Roque Santeiro

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Roque Santeiro
Portugues
Informação geral
Formato Telenovela
Gênero Drama
Romance
Comédia
Suspense
Realismo mágico
Duração 55 minutos aproximadamente
Estado Rio de Janeiro
Criador(es) Dias Gomes
Baseado em O Berço do Herói de Dias Gomes
Desenvolvedor(es) Dias Gomes
Aguinaldo Silva
País de origem  Brasil
Idioma original (português brasileiro)
Produção
Diretor(es) Paulo Ubiratan
Diretor(es) de criação Djalma dos Santos
Produtor(es) Italo Granato
Co-produtor(es) Eduardo Figueira
Produtor(es) executivo(s) Maristela Velloso
Produtor(es) Co-executivos Veronica Esteves
Produtor(es) supervisor(es) Aluízio Augusto
Produtor(es) associado(s) Alexandre de Faria,Alberto Rosenblitz
Editor(es) Marcos Viana
Editor(es) da história Márcio Mendes
Cinematografia Cláudia Mendes
Câmera Milton Valinho,Clovis Silveira Neco,Lizaneas Azevedo de Souza,Murilo Souza de Azevedo,Valter Bezerra,Jovani Rios,Marco Antonio Ferreira Pinto,Márcio Tanaka,Walter do Espirito Santo
Distribuída por Carlos H.Cerqueira Leite
Roteirista(s) Igor Matheus
Narrador(es) Igor Matheus
Elenco
Tema de abertura "Santa Fé", Moraes Moreira
Tema de encerramento "Santa Fé", Moraes Moreira
Empresa(s) de produção Guilherme Bokel
Localização Rio de Janeiro
Exibição
Emissora de televisão original Rede Globo
Formato de exibição 480i (SDTV)
Formato de áudio Original
Transmissão original 24 de junho de 198522 de fevereiro de 1986
N.º de episódios 209
Cronologia
Programas relacionados Roque Santeiro (versão censurada)

Roque Santeiro é uma telenovela brasileira produzida e exibida pela Rede Globo no horário das 20 horas, entre 24 de junho de 1985 a 22 de fevereiro de 1986, em 209 capítulos,[1] substituindo Corpo a Corpo e sendo substituída por Selva de Pedra. Foi a 34ª "novela das oito" exibida pela emissora. Escrita por Dias Gomes e Aguinaldo Silva (Dias Gomes escreveu a trama até o capítulo 51 e posteriormente, do 163 ao 209; por sua vez, Aguinaldo Silva escreveu a trama do capítulo 51 ao 163) -, com base no original do próprio Dias Gomes, a peça de teatro O Berço do Herói, e escrita com a colaboração de Marcílio Moraes e Joaquim Assis. Foi dirigida por Gonzaga Blota, Paulo Ubiratan, Marcos Paulo e Jayme Monjardim, com a direção geral de Paulo Ubiratan e gerência de produção de Carlos Henrique de Cerqueira Leite.

Contou com José Wilker como protagonista título. Ainda contou com Regina Duarte, Yoná Magalhães, Ary Fontoura, Eloísa Mafalda, Ilva Niño, Armando Bógus, Lucinha Lins, Marcelo Rezende, Cássia Kis Magro, Cláudio Cavalcanti, Lídia Brondi, Carlos Augusto Strazzer e Lima Duarte nos papéis principais.

Em 2008 ganhou uma adaptação feita em formato de romance por Mauro Alencar para a coleção Grandes Novelas da Editora Globo. Em 2012, foi eleita pelo Portal Terra uma das cinquenta melhores novelas de todos os tempos.[2]

Antecedentes e produção[editar | editar código-fonte]

