Serafim França

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Serafim França (Curitiba, 17 de agosto de 1888 - Curitiba, 14 de novembro de 1967) foi um advogado, promotor público, dramaturgo, jornalista e escritor brasileiro.

Filho de Luiz Ferreira França com Josefina Martins França, Serafim fez os cursos primários e secundários em sua cidade natal e bacharelou-se pela Escola Livre de Direito do Rio de Janeiro. Com o diploma de advocacia, exerceu vários cargos públicos, como promotor público da 1ª Vara de Curitiba e como Curador Geral do Juizado de Menores da capital do Paraná, além de ser o redator dos debates na Assembléia Legislativa do Paraná[1].

Como jornalista, colaborou em vários periódicos curitibanos e fundou várias revistas literárias, entre elas, a Revista Olho da Rua. Também escreveu peças teatrais.

Na literatura, de inspiração romântica, escreveu poesia, conto, novelas, romances, além de fábulas e textos humorísticos.

Serafim França foi um dos articuladores e fundadores da Academia de Letras do Paraná (ALP), ocupando a Cadeira n° 11 cujo patrono foi Emílio de Menezes. Quando começaram as divergências políticas internas nesta instituição, foi contrário a fusão da ALP com outra instituição, porém, em 1936[2] foi um dos sócios fundadores da atual Academia Paranaense de Letras (APL), ocupando a Cadeira n° 24[3]. Também foi membro da Academia Amazonense de Letras[4].

O seu nome é homenageado em um colégio na cidade de Astorga e algumas ruas, como em Curitiba e Londrina.

Obras[editar | editar código-fonte]

  • Colcha de Retalhos (peça teatral);
  • A Crise (peça teatral);
  • Álbum de um Moço (poesia);
  • Amor Misterioso (romance);
  • Cantos da Linda Terra dos Pinheirais (poesia);
  • Barra Velha (contos de 1938);
  • Senhorita Mistério (novela);
  • Musa Guria (recitativos infantis);
  • Fábulas;
  • Rindo e Filosofando (fábulas);
  • Roda-viva (fábulas);
  • Ressureição (poesia);
  • Planalto (poesia);
  • Arca de Noé (fábulas);
  • Torre Verde (poesia);
  • Dia de Festa (recitativos para colegiais);
  • Contos Emotivos;
  • Allegorias;
  • Nos Velhos Caminhos - com flores e espinhos;
  • Minha Terra tem Pinheiros;
  • Tarde Florida;
  • Na Trilha do Sol (poesia).

Ligação externa[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Serafim França - Curitiba Falando Detrova (site consultado em 8 de setembro de 2011)
  2. Fatos Históricos Academia Paranaense de Letras (site consultado em 8 de setembro de 2011)
  3. Cadeira n° 24 Academia Paranaense de Letras (site consultado em 8 de setembro de 2011)
  4. Intrigas & Novelas - Literatos e Literatura em Curitiba na Década de 1920 por Regina Elena Saboia Iorio Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal do Paraná (site consultado em 8 de setembro de 2011)

Referências bibliograficas[editar | editar código-fonte]

  • MURICY, José Candido de A. Panorama do Conto Paranaense. Curitiba: Fundação Cultural de Curitiba, 1979.
  • FRANCISCO, Negrão. Genealogia Paranaense. Curitiba: Impressora Paranaense, 1929.
  • SATANELLO. Na linha do Vento. Jornal Commércio do Paraná, Curitiba, 11 set 1923. p.5.
  • FRANÇA, Serafim. Senhorita Mistério. Curitiba : Impressora Paranaense, 1927. Prefácio.
  • FRANÇA, Serafim. Nos Velhos Caminhos (com flores e espinhos). Curitiba, s. ed. 1965. Dedicatória