ele encontrou um garoto que o levou para a casa, onde pai do garoto o levou até um soldado sul-africano do 8.º Exército Britânico chamado Steve Grove. O soldado e o Capitão Joel Miranda se tornaram amigos e Steve levou Joel disfarçado para um médico italiano de um hospital de Camposampiero, que era controlado pelos alemães. O Capitão Joel, se juntou à um grupo de partisans italianos, ao qual Steve fazia parte, onde eles participaram de guerrilhas contra as forças alemãs durante alguns dias, até que em certo ponto Steve Grove foi capturado e morto por um oficial da SS. Após vários ocorridos de resistência ele foi levado pelos partisans, após o término da guerra, de volta para a base onde o Capitão foi para o Serviço Secreto Inglês assinar um documento falando que não divulgaria nomes e nem datas de todas as pessoas que o ajudaram.[10]

Fim da Guerra[editar | editar código-fonte]

No dia 28 de abril de 1945 a Resistência Italiana capturou e executou o líder fascista Benito Mussolini e outros membros do governo italiano,[16] no dia seguinte foi assinado a rendição por parte da Itália,[17] no mesmo dia as forças armadas do Brasil capturaram um regimento inteiro alemão, a 148.º Divisão de Infantaria; no dia 30 de abril o líder alemão Adolf Hitler se suicidou,[18] no dia 2 de maio a Alemanha Nazista se rendia às forças Aliadas, trazendo o fim da Segunda Guerra Mundial na Europa.[19][20] Muitos pilotos se recordam desse dia, pois eles estavam em uma missão de ataque e pouco antes de atacar foi avisado no rádio que a guerra havia chegado ao fim e que não era mais necessário atacar.[10] O Tenente Alberto Martins Torres relembra:

''Estávamos em uma missão, até que recebemos o controle do radar transmitiu solenemente... ''Attention, all units... attention, all units... don't attack, don't attack. The war is over. Fly back to your bases, immediatly.'' (Em português: Atenção todas as esquadrilhas, atenção todas as esquadrilhas, não ataquem, não ataquem, a guerra acabou, retornem para suas bases imediatamente). Nesse momento eu senti um arrepio e comecei a pensar nos meus pais, nos pais dos (pilotos) que haviam morrido... enfim, foi um aglomerado emocional indescritível, e como eu sempre digo, essa foi a missão que mais me comoveu, foi minha última missão, e eu não ataquei, a guerra havia acabado e nós não iríamos mais perder nenhum companheiro.'' - Tenente Alberto Torres (no documentário Senta a Pua! de 1999).[10]

Retorno ao ao Brasil[editar | editar código-fonte]

Após a rendição da Itália e Alemanha na guerra, o grupo já havia cumprido seu papel e já não tinha mais porquê continuar lutando, então em junho de 1945, todos os 26 P-47D que usados pelo 1.º Grupo de Aviação de Caça foram levados até Capodichino, em encontro com a Forças Aéreas do Exército dos Estados Unidos no Teatro de Operações do Mediterrâneo, onde eles foram desmontados e enviados para Nápoles, onde seriam embarcados no navio USS W. S. Jennings que os levariam para o Brasil. Todos os aviadores e membros da Força Expedicionária Brasileira foram transportados de volta para o Brasil no navio americano USS General M. C. Meigs.[21]

Chegada de aviadores da Força Aérea Brasileira, 1945. Arquivo Nacional.

Para a travessia entre o Brasil e os EUA, foram primeiramente enviados os pilotos que foram mortos em combate e os que foram resgatados do campo de prisioneiros inimigos, eles foram mandados em ordem decrescente dos pilotos com maior número de missões. Um grupo de 19 oficias saíram de Pisa para Nova Iorque para receber as novas aeronaves novas para a FAB. De Nova Iorque os oficias viajaram para a capital americana Washington de trem e lá chegando foram recepcionados pela Força Aérea dos Estados Unidos no Shoreham Hotel e mais tarde pelos generais Ira C. Eaker e Hoyt Sanford Vandenberg no Pentágono.[21]

