Serra do Japi

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Na linha do horizonte, vê-se a Serra do Japi a partir do mirante da Torre do Castelo, em Campinas, a aproximadamente 40km de distância em linha reta.

A Serra do Japi é uma pequena cadeia montanhosa localizada no sudeste do estado de São Paulo.

Com seus 354 quilômetros quadrados de área, cujo ponto culminante atinge 1.260 metros de altitude, A Serra do Japi faz divisa com quatro municípios: Jundiaí, Pirapora do Bom Jesus, Cajamar e Cabreúva, e apresenta um grande número de espécies e vegetais.

A região é um raro remanescente da Mata Atlântica no interior do estado de São Paulo.[1] As belezas naturais constituídas de matas secundárias em solo de quartzo, são dignas de preservação como fatores de equilíbrio ecológico e climático. Tombada pelo CONDEPHAAT, através da Resolução 11 datada de 8 de março de 1993 e declarada Reserva da Biosfera pela UNESCO em 1992.

A riqueza de sua biodiversidade está diretamente relacionada ao fato de que a Serra do Japi se localiza em uma região ecotonal, ou seja, uma região de encontro de dois tipos de florestas: a Mata Atlântica característica da Serra do Mar e a Mata Atlântica do interior paulista. Jundiai sp

Seu nome tem várias justificativas, como a semelhança com o canto de um pássaro (iapi, iapi), e o significado da palavra tupi-guarani iapy (nascente de rios). A riqueza hídrica da Serra, mereceu a denominação de “castelo de águas” por parte de naturalistas europeus, segundo o Professor Aziz Ab'Saber. Este foi um dos aspectos considerados no processo de tombamento da Serra do Japi pelo CONDEPHAAT, além da existência de um mosaico de ecossistemas representativos em termos de flora e fauna, capaz de funcionar como espaço serrano regulador para a manutenção da qualidade de vida.

Sua área constitui-se de um conjunto de importantes acidentes topográficos e geológicos das Serras do Japi, Guaxinduva e Jaguacoara, compostos de diferentes rochas: quartzitos, granitos e gnaisses.

A Serra do Japi também representa uma das últimas grandes áreas de floresta contínua do Estado de São Paulo e é o testemunho de uma flora e fauna exuberante que existiam em grande parte na região sudeste do Brasil.

As diferenças de altitude, temperatura, umidade e solo encontrado na Serra do Japi contribuíram para a formação dos diferentes tipos de vegetação arbórea. As encostas e topos de morros fragilmente implantados funcionam como banco genético de vegetação tropical adaptada às áreas de solos ácidos e de baixa fertilidade natural, constituindo-se num importante refúgio para a fauna remanescente dos planaltos cristalinos interiores do Estado de São Paulo.

Dispositivos Legais[editar | editar código-fonte]

  • Resolução nº 11, de 08 de março de 1983: Tombamento de áreas da Serra do Japi pelo CONDEPHAAT - Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arquitetônico e Turístico;
  • Lei Estadual nº 4.095, de junho de 1984: cria a APA - Área de Proteção Ambiental a região urbana e rural do Município de Jundiaí.
  • Lei Municipal nº 3.672/91: Institui a Reserva Biológica do Município;
  • Decreto Municipal nº 13.196/92: Regulamenta a área da Reserva Biológica do Município, com 20,712 km², situada no interior das áreas tombadas;
  • Declarada pela UNESCO em 1992 como Reserva da Biosfera da Mata Atlântica do Cinturão Verde da Cidade de São Paulo;

Decreto Estadual nº 43.284/98, de 03 de julho de 1998: Regulamenta as leis nº 4.023, de 22 de maio de 1984 e nº 4.095, de 12 de junho de 1984, que declaram áreas de proteção ambiental as regiões urbanas e rurais dos municípios de Cabreúva e Jundiaí.

  • Instituição, em 2001, do Programa de Visitação Monitorada a Serra do Japi,
  • Lei Complementar nº 417, de 29 de dezembro de 2004: Cria o Sistema de Gestão das Áreas da Serra do Japi e revoga dispositivos do Plano Diretor.

Questões ecológicas[editar | editar código-fonte]

Devido à localização estratégica da Serra do Japi entre grandes metrópoles, como São Paulo e Campinas, e à sua proximidade com as principais rodovias do Estado, a Serra do Japi enfrenta atualmente pressões e ameaças como:

  • Expansão urbana e grande pressão imobiliária;
  • Parcelamentos irregulares do solo e implantação de loteamentos irregulares e clandestinos;
  • Extração mineral e vegetal;
  • Desmatamentos;
  • Atividades de caça;
  • Incêndios;
  • Atividades de lazer predatórias e incompatíveis com a preservação dos recursos naturais;
  • Cultos religiosos;
  • Disposição inadequada de lixo.

Referências

  1. Prefeitura Municipal de Jundiaí - Secretaria de Planejamento e Meio Ambiente. «Prefeitura de Jundiaí - Serra do Japi». Consultado em 17 de dezembro de 2015 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]