Sertanense Futebol Clube

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Sertanense
Sfc.png
Nome Sertanense Futebol Clube
Fundação 17 de fevereiro de 1934 (84 anos)[1]
Estádio Campo de Jogos Dr. Marques dos Santos
Capacidade 7,600
Localização SRT.png Sertã
Presidente Paulo Jorge Farinha
Treinador João Manuel Pinto
Material (d)esportivo Dinamarca Hummel
Competição Campeonato de Portugal
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
titular
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
alternativo
Temporada atual
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O Sertanense Futebol Clube é um clube português localizado na vila da Sertã, Distrito de Castelo Branco e fundado em 17 de Fevereiro de 1934[2] . Tem como principal actividade desportiva o futebol sénior e de formação. Atualmente compete no Campeonato de Portugal estando à perto de duas décadas a competir nos escalões nacionais.

História[editar | editar código-fonte]

Foi fundado com a designado incial de Sertanense Foot-ball Club por um grupo de carolas liderado por Casimiro Farinha, Mário Florim e Manuel António dos Santos.

Primeira gerência[editar | editar código-fonte]

Direcção

Presidente: Casimiro Farinha; Vice-Presidente – Crispim Casimiro; 1.º Secretário – Carlos Firmino; 2.º Secretário – Ricardo Moura dos Reis; Tesoureiro – Manuel António; 1.º Vogal – Joaquim Monteiro; 2.º Vogal – José Farinha.

Assembleia Geral

Presidente – João Esteves; Vice-Presidente – Abílio Gomes; 1.º Secretário – Joaquim Mateus Ribeiro; 2.º Secretário – Rufino Nunes.

Conselho Fiscal

Presidente – António da Silva Lourenço; Relator – António Farinha Júnior; Vogal – Domingos António da Silva.

Na década de 60 o médico da vila, Dr. Marques dos Santos, chega à presidência do clube, devendo-se a ele a construção do antigo campo da Albegoaria, a introdução da modalidade de atletismo, e a criação de condição para que anos mais tarde surgisse a equipa de futebol federada. Pelo trabalho que fez em prol do clube e também da vila da Sertã, em 1994 foi dado o seu nome ao campo de jogos em sua homenagem.

No dia 2 de Maio de 1971, o Sertanense realizou o seu primeiro jogo oficial, em competições futebolísticas. A partida, a contar para a 1.ª jornada do Campeonato Distrital de Castelo Branco, opôs a equipa da Sertã ao Sport Benfica e Castelo Branco, com a vitória (3-1) a pertencer à formação albicastrense. Segundo os relatos da época, o jogo foi muito bem disputado, com os homens da Sertã a darem boa luta, mas a serem impotentes para travar o maior domínio dos benfiquistas, um conjunto já muito habituado a estas andanças do Distrital e também dos Nacionais. O Sertanense alinhou nesta partida com José Luís, António João, Dionísio, Pires, Matiota, Zé Maria, Amâncio, Armando, Joca Barreto, Aníbal e Camilo. No segundo tempo, Vítor Cavalheiro entrou para o lugar de Armando e João César rendeu Camilo. O único golo do conjunto da Sertã foi apontado por Pires, já perto do final do encontro (87’).[3]

O Sertanense foi por duas vezes (1987/1988 e 1999/2000) campeão distrital de Castelo Branco, contando igualmente no seu currículo com várias passagens pela III.ª Divisão Nancional portuguesa e presenças II.ª Divisão B ( onde se estreio na época de 2002/03). Em 2007, chegou pela primeira vez aos oitavos de final da Taça de Portugal, onde foi eliminado pelo FC Porto.

Na época 2008/09, o Sertanense sagrou-se campeão nacional de futebol da III.ª Divisão - Série D, e subiu à II.ª Divisão, tendo como treinador nessa temporada: Eduardo Hungaro. Os jogadores que representaram o emblema sertaginense durante nessa temporada foram (jogos e golos entre parênteses): André Moretto (16 jogos), Fábio (11 jogos), Artur (9 jogos), Hugo Lopes (22 jogos e 2 golos), Salgueiro (19 jogos), Pedro Miguel (32 jogos e 3 golos), Américo (30 jogos e 3 golos), Daniel (10 jogos), Bruno Xavier (36 jogos e dois golos), Leandro (33 jogos e 2 golos), Tiago (33 jogos), Marco Farinha (33 jogos e 17 golos), Joca (31 jogos e 16 golos), Babá (31 jogos e 2 golos), Filipe Avelar (33 jogos e 3 golos), Hygor (24 jogos e 2 golos), Santana Maia (5 jogos), Igor Luís (29 jogos e 13 golos), David Facucho (9 jogos),Bruno (30 jogos 18 golos Anderson (26 jogos), Diego (6 jogos), Fernandinho (4 jogos e 2 golos) e Magalhães (16 jogos).[4]

