Silvino Canuto de Abreu

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Silvino Canuto de Abreu (Taubaté, SP, 19 de janeiro de 1892 - São Paulo, 2 de maio de 1980) foi um farmacêutico, advogado, médico e pesquisador espírita brasileiro.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Formou-se em Farmácia, aos dezessete anos de idade, pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro (1909), bacharelou-se em Direito pela Universidade do Rio de Janeiro (1916) e, além disso, concluiu também o curso de Medicina, em 1923, pela mesma Faculdade de Medicina já mencionada.

No campo jurídico, começou a advogar aos vinte e dois anos de idade, no contencioso do Banco Hipotecário do Brasil. No campo da Medicina escreveu inúmeros artigos referentes à Medicina Social. Foi fundador e presidente da Associação Paulista de Homeopatia. Como clínico, jamais aceitou qualquer retribuição, direta ou indireta, pela prestação de seus serviços.

Membro de várias entidades assistenciais, dedicou particular cuidado à criança abandonada, tendo fundado orfanatos no Rio de Janeiro. Tornou-se colaborador, a partir de 1934, de uma das mais antigas instituições de assistência à infância em São Paulo, a Associação Feminina Beneficente e Instrutiva, fundada em 1901 pela professora Anália Franco. Juntamente com Cleo Duarte, empreendeu reformas e construções em internatos para meninos e meninas.

Desde cedo vivenciou os fenômenos mediúnicos, já que, conforme afirmou, toda a sua família era constituída de médiuns.

Atraído desde jovem pelos estudos bíblicos, empreendeu uma versão direta dos Evangelhos gregos, tomando por base o mais antigo manuscrito do Novo Testamento.

Senhor de vasta cultura, pesquisou em bibliotecas e arquivos do Brasil e da Europa, em particular na do Museu Britânico, na do Vaticano e na Biblioteca Nacional de França, em Paris. Ao longo de sua vida e de suas viagens ao exterior conseguiu amealhar livros e documentos raros, formando vasta biblioteca, que ascendia a mais de dez mil volumes, especializada em metapsíquica, parapsicologia e temas correlatos. Durante a Segunda Guerra Mundial, quando as tropas alemãs invadiram a França, tornou-se depositário de alguns documentos históricos que estavam em poder da Sociedade que dirigia os destinos do Espiritismo naquele país.

Profundo conhecedor da História do Espiritismo, no Brasil e no mundo, teve publicados, na revista "Metapsíquica", vários artigos abordando eventos ocorridos no país até o ano de 1895, detendo-se na atuação do Dr. Bezerra de Menezes.[1]

Em 1953 deu início à publicação de uma série de artigos sob o título O Livro dos Espíritos e sua tradição histórica e lendária, que tiveram continuidade até 1954. Estes artigos foram reunidos e publicados em livro, com o mesmo título.

Em abril de 1957, quando das comemorações do I Centenário do lançamento de O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, integrou a comissão organizadora das festividades, que fez publicar, em edição bilíngue, a referida obra, tal qual foi lançada pelo Codificador em 18 de abril de 1857.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Jornal "Folha Espírita", jul/1980.
  • LUCENA, Antônio de Souza; GODOY, Paulo Alves. Personagens do Espiritismo, São Paulo: Edições FEESP, 1982.

Referências

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