Ecologia de comunidades

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Interações interespecíficas como a predação, são elementos chave na sinecologia.

O estudo da ecologia de comunidades passou a ser discutido em meados do sec 18 e 19, pelos naturalistas europeus em suas viagens, ao chamado “novo mundo”. No sec 20 o ecólogo F. E. Clements, sugeriu que comunidade é um “super organismo” e devia ser vista dessa forma. No mesmo período, H. A. Gleanson, surgira com uma ideia contrária, o conceito individualista.

A sinecologia ou ecologia comunitária corresponde a um ramo da Ecologia que se dedica ao estudo das comunidades de seres vivos, nomeadamente a distribuição, abundância, demografia e relações ecológicas entre populações co-existentes.

A sinecologia teve origem na sociologia vegetal europeia. A ecologia comunitária moderna examina padrões tais como a variação de riqueza de espécies (species richness), equitabilidade, produtividade e estrutura da cadeia alimentar; examina também processos como a dinâmica populacional predador-presa, a sucessão ecológica e a organização da comunidade. Padrões e processos podem ser considerados em diferentes escalas de tempo e espaço.

Comunidade nada mais é que a interação entre populações de duas ou mais espécies ocupando o mesmo habitat. O conceito de comunidade ainda gera muita discussão em relação a interação entre as espécies de uma mesma comunidade.

Um outro critério para definir uma comunidade é o nível taxonómico. Se as espécies que ocorrem no mesmo habitat pertencem ao mesmo grupo taxonómico (família, género ou ordem, entre outros). Esses grupos são chamados de “Assembleias”.

Estrutura da comunidade[editar | editar código-fonte]

A comunidade é estruturada conforme a distribuição geográfica, disponibilidade dos recursos, abundância dos indivíduos que nela habitam e força das interações, que nela ocorrem. Ela pode ser uma comunidade aberta ou fechada.

Comunidade fechada[editar | editar código-fonte]

O conceito de comunidade fechada faz parte do princípio de “super organismo” proposta por F. E. Clements, ao estudar florestas norte-americanas, ele observou que florestas de pinheiros de lugares úmido são diferentes das florestas de arbustos em campos mais secos. De modo que é visível as fronteiras entre essas comunidades.

Em algumas comunidades as fronteiras podem ser mais abruptas, como pode existir uma transição entre elas. Essas áreas de transição são conhecidas como ecótones.

Este conceito da comunidade como super organismo, remete ao conceito holístico, que parte do pressuposto de um indivíduo são interdependente na comunidade. Cada organismo exerce a sua função, de modo que, se assemelham a um órgão relação ao sistema que este está inserido.

Assim na comunidade fechada ou holística, há um limite entre as comunidades, de modo que passa a ser regulado pelas interações entre os indivíduos. O que determina a distribuição de uma espécie é o gradiente do recurso, ou fatores químicos, físicos e biológicos.

Comunidade aberta[editar | editar código-fonte]

Em contrapartida a teoria de Clements, o botânico Gleanson partiu do pressuposto que cada espécie em uma comunidade é distribuída independentemente de outras, ela pode existir tanto em ambientes frio quanto quente. Ela é capaz de se adaptar ao ambiente.

Na comunidade aberta não há uma transição entre duas ou mais comunidades, e sim um continuum. As espécies interagem entre si, podendo ter uma relação harmónica (mutualismo, entre outras relações) ou desarmónica (parasitismo).

Ecótones[editar | editar código-fonte]

Área de transição entre fronteiras de comunidades. Quando há uma mudança brusca de ambiente, mas também pode se estender por alguns quilômetros. Como exemplo, um ambiente aquático logo termina nas margens do rio. Em contrapartida há um longo ecótono entre cerrado e floresta amazônica.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Barbour, Burke, and Pitts, 1987. Terrestrial Plant Ecology, 2nd ed. Cummings, Menlo Park, CA.
  • Begon, Michael. Ecologia: De Individuos a Ecossistemas. Porto Alegre: Artmed Editora, 2009. 740 p. ISBN 9788536309545 Página visitada em 3 de agosto de 2015.
  • Odum, E. P. 1959. Fundamentals of ecology. W. B. Saunders Co., Philadelphia and London. 546 p.
  • Ricklefs, R.E. 2005. The Economy of Nature, 6th ed. WH Freeman, USA.
  • Ricklefs, R. E. 2003. A economia da natureza, 5a edição. RJ, Guanabara Koogan.
  • Overview: the role of species interactions in community ecology. In Diamond, J. & Case, T. J., orgs. Community ecology. NY, Harper & Row.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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