Sociônica

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A sociônica ou sociónica (em inglês: socionics) é uma teoria psicológica baseada na concepção dos tipos psicológicos formulada por Carl Gustav Jung e desenvolvida posteriormente pela economista lituana Aušra Augustinavičiūtė na década de 1970. Permaneceu por muito tempo em popularidade apenas nos países então comunistas da ex-URSS. Com o fim da URSS, a sociônica foi levada à Europa ocidental e então aos Estados Unidos da América, onde atualmente possui popularidade crescente.[1] É também baseado no trabalho Metabolismo de Informação, de Antoni Kepinski.

Na sociônica é sugerida a existência de 16 tipos psicológicos. Esses tipos são formados por divisões em quatro escalas – lógicas ou éticas (julgamento “objetivo” sobre eventos ou julgamento baseado nos estados emocionais das pessoas), intuitivas ou sensoriais (orientação para mundo das idéias ou para mundo dos objetos materiais), extrovertido ou introvertido (orientação da expansão da atividade ou orientação em estabilização), racional ou irracional (com partes ativas do cérebro “julgando” ou com partes ativas de cérebro “percebendo”).

A inovação da sociônica vem do fato de os tipos serem um tanto diferentes do que em Jung (por conta dos 'elementos de informação' que cada tipo privilegia ou negligencia, inovação de Aushra) e diversas outras inovações feitas pela Lituana, como por exemplo, a divisão dos 16 tipos em 4 grupos de 4 tipos, chamados por isso de 'Quadras', grupos que valorizam/privilegiam os mesmos elementos de informação, e desvalorizam/negligenciam os mesmos elementos).[2]

Os 16 tipos[editar | editar código-fonte]

Aušra Augustinavičiūtė, a principal desenvolvedora da teoria, costumava usar nomes como "sensory-logical introvert" (SLI) para se referir aos tipos. No SLI a função principal é a sensação introvertida e a criativa é o pensamento extrovertido. Ela também introduziu a prática de se referir aos tipos pelo nome de uma pessoa famosa do tipo (apesar dos tipos dessas pessoas não serem universalmente aceitos, especialmente sobre "Napoleão"). Por exemplo, ela chamava o SLI de "Gabin" e o SEI de "Dumas". Também às vezes de nomes como "O Artesão" ou "O Mediador" eram utilizados para expressar o papel social de um determinado tipo - uma convenção introduzida pelo socionista Viktor Gulenko em 1995.[3] Devido às similaridades entre as abreviações da Sociônica e do Myers-Briggs Type Indicator (MBTI) frequentemente usadas no inglês, alguns preferem distinguir os nomes dos tipos sociônicos dos nomes presentes no MBTI escrevendo a última letra (J ou P) em minúsculo (por exemplo, ENTp, ESFj) — uma prática introduzida por Sergei Ganin.[4] Isso é porque a relação entre a Sociônica, o MBTI e a Classificação de Temperamento de Keirsey é controversa e a maioria dos socionistas negam qualquer estrita relação entre os dois.[5][6] Exemplo: o INTp na Sociônica corresponde ao INTJ no MBTI, já que sua função dominante, a intuição introvertida, é perceptiva e não julgadora.

Ao dividir a sociônica de acordo com as 4 dicotomias jungianas, são formados os 16 sociotipos.[7]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Blutner R., Hochnadel E. (2010). «Two qubits for C.G. Jung's theory of personality» (PDF). Cognitive Systems Research. 11 (3): 243-259. Socionics was developed in the 1970s and 1980s mainly by the Lithuanian researcher Ausˇra Augustinavicˇiute. The name ‘socionics’ is derived from the word ‘society, since Augustinavicˇiute believed that each personality type has a distinct purpose in society, which can be described and explained by socionics. The system of socionics is in several respects similar to the MBTI; however, whereas the latter is dominantly used in the USA and Western Europe, the former is mainly used in Russia and Eastern Europe. For more information, the reader is referred to the website of the International Institute of Socionics and to several scientific journals edited by this institution (see http://socionic.info/en/esocjur.html#top). Despite of several similarities there are also important differences. For instance, the MBTI is based on questionnaires with so-called forced-choice questions. Forcedchoice means that the individual has to choose only one of two possible answers to each question. Obviously, such tests are self-referential. That means they are based on judgments of persons about themselves. Socionics rejects the use of such questionnaires and is based on interviews and direct observation of certain aspects of human behavior instead. However, if personality tests are well constructed and their questions are answered properly, we expect results that often make sense. For that reason, we do not reject test questions principally, but we have to take into account their self-referential character. Another difference relates to the fact that socionics tries to understand Jung’s intuitive system and to provide a deeper explanation for it, mainly in terms of informational metabolism (Kepinski & PZWL, 1972). Further, socionics is not so much a theory of personalities per se, but much more a theory of type relations providing an analysis of the relationships that arise as a consequence of the interaction of people with different personalities. 
  2. Fink G. and Mayrhofer W . Cross-cultural competence and management - setting the stage // European J. Cross-Cultural Competence and Management.  - 2009 . - Vol. 1. - No. 1. "Personality profiling encompasses numerous models that arise from personality trait theory. In the context of this article, four models deserve special attention due to their importance in personality research and / or their appropriateness for the topic: Socionics (founded in the 1970s by Ausra Augustinavichiute, eg, Augustinavichiute, 1994, 1998); cybernetic mindscape theory (Maruyama, 1980; Boje, 2004); the five factor model (FFM), commonly called the 'big five "personality trait model (Costa and McCrae, 1992); the personality type theory of the Myers-Briggs type inventory (MBTI, see McKenna et al., 2002)"
  3. Socionics.kiev.ua Arquivado em 30 de abril de 2009, no Wayback Machine., "Methodology"
  4. socionics.com, "Coisas a se considerar sobre a teoria MBTI® (Parte 1))"
  5. Socionics.us, intro
  6. Socioniko.net
  7. Filatova E. Bookap.info, Искусство понимать себя и окружающих. ((em russo), The Art of Understanding Oneself and Others.)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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