Sistema Integrado de Mobilidade

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Disambig grey.svg Nota: Este artigo é sobre o sistema florianopolitano. Para o de Contagem, veja Sistema Integrado de Mobilidade (Contagem).
Sistema Integrado de Mobilidade
Informações
Local Florianópolis, Santa Catarina
 Brasil
Tipo de transporte BSicon BUS.svg Ônibus
Funcionamento
Operadora(s) Consórcio Fênix, COTISA, Prefeitura de Florianópolis

O Sistema Integrado de Mobilidade (SIM), antes conhecido como Sistema Integrado de Transporte, é o sistema de transporte público por ônibus em Florianópolis. É constituído por seis terminais de integração ativos na Ilha de Santa Catarina, que recebem as linhas locais e se conectam aos outros terminais. É o principal modal de transporte público em massa da cidade.

O sistema foi reinaugurado com o novo nome em 2014, prometendo mudanças que melhorariam o transporte público da cidade, que tem um dos piores trânsitos do Brasil. Na prática, o sistema segue o mesmo de 2003, quando o Sistema Integrado de Transporte foi inaugurado, com apenas algumas evoluções tecnológicas na bilhetagem eletrônica, novos veículos e repintura dos existentes e um sistema de monitoramento por GPS, além do novo contrato com as empresas.

O Sistema deve ganhar sua primeira linha de BRT nos próximos anos, ligando o Centro a região da Universidade Federal de Santa Catarina. Outras mudanças propostas pelo Plano de Mobilidade Urbana Sustentável da Grande Florianópolis, que projeta um sistema que envolva toda a região metropolitana e que propõe grandes mudanças em várias vias para dar prioridade ao transporte público ainda estão na esfera do planejamento.[1]

História[editar | editar código-fonte]

O início do transporte público em Florianópolis[editar | editar código-fonte]

Nos séculos XVIII e XIX o transporte em Florianópolis era composto basicamente de barcos, com as principais linhas ligando ilha e continente. Após uma primeira tentativa mal sucedida em 1880, em 1907 surge a Companhia de Carris Urbanos e Suburbanos, que operou o primeiro sistema de transporte coletivo terrestre, composto por bondes puxados por burros. Em 1915, três linhas de bondes operavam em Florianópolis, ligando partes do Centro e também a Agronômica. Junto com a chegada das redes de telefonia e energia elétrica os bondes eram considerados parte do progresso chegando a cidade. Apesar da ideia de eletrificar as linhas surgir, ela acabou nunca sendo realizada, e em 1920 os bondes já estavam em decadência.[2]

Surgem os ônibus[editar | editar código-fonte]

Em 1920 surgem as duas primeiras linhas de ônibus, inicialmente entre o Centro, a Agronômica e o José Mendes. Com a inauguração da Ponte Hercílio Luz, surgem novas linhas para o continente. Em 1929, já haviam 38 veículos. E em 1934, um protesto estudantil contra o último bonde, que era criticado pela sujeira causada pelos burros e pelo caráter antiquado, terminou com o veículo sendo atirado na Baía Sul, deixando os ônibus como único meio de transporte público terrestre.

No final dos anos 40 os ônibus já faziam parte do cotidiano da cidade, e mesmo o aparentemente intransponível Morro da Lagoa foi vencido, sendo a Lagoa da Conceição um dos últimos bairros a ter linhas de ônibus. Nessa época, Florianópolis tinha 22 linhas e já havia surgido um sindicato das empresas.[2]

O rodoviarismo[editar | editar código-fonte]

Nos anos 60 algumas das empresas que operam até hoje já haviam surgido, como a Canasvieiras, a Ribeironense - atual Insular - e a São João - hoje Estrela. O porto de Florianópolis, que mantinha 20 empresas de passageiros na década de 50, viu seu movimento diminuir conforme o rodoviarismo crescia na cidade, até que nos anos 1970 ele é definitivamente desativado durante as obras do aterro da Baía Sul. Em 1974, surge a lei de concessões dos Serviços de Transporte Público em Florianópolis, estabelecendo sete empresas na cidade: Canasvieiras, Ribeironense, Trindadense, Limoense, Estrela, Taner e Florianópolis.