Em 16 de julho de 1945 os primeiros pilotos do 1.º Grupo de Aviação de Caça pousavam no Campo dos Afonsos chegando da guerra, com eles os acompanhavam os novos Thunderbolt da FAB que vieram escoltados por um Douglas C-47. Nesse último vieram o Segundo Tenente Marcos Eduardo Coelho de Magalhães e o Primeiro Tenente Roberto Brandini, que estavam se recuperando dos ferimentos de guerra. O navio USS General M. C. Meigs, que transportava o restante dos pilotos da FAB e os soldados da FEB chegou ao Rio de Janeiro em 18 de julho de 1945.[21]

Os heróis da FAB foram recebidos pelo presidente Getúlio Vargas, que junto com o alto comando da FAB, condecoraram os heróis nacionais pelos seus feitos na Segunda Guerra Mundial.[10]

Os pilotos que trouxeram os novos caças se juntaram ao resto do grupo e com as tropas da FEB e 1.ª ELO para um desfile popular que tinha o destino da Praça Mauá, esse evento ficou conhecido como a "Parada da Vitória". Os membros do 1.º Grupo de Aviação de Caça estavam em viaturas abertas e logo atrás deles as tropas de infantaria da FEB, celebrando a vitória brasileira e o retorno dos heróis da Segunda Guerra Mundial.[21]

Reconhecimento pós-guerra[editar | editar código-fonte]

No ano de 1986 os feitos do 1.º Grupo de Aviação de Caça na Campanha da Itália foram reconhecidos mais uma vez, o 1.º GAvCa se tornou a terceira unidade que não pertence às Forças Armadas dos Estados Unidos a receber a Citação Presidencial de Unidade, em pedido do governo estadunidense por conta dos importantes avanços do grupo de caça brasileiro na Campanha da Itália; além da unidade brasileira, só outras duas unidades estrangeiras receberam tal honra, ambas da Real Força Aérea Australiana.[10][15]

Ao longo dos anos[editar | editar código-fonte]

Hangar da Base Aérea de Santa Cruz.

A base desde então do 1.º Grupo de Aviação de Caça é a Base Aérea de Santa Cruz que se localizam no Rio de Janeiro em um antigo Hangar de Zeppelin, o grupo é composto por dois esquadrões, os Jambock do 1.º Esquadrão do 1.º Grupo de Aviação de Caça seguem o lema ‘’Senta a Púa!’’ e os Pif-paf do 2.º Esquadrão do 1.º Grupo de Aviação de Caça seguem o lema ‘’Rompe Mato!’’; além disso a base abriga outras unidades o 1.º e 2.º esquadrão do 1.º e 16.º Grupo de Aviação, o 4.º e 7.º Grupo de Aviação e a 2.ª Esquadrilha de Ligação e Observação.[22][23]

Um caça modelo Northrop F-5E Tiger II do 1.º Grupo de Aviação de Caça.

Em 1953, o 1.º GAvC começou a operar jatos de combate Gloster F-8 Meteor que foram utilizados até 1968, quando foram substituídos pelos Lockheed TF-33A T-Bird, que mais uma vez foram operadas até até 1972, quando começaram a utilizar a aeronave nacional Embraer AT-26 Xavante; em 1975 a unidade utilizava também os caças Northrop F-5B Freedom Fighter e F-5E Tiger II. Nessa época houve uma mudança na camuflagem para o padrão atual, onde as insígnias do 1.º esquadrão (Jambock) e o 2.º Esquadrão (Pif-paf) foram adicionadas no lado direito do estabilizador vertical, com a insígnia do 1.º GAvC sendo utilizada no lado esquerdo de todas as aeronaves. Suas aeronaves, os Tiger II, foram modernizados através de um programa de revitalização desenvolvido pela Embraer para a FAB, que ampliou muito a vida útil destas aeronaves. Os Northrop/Embraer F-5EM e F-5FM Tiger II são as atuais aeronaves utilizadas pelo 1.º Grupo de Aviação de Caça.[22][23][24]

