Sleeping Giants

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Sleeping Giants é um grupo de ciberativistas que combate discursos de ódio e notícias falsas. Visa persuadir empresas a removerem suas propagandas dos meios de comunicação que publicam notícias falsas.[1][2][3][4][5]

Teve seu início em novembro de 2016,[6] logo após a vitória de Donald Trump nas eleição presidencial dos Estados Unidos, com o lançamento de uma conta no Twitter com o objetivo de boicotar o Breitbart News.[7][8] O primeiro tweet foi direcionado à empresa de finanças pessoais SoFi.[6] A maioria dos tweets na conta são mensagens para empresas que anunciam no Breitbart - destes, a maioria não é da própria conta, mas são retweets de mensagens.[9]

A campanha funcionou de maneira totalmente anônima até julho de 2018, quando o publicitário Matt Rivitz confirmou que ele era um dos fundadores do grupo, depois de ser identificado pelo The Daily Caller.[10] O The New York Times publicou o perfil de Rivitz junto com seu co-fundador Nandini Jammi, dias após a publicação do artigo.[11]

Em maio de 2020 iniciou suas atividades no Brasil denunciando um portal de Mato Grosso do Sul chamado Jornal da Cidade Online,[12] que publica notícias falsas e forjou identidades de jornalistas.[3] Depois das denúncias do Sleeping Giants, o Banco do Brasil cancelou a publicidade no site,[13] mas o vereador Carlos Bolsonaro interferiu e o banco voltou a anunciar no site.[14] Poucos dias depois, entretanto, o Tribunal de Contas da União mandou que o Banco do Brasil cessasse a vinculação de propagandas em sites acusados de disseminar notícias falsas e discurso de ódio.[15] Pelo menos 35 empresas afirmaram que removeriam sua publicidade do portal.[12] A iniciativa no Brasil inclui elementos particulares, como maior capilaridade e variantes regionais, com perfis locais para estados e cidades específicos.[16]

Referências

  1. Soprana, Paula; Mello, Patrícia Campos (22 de maio de 2020). «Movimento contra fake news chega ao Brasil e cobra 30 empresas por anúncios em site suspeito». Folha de S.Paulo. Cópia arquivada em 23 de maio de 2020. A meta do movimento é alertar empresas para o conteúdo dos veículos e pressionar a retirarem publicidade de páginas na internet que propagam desinformação ou ofensas. “Muitas empresas não sabem que isso acontece, é hora de informá-las”, diz o perfil. 
  2. Kneipp, João Conrado (22 de maio de 2020). «Sleeping Giants Brasil mira no 'bolso' dos sites para combater as fake news». br.noticias.yahoo.com. Cópia arquivada em 23 de maio de 2020. Até agora, empresas como Telecine, McDonald’s, Dell, Zoom, Philips, Picpay, History Channel, Domestika, Submarino, Fast Shop, QuintoAndar e Loft já responderam às denúncias e relataram que bloqueariam os anúncios ou revisariam suas publicidades nas páginas denunciadas. Instituições ligadas ao Poder Público como o Banco do Brasil e o TCE-MS (Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul) também tomaram providências após a exposição. 
  3. a b Pires, Breiller (20 de maio de 2020). «Movimento expõe empresas do Brasil que financiam, via anúncios, sites de extrema direita e notícias falsas». EL PAÍS. Consultado em 21 de maio de 2020 
  4. Sommer, Will (19 de maio de 2020). «Twitter Suspends Conservative Huckster Jack Burkman Over Coronavirus Disinfo». The Daily Beast (em inglês). Consultado em 20 de maio de 2020 
  5. Rebeca Queimaliños (17 de maio de 2020). «O homem que arruinou a extrema direita nos EUA». El País Brasil. Consultado em 20 de maio de 2020 
  6. a b Keer, Dara (3 de fevereiro de 2017). «Tech companies' newest cause celebre? Boycott Breitbart». CNET. Consultado em 20 de maio de 2020 
  7. Kennedy, Pagan (7 de janeiro de 2017). «Opinion | How to Destroy the Business Model of Breitbart and Fake News». The New York Times (em inglês). ISSN 0362-4331. Consultado em 20 de maio de 2020 
  8. Kramer, Mattea (23 de maio de 2017). «These Protesters Are Hitting Trump Where It Actually Hurts». The Nation. ISSN 0027-8378. Consultado em 20 de maio de 2020 
  9. Farhi, Paul (22 de setembro de 2017). «The mysterious group that's picking Breitbart apart, one tweet at a time». Washington Post (em inglês). ISSN 0190-8286. Cópia arquivada em 22 de setembro de 2017 
  10. Coffee, Patrick (17 de julho de 2018). «The Daily Caller Names Founder of Sleeping Giants, Which Organized Breitbart Advertiser Boycotts». Adweek (em inglês). Consultado em 20 de maio de 2020 
  11. Maheshwari, Sapna (20 de julho de 2018). «Revealed: The People Behind an Anti-Breitbart Twitter Account». The New York Times (em inglês). Consultado em 20 de maio de 2020 
  12. a b Soprana, Paula (22 de maio de 2020). «Grupo conservador lança movimento contra avanço do Sleeping Giants no Brasil». Folha de S.Paulo. Cópia arquivada em 23 de maio de 2020. O Sleeping Giants vem ganhando força há uma semana quando passou a pressionar dezenas de empresas a retirarem anúncios digitais (que são distribuídos de forma automática pelo Google) do site Jornal Cidade Online, um portal de Mato Grosso do Sul identificado por ativistas como como propagador de notícias falsas e de discurso de ódio. 
  13. «Site que perdeu anúncio do Banco do Brasil veiculou fake news nas eleições de 2018». O Globo. 22 de maio de 2020. Cópia arquivada em 22 de maio de 2020. A suspensão anunciada pelo Banco do Brasil provocou críticas do vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (Republicanos), filho do presidente Jair Bolsonaro. O parlamentar afirmou que o “marketing do Banco do Brasil pisoteia em mídia alternativa que traz verdades omitidas”. Diante da reclamação, o secretário de comunicação do governo, Fabio Wajngarten, indicou que poderia reverter a decisão. O BB, no entanto, não respondeu ao GLOBO se pretende alterar a diretriz de propaganda e retomar os anúncios suspensos. A Secom também não se manifestou. 
  14. Fernandes, Adriana (21 de maio de 2020). «Após 'bronca' de Carlos Bolsonaro, BB volta a anunciar em site bolsonarista - Política». Estadão. Cópia arquivada em 22 de maio de 2020. O Banco do Brasil decidiu, nesta quinta-feira, 21, liberar publicidade no site "Jornal da Cidade Online", após o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) ter criticado o veto a anúncios do banco público na página. A polêmica começou na quarta-feira, quando o banco público informou que iria retirar sua propaganda do "Jornal da Cidade Online", sob alegação de que a página divulga fake news. Nas redes sociais, Carlos escreveu que o marketing do Banco do Brasil "pisoteia em mídia alternativa que traz verdades omitidas". 
  15. Paloma Rodrigues e Laís Lis (27 de maio de 2020). «Ministro do TCU suspende parte da publicidade do Banco do Brasil; alvo são sites de 'fake news'». G1. Consultado em 27 de maio de 2020 
  16. Ayrton Centeno (5 de junho de 2020). «Sleeping Giants Brasil mira no 'bolso' dos sites para combater as fake news». Atacando fake news, Sleeping Giants cria versões regionais e avança no país, o Sleeping Giants RS foi o primeiro perfil regional do Brasil e talvez do mundo, anuncia o criador da versão gaúcha 

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