Dias Gomes e Aguinaldo Silva escreveram Roque Santeiro baseando-se em uma peça de teatro, de autoria de Dias Gomes, O Berço do Herói, que já havia sido censurada e proibida em 1963.[3] A telenovela seria exibida a partir do dia 27 de agosto de 1975, pela Rede Globo, substituindo Escalada, novela de Lauro César Muniz, e já havia 30 capítulos gravados e chamadas anunciavam sua estreia. Porém, no dia de sua estreia, a emissora recebeu um ofício do Departamento de Ordem Política e Social, ou DOPS, do governo federal censurando a exibição da novela.[4][5] O motivo da censura foi uma escuta telefônica do governo, em que foi gravada uma conversa do autor da novela, Dias Gomes, afirmando que Roque Santeiro era apenas uma forma de enganar os militares, adaptando O Berço do Herói para a televisão, com ligeiras modificações que fariam com que os militares não percebessem que se tratava da mesma obra.[6] Em meio à comoção da equipe, a emissora teve apenas três meses para preparar uma outra novela, e para preencher o buraco na programação, foi exibida uma reprise compacta do grande sucesso Selva de Pedra, novela de Janete Clair, posteriormente substituída por Pecado Capital, da mesma autora e um dos maiores sucessos da emissora na época. Para a realização desta novela, parte do elenco e dos cenários de Roque Santeiro foram reaproveitados.

Após 10 anos, já no governo civil de José Sarney, a telenovela foi finalmente liberada e podê ser exibida. Por consideração aos artistas envolvidos no trabalho original, os mesmo foram convidados à participar da nova versão da novela, com seus respectivos personagens. Porém, Francisco Cuoco e Betty Faria recusaram os papéis principais de Roque Santeiro e Viúva Porcina; já Lima Duarte retornou à produção novamente como o inesquecível Sinhozinho Malta. Além dele, alguns atores que participaram da versão censurada da novela, retornaram à produção, interpretando os mesmos personagens João Carlos Barroso, Luiz Armando Queiroz e Ilva Niño.

Milton Gonçalves, que interpretava o padre Honório (nome esse trocado para, Hipólito) na versão censurada, ganhou o papel do promotor público Lourival Prata; Elizângela, também, participou da versão censurada teve seu papel alterado, para viver Marilda, esposa de Roberto Mathias, interpretado por Fábio Jr.; e Lutero Luiz que interpretou o prefeito Flô, nesta versão, interpretou o Dr. Cazuza Amaral.

Sônia Braga, Vera Fischer, Marília Pera e Fernanda Montenegro chegaram a fazer testes para o papel da fogosa Viúva Porcina, que acabou sendo interpretada de forma brilhante por Regina Duarte: o entrosamento entre o casal de personagens Porcina e Sinhozinho Malta foi perfeito e rendeu aos telespectadores cenas de barracos homéricos, segundo Lima Duarte, teria emprestado um tom mais engraçado a seu personagem, diferente de quando contracenava com Betty Faria, na versão censurada da novela. O autor Aguinaldo Silva passou a escrever a novela a partir do capítulo 51, com a incumbência de dar continuidade à trama. Para isso, contou com a colaboração de três profissionais: os escritores Marcílio Moraes e Joaquim Assis, e a pesquisadora Lilian Garcia. Segundo Aguinaldo, quase no final da trama, por volta do capítulo 163, Dias Gomes declarou que gostaria de finalizar a novela, e assim, escreveu os capítulos finais.

Mas nem tudo foi em perfeito em "Roque Santeiro". O final gravado oficialmente para a telenovela, foi ao estilo do grande clássico Casablanca, filme de Michael Curtiz, no qual Porcina fica em dúvida se embarca com Roque no avião ou continua com Sinhozinho Malta. Mas diferente da personagem de Ingrid Bergman no filme, Porcina opta por permanecer ao lado do coronel, e os dois terminam juntos acenando para Roque, que enfim vai embora. De acordo com o documentário "A Negação do Brasil", de Joel Zito Araújo, teria sido gravado um terceiro final, no qual Porcina terminava ao lado do capataz Rodésio (Tony Tornado), algo que de acordo com as declarações dos envolvidos não teria sido divulgado à imprensa pela Rede Globo.

Exibição[editar | editar código-fonte]

Foi reexibida pela Sessão Aventura de 1 de julho de 1991 a 3 de janeiro de 1992, às 17h, em 135 capítulos. Foi reexibida pelo Vale a Pena Ver de Novo de 11 de dezembro de 2000 a 29 de junho de 2001, substituindo A Próxima Vítima e sendo substituída pelo programa Você Decide, em 145 capítulos.

