Slut-shaming

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Slut shaming (ou slut-shaming) é definido como o ato de induzir uma mulher se sentir culpada ou inferior devido a prática de certos comportamentos sexuais que desviam de expectativas tradicionais de seu gênero.[1] [2] Estes comportamentos incluem, dependendo da cultura, ter um grande número de parceiros sexuais, ter relações sexuais fora do casamento, ter relações sexuais casuais, agir ou se vestir de uma maneira que é considerado excessivamente sexual. Isso geralmente é feito através de xingamentos, bem como de outras formas mais discretas ou disfarçadas. Entre os diversos insultos, pode-se encontrar os termos "vadia", "puta", "biscate", "oferecida", etc.

O slut-shaming atua de forma a policiar e restringir a sexualidade feminina e sua expressão, definindo os limites do comportamento sexual aceitável.[3] Ele também é utilizado como forma de culpar a vítima por ter sido estuprada, alegando que o abuso foi causado (em parte ou no todo), devido a mulher vestir roupas curtas ou agir de forma atrevida e imoral, incitando o estuprador ao ato.

Origem do termo[editar | editar código-fonte]

Duas mulheres protestando contra a cultura do slut-shaming na SlutWalk da cidade de Nova Iorque, em Outubro de 2011[4]

Embora não se saiba a origem exata do termo, ele ganhou popularidade nos últimos anos,[5] especialmente como resultado da SlutWalk,[6] que começou em Toronto em resposta a um incidente no qual um oficial de polícia disse a um grupo de estudantes que elas poderiam evitar o abuso sexual não se vestindo como "sluts" (vadias).[7] [8]

Outro episódio que colocou o termo em evidência na mídia foi quando o radialista conservador Rush Limbaugh chamou a estudante de direito Sandra Fluke de slut (vadia) e prostitute (prostituta), por ela ter defendido no congresso que os planos de saúde custeassem os anticoncepcionais.[9] [10] A polêmica do caso pode ter efeitos a longo prazo sobre a incidência do termo "slut-shaming" nos meios de comunicação.[11]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Lamb, Sharon. (27 June 2008). "The 'Right' Sexuality for Girls.". Chronicle of Higher Education 54 (42): B14-B15. ISSN 00095982.
  2. Albury, Kath; Crawford; Kate. (18 May 2012). "Sexting, consent and young people's ethics: Beyond Megan's Story". Continuum: Journal of Media & Cultural Studies 26 (3): 463-473. DOI:10.1080/10304312.2012.665840.
  3. Blank, Hanne. Straight: The Surprisingly Short History of Hetrosexuality. [S.l.]: Beacon Press, 2012. 228 p. p. 43. ISBN 9780807044445 Página visitada em 14 December 2012.
  4. SlutWalk Rally Against Sexual Violence Draws Huge Crowd of Feminists, Rebecca Nathanson, Village Voice, October 2, 2011
  5. Ringrose, Jessica. Postfeminist Education?: Girls and the Sexual Politics of Schooling. [S.l.]: Routledge, 2012. 200 p. p. 93-94. ISBN 9781136259715 Página visitada em 14 December 2012.
  6. Ringrose, Jessica; Renold, Emma. (October 2011). "Slut-shaming, girl power and ‘sexualisation’: thinking through the politics of the international SlutWalks with teen girls". Gender and Education 24 (3): 333–343. DOI:10.1080/09540253.2011.645023.
  7. SlutWalk Toronto
  8. McCormack, Clare; Prostran, Nevena. (2012). "Asking for It". International Feminist Journal of Politics 14 (3): 410-414. DOI:10.1080/14616742.2012.699777.
  9. BBC Brasil (6 de março de 2012). Boicote ameaça maior programa de rádio dos EUA após radialista chamar estudante de 'vadia'. Página visitada em 15 de fevereiro de 2013.
  10. Ball, Krystal (03 February 2012). Boycott Rush. The Blog. Huffington Post. Página visitada em 13 December 2012. "This type of despicable behavior is part and parcel of a time-worn tradition of Slut-Shaming. When women step out line, they are demeaned and degraded into silence. If you say Herman Cain sexually harassed you, you are a slut. If you say Supreme Court Justice Clarence Thomas sexually harassed you, you are a slut."
  11. Legge, Nancy J.; James R. DiSanza; John Gribas; Aubrey Shiffler. (2012). "“He sounded like a vile, disgusting pervert …” An Analysis of Persuasive Attacks on Rush Limbaugh During the Sandra Fluke Controversy". Journal of Radio & Audio Media 19 (2): 173-205. DOI:10.1080/19376529.2012.722468.