Sequestro de Edevair de Souza Faria
| Sequestro de Edevair de Souza Faria | |
|---|---|
| Local do crime | Vila da Penha, Rio de Janeiro |
| Data | 2 de maio de 1994 (31 anos) |
| Tipo de crime | Sequestro |
| Vítimas | Edevair de Souza Faria |
| Réu(s) | Marco Aurélio Pereira, Lina Célia de Oliveira, Marlúcia Gomes, J.S. |
O sequestro de Edevair de Souza Faria, pai do jogador de futebol Romário, ocorrido em 2 de maio de 1994, na Vila da Penha, Zona Norte do Rio de Janeiro.[1][2][3] O incidente ocorreu às vésperas da Copa do Mundo de 1994, nos Estados Unidos, na qual Romário foi peça fundamental para a conquista do tetracampeonato pela seleção brasileira. Os sequestradores exigiram sete milhões de dólares como resgate, mas a vítima foi libertada pela polícia após seis dias de cativeiro, sem que o resgate fosse pago.[1][4] Vários indivíduos foram presos em conexão com o crime.[2]
Sequestro
[editar | editar código]Edevair de Souza Faria, proprietário de um bar chamado Garota do Quitungo, foi sequestrado por três homens armados e encapuzados ao deixar o estabelecimento na Vila da Penha, em 2 de maio de 1994.[1][2] Os criminosos entraram em contato com a família dois dias depois, em 4 de maio, exigindo sete milhões de dólares pelo resgate.[1] O valor foi considerado elevado pelas autoridades, que classificaram a quadrilha como amadora.[4] Romário, que jogava no Barcelona na época, retornou ao Brasil para acompanhar o caso e declarou que não teria condições emocionais de participar da Copa do Mundo se o pai não fosse libertado.[4][1]
Investigações
[editar | editar código]A Polícia Militar do Rio de Janeiro, por meio da Divisão Anti-Sequestros (DAS), investigou o caso. A família, incluindo Ronaldo de Souza, irmão de Romário, buscou auxílio junto a traficantes da Favela do Jacarezinho para localizar o cativeiro.[4] Romário afirmou que traficantes ajudaram na busca, motivados pela admiração pelo jogador.[5] O cativeiro foi descoberto em uma casa em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, a cerca de 30 km do Rio de Janeiro.[2]
Em 8 de maio de 1994, a polícia invadiu o local e libertou Edevair, que relatou ter sido bem tratado, com alimentação incluindo bife com batata frita e cerveja, embora tenha sofrido machucados nos pulsos devido às algemas.[4] Na operação, foram presas Lina Célia de Oliveira (24 anos), Marlúcia Gomes (35 anos) e um menor de 17 anos, J.S., responsáveis por vigiar o refém.[2] Em 11 de maio, Marco Aurélio Pereira, conhecido como Marquinho da Muleta (28 anos), acusado de ser o chefe da quadrilha, foi preso. Ele negou envolvimento e mencionou possível participação de Serginho da Brahma, ligado ao Comando Vermelho.[2]
Uma das presas acusou Ronaldo de Souza de ser o mandante, mas o Ministério Público investigou e nada foi comprovado.[4] Em 1997, José da Silva Pereira, conhecido como Doda, foi preso como outro mentor do sequestro.[6] Não há indícios de que o resgate tenha sido pago.[1]
Após a libertação, Romário retornou à Espanha em 10 de maio de 1994 e prosseguiu com sua carreira, contribuindo para a vitória do Brasil na Copa do Mundo.[1][5]
Referências
- ↑ a b c d e f g «'Vai dar merda': Romário chama Zagallo de 'arrogante' e conta bastidores de sequestro do pai em nova série». UOL. Consultado em 27 de agosto de 2025
- ↑ a b c d e f «PMs prendem acusado de sequestrar o pai de Romário». Folha de S.Paulo. 12 de maio de 1994. Consultado em 27 de agosto de 2025
- ↑ «Podcast Arquivo Vivo – O sequestro do pai de Romário às vésperas da Copa – Ep. 32». R7. 8 de abril de 2022. Consultado em 27 de agosto de 2025
- ↑ a b c d e f «O sequestro do pai de Romário, que poderia ter tirado o craque da Copa do Mundo». O Globo. 30 de maio de 2024. Consultado em 27 de agosto de 2025
- ↑ a b «Romário diz que traficantes ajudaram». Folha de S.Paulo. 10 de maio de 1994. Consultado em 27 de agosto de 2025
- ↑ «Acusado de sequestrar pai de Romário é preso». Folha de Londrina. 21 de fevereiro de 1997. Consultado em 27 de agosto de 2025