Significado religioso de Jerusalém

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O Mosteiro da cruz após queda de neve.

Jerusalém tem um papel importante no judaísmo, cristianismo e islamismo. O Livro anual de estatística de Jerusalém listou 1.204 sinagogas, 158 igrejas, e 73 mesquitas dentro da cidade.[1] Apesar dos esforços em manter coexistência pacífica religiosa, alguns locais, como a Esplanada das Mesquitas, tem sido continuamente fonte de atritos e controvérsias.

Jerusalém é sagrada para os judeus desde que o Rei Davi a proclamou como sua capital no 10º século a.C. Jerusalém foi o local do Templo de Salomão e do Segundo Templo.[2] Ela é mencionada na Bíblia 632 vezes. Hoje, o Muro das Lamentações, um remanescente do muro que contornava o Segundo Templo, é o segundo local sagrado para os judeus perdendo apenas para o Santo dos santos no próprio Monte do Templo.[3] Sinagogas ao redor do mundo são tradicionalmente construídas com o seu arco sagrado voltado para Jerusalém,[4] e arcos dentro de Jerusalém voltado para o Santo dos santos.[5] Como prescrito no Mixná e codificado no Shulkhan Arukh, orações diárias são recitadas em direção a Jerusalém e ao Monte do Templo. Muitos judeus tem placas de "Mizrach" (oriente) penduradas em uma parede de suas casas para indicar a direção da oração.[5][6]

O cristianismo reverencia Jerusalém não apenas pela história do Antigo Testamento mas também por sua significância na vida de Jesus. De acordo com o Novo Testamento, Jesus foi levado para Jerusalém logo após seu nascimento[7] e depois em sua vida quando limpou o Segundo Templo.[8] O Cenáculo que se acreditava ser o local da última ceia de Jesus, é localizado no Monte Sião no mesmo prédio que sedia o Túmulo de David.[9][10] Outro lugar proeminente cristão em Jerusalém e o Gólgota, o local da crucificação. O Evangelho de João o descreve como sendo localizado fora de Jerusalem,[11] mas evidências arqueológicas recentes sugestionam que Golgotha fica a uma curta distância do muro da Cidade Antiga, dentro do confinamento dos dias presentes da cidade.[12] A terra correntemente ocupada pelo Santo Sepulcro é considerado um dos principais candidatos para o Gólgota e ainda tem sido um local de peregrinação de cristãos pelos últimos dois mil anos.[12][13][14]

A mesquita de al-Aqsa, o terceiro local mais sagrado no Islão.

Jerusalém é considerada a terceira cidade sagrada do Islamismo.[15] Aproximadamente um ano antes de ser permanentemente trocada por Caaba em Meca, a qibla (direção da oração) para os muçulmanos era Jerusalém.[16] A permanência da cidade no Islão, entretanto, é primariamente de acordo com a Noite de Ascensão de Maomé (c. 620 d.C.). Os muçulmanos acreditam que Maomé foi miraculosamente trasportado em uma noite de Meca para o Monte do Templo em Jerusalém, aonde ele ascendeu ao Paraíso para encontrar os profetas anteriores do Islão.[17][18] O primeiro verso no Al-Isra do Alcorão notifica o destino da jornada de Maomé como a mesquita de al-Aqsa (a mais distante),[19] em referência à sua localização em Jerusalém. Hoje, o Monte do Templo é coberto por dois marcos islâmicos para comemorar o evento — A Mesquita de Al-Aqsa, derivada do nome mencionado no Alcorão, e a Cúpula da Rocha, que fica em cima da Pedra Fundamental, na qual os muçulmanos acreditam que Maomé ascendeu ao céu.[20]

