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Slalom gigante

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Bode Miller na prova de slalom gigante dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2006

O slalom gigante, ou abreviadamente gigante, é uma das disciplinas do esqui alpino e do snowboard. Trata-se de uma prova contra-relógio na qual os esquiadores e snowboarders têm de passar através de uma série de pórticos ("portas") dispostos pelo traçado.

A distância entre os pórticos no slalom gigante é maior do que no slalom especial e menor do que no super-G. Quanto maior forem as distâncias entre os pórticos , maior é o raio das curvas, aumentando a velocidade média dos esquiadores.[1]

Tipicamente uma prova de slalom gigante é feita em duas mangas ou mãos, ou seja, em duas corridas separadas, e é vencedor o esquiador e snowboarder que tenha realizado o menor tempo somado das duas provas, sem ter falhado a passagem por nenhuma porta. Nas competições de títulos mundiais (WC) chegam habitualmente à segunda prova apenas os melhores 30 classificados da primeira. A ordem de partida da segunda prova é a inversa da classificação provisória da primeira, ou seja, o primeiro a partir é o 30º classificado.[1]

A Atleta Lotte Smiseth em 2011.
A atleta Lotte Smiseth em 2011.

O desnível vertical de um percurso de slalom gigante deve ser de 250 a 450 m (820 a 1.480 pés) para homens e de 250 a 400 m (820 a 1.310 pés) para mulheres. O número de porticos nesta prova é de 56 a 70 para homens e de 46 a 58 para mulheres. O número de mudanças de direção em um percurso de slalom gigante corresponde a 11 a 15% do desnível vertical do percurso em metros, e a 13 a 18% para crianças. Por exemplo, um percurso com um desnível vertical de 300 m (984 pés) teria de 33 a 45 mudanças de direção para uma prova de adultos.[2]

Velocidade

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Embora o slalom gigante não seja a prova mais rápida do esqui, em média um esquiador bem treinado pode atingir velocidades médias de 80 km/h.[carece de fontes?]

Equipamento

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esquis de slalom gigante e slalom.
Acima: esquis de Slalom Gigante. Abaixo: esquis de slalom especial.

Os esquis de slalom gigante são mais curtos do que os esquis de super-G e de descida livre, e mais compridos do que os esquis de slalom.

Na tentativa de aumentar a segurança para a temporada de 2003-2004, a Federação Internacional de Esqui e Snowboard (FIS) aumentou o raio mínimo de curvatura lateral para esquis de slalom gigante para 21 m (69 pés) e, pela primeira vez, impôs comprimentos mínimos de esqui para slalom gigante: 185 cm (72,8 polegadas) para homens e 180 cm (70,9 polegadas) para mulheres. Uma altura máxima de apoio (a distância da neve até a sola da bota) de 55 mm (2,17 polegadas) também foi estabelecida para todas as modalidades.

Em maio de 2006, a FIS anunciou novas alterações nas regras que regem os equipamentos. A partir da temporada 2007–2008, o raio mínimo para esquis de slalom gigante foi aumentado para 27 m (89 pés) para homens e 23 m (75 pés) para mulheres. Além disso, a largura mínima do esqui na cintura foi aumentada de 60 para 65 mm (2,36 para 2,56 polegadas), e a altura máxima de apoio para todas as disciplinas foi reduzida para 50 mm (1,97 polegadas).[2]

De acordo com as Especificações de Equipamentos para Competições de Alpino, elaborado pela Federação Internacional de Esqui para a temporada 2024–2025, as especificações para os esquis de Slalom Gigante da Copa do Mundo FIS são as seguintes: o raio de curvatura lateral mínimo é de 30 m (98 pés) para homens e mulheres, e os comprimentos mínimos dos esquis são de 188 cm (74 pol.) para mulheres e 193 cm (75,9 pol.) para homens.[3]

História

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O slalom gigante foi introduzido pela Federação Internacional de Esqui (FIS) na década de 1950 e faz parte do programa dos Jogos Olímpicos de Inverno desde 1952 no Esqui, já no snowboarding foi introduzido apenas em 1998. A Taça do Mundo de slalom gigante (no esqui) realiza-se desde a época 1966/1967, quando a FIS criou o circuito da Taça do Mundo de esqui alpino.[carece de fontes?]

Dia 14 de fevereiro, Lucas Pinheiro Braathen (atleta brasilo-norueguês), sagrou-se campeão de slalom gigante masculino nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026, tornando-se o primeiro brasileiro e latino-americano da história a ganhar uma medalha nos Jogos de Inverno.[4][5]

Ver também

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Referências

  1. 1 2 «Saiba as diferenças entre Slalom e Slalom Gigante, provas que o Brasil disputa no Mundial de Esqui Alpino». Comitê Olímpico do Brasil. 13 de fevereiro de 2025. Consultado em 13 de julho de 2025
  2. 1 2 «Wayback Machine» (PDF). www.fis-ski.com. Consultado em 14 de fevereiro de 2026. Cópia arquivada (PDF) em 25 de março de 2018
  3. Specifications for Alpine Competition Equipment 2024/2025 (PDF). Oberhofen, Suíça: [s.n.] 2024
  4. «Ouro olímpico de Lucas Braathen também é o primeiro da América Latina». www.band.com.br. 14 de fevereiro de 2026. Consultado em 16 de fevereiro de 2026
  5. «É ouro! Lucas Pinheiro Braathen conquista medalha inédita para o Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno, no slalom gigante». O Globo. 14 de fevereiro de 2026. Consultado em 16 de fevereiro de 2026