Sniffing

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Sniffing, em rede de computadores, é o procedimento realizado por uma ferramenta conhecida como sniffer (também conhecido como packet sniffer, analisador de rede, analisador de protocolo, Ethernet sniffer em redes do padrão Ethernet, ou ainda wireless sniffer em redes wireless). Esta ferramenta, constituída de um software ou hardware, é capaz de interceptar e registrar o tráfego de dados em uma rede de computadores. Conforme o fluxo de dados trafega na rede, o sniffer captura cada pacote e eventualmente decodifica e analisa o seu conteúdo de acordo com o protocolo definido em um RFC ou uma outra especificação.[1]

O sniffing pode ser utilizado com propósitos maliciosos por invasores que tentam capturar o tráfego da rede com diversos objetivos, dentre os quais podem ser citados, obter cópias de arquivos importantes durante sua transmissão, e obter senhas que permitam estender o seu raio de penetração em um ambiente invadido ou ver as conversações em tempo real.[1]

Port mirror – port spam – port monitor[editar | editar código-fonte]

Esta opção é desejável se o administrador da rede pretende conectar um analisador de protocolo diretamente à uma porta do switch, e monitorar o tráfego de outras portas do equipamento. Deve-se definir uma porta que será monitorada (port mirror) e o seu espelho, que é a porta onde o analisador de protocolo será conectado. Uma vez que esta funcionalidade for ativada, todo o tráfego oriundo ou destinado à porta monitorada será espelhado na porta espelho. O espelhamento de tráfego torna-se necessário se o administrador de rede não quiser monitorar o tráfego de um determinado segmento, sem modificar as características físicas do segmento monitorado, ao se conectar um analisador de protocolo ao segmento.[1]

Analisador de protocolos – wireless[editar | editar código-fonte]

Existem diversos analisadores de protocolo que funcionam em conexões wireless. Algumas alterações nas configurações do analisador de protocolo em uso, talvez devam ser realizadas, como a habilitação da opção de captura em modo de monitoração, pois o modo promíscuo pode não ser suficiente. A captura ocorrerá da mesma maneira que ocorreria se estivesse numa conexão cabeada. O que pode ocorrer é alguma restrição do próprio sistema operacional que se está utilizando, bem como da interface de rede 802.11. A limitação de alguns sistemas operacionais é a de não capturar pacotes que não sejam de dados, o que ocorre também com alguns drivers dos adaptadores de rede.[1]

É importante mencionar que o fato de uma interface de rede estar executando em modo de monitoração, nem sempre a habilitará a funcionar como uma interface de rede comum, pois ela estará capturando os pacotes em modo passivo. Com isso, as tentativas de resolução de nomes através de um servidor DNS, por exemplo, provavelmente estarão bloqueadas, pois o equipamento não estará habilitado para se comunicar com qualquer DNS server.[1]

Notas e Referências

  1. a b c d e Nakamura, Emilio Tissato; Paulo Licio de Geus. Novatec, : . Segurança em redes cooperativos. 2007 1 ed. (São Paulo [s.n.]). 9788575221365. 
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