Foi reexibida na íntegra pelo Canal Viva de 18 de julho de 2011 a 4 de maio de 2012, substituindo Vale Tudo e sendo substituída por Que Rei Sou Eu?, à 00h15.[7][8]

Vinheta de abertura[editar | editar código-fonte]

Ao som de "Santa Fé", de Moraes Moreira, vários trabalhadores andam por uma folha natural. O logotipo da novela aparece em um efeito tridimensional. A letra "Q" da palavra "Roque" representa uma auréola e brilha. Um trator e duas mulheres passeiam por uma palha de espiga de milho. Um trem sai de dentro de uma fruta. Um motoqueiro passeia por um coco. Um homem puxa uma carroça por cima de uma banana. Um navio navega por uma violeta. Acontece um congestionamento sobre uma vitória-régia.

Enredo[editar | editar código-fonte]

Gtk-paste.svg Aviso: Este artigo ou se(c)ção contém revelações sobre o enredo.

A história é ambientada na fictícia cidade Asa Branca, que funciona como microcosmo do Brasil. Há dezessete anos, o coroinha Luís Roque Duarte, conhecido como Roque Santeiro, por esculpir imagens sacras, morreu ao defender os habitantes de Asa Branca dos capangas do perigoso Navalhada, um bandido que havia invadido à cidade. Santificado pelo povo de Asa Branca, que atribui milagres à sua imagem, e outras pessoas buscavam até mesmo a sua canonização, Roque Santeiro tornou-se uma lenda e faz a cidade prosperar com sua história de heroísmo. Mas também despertando o interesse de muitos que se aproveitam da lenda para lucrarem. Só que para o desespero dos poderosos de Asa Branca, Roque Santeiro não está morto, e o pior, está voltando para cidade, depois de dezessete anos, ameaçando pôr um fim ao mito.

Os representantes das forças políticas, religiosas e econômicas de Asa Branca se dividem entre os que defendem que a verdade deve ser revelada, e os que querem manter a farsa do mito, porque precisam dele para lucrar. Os que se sentem ameaçados pelo retorno de Roque Santeiro, são o conservador padre Hipólito, o prefeito Florindo Abelha, o comerciante Zé das Medalhas - principal explorador da sua imagem -, e o todo poderoso fazendeiro Sinhozinho Malta, que mantém uma relação com a fogosa e extravagante Porcina, a suposta viúva de Roque Santeiro, e vê seu relacionamento ameaçado com a presença dele em Asa Branca.

Mas, o retorno de Roque à Asa Branca atinge a vida de outra moradora: Mocinha, apaixonada por ele, e que fora sua verdadeira noiva, antes da invasão de Navalhada à cidade. Mocinha nunca se conformou com o desaparecimento dele e se manteve virgem à espera dele, mesmo pensando que ele estivesse morto. Mocinha sente muita raiva e ódio de Porcina, por ela ter sido a suposta esposa de Roque Santeiro. Ela é filha do prefeito Florindo Abelha, e da beata Dona Pombinha.

À frente daqueles que desejam revelar a verdade aos habitantes de Asa Branca está padre Albano, que faz o contraponto com padre Hipólito. E, por meio deste personagem, foi abordado um tema em voga na época, a divisão da Igreja Católica entre os tradicionalistas e os adeptos da Teologia da Libertação. Progressista, Padre Albano, luta à favor dos trabalhadores de Asa branca e faz de tudo para revelar a verdade ao seus habitantes, que o mito de Roque Santeiro não passa de uma farsa.

Asa Branca também fica agitada com a chegada de Matilde, amiga de Sinhozinho Malta, que constrói na cidade, o seu único hotel, a Pousada do Sossego, e traz consigo do Rio de Janeiro, duas sensuais dançarinas, Ninon e Rosaly, para trabalhar na sua boate Sexus, e enfrentando a oposição do padre Hipólito e das beatas da cidade, comandadas por Dona Pombinha Abelha, a esposa do prefeito Florindo.

