Serra do Rio do Rastro

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Panorama da serra do Rio do Rastro, mostrando a Rodovia SC-390.

A serra do Rio do Rastro é uma das serras de Santa Catarina, localizada no sul do estado. É cortada pela rodovia SC-390,[1] onde se tem uma espetacular vista da serra. Com muitas matas e cachoeiras, é um dos cartões-postais do estado. Localiza-se no município de Lauro Müller, a mais de 1421 metros de altitude (altitude do Mirante). Um mirante localizado em seu topo proporciona uma bela visão. O ponto mais elevado, próximo da descida da Serra do Rio do Rastro, a sudeste, é o morro da Ronda, que tem um sugestivo banco de frente ao cânion de mesmo nome e possibilita o acesso pela rodovia, a sul (cerca de 500 m da SC-438) que leva ao interior de Bom Jardim da Serra, junto aos Aparados da Serra e tem 1507 m de altitude. Dele, avista-se o ponto mais elevado do estado do Rio Grande do Sul (Monte Negro com 1398 m) em dias claros, sempre olhando-se ao S. Ao N-NW, avista-se um dos 3 pontos mais elevados de SC, o Morro da Igreja com aproximadamente 1822–1826 m de altitude.

Em 2012, a serra do Rio do Rastro foi eleita uma das "estradas mais espetaculares do mundo" por um site espanhol, ficando bem a frente das demais concorrentes. [carece de fontes?]

O percurso da rodovia SC-390 é caracterizado por subidas íngremes e curvas fechadas, bem como pelos seus quiosques, ótimos locais para desfrutar a paz proporcionada pela natureza. Coberta pela mata Atlântica, com uma fauna bem diversa, com vários tipos de felinos de pequeno, médio e grande portes, uma fauna de macacos (bugios, macacos-prego, saguis), quatis, pacas, mãos-peladas, tatus, tamanduás e iraras, que são animais comuns numa mata atlântica preservada. Também há uma avifauna composta de águias chilenas, tiês-sangue, tucanos, araras, papagaios etc. Subindo desde o distrito de Guatá, percorre-se a floresta ombrófila densa (Mata Atlântica), com seus diversos níveis, e os mais elevados, são montanha e alta-montanha e depois, a Flora Rupicola, com endemismo considerável, no topo como uma franja a Matinha Nebular, depois em transição, Campos Sulinos e do outro lado da serra, a Floresta Ombrófila Mista (Mata das Araucárias), também com suas faces montanha e alto-montanha, alternado- com os Campos Sulinos em mosaicos campo-matas.

Além da grande beleza da paisagem, a serra do Rio do Rastro faz parte de uma coluna estratigráfica clássica do antigo supercontinente Gondwana no Brasil, a Coluna White, tendo sido classificada como um dos sítios geológicos brasileiros, pela Comissão Brasileira de Sítios Geológicos e Paleobiológicos.[2] [3]

Realmente é de rara e única beleza contemplar essa obra da natureza. Entretanto, para os motoristas desavisados, vale a pena tomar alguns cuidados adicionais: sendo a serra caracterizada por subidas muito íngremes e curvas fechadíssimas, em alguns trechos é impossível passar dois veículos de médio e grande porte ao mesmo tempo. Ou seja, se for cruzar numa curva com um caminhão, por exemplo, em alguns casos só será possível um veículo por vez. Daí a necessidade de os motoristas dos caminhões descerem acionando suas buzinas. Caso isso não ocorra, pode-se facilmente envolver-se num acidente. Portanto, vale a pena conhecer esta maravilha. Mas todo cuidado ao trafegar no trecho.

Cânion e sua estrada com curvas fechadas 
Cânion 
Quati no Mirante da Serra 
Mirante 
Animal no alto da Serra 
Cânion 

Referências

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