Em 1975, surge o Terminal Francisco Tolentino, que seria usado até 2003. Em 1988, foi aberto o Terminal Cidade de Florianópolis, o único terminal antigo ainda existente.

Em 1989, surge o Setuf, o Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo de Florianópolis (Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Passageiros da Grande Florianópolis - Setuf). Entre os anos 80 e 90, a Taner foi absorvida pela Trindadense, que depois entrou em crise e foi substituída e absorvida pela Transol, surgida da Transul de Lages. Já a Limoense foi absorvida pela Ribeironense.[3]

Nos anos 90, as grandes novidades do sistema foram as linhas executivas - conhecidas como amarelinhos devido à cor dos veículos - e os ônibus articulados. No fim do milênio, a ilha era atendida pela Canasvieiras, Transol e Ribeironense e o continente pela Emflotur e Estrela. Os terminais do Centro ainda recebiam os ônibus intermunicipais.[2]

O sistema integrado[editar | editar código-fonte]

Com o crescimento da cidade, um sistema que atendesse melhor as necessidades começou a ser planejado. Um dos problemas era o deslocamento entre bairros, que era complicado pois todos os ônibus iam direto para o Centro. Estudos verificaram a saturação dos terminais existentes e vias com concentração de linhas. Esses estudos, feitos ainda nos anos 90, idealizaram um sistema tronco-alimentador formado por nove terminais de integração. Esses terminais regionais - três na região central, incluindo o terminal central do sistema, o TICEN, dois no continente, dois no norte da ilha, um no leste e um no sul - ligariam as regiões da ilha e unificariam linhas que se sobrepunham.

Assim, os terminais foram construídos e o sistema, chamado de Sistema Integrado de Transporte, foi inaugurado em 2003, inaugurando também a bilhetagem eletrônica. O TICEN substitui os terminais do Centro, desativando o Terminal da Francisco Tolentino e deixando o Terminal Cidade de Florianópolis para linhas intermunicipais. Entretanto, problemas de planejamento e de demanda prejudicaram a fama do sistema. O mais gritante foi o fato de que três dos nove terminais construídos - os dois do continente e o do Saco dos Limões - foram desativados após pouco tempo de uso e permanecem assim até hoje. As linhas desses terminais foram absorvidas pelo TICEN.[4]

Revolta da Catraca[editar | editar código-fonte]

Entre 2004 e 2005, um aumento de passagens causou um dos maiores protestos estudantis dos últimos anos na capital catarinense, a chamada Revolta da Catraca, que fechou as pontes de acesso à ilha e durou vários dias. O movimento desestabilizou os políticos da capital e é citado sempre que há movimentos de grevistas. O protesto, foi um dos mais importantes do Movimento Passe Livre, reforçando o grupo.

Um novo sistema[editar | editar código-fonte]

Em 2014, a nova gestão da prefeitura abre um novo edital para a operação do transporte coletivo. Esse edital pede uma série de exigências da nova empresa, como monitoramento por GPS e ônibus novos, mas acaba vencido pelas mesmas empresas que já operavam o sistema - Canasvieiras, Transol, Emflotur-Biguaçu e Insular-Estrela - que agora passam a atuar com uma única: o Consórcio Fênix. Com isso, o sistema passa a se chamar Sistema Integrado de Mobilidade (SIM) e os ônibus ganham nova pintura.[5] Com o tempo, melhorias como o Centro de Controle Operacional, o GPS nos ônibus - cujas rotas e posição passaram a poder ser vistos pelos usuários através de um aplicativo para celular ou pela internet - e novos ônibus foram adicionados, mas segundo os usuários e os próprios coordenadores, ainda falta muito para garantir um sistema eficaz.[6]

Mudanças recentes[editar | editar código-fonte]

O sistema de ônibus foi afetado pela Pandemia de COVID-19, cujos impactos no Brasil começaram em março de 2020. Os ônibus ficaram paralisados por algum tempo, o que levou as empresas que fazem parte do Consórcio Fênix a enfrentarem dificuldades financeiras e pedidos de recuperação judicial.[7] Ao mesmo tempo, assim que os ônibus puderam, ainda em horário reduzido, retornar, começou o processo de extinção dos cobradores acordado com o sindicato trabalhista.[8] Em 2022, a Prefeitura de Florianópolis inicia o lançamento um programa de incentivos para o transporte coletivo que incluíram diminuição de tarifas em horários fora do pico de demanda, ônibus com linhas mais curtas pela metade do preço, integração mais eficiente e um novo aplicativo para compra de créditos, permitindo o pagamento das tarifas de ônibus com Pix.[9] Outra novidade incluiu a tarifa zero no último domingo de cada mês, iniciativa que foi ampliada para todos os fins de semana nos meses de dezembro e janeiro, sob a justificativa de desafogar o trânsito na temporada de verão.[10]