Também chega à cidade a equipe de filmagem de Gérson do Valle, o cineasta que vai filmar A Saga de Roque Santeiro. O filme tem como astros principais a atriz Linda Bastos, por quem Gérson é apaixonado, e Roberto Mathias, um mulherengo que acaba por se envolver com Porcina, com Tânia, a contestadora filha de Sinhozinho Malta, e com Dona Lulu, a reprimida esposa de Zé das Medalhas.

Outro mistério que desperta a curiosidade na população de Asa Branca, é saber: quem é o lobisomem que aparece nas noites de lua cheia atacando as mulheres da cidade? O principal suspeito é o professor Astromar Junqueira pelos seus hábitos um tanto sombrios: ele é apaixonado por Mocinha.

Gtk-paste.svg Aviso: Terminam aqui as revelações sobre o enredo.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Elenco principal[editar | editar código-fonte]

(Seguindo a exibição da abertura)
Ator / Atriz Personagem
Regina Duarte Porcina da Silva (Viúva Porcina)
Lima Duarte Francisco Teixeira Malta (Sinhozinho Malta)
Yoná Magalhães Matilde Mendes de Oliveira
Fábio Junior Roberto Mathias
José Wilker Luis Roque Duarte (Roque Santeiro)
Eloísa Mafalda Ambrosina Abelha (Dona Pombinha)
Luiz Armando Queiroz Tito Moreira França
Rui Resende Professor Astromar Junqueira
Cássia Kis Magro Lugolina de Aragão (Lulu)
Elisângela Marilda
João Carlos Barroso Toninho Jiló
Arnaud Rodrigues Cego Jeremias
Nelson Dantas Beato Salu (Salustiano Duarte)
Wanda Kosmo Dona Marcelina Magalhães
Maurício do Valle Delegado Feijó
Ísis de Oliveira Rosaly
Cláudia Raia Maria do Carmo (Ninon)
Patrícia Pillar Linda Bastos
Maurício Mattar João Duarte (João Ligeiro)
Cláudia Costa Carla
Alexandre Frota Luiz Cláudio (Luizão)
Ilva Niño Filismina (Mina)
Tony Tornado Rodésio
Luiz Magnelli Decembrino
Lícia Magna Ciana
Cristina Galvão Dondinha
Waldyr Sant'anna Terêncio Apolinário
Sandro Solviat Sua Majestade
Ana Luiza Folly Noêmia
Gabriela Bicalho Cristina de Aragão (Tininha)
Bruno César Raul de Aragão (Raulzinho)
Atrizes convidadas
Atriz Personagem
Lídia Brondi Tânia Magalhães Malta
Lucinha Lins Mocinha Abelha
Nélia Paula Amparito Hernandez
Lilian Lemmertz Margarida Magalhães Malta
Atores convidados
Ator Personagem
Ewerton de Castro Gérson do Valle
Cláudio Cavalcanti Padre Albano, o "Padre Vermelho"
Othon Bastos Ronaldo César
Oswaldo Loureiro Aparício Limeira (Navalhada)
Participações especiais
Ator Personagem
Armando Bógus José Ribamar de Aragão (Zé das Medalhas)
Ary Fontoura Prefeito Florindo Abelha (Seu Flô)
Paulo Gracindo como Padre Hipólito

Elenco de apoio[editar | editar código-fonte]

Ator / Atriz Personagem
Walter Breda Francisco
Lutero Luiz Doutor Cazuza
Angela Leal Odete
Regina Dourado Efigênia
Ângela Figueiredo Selma Sotero
Leina Krespi Maria Igarapé
Marcos Paulo Jorge de Lima
Paulo César Pereio Delegado Benevides
Ivan Setta Antônio das Tintas
Dedina Bernardelli Ângela Flores
Vera Manhães Neusa (esposa do promotor público)
Edyr de Castro Nininha
Arthur Costa Filho Dr. Cipó
Fernando José Oliveira
Hemílcio Fróes Colméia
Gilson Moura Tião
Gabriela Senra Lulu (criança)
José de Freitas Deputado Ferreira de Jesus
Heloísa Helena Madre Felícia
Izabella Bicalho Porcina da Silva (jovem)
Lu Mendonça Rosa
Antônio Pitanga Robusto
Jorge Coutinho Seu Devagar
Dhu Moraes Dona Maricota
Vera Lúcia Tia Sinhá Maria