Referências

  1. Guinn, David E. (2006-10-02). Protegendo os locais sagrados de Jerusalém: Uma estratégia para negociar uma paz sagrada 1st ed. ed. Cambridge University Press [S.l.] p. 142. ISBN 0521866626. 
  2. Erro de citação: Tag <ref> inválida; não foi fornecido texto para as refs chamadas 1000BCE
  3. «O que é o Muro das Lamentações?». The Kotel. Consultado em 2007-03-06. 
  4. Goldberg, Monique Susskind. «Sinagogas». Pergunte ao Rabbi. Schechter Institute of Jewish Studies. Consultado em 2007-03-10. 
  5. a b Segal, Benjamin J. (1987). Retornando: A terra de Israel como foco da história judaica (Jerusalem, Israel: Department of Education and Culture of the World Zionist Organization). p. 124. Consultado em 2007-03-10. 
  6. A injunção judaica para orar em direção a Jerusalém aparece na seção do Orach Chayim no Shulchan Aruch (94:1) — "Quando alguém se levanta para orar em qualquer lugar durante a Diáspora, ele deve voltar a sua face para a terra de Israel, se direcionando também para Jerusalém, o Templo e o Santo dos santos."
  7. Da King James Version: "E quando os dias de sua purificação de acordo com a lei de Moisés foi cumprida, eles levaram Jesus para Jerusalém para apresentá-lo a Deus;" (Lucas 2:22)
  8. Da King James Version: "E eles vieram para Jerusalém: e Jesus foi ao templo e começou a expulsar os vendedores e compradores no templo, e virou mesas de cambistas, e as cadeiras dos que vendiam aves;" (Marcos 11:15)
  9. Boas, Adrian J. (2001-10-12). «Physical Remains of Crusader Jerusalem». Jerusalem in the Time of the Crusades Routledge [S.l.] p. 112. ISBN 0415230004. «O interessante, se ilustrações não confiáveis da igreja nos mapas entorno de Jerusalém mostram dois prédios distintos no Monte Zion: a igreja de St Mary e o Cenáculo (Capela da última ceia) aparecem como prédios separados.» 
  10. Endo, Shusaku (1999). Richard A. Schuchert, : . A Life of Jesus Paulist Press [S.l.] p. 116. ISBN 0809123193. 
  11. Da King James Version: "Este título então lido por muitos dos judeus: pelo lugar aonde Jesus foi crucificado foi perto da cidade: e foi escrito em hebraico, grego e latim." (João 19:20)
  12. a b Stump, Keith W. (1993). «Where Was Golgotha?». Worldwide Church of God. Consultado em 2007-03-11. 
  13. Ray, Stephen K. (2002). St. John's Gospel: A Bible Study Guide and Commentary for Individuals and Groups [S.l.: s.n.] p. 340. ISBN 0898708214. 
  14. O'Reilly, Sean; James O'Reilly (2000-11-30). Pilgrimage: Adventures of the Spirit 1st ed. ed. Travelers' Tales [S.l.] p. 14. ISBN 1885211562. «O consenso geral é que a Igreja do Santo Sepulcro marca a colina chamada de Gólgota, e que o lugar da crucificação e das últimas estadias da cruz são localizadas embaixo de suas largas cúpulas negras.» 
  15. Erro de citação: Tag <ref> inválida; não foi fornecido texto para as refs chamadas 3rd-holiest
  16. Cordesman, Anthony H. (2005-10-30). «The Final Settlement Issues: Asymmetric Values & Asymmetric Warfare». The Israeli-Palestinian War: Escalating to Nowhere Praeger Security International [S.l.] p. 62. ISBN 0275987582. 
  17. Peters, Francis E. (2003-10-20). «Muhammad the Prophet of God». The Monotheists: The Peoples of God Princeton University Press [S.l.] pp. 95–6. ISBN 0691114609. 
  18. «Sahih Bukhari». Compendium of Muslim Texts. University of Southern California. Consultado em 2007-03-11.  (de uma tradução inglesa do Sahih Bukhari, Volume IX, Book 93, Number 608)
  19. Da tradução inglesa de Abdullah Yusuf Ali do Alcorão: "Glória a (Alá) que tomou seu servo em uma jornada durante a noite da Mesquita sagrada até a mais distante, do qual fomos abençoados por seus mandamentos,- em ordem que devemos mostrar a ele alguns dos nossos sinais: por ele ser aquele que ouve e vê todas as coisas." (17:1)
  20. «The Early Arab Period - 638-1099». Jerusalem: Life Throughout the Ages in a Holy City. Bar-Ilan University Ingeborg Rennert Center for Jerusalem Studies. 1997. Consultado em 2007-04-24. 
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