Linhas[editar | editar código-fonte]

O sistema regular é formado por linhas alimentadoras, linhas diretas e linhas semidiretas. Há ainda as linhas executivas.

  • As linhas diretas são linhas entre os terminais que não param em nenhum ponto de ônibus pelo caminho. São, portanto, as linhas mais rápidas pra deslocamentos entre regiões.
  • As linhas semidiretas param apenas em terminais e alguns pontos importantes. Diferente das diretas, elas não precisam ser entre terminais, como a linha que vai para o Aeroporto Hercílio Luz e a que atende a UFSC.
  • As linhas alimentadoras param em todos os pontos, podendo ser entre terminais, entre bairros - como a linha interpraias - ou ligando bairros e terminais. As linhas mais baratas do Busão do Bairro, criadas em 2022, também são alimentadoras.
  • As linhas executivas são compostas por ônibus diferenciados, mais confortáveis, com ar condicionado e tarifa mais cara. São conhecidos como amarelinhos devido a cor da lataria, diferente do padrão azul com branco das linhas convencionais.

A cidade ainda recebe linhas urbanas das cidades vizinhas, que não são integradas ao Sistema Integrado de Mobilidade, apesar de usarem como ponto de partida o Terminal de Integração do Centro (TICEN) e o Terminal Cidade de Florianópolis.[11][12]

BRT e integração metropolitana[editar | editar código-fonte]

A primeira linha de BRT de Florianópolis, chamada pela gestão da prefeitura de Rapidão, ligará o TICEN a região da UFSC, passando pela Beira-Mar Norte, Agronômica, Pantanal e Via Expressa Sul. As obras começaram na Avenida Professor Henrique da Silva Fontes, próximo a UFSC, e envolvem também a duplicação da Rua Deputado Antônio Edu Vieira. No total, o anel viário terá 17 km.[13][14][15]

Ainda que possa funcionar isoladamente, o BRT faz parte de um um plano ainda maior desenvolvido pelo PLAMUS, o Plano de Mobilidade Sustentável da Grande Florianópolis, iniciativa que estudou e desenvolveu um projeto envolvendo nove municípios da região metropolitana. A partir dele, foi criado o plano de mobilidade da Grande Florianópolis, desenvolvido pela Superintendência de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Florianópolis (Suderf) e que precisaria ser aprovado por todas as prefeituras. Apenas a Palhoça não aprovou, sendo que um dos argumentos era sobre a não participação de Florianópolis na integração imediata - apesar da cidade participar das negociações e ter aprovado sua própria entrada no sistema metropolitano, o contrato com o Consórcio Fênix vai até 2035, e uma integração com as outras cidades antes disso precisaria lidar com esse entrave burocrático, o que levou a Suderf a tocar a integração inicial sem a capital.[16][17][18] Assim, o projeto seguiu projetando a entrada de Florianópolis apenas em uma segunda fase.[19] São estimados 600 milhões de reais para a estrutura do sistema, que teria previsão de implantação em dois anos após as liberações e cujo projeto foi premiado internacionalmente.[20]

Terminais[editar | editar código-fonte]

O sistema de Florianópolis possui seis terminais de integração, cujas siglas tem o "TI" de terminal de integração e as três primeiras letras do bairro que sedia o terminal. São cinco regionais e um central. Neles é possível realizar a transferência de um ônibus para o outro com a mesma passagem (sem custo adicional para o usuário completar sua viagem). Esta tarifa integrada, inspirada em outros modelos no Brasil como o RIT de Curitiba, passou a também funcionar após usar o cartão no ônibus em qualquer ponto em 2014, permitindo desembarcar e reembarcar sem custo por um período de duas horas.[5]

Os terminais regionais tem arquitetura praticamente idêntica, enquanto o terminal central, o TICEN, é consideravelmente maior e diferente dos demais. Todos foram projetados pelos arquitetos do IPUF nos anos 90. Os terminais são administrados pela Companhia Operadora de Terminais de Integração S/A, a COTISA, formada pelas próprias empresas do Consórcio Fênix - Insular-Estrela, Transol, Emflotur-Biguaçu e Canasvieiras - e a empreiteira Sulcatarinense. Um único terminal antigo permaneceu existindo após a criação dos terminais de integração, o Terminal Cidade de Florianópolis.