Galeria[editar | editar código-fonte]

Música[editar | editar código-fonte]

A trilha sonora da novela foi um grande sucesso, tendo o nacional Volume 1 vendido com mais de 500.000 cópias em três meses. De modo mais esperado, a gravadora Som Livre chegou a cogitar a comunicado da TV Globo a trilha sonora internacional da novela, como era de costume em outras exibidas pela emissora. Mas, por determinação do produtor geral Mariozinho Rocha, a gravadora optou por não lançar a trilha devido ao fato de a obra da trama original que Dias Gomes se baseava ser meramente regional. Por isso, foi criada às pressas mais uma trilha nacional. Desta vez, o volume 2 trazia outros grandes sucessos; sendo assim, Roque Santeiro foi a primeira novela da emissora com duas trilhas totalmente nacionais, se tornando um segmento diferenciado de outras telenovelas.[9]

Várias das canções dos álbuns ficaram entre as mais tocadas de 1985, como: "Dona" (2ª), "Vitoriosa" (6ª), "Sem Pecado e Sem Juízo" (17ª), "De Volta pro Aconchego" (24ª), "Chora Coração" (43ª), "Isso Aqui Tá Bom Demais" (45ª), "Coração Aprendiz" (55ª), "Coisas do Coração" (73ª), "Mistérios da Meia Noite" (79ª), "Verdades e Mentiras" (83ª), "A Outra" (84ª) e "Mal Nenhum" (98ª).[10]

Nacional Volume 1[editar | editar código-fonte]

Roque Santeiro - Nacional Volume 1
Trilha sonora
Lançamento julho de 1985 (1985-07)
Formato(s) LP, K7
Gravadora(s) Som Livre
Produção Mariozinho Rocha[11]
Lado A
N.º Título Música Personagem Duração
1. "Isso Aqui Tá Bom Demais"   Dominguinhos e Chico Buarque tema de Sinhozinho Malta 3:17
2. "A Outra"   Simone tema de Lulu 3:18
3. "Sem Pecado e Sem Juízo"   Baby Consuelo tema de Linda e Gerson 4:54
4. "Chora Coração"   Wando tema de Mocinha 3:48
5. "Mistérios da Meia-Noite"   Zé Ramalho tema do Lobisomem / professor Astromar 3:20
6. "Santa Fé"   Moraes Moreira tema de abertura 2:20
Lado B
N.º Título Música Personagem Duração
1. "Dona"   Roupa Nova tema de Viúva Porcina 4:00
2. "De Volta pro Aconchego"   Elba Ramalho tema de Roque 4:39
3. "Indecente"   Anne Duá tema de Matilde 3:26
4. "Coração Aprendiz"   Fafá de Belém tema de Tânia 3:18
5. "Roque Santeiro"   Sá & Guarabyra tema de locação "Asa Branca" 3:09
6. "Cópias Mal Feitas [música incidental: Dezessete na Corrente]"   Alceu Valença tema de Zé das Medalhas 2:56

Nacional Volume 2[editar | editar código-fonte]

Roque Santeiro - Nacional Volume 2
Trilha sonora
Lançamento outubro de 1985 (1985-10)
Formato(s) LP, K7
Gravadora(s) Som Livre
Produção Mariozinho Rocha
Lado A
N.º Título Música Personagem Duração
1. "Malandro Sou Eu"   Beth Carvalho tema de Roque 3:17
2. "Coisas do Coração"   Ritchie tema de Tânia 3:05
3. "Pelo Sim, Pelo Não"   Cláudio Nucci e Zé Renato tema de Sinhozinho Malta 3:25
4. "Vitoriosa"   Ivan Lins tema de Lulu 3:39
5. "Fruta Mulher"   Nana Caymmi tema de Matilde 3:46
6. "Verdades e Mentiras"   Sá & Guarabyra tema de locação "Asa Branca" 3:26
7. "Mil e uma Noites de Amor"   Pepeu Gomes tema de Linda e Gerson 3:58
8. "A Hora e a Vez"   Cláudio Nucci e Zé Renato tema de viúva Porcina 3:18
9. "Mal Nenhum"   Joanna tema de Ninon e delegado Feijó 3:14
10. "Entra e Sai de Amor"   Altay Veloso tema de Tânia e Padre Albano 3:29
11. "Amparito Amor"   Cauby Peixoto tema de Amparito 2:53
12. "Mal de Raiz"   MPB4 tema de Mocinha 3:42

