Sistema Difusora de Comunicação

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Sistema Difusora de Comunicação
Razão social Rádio & TV Difusora do Maranhão Ltda.
Tipo Privada
Indústria Comunicação
Gênero Sociedade limitada
Fundação 29 de outubro de 1955 (62 anos)
Fundador(es) Carlos Magno Bacelar
Raimundo Bacelar
Sede Bandeira de São Luís.svg São Luís, MA
Avenida Camboa, 120 - Camboa
MAPA
Área(s) servida(s) Maranhão
Proprietário(s) Edison Lobão Filho
Presidente Paulinha Lobão
Pessoas-chave Edison Lobão Filho
Paulinha Lobão
Produtos Televisão
Rádio
Internet
Subsidiárias Rede Difusora
Sistema Difusora de Rádio
Website oficial iDifusora.com

O Sistema Difusora de Comunicação é um conglomerado de mídia brasileiro sediado em São Luís, MA, que foi criado pelos irmãos Carlos Magno Bacelar e Raimundo Bacelar em 29 de outubro de 1955, com a fundação da Rádio Difusora. Atualmente, tendo como proprietário o político e empresário Edinho Lobão, o grupo é a segunda maior empresa de comunicação do Maranhão, atrás apenas do Grupo Mirante de Paulo Guimarães e Fernando Sarney. O Sistema Difusora de Comunicação é uma subsidiária da EML Participações, razão social pertencente a Família Lobão que é responsável por vários investimentos no Maranhão.

História[editar | editar código-fonte]

Os primeiros anos[editar | editar código-fonte]

Sede do grupo em São Luís.

O grupo teve seu marco inicial com a fundação da Rádio Difusora em 29 de outubro de 1955, pelos irmãos Carlos Magno Bacelar e Raimundo Bacelar (este último fundador também da Rádio Clube de Teresina). A emissora foi a segunda a ser fundada, 10 anos após a inauguração da Rádio Timbira, pioneira do estado.

Nas décadas seguintes, o grupo seria pioneiro ao fundar a TV Difusora, primeira emissora de televisão do estado, em 9 de novembro de 1963, e a Difusora FM, em 22 de agosto de 1979. À época, o Sistema Difusora já era o maior grupo de comunicação do Maranhão, somando ao fato de sua consolidação ter como fatores principais a TV Difusora como afiliada à Rede Globo, logo, detendo boa parte do mercado publicitário, e a vida política de Magno Bacelar, que já havia sido deputado estadual e estava em seu segundo mandato como deputado federal.

Golpe midiático[editar | editar código-fonte]

Em 1986, Bacelar anunciou a sua candidatura ao Senado Federal, contando com o apoio do então presidente da república José Sarney. Este por sua vez, estava implantando na época a TV Mirante, e propôs a Bacelar realizar uma troca de redes: a TV Difusora se afiliaria ao SBT, e a TV Mirante a Rede Globo.[1] Porém, Bacelar recusou a proposta por diversas vezes. Sarney então passou a trabalhar em um golpe para fazer Bacelar perder as eleições para senador e começar a ter problemas financeiros, que posteriormente fariam ele vender a TV Difusora aos seus aliados fiéis, que aceitariam a troca de redes facilmente.

A partir daí, Sarney rompe suas alianças políticas com Bacelar, e lança Américo de Sousa para ser eleito deputado estadual em todos os municípios que votaram em Bacelar em 1982, além de orientar os prefeitos mais ligados a convencerem os eleitores a votar nos candidatos a senador Alexandre Costa e Edison Lobão, para fazer Bacelar perder as eleições. Tendo em vista que seu golpe iria dar certo, Sarney orientou os seus grupos mais aliados a articularem modos de dificultar a vida financeira da Família Bacelar, para fazer com que eles vendessem a TV Difusora e todo o Sistema Difusora de Comunicação aos seus aliados.