A partir de 2021 o 1.º GAvC começará à operar os aviões F-39 Gripen, começando depois do segundo semestre do ano.[15]

Sumário estatístico durante a Segunda Guerra Mundial[editar | editar código-fonte]

Total das Operações [25]
Total de missões executadas 445
Total de saídas ofensivas 2 546
Total de saídas defensivas 4
Total de horas de voo em operações de guerra 5 465
Total de horas de voo realizadas 6 144
Total de bombas lançadas 4 442
Bombas incendiárias (FTI) 166
Bombas de fragmentação (260 lb) 16
Bombas de fragmentação (90 lb) 72
Bombas de demolição (1000 lb) 8
Bombas de demolição (500 lb) 4 180
Total aproximado de tonelagem de bombas 1 010
Total de munição calibre 50 1 180 200
Total de foguetes lançados 850
Total de litros de gasolina consumida 4 058 651
Total das Operações [26]
Destruídos Danificados
Aviões 2 9
Locomotivas 13 92
Transportes motorizados 1 304 686
Vagões e carros tanques 250 835
Carros blindados 8 13
Viaturas de tração animal 79 19
Pontes de estradas de ferro e de rodagem 25 51
Pontes em estradas de ferro e de rodagem 412
Plataformas de triagem 3
Edifícios ocupados pelo inimigo 144 94
Acampamentos 1 4
Postos de comando 2 2
Posições de artilharia 85 15
Alojamentos 3 8
Fábricas 6 5
Instalações diversas 125 54
Usinas elétricas 5 4
Depósitos de combustível e munição 31 15
Depósitos de material 11 1
Refinarias 3 2
Estações de radar 2
Embarcações 19 52
Navios 1

História por trás do emblema[editar | editar código-fonte]

Senta a Púa! é o símbolo e grito de guerra do 1.º Grupo de Aviação de Caça (1.º GAvCa) da Força Aérea Brasileira, é semelhantemente ao "Tally-ho" britânico ou ao "À la chasse" francês, o grito "Senta a púa", antes do uso militar, era expressão cotidiana.

O símbolo Senta a Púa! exposto no Museu Nacional da Força Aérea dos Estados Unidos.

O 1.º Ten. Av. Firmino Ayres de Araújo, da Base Aérea de Salvador já empregava a expressão no sentido de apressar alguém. Vindo da mesma base, o Ten. Av. Rui Barbosa Moreira Lima introduziu a expressão no cotidiano do 1.º GAvCa. Só depois do treinamento, rumo ao Teatro Europeu que o Cap. Av. Fortunato Câmara de Oliveira desenhou o símbolo (cuja face da avestruz remete às feições do 2.º Tenente Aviador Pedro de Lima Mendes). Daí o grupo deu-se identidade e a expressão passou a ganhar força, como nas palavras de Austragésilo de Athayde: "Sentar a Púa: lançar-se contra o inimigo com decisão, golpe de vista e vontade de aniquilá-lo. Quem vai sentar a púa não tergiversa. Arremete de ferro em brasa e verruma o bruto".

Em combate, a expressão era utilizada para confirmar uma ordem de ataque, dada a distinção das palavras: Um piloto reporta ao líder "avistei um alvo" - ao que a resposta esperada seria: "senta a púa!".

Simbologia do emblema[editar | editar código-fonte]

  • Faixa externa verde-amarela - o Brasil
  • Avestruz - velocidade e maneabilidade do avião de caça e o estômago dos pilotos, que aguentavam qualquer comida (referência à comida estrangeira norte-americana).
  • Quepe do avestruz - piloto da Força Aérea Brasileira
  • Escudo - a robustez do avião P-47 Thunderbolt e proteção ao piloto
  • Fundo azul e estrelas - o céu do Brasil com o Cruzeiro do Sul
  • Revólver - poder de fogo do avião P-47 Thunderbolt
  • Nuvem - o espaço aéreo, ou o "chão do aviador"
  • Fundo vermelho - o céu de guerra, hostil
  • Estilhaços de um Flak - a artilharia antiaérea inimiga, cada vez mais severa (adicionado posteriormente).