Internacional[editar | editar código-fonte]

Roque Santeiro - Internacional
Trilha sonora
Lançamento outubro de 1985 (1985-10)
Formato(s) LP, K7
Gravadora(s) Som Livre
Produção Mariozinho Rocha
Lado A
N.º Título Música Personagem Duração
1. "Shout"   Tears For Fears tema de núcleo "povo de Asa Branca" 6:29
2. "Do It For Love"   Sheena Easton tema de Lulu 3:52
3. "Say You, Say Me"   Lionel Richie tema de Porcina e Roque 4:01
4. "If I Was"   Midge Ure tema de Padre Albano 4:44
5. "Like a Virgin"   Madonna tema de locação "boate Sexus" 3:01
6. "Run to You"   Bryan Adams tema de Tânia e Roberto Mathias 3:49
7. "Forever"   Kenny Loggins tema de Linda e Gerson 4:23
Lado B
N.º Título Música Personagem Duração
1. "We Don't Need Another Hero (Thunderdome)"   Tina Turner tema de locação "Asa Branca" 4:16
2. "All of You"   Diana Ross & Julio Iglesias tema de Porcina e Sinhozinho Malta 4:01
3. "Money for Nothing"   Dire Straits tema de núcleo "grupos de cineastas de Asa Branca" 4:14
4. "Overjoyed"   Stevie Wonder tema de Mocinha 3:42
5. "I'm Your Man"   Wham! tema de Sinhozinho Malta 4:05
6. "Burning Heart"   Survivor tema de Roque 3:51
7. "Would I Lie to You?"   Eurythmics tema de Roberto Mathias 4:33

Outras canções:

  • Anne Duá - "Indecente" - Som Livre 401.8195
  • Moraes Moreira - "Santa Fé" / "Olhos de Xangô" - CBS 43.118
  • Baby Consuelo - "Sem Pecado e sem Juízo" / "Rock das Crianças" - CBS 43.119
  • Pepeu Gomes - "Mil e uma Noites de Amor" / "Rock in Rio" - CBS 43.120
  • Claudio Nucci & Zé Renato - "Pelo Sim, Pelo Não" / "Manágua" - CBS 43.121
  • Moraes Moreira - "Santa Fé" - CBS Promo 51.100
  • Vários - "Mil e uma Noites de Amor" / "Pelo Sim, Pelo Não" // "A Hora e a Vez" / "Coisas do Coração" - CBS Promo 51.113
  • Zé Ramalho - "Mistérios da Meia-Noite" - CBS Promo 52.032
  • Sá e Guarabyra - "Roque Santeiro" / "A Longa Noite" - RCA 101.0999
  • Roupa Nova - "Dona" / "Não Dá" // "Tímida" / "Whisky à Go-Go" - RCA 102.0438
  • Beth Carvalho - "Mais que um Sorriso" / "Malandro Sou Eu" // "Cinelândia" / "O Encanto dos Gantois" - RCA Promo 102.0454
  • Altay Veloso - "Entra e Sai de Amor" / "A Volta do Cometa" - Polydor 883.613-1(?)

Reedições[editar | editar código-fonte]

Em 1991, por ocasião da re-exibição da novela, o álbum do volume 1 da trilha sonora nacional foi relançado, tendo-lhe sido adicionadas duas canções do volume 2, que não foi relançado na época. Essa versão ampliada foi, em 2001, re-editada em CD como parte da série "Campeões de Audiência - Agora em CD" e renomeada para "O Melhor de Roque Santeiro".

