Ecologia de comunidades

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Ecologia das comunidades é um ramo da ecologia que estuda a distribuição e abundância das espécies e das comunidades por elas formadas. Cada lugar na terra- cada pradaria, cada lago, cada rocha na fronteira do mar- é compartilhado por muitos organismos coexistentes. Essas plantas, animais e micróbios estão conectados uns aos outros por suas relações de alimentação e outras interações, formando um complexo frequentemente denominado de comunidade biológica. as inter-relações dentro das comunidades governam o fluxo de energia e a reciclagem de alimentos dentro do ecossistema. Eles também influenciam os processos populacionais e , ao fazer isso determinam as abundâncias relativas das espécies[1]

Estrutura da comunidade[editar | editar código-fonte]

Os conceitos Holísticos e individualistas de organização comunitária predizem padrões diferentes de distribuição de espécies ao longo de gradientes ecológicos e geográficos. De um ponto de vista holistio, as espécies que pertencem a uma comunidade estão intimamente associadas umas às outras, o que implica que os limites de distribuição da comunidade como um todo. Os ecólogos chamam este conceito de organização comunitária fechada . De um  ponto de vista individualista, cada espécie está distribuída independentemente de outras que coexistem com ela numa associação particular. Tal comunidade aberta não tem fronteiras, portanto, seus limites são arbitrários em relação ás distribuições geográficas e ecológicas de suas espécies-membro, que podem estender suas abrangências independentemente para dentro de outras associações.[2]

Comunidade fechada[editar | editar código-fonte]

O conceito de comunidade fechada faz parte do princípio de “super organismo” proposta por F. E. Clements, ao estudar florestas norte-americanas, ele observou que florestas de pinheiros de lugares úmido são diferentes das florestas de arbustos em campos mais secos. De modo que é visível as fronteiras entre essas comunidades.

Em algumas comunidades as fronteiras podem ser mais abruptas, como pode existir uma transição entre elas. Essas áreas de transição são conhecidas como ecótones.

Este conceito da comunidade como super organismo, remete ao conceito holístico, que parte do pressuposto de um indivíduo são interdependente na comunidade. Cada organismo exerce a sua função, de modo que, se assemelham a um órgão relação ao sistema que este está inserido.

Assim na comunidade fechada ou holística, há um limite entre as comunidades, de modo que passa a ser regulado pelas interações entre os indivíduos. O que determina a distribuição de uma espécie é o gradiente do recurso, ou fatores químicos, físicos e biológicos.

Comunidade aberta[editar | editar código-fonte]

Em contrapartida a teoria de Clements, o botânico Gleanson partiu do pressuposto que cada espécie em uma comunidade é distribuída independentemente de outras, ela pode existir tanto em ambientes frio quanto quente. Ela é capaz de se adaptar ao ambiente.

Na comunidade aberta não há uma transição entre duas ou mais comunidades, e sim um continuum. As espécies interagem entre si, podendo ter uma relação harmónica (mutualismo, entre outras relações) ou desarmónica (parasitismo).

Ecótones[editar | editar código-fonte]

Área de transição entre fronteiras de comunidades. Quando há uma mudança brusca de ambiente, mas também pode se estender por alguns quilômetros. Como exemplo, um ambiente aquático logo termina nas margens do rio. Em contrapartida há um longo ecótono entre cerrado e floresta amazônica.

Definições de comunidade[editar | editar código-fonte]

Em todo o desenvolvimento da Ecologia como ciência, o termo comunidade tem frequentemente designado um conjunto de plantas e animais que ocorrem numa determinada localidade, e dominada por uma ou mais espécies proeminentes ou por algumas características físicas. Falamos de uma comunidade de carvalho, uma comunidade de arbustos e uma comunidade de lago, significando todas as plantas e animais encontrados num certo lugar, dominado pelo nome da espécie da comunidade. Usado desta forma, o  termo não é ambíguo: uma comunidade que está espacialmente definida inclui todas as populações dentro de suas fronteiras. Os ecólogos têm também um conceito de comunidade que abrange as interações entre as populações que coexistem. Isto implica um uso mais funcional do que descritivo do termo.

Quanto as populações se estendem além das fronteiras arbitrariamente espaciais, ambos o conceito e a realidade da comunidade se tornam mais difíceis de definir. As migrações de aves entre regiões temperadas e tropicais conectam os diferente conjuntos de espécies em cada área; em algumas localidades tropicais , até a metade das aves presentes durante o inverno do norte são migratórias. As salamandras, que completam seu desenvolvimento larval em curso de água e poças, mas continuam suas existências adultas nos bosques circundantes, conectam os mundos terrestre e aquático , assim como o fazem as arvores quando descartam suas folhas nas correntes, e dessa forma sustentam cadeias alimentares aquáticas baseadas em detritos.

A estrutura e o funcionamento comunitário misturam um conjunto complexo de interações, direta ou indiretamente conectando todos os membros de uma comunidade numa teia intricada. A influencia de cada população se estende a partes ecologicamente distantes da comunidade. As aves insetívoras, por exemplo, não comem arvores, mas elas predam muito dos insetos que se alimentam da folhagem ou polinizam as flores.

Os efeitos ecológicos e evolutivos numa população se estendem em todas as direções através da estrutura trófica de uma comunidade por meio de sua influencia nos predadores, competidores e presas.[3]

Referências

  1. RICKLEFS, ROBERTS E. (2003). A Economia da Natureza. [S.l.]: Guanabara koogan. 369 páginas 
  2. RICKLEFS, ROBERTS E. (2003). A economia da Natureza. [S.l.]: Guanabara koogan. 371 páginas 
  3. Ricklefs, Robert E. (2003). A Economia da Natureza. [S.l.]: guanabara koogan. 370 páginas 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Barbour, Burke, and Pitts, 1987. Terrestrial Plant Ecology, 2nd ed. Cummings, Menlo Park, CA.
  • Begon, Michael; Townsend, Colin R.; Harper, John L. (2009). Ecologia: De Individuos a Ecossistemas. Porto Alegre: Artmed Editora. 740 páginas. ISBN 9788536309545. Consultado em 3 de agosto de 2015  Parâmetro desconhecido |artigoautor2= ignorado (ajuda); Parâmetro desconhecido |artigoautor3= ignorado (ajuda)
  • Odum, E. P. 1959. Fundamentals of ecology. W. B. Saunders Co., Philadelphia and London. 546 p.
  • Ricklefs, R.E. 2005. The Economy of Nature, 6th ed. WH Freeman, USA.
  • Ricklefs, R. E. 2003. A economia da natureza, 5a edição. RJ, Guanabara Koogan.
  • Overview: the role of species interactions in community ecology. In Diamond, J. & Case, T. J., orgs. Community ecology. NY, Harper & Row.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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