Membros notáveis[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Senta a Púa! Conheça a história da Força Aérea Brasileira na Segunda Guerra - Força Aérea Brasileira». www.fab.mil.br. Consultado em 24 de março de 2021 
  2. Gabriel, Luis. «As Origens». www.sentandoapua.com.br. Consultado em 24 de março de 2021 
  3. «Início da Segunda Guerra Mundial». Brasil Escola. Consultado em 25 de março de 2021 
  4. «Senta a Púa! Conheça a história da Força Aérea Brasileira na Segunda Guerra - Força Aérea Brasileira». www.fab.mil.br. Consultado em 25 de março de 2021 
  5. a b c d Gabriel, Luis. «As Origens». www.sentandoapua.com.br. Consultado em 25 de março de 2021 
  6. a b c Gabriel, Luis. «Treinamento para a Guerra». www.sentandoapua.com.br. Consultado em 25 de março de 2021 
  7. Zalacain, Daniel; Lima, Jose Lezama; Rabassa, Gregory (março de 1989). «Paradiso». Hispania (1). 164 páginas. ISSN 0018-2133. doi:10.2307/342703. Consultado em 25 de março de 2021 
  8. Gabriel, Luis. «Esquadrilha de Comando». www.sentandoapua.com.br. Consultado em 26 de março de 2021 
  9. Gabriel, Luis. «Esquadrilhas do 1.º Grupo de Caça». www.sentandoapua.com.br. Consultado em 26 de março de 2021 
  10. a b c d e f g h i de Castro, Erik (1999). «Senta A Pua!». Na Telinha. Consultado em 26 de março de 2021 
  11. Buyers, 2004. Pág 391.
  12. Gabriel, Luis. «Missões - 1944». www.sentandoapua.com.br. Consultado em 26 de março de 2021 
  13. BartolameiCatarinense, Siga-meBruna; Curitiba, mas já morou em; Edimburgo, em; Fole, a capital da Escóciae desde abril 2019 vive em Lisboa Criou o blog para contar um pouco mais sobre como foi o seu intercâmbio na terra dos Kilts e das Gaitas de; Portugal, sua vida em; Também, E.; Mundo, Suas Viagens Pelo. «Conhecendo o "lado nazista" de Nuremberg». Contando as Horas. Consultado em 26 de março de 2021 
  14. Tenente-brigadeiro Nelson Freire Lavanére-Wanderley; "A Força Aérea Brasileira na Segunda Guerra Mundial"
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  17. States, United (1968). Treaties and Other International Agreements of the United States of America, 1776-1949: Multilateral, 1931-1945 (em inglês). [S.l.]: Department of State 
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  19. Daily Telegraph Story of the War fifth volume page 153
  20. Dollinger, Hans. The Decline and the Fall of Nazi Germany and Imperial Japan, Library of Congress Catalogue Card Number 67-27047. p. 239
  21. a b c d Gabriel, Luis. «A Volta Para Casa». www.sentandoapua.com.br. Consultado em 25 de março de 2021 
  22. a b «Força Aérea Brasileira». www.spotter.com.br. Consultado em 25 de março de 2021 
  23. a b Pereira, Postado por Ricardo. «18 de dezembro de 2013 !!! 70 anos do Esquadrão de Caça». Consultado em 25 de março de 2021 
  24. «09 - Como nasceu, cresceu e vive hoje o 1.º Grupo de Aviação de Caça». www.abra-pc.com.br. Consultado em 25 de março de 2021 
  25. Tenente-brigadeiro Nelson Freire Lavanére-Wanderley (2002). A Força Aérea Brasileira na Segunda Guerra Mundial 2.ª ed. Brasília: CECOMSAER. 35 páginas. ISBN 85-89018-01-6 
  26. Tenente-brigadeiro Nelson Freire Lavanére-Wanderley (2002). A Força Aérea Brasileira na Segunda Guerra Mundial 2.ª ed. Brasília: CECOMSAER. 35 páginas. ISBN 85-89018-01-6 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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