Versões internacionais[editar | editar código-fonte]

Por iniciativa da CBS, gravadora de origem de grande parte dos artistas presente nos dois álbuns da trilha sonora da novela, foram lançados LPs em outros países onde a novela fez sucesso.

Repercussão[editar | editar código-fonte]

Audiência[editar | editar código-fonte]

Horário # Eps. Estreia Final Posição Temporada Classificação geral
Data Primeiro
capítulo
Data Último
capítulo
Segunda — Sábado
20:30
209
24 de junho de 1985
68
21 de fevereiro de 1986
96 #1 1985 - 1986

74

Sua média geral é de 74 pontos de audiência, sendo a telenovela de maior audiência da televisão brasileira.[14][15] Em seu primeiro capítulo marcou 68 pontos. Em seu último capítulo, exibido em 21 de fevereiro de 1986, foi exibida a cena em que Sinhozinho Malta e Viúva Porcina se despedem de Roque Santeiro, que deixa Asa Branca. A telenovela registrou o maior índice de audiência da história da televisão brasileira: incríveis 96 pontos de média e 100 pontos de pico.[16][17]

Quando foi reprisada, pela primeira vez em 1991, na extinta faixa da Sessão Aventura, a audiência foi satisfatória, muito maior do que às das séries estrangeiras que ocupavam o horário, chegando a marcar 36 pontos.[18] Em sua segunda reprise - agora pelo Vale a Pena Ver de Novo -, no entanto, sua audiência foi de 15 pontos.

Prêmios[editar | editar código-fonte]

Troféu APCA (1985):

Troféu Imprensa (1985):

Referências

  1. Memória Globo. «Roque Santeiro - Ficha Técnica». Consultado em 22 de fevereiro de 1986. 
  2. «Las 50 mejores telenovelas de todos los tiempos» (em espanhol). Portal Terra. Consultado em 13 de março de 2012. 
  3. «Roque Santeiro - Memória Globo». Globo.com. Consultado em 4 de setembro de 2013. 
  4. «'Roque Santeiro': Censura adiou estreia da trama por dez anos». Extra Online. 11 de dezembro de 2010. Consultado em 28 de março de 2011. 
  5. «Censura nas novelas: o que você não viu na TV». Aventuras na História. Consultado em 28 de março de 2011. 
  6. «Roque Santeiro é proibida pela censura» (PDF). PUC-Rio. Consultado em 28 de março de 2011. 
  7. «"Roque Santeiro" será reprisada no Canal Viva». IG Gente. 15 de abril de 2011. Consultado em 22 de agosto de 2015. 
  8. «Roque Santeiro volta ao ar nesta segunda-feira (18)». Fernando Oliveira. iG. 18 de julho de 2011. Consultado em 22 de agosto de 2015. 
  9. XAVIER, Nilson. «Roque Santeiro (1985) - Bastidores». Teledramaturgia.Com.Br. Consultado em 18 ago. 2014. 
  10. MOFOLÂNDIA. «MÚSICA - Top Hits 1985». Consultado em 18 ago. 2014. 
  11. XAVIER, Nilson. «Roque Santeiro (1985) - Trilha Sonora». Teledramaturgia.Com.Br. Consultado em 18 ago. 2014. 
  12. Aforocha. «Various - Roque Santeiro (Vinyl, LP)». Discogs. Consultado em 18 ago. 2014. 
  13. Salvavinilos. «Roque Santeiro - Varios Artistas [1989]». FlickRiver. Consultado em 18 ago. 2014. 
  14. Redação Terra (25 de abril de 2009). «Confira as 10 novelas mais vistas da Globo». Terra Diversão. Consultado em julho de 2010. 
  15. Redação Quem Online (10 de março de 2009). «Aguinaldo Silva divulga lista das novelas com maior audiência da história». Revista Quem Acontece. Consultado em julho de 2010. 
  16. http://www.muitointeressante.com.br/pq/perguntas/qual-foi-a-maior-audiencia-de-tv-registrada-no-brasil
  17. http://www.guiadoscuriosos.com.br/categorias/242/1/curiosidades-das-novelas.html
  18. Reprise de 'Roque' atinge 36 pontos

Ligações externas[editar | editar código-fonte]