Shudra

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Os shudras (em indi: शूद्र. transl. Śūdra), no sistema de castas da Índia, são a quarta e mais baixa casta, constituída por aqueles que têm a 'natureza' servil.

Na hierarquia definida pelo hinduísmo, os shudra estão abaixo dos brāhmaṇa (responsáveis pela espiritualidade), dos kṣatrya (os guardiães da religião) e dos vaiśya (comerciantes).

Shudra são os servos (camponeses, artesãos e operários), gerados pelos pés de Brahma. Geralmente comem carne de cordeiro e de aves, o que é um importante traço distintivo na sociedade hindu. Abaixo deles estão apenas os dalits, mais conhecidos como párias, que são considerados impuros, intocáveis.

No entanto, os shudras têm orgulho de sua casta. Segundo o estereótipo dominante na sociedade indiana, eles são resistentes, fortes, não gostam muito dos estudos e não têm vocação para o comércio, não gostam de fazer contas ou de investir para obter lucros, preferindo as atividades em que possam demonstrar sua força física, como os esportes. Ainda segundo a crença difundida na sociedade indiana, os shudras nasceram para ser empregados e nunca patrões: querem apenas fazer seu trabalho e receber o combinado o mais rápido possível. No entanto, atualmente já existem muitos shudras que atuam na política ou têm empreendimentos próprios.

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Numa sociedade dividida em castas, cuja principal característica é a impossibilidade de um indivíduo passar de uma casta para outra, a educação variava conforme a casta a que pertencesse. Nessa sociedade, o povo era divido em quatro grandes castas: a) Brâmanes: sacerdotes; b) Xátrias: guerreiros e nobres; c) Vaixás: comerciantes, agricultores e artesãos; d) Sudras: servos da cidade e do campo. Os párias formavam uma multidão sem castas. Somente os brâmanes recebiam uma requintada educação literária e filosófica. As demais castas recebiam educação de caráter utilitário, voltada ao exercício da profissão. A religião conhecida como bramanismo ou hinduísmo exerceu influência em todos os setores da vida social indiana. A própria divisão do povo em castas era considerada de caráter sagrado.

A espiritualização plena era o que movia o pensamento desse povo. Por volta do século VI a.C., a civilização indiana vê florescer uma nova doutrina, que é o budismo, cujo fundador foi Sidarta Gautama. Os princípios filosóficos do budismo influenciaram sobremaneira os objetivos educacionais que buscavam desenvolver a personalidade do indivíduo, incentivando a autoconscientização, a rejeição a qualquer tipo de autoritarismo e a ênfase no desenvolvimento do senso crítico. O mestre tinha um importante papel na educação budista, que era depositar ensinamentos que “iluminassem” o discípulo. Sua função era colaborar no processo de crescente despertar da consciência. Mas esse processo deveria sempre ser protagonizado pelo aluno, cujo papel deveria ser ativo, contando com a imprescindível motiva- ção interior. Atenção Somente os brâmanes recebiam uma requintada educação literária e filosófica. As demais castas recebiam educação de caráter utilitário, voltada ao exercício da profissão.