Todos os terminais de integração contam com banheiros, lanchonete, bebedouros e internet wi-fi. A ideia inicial era criar pequenas centralidades com serviços próximos a cada terminal, por isso, alguns terminais possuem prédios públicos similares muito próximos a eles, e outros foram adicionados mais tarde, como as Policlínicas.[21][22]

Terminal de Integração do Centro (TICEN)[editar | editar código-fonte]

Plataforma do TICEN.

Maior terminal urbano da cidade, o TICEN conta com 4 plataformas. É o único do sistema com mais de uma plataforma, e é o único cujo desenho é diferente dos demais. Fica no Centro, entre a Avenida Paulo Fontes e a Rodovia Governador Gustavo Richard, próximo ao Terminal Rodoviário Rita Maria e o Mercado Público.

A Plataforma A concentra as linhas da região central, incluindo as universidades UFSC e UDESC, e o leste da Ilha, enquanto a Plataforma B fica com as linhas para o norte, sul e continente. Nessas duas o acesso é pré-pago com o cartão municipal. Na Plataforma C ficam as linhas sociais municipais, as linhas da madrugada e as intermunicipais, que também ficam na D. O setor da empresa Jotur na plataforma C também é pré-pago, fazendo parte do Sistema Integrado de Transporte da Palhoça.

Além dos serviços que já existem nas plataformas, o TICEN tem um setor com lotérica, caixas eletrônicos, padaria e farmácia, além dos setores de venda de passe municipal e intermunicipal e a administração.

Terminal de Integração da Trindade (TITRI)[editar | editar código-fonte]

Localizado na Trindade, próximo a Avenida Professor Henrique da Silva Fontes. O terminal atende a parte central da ilha, alternando com o TICEN as linhas da região.

Terminal de Integração da Lagoa (TILAG)[editar | editar código-fonte]

Fica perto do Centrinho da Lagoa, na Avenida Delambert. O terminal atende toda a região leste da ilha. Próximo a ele ficam um prédio abandonado que serviria de bicicletário para o TILAG, e uma delegacia de polícia, que, sendo parte do projeto, tem arquitetura similar a do terminal.

Terminal de Integração de Santo Antônio de Lisboa (TISAN)[editar | editar código-fonte]

Localizado em Santo Antônio de Lisboa, as margens da SC-401, atende a parte oeste do Norte da Ilha. Assim como no TILAG, um bicicletário abandonado e um outro prédio de arquitetura similar a do terminal ficam próximos, além do centro de saúde de Santo Antônio de Lisboa. É vizinho do Colégio Cruz e Sousa e da Faculdade Cesusc.

Terminal de Integração de Canasvieiras (TICAN)[editar | editar código-fonte]

Fica na divisa entre Canasvieiras e a Vargem Grande, no encontro da SC-401 com a SC-403. Atende a parte centro-leste do Norte da Ilha. Lá, o bicicletário virou um posto dos Bombeiros. É vizinho da Policlínica e UPA do Norte da Ilha, da Escola de Ensino Médio Jacó Anderle e do Ilha Shopping.

Terminal de Integração do Rio Tavares (TIRIO)[editar | editar código-fonte]

O terminal que atende todo o Sul da Ilha fica na Fazenda do Rio Tavares. É vizinho da Policlínica e UPA do Sul da Ilha, da Escola de Ensino Médio Vereador Oscar Manoel Conceição e do campo do Bangu.

