Sinal de Hoffmann

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Circuito medular do reflexo H (reflexo de Hoffmann)

O sinal de Hoffmann e o estudo do reflexo de Hoffmann são técnicas utilizadas para avaliar a presença ou ausência de problemas em circuitos neuronais da medula espinhal. O sinal de Hoffmann pode ser obtido com o pinçamento da falange distal do dedo médio, exercendo pressão sobre a unha; uma resposta positiva é observada com a flexão da falange distal do polegar.[1] O reflexo de Hoffmann, de outro modo, é obtido com a estimulação elétrica de fibras sensoriais em nervos periféricos.[2][3]

Relação com o sinal de Babinski[editar | editar código-fonte]

O sinal de Hoffmann é geralmente considerado o equivalente, no membro superior, ao sinal de Babinski, porque, assim como Babinski, indica disfunção do neurônio motor superior. Entretanto, o mecanismo difere consideravelmente entre os dois reflexos.

Reflexo de Hoffmann[editar | editar código-fonte]

Uma técnica importante, baseada nos trabalhos de Johann Hoffmann, permite o exame das conexões monossinápticas das fibras sensórias Ia com neurônios motores. Essa técnica envolve a estimulação elétrica das fibras Ia em um nervo periférico e o registro da resposta reflexa em um músculo inervado por este nervo, sendo conhecida como reflexo de Hoffmann ou reflexo H.[2] O reflexo H é facilmente medido no músculo sóleo (um extensor do tornozelo) utilizando eletromiografia. Para tanto, as fibras Ia do sóleo são excitadas por um eletrodo colocado sobre o nervo tibial, atrás do joelho. Ao serem recrutadas, ou seja, quando essas fibras sensoriais geram potenciais de ação, transmitem esses sinais aos neurônios motores que inervam o músculo associado às fibras Ia recrutadas, causando a contração muscular.[4] Ao variar o nível de estimulação elétrica sobre o nervo avaliado, pode-se estudar a fisiologia das vias neuronais envolvidas.

Acurácia diagnóstica[editar | editar código-fonte]

Em uma pesquisa com o objetivo de investigar a relação entre o sinal de Hoffmann e a evidência radiográfica de compressão da medula espinhal cervical (mielopatia) e lesões cerebrais, infere-se que o sinal de Hoffmann tem um valor preditivo muito baixo como um achado isolado do exame físico e não é possível predizer a presença de compressão medular ou patologia cerebral.[5][1]

Usos clínicos do reflexo de Hoffmann dos músculos dos membros superiores e inferiores têm apresentado bons resultados.[3]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Grijalva, Ray A.; Hsu, Frank P. K.; Wycliffe, Nathaniel D.; Tsao, Bryan E.; Williams, Paul; Akpolat, Yusuf T.; Cheng, Wayne K. (1 de abril de 2015). «Hoffmann sign: clinical correlation of neurological imaging findings in the cervical spine and brain». Spine. 40 (7): 475–479. ISSN 1528-1159. PMID 25608244. doi:10.1097/BRS.0000000000000794 
  2. a b Misiaszek, John E. (2003). «The H-reflex as a tool in neurophysiology: its limitations and uses in understanding nervous system function». Muscle & Nerve. 28 (2): 144–160. ISSN 0148-639X. PMID 12872318. doi:10.1002/mus.10372 
  3. a b «Clinical uses of H reflexes of upper and lower limb muscles». Clinical Neurophysiology Practice (em inglês). 1: 9–17. 1 de janeiro de 2016. ISSN 2467-981X. doi:10.1016/j.cnp.2016.02.003 
  4. Kandel, Eric (2003). Princípios da Neurociência. Barueri: Manole 
  5. «Acurácia Diagnóstica do Sinal de Hoffmann». Fisionerds