Sérgio Valle Duarte

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Sérgio Valle Duarte
London 1976
Nascimento 26 de setembro de 1954 (62 anos)
São Paulo (Brasil) São Paulo
Nacionalidade brasileiro
Ocupação artista multimídia

fotografo brasileiro

Movimento estético Arte contemporânea, Bioarte

Sergio Valle Duarte (São Paulo, 1954), conhecido também como Sergio Duarte, é um artista multimídia e fotógrafo brasileiro.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Sergio Valle Duarte nasceu em 26 de setembro de 1954. Autodidata, vive e trabalha em São Paulo.[1]

De 1972 até 1974 Duarte trabalhou como ator em filmes comerciais para Campari e para Nestlé, produzidos pela Lynxfilm.

Por causa da ditadura, em 1976 mudou-se para Londres onde trabalhou inicialmente como assistente na Rex Features, International Photographic Press Agency.

Fotógrafo free-lance, se dedicou principalmente a seguir os grupos musicais [2] The Who, Tangerine Dream, Genesis, Deep Purple, ZZ Top. Em 1977 a revista Geração Pop da Editora Abril publica um ensaio fotografico exclusivo sobre os Rolling Stones que Duarte fez em Londres; em seguida ele trabalhou na Europa e Americas com as revistas Interview, Playboy, Vogue, Sony Style (1978-1990). Simultaneamente ele colaborou com o The Image Bank - Getty Images, no período de 1980 a 2005 e com as revistas de arte fotográfica [3] Collector Photography U. S. A., Zoom France e Zoom Italy, Newlook France, Newlook U. S. A, Newlook Japan.

Como Artista, desde 1970, participou da visionária exposição multimidia da Fundação Armando Alvares Penteado, curadoria Deysi Piccinini " Arte Novos Meios Multimeios 70/80" , com o projeto Video Oil, também da Exposição "A trama do Gosto" um outro olhar sobre o cotidiano, na instalação de Julio Plaza " Diversões Eletrônicas" com o Projeto " Video Hipnose", trilha sonora de André Geraissati na Fundação Bienal, São Paulo, 1987 e da Primeira Quadrienal de Fotografias 1985, com curadoria de Paulo Klein no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Duarte trabalha utilizando também novas tecnologias empregando imagens digitais e eletrograficas, intuindo, em seu trabalho nos anos setenta, a leitura completa do DNA e como sequência natural a escrita, do mesmo no futuro. Devido a isso ele anexou a seus retratos fios de cabelo dos modelos, para permitir uma futura clonagem Bioarte [4] [5]

como aconteceu com a top model Gianne Albertoni. Este trabalho foi denominado pelo artista "Eletrografias e Fotografias com Fios de Cabelo para Futura Clonagem ": este, entre outros, esta nas coleções permanentes de museus europeus e brasileiros.

Nos anos 1980 em Paris, conhece Joseph Pace, fundador da corrente artística e filosófica do Filtranismo e, em 1990, Duarte adere ao grupo ampliado dos Filtranistas[6].

Duarte inspira-se à tradição surrealista[7] e na sua fantasia cromática a e na riqueza de detalhes da sua obra que reside a sua originalidade. Irreverente, mas sem dramaticidade, com uma jocosa ironia a obra de Sérgio Duarte esta sempre em movimento, dançando, voando, contorcendo como querendo extravasar o enquadramento[8]. Autentica cada obra pondo a impressão do polegar.

Devido a um vazamento no telhado do estúdio do artista a Rua Primavera durante uma tempestade de verão no final dos anos noventa, grande parte do trabalho foi destruída, é raro encontrar obras análogas deste período.

De 2005 a 2015 também colabora como curador da arte brasileira na seleção de artistas para a Biennale Internazionale d'Arte Contemporanea de Florença e com a Feira de Arte de Padova (Itália).

Valle Duarte dedica o seu trabalho de expressão pessoal interpretando livremente temas sacros e profanos.

Periperial strip photography portré de Sergio Valle Duarte, New York 1990 - Por Andrew Davidhazy, Rochester Institute of Technology

Acervos importantes[editar | editar código-fonte]

Galeria[editar | editar código-fonte]

Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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