Terminais desativados (TICAP, TIJAR e TISAC)[editar | editar código-fonte]

Localizados em Capoeiras, no Jardim Atlântico e no Saco dos Limões, tem a mesma aparência dos outros terminais regionais - o de Capoeiras é o único entre os regionais que tem mais de uma plataforma. Esses terminais foram construídos e finalizados, chegando a funcionar, mas linhas que receberiam se sobrepunham as dos terminais vizinhos e aumentariam o tempo de viagem, causando mais transtornos do que ajudando no sistema. Enquanto o TIJAR possui um projeto para transforma-lo no Corpo de Bombeiros do Jardim Atlântico, os outros seguem abandonados.[4]

Terminal Cidade de Florianópolis (TCIF)[editar | editar código-fonte]

É o único terminal antigo que permaneceu após a mudança no sistema e do surgimento dos novos terminais integrados, sendo portanto o mais velho dos terminais. Fica localizado próximo a Praça XV de Novembro, a menos de 500 metros do TICEN. Foi aberto em 1988 e recebeu linhas diversas até 2003, quando passou a receber apenas linhas intermunicipais, já que os outros terminais que elas dividiam com as linhas municipais de Florianópolis deixaram de existir. O terminal passou por anos de abandono e diversas linhas intermunicipais previstas para o Cidade de Florianópolis migraram para o TICEN. Na atualidade, recebe principalmente as linhas executivas e algumas linhas intermunicipais mais longas.[12][23][24][25]

Bilhetagem[editar | editar código-fonte]

O sistema de Florianópolis possui um sistema de bilhetagem eletrônica através de cartões, que cobram as tarifas com desconto em relação ao pagamento em dinheiro. Além do desconto pelo uso do cartão, as tarifas podem ter descontos se usar em determinados horários ou linhas ou ter direito a desconto por lei, como estudantes.[26]

Existem ainda gratuidades, como para idosos, pessoas com deficiências e estudantes de baixa renda, que requerem um cadastro para obter um cartão especial. Desde fevereiro de 2022, no último domingo de cada mês a gratuidade é para todos os usuários, e nos meses de dezembro e janeiro a gratuidade foi estendida para todos os fim de semana.[27][9][10]

Tarifas urbanas ou convencionais[editar | editar código-fonte]

  • A tarifa convencional custa atualmente R$4,50 em dinheiro ou por Pix gerado de um aplicativo de celular.[28] Para os usuários dos Cartões Passe Rápido Cidadão, Turista ou Vale Transporte, a tarifa convencional custa R$4,38. Entre 9h e 10h59, 14h e 15h59 e 20h e 23h59, a tarifa nos cartões passa a ser de R$3,38, para incentivar o uso dos ônibus fora dos horários de pico.
  • A tarifa estudantil custa R$2,19 e só pode ser paga com um Cartão Passe Rápido Estudante que pode ser recarregado livremente, porém necessita de um cadastro que exige documentos comprobatórios do estudante. Entre 9h e 10h59, 14h e 15h59 e 20h e 0h há um desconto de cinquenta centavos na tarifa estudantil.[27]
  • A tarifa social custa R$ 3,25 em dinheiro e R$2,56 com o Cartão Passe Rápido Social - que pode ser obtido requerendo um cadastro que exige alguns documentos. Entre 9h e 10h59, 14h e 15h59 e 20h e 23h59 a tarifa social custa R$1,98.[27]

Busão do Bairro[editar | editar código-fonte]

São linhas mais curtas criadas para incentivar deslocamentos locais, custando a metade da tarifa urbana. Custam R$2,19 para quem tem os Cartões Passe Rápido Cidadão, Turista ou Vale Transporte, R$1,28 para quem tem o Cartão Social e R$1,10 para quem tem Cartão Estudante.[9]

Executivos[editar | editar código-fonte]