O clube manteve-se depois mais alguns anos em competição na II.ª Divisão B até à reformulação a mesma que deu origem ao Campeonato de Portugal, onde se encontra até aos dias de hoje, tendo nos últimos anos algumas presenças relevantes nas fase de subida desta competição.

Ecletismo[editar | editar código-fonte]

Pesca desportiva[editar | editar código-fonte]

O Sertanense é, neste momento, um clube que se dedica, quase em exclusivo, à prática do futebol, no entanto, no seu passado desportivo merece nota de destaque o título coletivo alcançado no Campeonato Nacional de Pesca Desportiva de Rio em águas interiores, em 1983, e a consequente presença na Taça dos Campeões Europeus nesta modalidade.

Atletismo[editar | editar código-fonte]

Uma referência ainda para os feitos alcançados pela secção de atletismo durante a década de 60 e nos primeiros anos do novo milénio (2002 e 2003).

Cultura[editar | editar código-fonte]

No campo cultural, além de várias iniciativas ao longo dos anos, a escola de música (actualmente desactivada) foi a "menina dos olhos bonitos" da colectividade

Futsal[editar | editar código-fonte]

Na época de 2018/19 o clube avançou pela primeira vez com a modalidade de futsal, tendo uma equipa de seniores masculinos e outra de seniores femininos, que competem nos campeonatos distritais das respectivas categorias.

Futebol[editar | editar código-fonte]

Historial de participações[editar | editar código-fonte]

N.º de Presenças Títulos
Temporadas na 1ª 0 0
Temporadas na 2ª 0 0
Temporadas no CP 5 0
Temporadas na IIª B (extinta) 5 0
Temporadas na IIIª (extinta) 19 1
Taça de Portugal 31 0
Distritais 17 2

(inclui época 2018/2019)

Classificações[editar | editar código-fonte]

Época I II III IV V Pts J V E D GM GS +/- TP
2018 - 2019 0 pts 0 0 0 0 0 0 0 3ª Elim.
2017 - 2018 4 53 pts 30 15 8 7 51 52 -1 2ª Elim.
2016 - 2017 7 26 pts 32 14 9 9 43 27 -16 3ª Elim.
2015 - 2016 4 28 pts 32 9 1 12 38 33 +5 3ª Elim.
2014 - 2015 4 38 pts 30 14 11 5 49 30 +19 2ª Elim.
2013 - 2014 4 23 pts 14 6 5 3 21 18 +3 4ª Elim.
2012 - 2013 4 51 pts 30 15 6 9 44 31 +13 2ª Elim.
2011 - 2012 8 43 pts 30 11 10 9 37 32 +4 2ª Elim.
2010 - 2011 5 49 pts 30 14 7 9 29 25 +4 3ª Elim.
2009 - 2010 9 40 pts 30 11 7 12 31 34 -3 3ª Elim.
2008 - 2009 1 43 prs 36 20 9 7 68 34 +34 3ª Elim.
2007 - 2008 3 42 pts 36 16 16 4 41 21 +20 1/8 final
2006 - 2007 4 45 prs 30 12 9 9 50 53 -3 5ª Elim.
2005 - 2006 10 41 pts 32 10 11 11 32 35 -3 2ª Elim.
2004 - 2005 12 43 pts 34 12 7 15 47 44 +2 1ª Elim.
2003 - 2004 15 29 pts 34 7 8 19 32 59 -27 2ª Elim.
2002 - 2003 17 35 pts 36 9 18 19 44 73 -29 1ª Elim.
2001 - 2002 2 68 prs 34 21 5 7 62 26 +38 2ª Elim.
2000 - 2001 12 39 pts 34 10 9 15 44 58 -14 1ª Elim.
1999 - 2000 1 68 pts 26 2 2 2 79 12 +67 -
1998 - 1999 12 42 pts 34 11 9 14 45 52 -7 1ª Elim.
1997 - 1998 9 60 pts 38 17 9 12 52 57 -5 1ª Elim.
1996 - 1997 8 48 pts 34 13 9 12 39 34 +5 4ª Elim.
1995 - 1996 6 51 pts 34 14 9 11 55 35 +20 2ª Elim.
1994 - 1995 3 47 pts 34 19 9 6 35 21 +14 3ª Elim
1993 - 1994 10 31 pts 34 7 17 10 23 2 +1 1ª Elim.
1992 - 1993 6 40 pts 34 16 8 10 44 31 +13 4ª Elim.
1991 - 1992 6 38 pts 34 12 14 8 37 29 +2 3.ª Elim.
1990 - 1991 6 44 pts 34 19 6 9 41 24 +17 2.ª Elim.
1989 - 1990 9 36 pts 34 11 14 9 36 42 -6 1.ª Elim.
1988 - 1989 12 32 pts 34 8 16 10 29 35 -6 1.ª Elim.
1987 - 1988 1 - - - - - - - - 2.ª Elim.
I - 1.ª Divisão; II - 2.ª Divisão; III - 3.ª Divisão; IV - 4.ª Divisão; V - 5.ª Divisão;
Pts - Pontos; J - Jogos; V - Vitórias; E - Empates; D - Derrotas; GM - Golos Marcados;
GS - Golos Sofridos; +/- - Diferença de Golos; TP - Taça de Portugal
Qualificação à divisão superior
Desqualificação à divisão inferior

