Silvestre (filme)

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Silvestre
Portugal Portugal
1981 •  cor •  120 min 
Realização João César Monteiro
Argumento João César Monteiro
Maria Velho da Costa
Elenco Maria de Medeiros
Teresa Madruga
Luís Miguel Cintra
Género drama
Idioma português

Silvestre é um filme português de João César Monteiro, uma longa-metragem de ficção, de 1981.

O filme estreou no Cinebloco, na Avenida Cinco de Outubro, em Lisboa, a 6 de Maio de 1982.

Ficha sumária[editar | editar código-fonte]

Sinopse[editar | editar código-fonte]

«Séculos XV-XVI. Dom Raimundo, um senhor interessado em largar os seus domínios, combina o casamento de uma das filhas – uma legítima, Sílvia, outra bastarda, Susana – com um vizinho rico e jovem, D. Paio, seguindo para a corte, a fim de convidar o rei a assistir à boda. Durante a ausência do pai e mais tarde, aquando do banquete nupcial, ocorrem insólitos acontecimentos, que envolvem um peregrino a Santiago e um cavaleiro, que desejam as duas meninas» (Cit. José de Matos-Cruz em Cais do Olhar, ed. Cinemateca Portuguesa, 1999).

Enquadramento histórico[editar | editar código-fonte]

A exploração do tema, o conto fantástico tradicional, que se torna recorrente em cineastas como Monteiro e Noémia Delgado, implica ser Silvestre, na ficção, depois de Veredas (1977), uma segunda incursão em territórios por excelência da antropologia visual. Obra de ficção, alinha no movimento de quem tenta, por via do documentário, descobrir realidades próximas, fazer idênticos retratos (Ver: Novo Cinema). Os cenários por excelência são o mítico Trás-os-Montes e outras paisagens com idêntico perfil humano.

A obra, que para os detractores é manca, é equilibrada para os indefectíveis. Por estes secundado, Monteiro ganha a parada. O filme é premiado em festivais internacionais e ele é descoberto lá fora. Críticos da revista francesa Cahiers du Cinéma, que entretanto comentam Oliveira, começam a falar de um irreverente notável que se revelava (Silvestre).

Ficha artística[editar | editar código-fonte]

Ficha técnica[editar | editar código-fonte]

Realização

Imagem

  • Fotografia: Acácio de Almeida
  • Assistentes de imagem: José António Loureiro, Carlos Mana, Francisco Silva
  • Iluminação: José Carlos Silva
  • Electricistas: João de Almeida (chefe-electricista), Emídio Castro, Joaquim Amaral, Domingos Guincho

Som

  • Director de som: Vasco Pimentel
  • Operador de som: Maria Paola Porro
  • Locução: Manuela de Freitas, José Mário Branco, Hermínio Rebelo
  • Música: extractos de P. Magnus, C. Monteverdi, F. Schubert, A. Mudarra, W.A. Mozart, E Varese
  • Música popular portuguesa da Idade Média pelo Grupo Etnográfico de Tuizelo e pelos Segréis de Lisboa
  • Sonoplastia e misturas de som: Jean-Paul Loublier

Montagem

  • Montadores: João César Monteiro
  • Assistentes de montagem: Teresa Caldas e Manuela Viegas

Decoração, guarda-roupa, etc

  • Ana Jotta
  • Assistentes de cenografia: Teresa Laxerda, Filipe Sá
  • Mestre carpinteiro: Fernando Correia
  • Guarda-roupa: Beatriz Alçada, Maria José Branco, Maria Gonzaga
  • Caracterização: Maria Teresa Rosado
  • Anotação: Pedro Ruivo

Laboratórios

  • Imagem: Tóbis Portuguesa
  • Som: Nacional Filmes

Festivais e projecções especiais[editar | editar código-fonte]

  • Festival de Veneza (1981) – Selecção oficial
  • Festival Internacional da Figueira da Foz – menção especial CIDALC (Centre pour la diffusion des arts et des lettres par le cinéma)
  • Festival de Antuérpia – 2º Prémio do Público
  • Silvestre em ciclo de filmes sobre Trás-os-Montes, organizado por Ricardo Costa na Cinemateca Francesa (Outubro de 2002)

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]