Há ainda as tarifas dos ônibus executivos, que são mais modernos e confortáveis. As tarifas executivas urbanas, de linhas mais curtas, custam R$8,00, e as tarifas executivas distritais, de linhas mais longas, custam R$11,00.[29]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. «Prefeitos da Grande Florianópolis assinam pacto para mobilidade». G1. 18 de abril de 2016. Consultado em 25 de dezembro de 2017 
  2. a b c VEIGA, Eliane (2004). Transporte Coletivo em Florianópolis: Origens e Destinos de uma Cidade à Beira-mar. Florianópolis: Insular. 519 páginas. ISBN 8574742341 
  3. «EgonBus» 
  4. a b «Terminais de ônibus que custaram quase R$ 13 milhões estão abandonados em Florianópolis». G1. 16 de janeiro de 2019. Consultado em 9 de outubro de 2020 
  5. a b «Novo sistema de integração de ônibus de Florianópolis apresenta falhas». Notícias do Dia. 2 de maio de 2014. Consultado em 25 de dezembro de 2017 
  6. «Sistema Integrado de Mobilidade completa um ano de operação em Florianópolis». Notícias do Dia 
  7. «Após protestos no Norte da Ilha, secretário explica situação das empresas de ônibus». 2 de junho de 2021. Consultado em 26 de março de 2022 
  8. «Por que os ônibus da Grande Florianópolis estão circulando sem cobradores? Entenda». ND+. 2 de dezembro de 2021. Consultado em 26 de março de 2022 
  9. a b c «PROGRAMA DE INCENTIVO AO TRANSPORTE COLETIVO E MOBILIDADE». Consultado em 26 de março de 2022 
  10. a b «Florianópolis terá primeiro fim de semana com transporte coletivo gratuito a partir de sábado». ND+. 2 de dezembro de 2022. Consultado em 25 de dezembro de 2022 
  11. «Transferência de 15 linhas de ônibus para o Terminal Cidade de Florianópolis não funciona». Diário Gaúcho. 3 de setembro de 2011. Consultado em 9 de outubro de 2020 
  12. a b «Revitalização do Terminal Cidade de Florianópolis ficará para o próximo ano». nd+. 7 de novembro de 2018. Consultado em 9 de outubro de 2020 
  13. «Florianópolis consolida projeto do BRT no entorno do Morro da Cruz» 
  14. «Projeto Conceitual BRT (Integração Anel Viário Norte/Sul)» (PDF) 
  15. «Prefeitura de Florianópolis inicia novo segmento do anel viário». FloripAmanhã. 10 de julho de 2019. Consultado em 9 de outubro de 2020 
  16. «Adesão de Palhoça no Transporte Integrado da Grande Florianópolis deve ser aprovada com emendas». Mobilidade Floripa. 26 de novembro de 2019. Consultado em 9 de outubro de 2020 
  17. «Governo estadual e Prefeitura de Palhoça conversam sobre a Rede Integrada de Transporte Coletivo Metropolitano da Grande Florianópolis». Mobilidade Floripa. 27 de janeiro de 2020. Consultado em 9 de outubro de 2020 
  18. «Palhoça está fora do sistema integrado de transporte coletivo da Grande Florianópolis». CBN. 26 de fevereiro de 2020. Consultado em 9 de outubro de 2020 
  19. «REDE INTEGRADA DE TRANSPORTE COLETIVO METROPOLITANO DA RMF». Consultado em 26 de março de 2022 
  20. «Projeto de mobilidade urbana da Grande Florianópolis vence prêmio internacional». Economia SC. 18 de setembro de 2020. Consultado em 9 de outubro de 2020 
  21. «Nomes das linhas de ônibus em Florianópolis ficam mais simples». Portal da Ilha. 14 de março de 2016. Consultado em 25 de dezembro de 2017 
  22. «Cotisa lucra com terminais do transporte coletivo de Florianópolis». Notícias do Dia 
  23. «Trabalhadores do Terminal Cidade de Florianópolis reivindicam mais segurança e higiene». nd+. 17 de setembro de 2019. Consultado em 9 de outubro de 2020 
  24. «Terminal Cidade de Florianópolis está em estado terminal». NSC Total. 16 de março de 2018. Consultado em 9 de outubro de 2020 
  25. «Terminal Cidade de Florianópolis». Vem Floripar. Consultado em 9 de outubro de 2020 
  26. «Florianópolis terá tarifa de ônibus mais baixa fora do pico a partir desta terça (18)». Diário do Transporte. 17 de janeiro de 2022. Consultado em 26 de março de 2022 
  27. a b c «Tarifas e Benefícios». Secretaria Municipal de Mobilidade e Planejamento Urbano de Florianópolis. Consultado em 26 de março de 2022 
  28. «Ticket Unitário». Passe Rápido. Consultado em 26 de março de 2022 
  29. «Passe Rápido». Consórcio Fênix