Costa e Lobão vencem as eleições para senador em 1987, deixando Bacelar em 3º lugar. Tendo em vista os possíveis prejuízos que viria a ter, Bacelar mantinha-se com apenas 70% do controle do grupo, sendo que os outros 30% haviam sido vendidos à Francisco Coelho, proprietário da TV Rio Balsas em Balsas, no interior do estado. Bacelar ainda tentou uma repactuação com Sarney, com a recusa deste. Já estando sem mandato e sem dinheiro, Bacelar não viu outra opção a não ser vender o resto de suas ações, dando em garantia todas as suas empreitadas.

Em 1987, o governador eleito Epitácio Cafeteira, adquire através de Willian Nagem, uma espécie de empresário laranja, os 30% do grupo que cabiam à Francisco Coelho, e mais tarde, em 1988, também compra o restante das ações de Bacelar, tornando-se o proprietário integral do Sistema Difusora de Comunicação, e de todos os seus veículos de comunicação. Um dos sócios de Cafeteira era Fernando Sarney, proprietário da TV Mirante, e que via retardada a possibilidade de trocar de afiliação com a TV Difusora pelo menos até 1989, quando Cafeteira rompe com a Família Sarney na candidatura ao senado.

Em 1990, Cafeteira, via Willian Nagem, vende 30% do controle acionário do Sistema Difusora de Comunicação à Edinho Lobão, filho do governador eleito e sucessor de Cafeteira, Edison Lobão. Nesta época, jornais especularam que o dinheiro com o qual Lobão havia comprado parte das ações havia sido utilizado em sua campanha eleitoral, o que foi negado por ele. Em seguida, os 50% que cabiam a Fernando Sarney na sociedade com Cafeteira, vieram também a ser vendidos, e os 20% que ainda lhe restavam foram vendidos à Lobão ao longo da década de 1990, tornando a família Lobão proprietária integral do Sistema Difusora de Comunicação, como é até os dias atuais.[2]

Como já era esperado, justamente por ser companheiro político de Sarney, Lobão não criou dificuldades à troca de afiliação da TV Difusora com a TV Mirante, e em 1º de fevereiro de 1991, as emissoras trocam de afiliação, com a TV Mirante tornando-se afiliada à Rede Globo e a TV Difusora afiliada ao SBT, como acontece até hoje.

Declínio do grupo[editar | editar código-fonte]

No entanto, a TV Difusora não foi a única a perder com esta troca. No decorrer da década, com a ascensão desenfreada do Sistema Mirante de Comunicação e de todas as suas empresas, o grupo foi perdendo cada vez mais espaço na mídia maranhense. A Difusora FM, líder de audiência desde a sua fundação em 1979, começa a sentir a concorrência da Cidade FM, até que perde a liderança de audiência para a mesma em 1996. Já a Rádio Difusora, também líder de audiência e em perfeita condição financeira, simplesmente alugou em 1997 toda a sua grade de programação para a Igreja Universal do Reino de Deus. Severamente afetado, o grupo passou a condição de segunda maior empresa de comunicação do estado, panorama que se mantém até hoje, muito em parte devido à associação entre os grupos políticos que o controlam.

Em 2003, o grupo pôs no ar a TV Athenas, uma retransmissora da Rede Mulher, no qual havia planos para se fazer uma micro-geradora de TV em frequência UHF, que não saíram do papel. A emissora foi arrendada entre 2009 e 2014 para a Igreja Mundial do Poder de Deus, até que devido à atrasos no pagamento do arrendamento, retirou o seu sinal do ar.

Em 2004, entra no ar a TV Difusora Caxias, que até então era apenas uma retransmissora da emissora de São Luís desde a década de 1990, e era uma sociedade entre o dono da emissora, Edinho Lobão e Humberto Coutinho. Porém, em 30 de maio de 2014, após o rompimento entre as alianças políticas de Coutinho e Lobão, a emissora acaba sendo sendo extinta.[3]

Em 2006, o grupo compra a antiga TV Difusora Imperatriz do político Ribamar Fiquene,[4] e posteriormente a emissora é arrendada ao empresário Ernani Ferraz, passando a se chamar TV Difusora Sul. Um ano após o arrendamento, o grupo retoma o controle da emissora.

