Shelly-Ann Fraser-Pryce

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Shelly-Ann Fraser
campeã olímpica
Shelly-Ann Fraser em 2014
Atletismo
Apelido "Pocket Rocket"
Modalidade 100 m, 200 m
Nascimento 27 de dezembro de 1986 (29 anos)
Kingston, Jamaica
Nacionalidade Demografia da Jamaica jamaicana
Compleição Peso: 52 kg Altura: 1,53 m
Medalhas
Jogos Olímpicos
Ouro Londres 2012 100 m
Ouro Pequim 2008 100 m
Prata Rio 2016 4x100 m
Prata Londres 2012 200 m
Prata Londres 2012 4x100 m
Bronze Rio 2016 100 m
Campeonatos Mundiais
Ouro Pequim 2015 100 m
Ouro Moscou 2013 100 m
Ouro Moscou 2013 200 m
Ouro Moscou 2013 4x100 m
Ouro Berlim 2009 100 m
Ouro Berlim 2009 4x100 m
Prata Daegu 2011 4x100 m
Prata Osaka 2007 4x100 m
Campeonatos Mundiais – Indoor
Ouro Sopot 2014 60 m

Shelly-Ann Fraser-Pryce OD (Kingston, 27 de dezembro de 1986) é uma velocista jamaicana, bicampeã olímpica e tricampeã mundial dos 100 m rasos. Entre Jogos Olímpicos, campeonatos mundiais e campeonatos mundiais em pista coberta, ela tem um total de 15 medalhas, nove delas de ouro.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Começou a correr quando ainda cursava a escola primária e treinou a maior parte da carreira com o compatriota velocista Asafa Powell. Ainda uma corredora pouco conhecida internacionalmente, sem ser favorita nem para o pódio,[1] ela surpreendeu a todos em Pequim 2008 ao vencer os 100 m rasos em 10s78, à frente de suas compatriotas Sherone Simpson e Kerron Stewart, que empataram no segundo lugar, recebendo ambas a medalha de prata.[2] Também integrou a equipe que fez a melhor marca nos 4x100 m das eliminatórias, mas que foi desclassificada na final por um erro na passagem do bastão.[2]

Em 2009, Fraser tornou-se campeã mundial dos 100 m no Campeonato Mundial de Atletismo de Berlim, com o tempo de 10s73, recorde nacional jamaicano e o então terceiro melhor tempo da história para a prova.[3] No ano seguinte, foi eleita Embaixadora da Boa Vontade da UNICEF para a Jamaica.[4] Em 23 de maio de 2010, porém, durante o Grand Prix de Atletismo de Xangai, na China, ela testou positivo para uma substância proibida após usar medicamento para combater uma dor de dente,[5] e foi suspensa por seis meses das competições pela IAAF.[6]

Fraser voltou em grande forma no começo de 2012, vencendo as seletivas jamaicanas para os Jogos de Londres 2012, com o tempo de 10s70, sua melhor marca pessoal, recorde jamaicano e a quarta melhor da história, o que a credenciou como uma das favoritas ao ouro nos 100 metros. Em 4 de agosto ela tornou-se bicampeã olímpica da prova, a primeira não-americana a conseguir o feito, derrotando a norte-americana Carmelita Jeter, campeã mundial em Daegu 2011 e a compatriota e multimedalhista olímpica e mundial Veronica Campbell, com a marca de 10s75.[7]

Em Moscou 2013, Fraser conquistou três medalhas de ouro: tornou-se pela segunda vez campeã mundial dos 100 m rasos, com a marca de 10s71, melhor tempo do ano,[8] conquistou o título também dos 200 m rasos[9] e o ouro por equipes com o revezamento 4x100 m feminino da Jamaica.[10]

Em Pequim 2015 ela igualou-se ao compatriota Usain Bolt sagrando-se tricampeã mundial dos 100 m rasos.[11]

Chegou aos Jogos Olímpicos da Rio 2016 para a tentativa de igualar seu feito em Mundiais e tornar-se a primeira mulher a ser tricampeã olímpica olímpica nos 100 metros; entretanto, uma contusão intermitente que já tinha afetado seu desempenho nas seletivas olímpicas olímpicas da Jamaica, onde perdeu os 100 m para Elaine Thompson, impediu a terceira vitória, e Fraser-Pryce ficou apenas com a medalha de bronze.[12] Conquistou mais uma medalha de prata integrando o revezamento 4x100 m jamaicano.[13]

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Conhecida na Jamaica e no meio do atletismo internacional pelo apelido "Pocket Rocket" (Foguete de Bolso), dado pelo comentarista e narrador jamaicano Hubert Lawrence após seu primeiro ouro em Pequim pela sua baixa estatura e velocidade, ela gosta tanto dele que assim batizou a fundação sem fins lucrativos que mantém em Kingston, a Pocket Rocket Foundation, que financia os estudos para jovens e promissores atletas que, assim como ela, não puderam arcar com as despesas escolares.[1]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b «Rumo ao tri, Shelly-Ann Fraser-Pryce quer fazer história nos Jogos Rio 2016». Rio2016. Consultado em 21 August 2015. 
  2. a b Athlete biography: Shelly-Ann Fraser, beijing2008.cn, ret: Aug 27, 2008
  3. «Fraser ‘imita’ Bolt, e Jamaica faz dobradinha nos 100m rasos em Berlim». Globo Esporte. Consultado em 05/08/2012. 
  4. «Olympic Champion Shelly-Ann Fraser appointed as UNICEF Jamaica Goodwill Ambassador». UNICEF. Consultado em 05/08/2012. 
  5. «Olympic champion Shelly-Ann Fraser fails drugs test». BBC Sport. 8 July 2010. Consultado em 8 July 2010. 
  6. «Shelly-Ann Fraser banned six months» (The Associated Press) [S.l.] ESPN. 2010-10-06. Arquivado desde o original em 2010-10-06. Consultado em 2010-10-06. 
  7. «USA, Jamaica dominate women's 100». trackalerts. Consultado em 05/08/2012. 
  8. «results». IAAF. Consultado em 12/08/2013. 
  9. «results». IAAF. Consultado em 16/08/2013. 
  10. «REPORT: WOMEN'S 4X100M RELAY FINAL – MOSCOW 2013 UPDATED». IAAF. Consultado em 19/08/2013. 
  11. «Shelly-Ann Fraser-Pryce powers to third world championships 100m gold». The Guardian. Consultado em 24 August 2015. 
  12. «100 METRES WOMEN THE XXXI OLYMPIC GAMES». IAAF. Consultado em 26 August 2016. 
  13. «4X100 METRES RELAY WOMEN THE XXXI OLYMPIC GAMES». IAAF. Consultado em 26 August 2016.