Shirley Temple, O Mais Jovem, Mais Sagrado Monstro do Cinema de Seu Tempo

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Shirley Temple, O Mais Jovem, Mais Sagrado Monstro do Cinema de Seu Tempo
Shirley Temple, The Youngest, Most Sacred Monster of the Cinema in Her Time
Autor Salvador Dalí
Data 1939
Género Pintura
Técnica Guache, pastel e colagem sobre papelão
Dimensões 75 cm  × 100 cm 
Localização Museu Boijmans Van Beuningen, Roterdã

Shirley Temple, O Mais Jovem, Mais Sagrado Monstro do Cinema de Seu Tempo (em inglês: Shirley Temple, The Youngest, Most Sacred Monster of the Cinema in Her Time), ou também Shirley Temple, O Mais Jovem, Mais Sagrado Monstro do Cinema Contemporâneo (em inglês: Shirley Temple, The Youngest, Most Sacred Monster of Contemporary Cinema), também conhecido como a Esfinge de Barcelona (em inglês: Barcelona Sphinx),[1] é uma obra de arte de 1939, em guache, pastel e colagem sobre papelão, do pintor surrealista Salvador Dalí. A obra, de 75 cm x 100 cm, encontra-se no Museu Boijmans Van Beuningen, a mais importante galeria de arte de Roterdã, nos Países Baixos.

A pintura retrata a estrela infantil Shirley Temple como uma esfinge. A cabeça de Temple, tirada de uma fotografia de jornal, está sobreposta ao corpo de uma leoa vermelha, com seios e garras brancas. No topo da cabeça há um morcego vampiro. Ao redor da esfinge, há um crânio humano e outros ossos, sugerindo sua última presa. Na parte inferior da pintura há um etiqueta trompe l'oeil que diz: "Shirley!. por fim em Technicolor."[2] A pintura foi descrita como uma sátira à sexualização de estrelas infantis feita por Hollywood.[3][4]

A pintura foi exposta pela primeira vez em uma exposição realizada na Galeria Julien Levy, em Nova Iorque, Estados Unidos, de 21 de março a 18 de abril de 1939 (embora o catálogo da exposição não mencionasse a pintura, um artigo no jornal The New York Times mencionava sua presença).[5][6] A obra também foi exposta em 1983 no Palácio Real de Pedralbes, em Barcelona, na Espanha; em 1985 no Palácio de Belas Artes, em Charleroi, na Bélgica, e novamente em Barcelona, em 2004, na Galeria CaixaForum.[7] De 1º de junho a 9 de setembro de 2007, a pintura foi uma das cerca de 100 obras de Dalí exibidas no museu Tate Modern, em Londres, Inglaterra, como parte da exposição "Dalí e Cinema".[8]

Referências

  1. «Shirley Temple, the Youngest, Most Sacred Monster of the Cinema in Her Time, Barcelona sphinx». salvador-dali.org (em inglês). Consultado em 12 de outubro de 2018 
  2. Vincent Pécoil (1 de janeiro de 2005). «The first pop star of painting». Tate Modern (em inglês). Consultado em 12 de outubro de 2018 
  3. Mark Lawson (1 de junho de 2007). «Most sacred monsters». The Guardian (em inglês). Guardian Media Group. Consultado em 12 de outubro de 2018 
  4. Barbara Creed. «Baby Bitches from Hell: Monstrous-Little Women in Film». Universidade da Califórnia em Los Angeles (em inglês). Consultado em 12 de outubro de 2018 
  5. Jane Cobb (26 de março de 1939). «Living and Leisure». The New York Times Company. The New York Times (em inglês): 49. Consultado em 12 de outubro de 2018 
  6. «Shirley Temple, the Youngest, Most Sacred Monster of the Cinema in Her Time, Barcelona sphinx - Remarks». salvador-dali.org (em inglês). Consultado em 12 de outubro de 2018 
  7. «Shirley Temple, the Youngest, Most Sacred Monster of the Cinema in Her Time, Barcelona sphinx - Exhibitions». salvador-dali.org (em inglês). Consultado em 12 de outubro de 2018 
  8. JG Ballard (26 de maio de 2007). «Shock and gore». The Guardian (em inglês). Guardian Media Group. Consultado em 12 de outubro de 2018 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]