Em 2016, após uma crise financeira no grupo, que culminou na demissão de mais de 200 funcionários, sendo a maioria deles na TV Difusora, saem notas na imprensa de que Edinho Lobão estaria vendendo a emissora.[5][6] Porém, em março, os veículos foram arrendados pelo deputado federal Weverton Rocha, que por intermédio do novo superintendente Zeca Pinheiro[7] promoveu várias reformas no grupo, com a contratação de novos profissionais e a criação de novos programas tanto na TV quanto nas rádios.

Empresas[editar | editar código-fonte]

Televisão[editar | editar código-fonte]

Rádio[editar | editar código-fonte]

Internet[editar | editar código-fonte]

  • MA10

Antigas empresas[editar | editar código-fonte]

Ações sociais e eventos patrocinados[editar | editar código-fonte]

  • XPoint Verão
  • Volta da Lagoa

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

Em 11 de janeiro de 2008, o Ministério Público Federal do Maranhão, em conjunto com a Polícia Federal, investigou um possível arrendamento ilegal da TV Difusora Sul ao empresário Ernani Ferraz, proprietário do Instituto de Desenvolvimento Tecnológico (IDETEC), uma ONG sediada no Rio de Janeiro. O empresário negou que houvesse arrendamento, afirmando que a direção da emissora havia sido assumida por Ernani em um curto período em 2006, em uma experiência que não havia dado certo.[8][9]

O MPF também investigou um outro caso, onde o empresário era acusado de operar uma emissora de TV clandestina em São Mateus do Maranhão, a TV São Mateus, juntamente com o pecuarista Rivoredo Barbosa Wedy e a estudante Shelyda Coran Salomão Pessoa. O advogado de Edinho Lobão, Ruy Eduardo Villas Boas Santos, afirmou que não existiu conduta criminosa de seu cliente porque não houve efetivamente a retransmissão da programação da TV Difusora pela TV São Mateus, sendo o contrato firmado apenas para "reserva de mercado".[10]

Referências

  1. Lopes, Roberto (11 de maio de 1986). «Inquietação entre os concorrentes». Folha de S. Paulo. Consultado em 17 de junho de 2012 
  2. Ferreira, Franklin Douglas (2011). «20 anos da captura da TV Difusora por Sarney/Lobão» (PDF). Consultado em 17 de junho de 2015 
  3. Emir, Diego (12 de maio de 2014). «Lobão tira sinal da TV Difusora de Humberto Coutinho em Caxias». Poder e Política. Consultado em 17 de junho de 2015 
  4. Sousa, Luzia de (12 de junho de 2011). «Bandeira 2: Estudo de caso do jornalismo policial da TV Difusora de Imperatriz (MA)» (PDF). UFMA. Consultado em 2 de agosto de 2016 
  5. Loyola, Leandro (12 de janeiro de 2016). «Família de Lobão procura comprador para retransmissora do SBT». Época. Consultado em 13 de janeiro de 2016 
  6. Emir, Diego (12 de janeiro de 2016). «TV Difusora pode ser vendida». Diego Emir - Poder, Política e Sociedade. Consultado em 13 de janeiro de 2016 
  7. Corrêa, Clodoaldo (12 de março de 2016). «Zeca Pinheiro é o novo superintendente geral do Sistema Difusora». Política e atualidades. Consultado em 19 de julho de 2016 
  8. Freire, Sílvia (11 de janeiro de 2008). «MPF e PF investigam emissora de filho de Edison Lobão». Folha Online. Consultado em 17 de junho de 2015 
  9. Décio Sá. «Décio Sá». Blog do Décio. 1 páginas. Consultado em 17 de junho de 2015. Arquivado do original em 23 de junho de 2009. Edinho Lobão retoma controle da TV Difusora 
  10. Freire, Sílvia (12 de janeiro de 2008). «Lobão Filho é réu em processo de TV pirata». Folha Online. Consultado em 17 de junho de 2015 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

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