Registo dos primeiros 40 anos de competição[editar | editar código-fonte]

Palmarés[editar | editar código-fonte]

  • Campeonato Nacional da III Divisão: 1 (2008/2009)
  • Campeonatos Distritais: 2 (1999/2000, 1987/1988)
  • Taças de Honra AFCB clubes provas nacionais: 1 (2018/2019)

Taça de Portugal[editar | editar código-fonte]

Ao todo o Sertanense participou em cerca de 30 edições da Taça de Portugal. Até 2008 registou 51 jogos com 24 vitórias, 7 empates e 20 derrotas, tendo marcado 67 golos e sofrido 64. O primeiro jogo do Sertanense na Taça de Portugal disputou-se na temporada de 87-88. A equipa da Sertã foi afastada, logo na primeira eliminatória (derrota por 2-1), pelo Fátima.

Sfcfcp.jpg

Entre os maiores feitos, destaque para a "fabulosa" campanha da época de 2007-08, onde foi apenas eliminado pelo FC Porto, nos oitavos-de-final (derrota por 4-0). Na época de 2006-07, a equipa chegou à quinta eliminatória (afastada pelo Varzim), ao passo que nas temporadas de 92-93 e 96-97 atingiu a quarta eliminatória. Nesta competição o Sertanense conta ao todo com quatro encontros com os denominados "três grandes", tendo defrontado o Porto em três épocas consecutivas, 2007/08 (derrota em casa por 0-4), 2008/09 (derrota em casa por 0-4) e 2009/10 (derrota no Estádio do Dragão por 4-0), e também em 2018/19 onde encontrou o Benfica, num jogo realizado no Estádio Cidade de Coimbra em que a equipa perdeu por 0-3.

Corpos gerentes[editar | editar código-fonte]

Direcção[editar | editar código-fonte]

Presidente: Paulo Jorge Costa Farinha

Paulo Farinha, presidente do clube.

Vice-presidentes: Ezequiel Oliveira, Vítor Manuel Dias, Fernando Jorge Martins, António Xavier, José Alexandre Monteiro, Fernando Gaspar da Silva

Secretário: Paulo Henrique Monteiro

Tesoureiro: António Martins Soares

Mesa da Assembleia Geral[editar | editar código-fonte]

Presidente: Rui Vidigal Vaz
1° secretário: Manuel Fonseca Ferrão
2° secretário: Adelino Ferreira

Conselho Fiscal[editar | editar código-fonte]

Presidente: Luís Martins Ribeiro
Vice-presidente: Jorge Coelho da Silva
Relator: António Antunes Simões
Suplente: Arminda Miranda Magalhães

Notas e referência[editar | editar código-fonte]

  1. Na imagem que acompanha este verete, a data de 1933 está errada.
  2. Ver Februaries: Webster’s Quotations, Facts and Phrases, pág. 235 aqui.
  3. Fonte: Rui Lopes
  4. [1]
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