Sinéad O'Connor

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Sinéad O'Connor
Sinéad O’Connor em 2008
Informação geral
Nome completo Sinéad Marie Bernadette O'Connor
Nascimento 8 de dezembro de 1966 (54 anos)
Local de nascimento Dublin, Irlanda
País Irlanda
Gênero(s) Rock alternativo, pop rock, folk
Instrumento(s) Vocal, guitarra, piano, teclados, percussão, flauta irlandesa
Período em atividade 1986-atualidade
Gravadora(s)
Página oficial SinneadConnor.com

Sinéad Marie Bernadette O'Connor (Dublin, 8 de dezembro de 1966) é uma cantora e compositora irlandesa.

Em 2017, O'Connor mudou de nome para Magda Davitt. No ano seguinte, converteu-se ao islamismo, mudando uma vez mais de nome, desta vez para Shuhada' Sadaqat.[1][2] Todavia, continua a gravar músicas e a apresentar-se com o seu nome de nascimento.[3]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filha de um engenheiro, e mais tarde advogado, Sean O'Connor e de Marie O'Connor. É a terceira filha, de entre cinco irmãos: Joseph O'Connor (que é escritor), Eimear, John, e Eoin.

Teve a vida marcada por reveses que moldaram a sua personalidade e marcaram-na para sempre. Tendo sofrido abusos na infância, já tentou suicídio e afirmou ser homossexual no meio da conturbada carreira. Foi excomungada por tentar chefiar uma seita.

Destacou-se pela voz doce, e ao mesmo tempo rebelde, e cabeça rapada, a sua marca registada por muitos anos. Estreou-se na música em 1987, com o álbum The Lion and the Cobra, dedicado à mãe que falecera havia pouco tempo. Conseguiu apresentar-se em diversos países da Europa e nos Estados Unidos, ganhando grande visibilidade.

Foi apenas com o segundo trabalho, I Do Not Want What I Haven't Got de 1990, que Sinéad ficou mundialmente famosa. A canção "Nothing Compares 2 U" composta originalmente por Prince, levou o álbum à primeira posição dos mais vendidos em vários países e rendeu-lhe diversos prémios.

Também em 1990, Sinead participou do show que deu origem ao DVD Roger Waters - The Wall Live in Berlin, cantando Mother.

Dois anos depois chegou Am I Not Your Girl? onde a cantora interpretou algumas músicas de sucesso como "Don't Cry For Me, Argentina" e "Gloomy Sunday". Nessa altura, foi novamente notícia internacional, mas desta vez, por rasgar uma fotografia do Papa João Paulo II em protesto aos possíveis abusos sexuais cometidos por membros infiéis e sem o consentimento da Santa Igreja Católica Apostólica Romana, num dos programas com mais audiência dos EUA, o Saturday Night Live. Numa das muitas entrevistas sobre essa acção, Sinead conta:

A atitude foi reprovada por diversas autoridades e Sinéad ficou com uma imagem negativa em muitas cidades, chegando até a ser vaiada num show em tributo a Bob Dylan. Sinead ficou com medo da atitude das pessoas e chegou até a doar a sua casa de 800 mil dólares para a Cruz Vermelha.

Em 1994 ela lançou o álbum Universal Mother que incluía a faixa "Fire On Babylon" que acaba por ser o grande destaque uma vez que fala de abuso sexual infantil.

Engajada politicamente, grava Gospel Oak contendo seis músicas dedicadas ao povo do Ruanda, de Israel e aos próprios irlandeses.

Após alguns anos de silêncio, lançou Faith and Courage, no ano de 2000, que foi produzido pelo ex- Eurythmics Dave Stewart. A cantora anunciou que se converteu a Igreja Tridente Latino, da Irlanda, e passa a dedicar grande parte de sua vida à religião.

Sean-Nós Nua traz um repertório composto de canções folclóricas irlandesas e o duplo She Who Dwells in the Secret Place of the Most High Shall Abide Under the Shadow of the Almighty é dividido entre um disco ao vivo e outro com faixas raras e algumas covers.

Sinead O'Connor com Sly & Robbie em Toronto, 2005.

Sinéad O’Connor anunciou que iria deixar os palcos e o show business para cuidar mais do seu espírito e da sua família. Já tinha anunciado o seu afastamento outras vezes mas não cumpriu a promessa.

No final de 2011 lança o seu álbum mais recente, intitulado "Home".

Em outubro de 2018 anunciou que se converteu ao islamismo, e também mudou de nome. A partir de então, passou a chamar-se Shuhada' Davitt.[4][5]

Em novembro de 2018 afirmou: "O que estou prestes a dizer é algo tão racista que nunca pensei que a minha alma pudesse senti-lo. Mas, sinceramente, nunca mais quero estar perto de pessoas brancas (se é assim que os não muçulmanos são chamados). Em momento nenhum, por razão nenhuma. São nojentas".[6]

Em setembro de 2019, acusou Prince de ter batido em várias mulheres e de a ter tentado agredir.[7]

Vida privada[editar | editar código-fonte]

Sinéad foi casada quatro vezes, sendo o seu primeiro marido o produtor musical e baterista John Reynolds. Sinéad teve quatro filhos, cada um de pais diferentes; três meninos e 1 menina.

A 08 de dezembro de 2011 casou com Barry Herridge, passados 16 dias anunciou que se iria divorciar; Posteriormente começaram a namorar novamente e a viver em casas separadas.[8]

O filho mais velho de Sinéad, Jake Reynolds é pai desde julho de 2015.[9]

Em 2018, O'Connor converteu-se ao islamismo.[10]

Em outubro de 2020 revelou que luta diariamente contra a agorafobia que a impede de sair de casa por medo e que não tem sequer comida porque é incapaz de ir às compras.

Discografia[editar | editar código-fonte]

Álbuns de estúdio[editar | editar código-fonte]

EP[editar | editar código-fonte]

Compilações[editar | editar código-fonte]

Referências

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Ligações externas[editar | editar código-fonte]