Shubun

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醜聞
Sukyandaru
Portugal Shubun (PT)
Brasil O Escândalo (BR)
Shubun poster.jpg
 Japão
1950 •  P&B •  104 min/105 min 
Direção Akira Kurosawa
Roteiro Akira Kurosawa
Ryuzo Kikushima
Elenco Toshirô Mifune
Shirley Yamaguchi
Yôko Katsuragi
Noriko Sengoku
Eitarô Ozawa
Takashi Shimura
Shinichi Himori
Ichirô Shimizu
Género Drama
Música Fumio Hayasaka
Idioma Japonês
Página no IMDb (em inglês)

Shubun (醜聞(スキャンダル), Sukyandaru?), também conhecido por Scandal (br: O Escândalo) é um filme japonês de 1950 escrito e dirigido por Akira Kurosawa.

O filme é estrelado por Toshiro Mifune, Takashi Shimura e Shirley Yamaguchi. É em preto e branco e possui duração de 104 minutos.

Sinopse[editar | editar código-fonte]

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Ichiro Aoye (Toshirō Mifune), um jovem pintor famoso, acidentalmente encontra uma jovem cantora famosa, Miyako Saijo (Shirley Yamaguchi), enquanto passa as férias nas montanhas. Após descobrir que ambos estão ficando no mesmo hotel, ele a oferece uma carona para onde eles estão se hospedando. No caminho, eles são reconhecidos por fotógrafos do tablóide "Amour", que seguem os dois. Como Saijo recusa uma entrevista aos fotógrafos, eles tramam sua vingança tirando uma foto do casal tendo uma conversa inocente e a publicam com a legenda "A história de amor de Miyako Saijo". Durante o circo subsequente promovido pela mídia, Aoye se aproxima de um advogado, Hiruta, interpretado por Takashi Shimura, que o aconselha a processar a revista. Aoye concorda mas Hiruta, desesperado por presentear sua filha doente de cama Masako (Yôko Katsuragi), aceita um suborno do editor da revista para cancelar o julgamento. Depois de passar uma noite embriagado fora com Aoye, Hiruta tem uma revelação de que não é tarde para se fazer a coisa certa e, impressionado pela gentileza de Aoye e Saijo para com a sua filha Masako, e pelo próprio desgosto de Masako pelo jeito com o qual ele vinha lidando com o caso, Hiruta confessa tudo e, apesar de ter sua licença de advogado caçada, sua reputação está salva e a revista "Amoure" perde o caso. O filme termina com uma nota triste sobre a morte de Masako.

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Comentário[editar | editar código-fonte]

Shubun foi descrito pelo próprio Kurosawa como sendo um filme de protesto sobre "a elevação da imprensa no Japão e a sua habitual confusão de liberdade com licença". Kurosawa ficou conhecido por ser excepcionalmente desconfiado da imprensa em geral (e não leu nenhuma crítica de seu próprio trabalho, tenha sido ela positiva u negativa), uma situação que não foi ajudada quando ele estava romanticamente envolvido com a atriz Hideko Takamine (com quem ele trabalhou no filme Uma, de 1941), com a mídia clamando que foi um amor não-correspondido. Como era um indivíduo ferozmente pessoal, isso foi de um aborrecimento aprticular para Kurosawa. Talvez não seja coincidência que o personagem de Mifune no título tenha sido um pintor — Kurosawa tinha se divertido com a idéia de se tornar um pintor famoso antes de se tornar diretor (uma paixão que ele guardou durante sua vida — era famoso por freqüentemente pintar as storyboards de seus filmes) e é provavelmente um indicativo do tanto de envolvimento pessoal que Kurosawa teve com o título.

Recepção[editar | editar código-fonte]

Shubun é frequentemente visto como um filme menor na galeria de Kurosawa pelos críticos, e é geralmente condenado por ser demasiadamente preto e branco nas retratações que fazia de jornalistas, e por ter protagonistas supérfluos, com as atuações de Mifune e Yamaguchi frequentemente criticadas. A reputação do filme também não é ajudada pelo fato de ter sido seguido por Rashomon, o filme abre caminhos de Kurosawa que é frequentemente considerado um dos melhores filmes de todos os tempos. Pelo lado positivo, a performance de Takashi Shimura como Hiruta tem sido amplamente elogiada, e é vista como um protótipo para seu papel como Watanabe em Ikiru.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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