Sociedade Cearense de Artes Plásticas

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A Sociedade Cearense de Artes Plásticas - (SCAP) - Foi criada em Fortaleza, em 1944, e teve papel destacado na afirmação da Arte Moderna no Ceará.

História[editar | editar código-fonte]

Sua origem remete ao Centro Cultural de Belas Artes - CCBA, fundado por Mário Baratta (1915 - 1983), em 1941, primeira entidade inteiramente dedicada às artes visuais na capital cearense. O Centro Cultural revela novos talentos, como Antônio Bandeira (1922 - 1967) e Aldemir Martins (1922 - 2006), além de consolidar expressões locais, como Raimundo Cela (1890 - 1954). Os Salões de Abril, promovidos a partir de 1943 pelo CCBA - mas que ganham força a partir de 1946, com a SCAP - constituem importante espaço para a promoção dos artistas da região e para o intercâmbio com os de fora.

Uma característica particular da Sociedade Cearense de Artes Plásticas é sua íntima articulação com a literatura. No seu interior surge o grupo Clã (Clube de Literatura e Artes), que reúne artistas plásticos e escritores. A repercussão das atividades da SCAP pode ser sentida, já em 1945, quando a galeria Askanasy, no Rio de Janeiro, realiza uma mostra de artistas cearenses, apresentada pelo crítico Rubem Navarra. A Sociedade, ativa até 1958, tem o mérito de impulsionar as artes no Ceará e, ao mesmo tempo, de divulgar artistas atuantes no Estado. Além de exposições periódicas e dos salões anuais, a Sociedade organiza também cursos de arte, que visam o aprimoramento da formação artística.

Ainda que o Rio de Janeiro e São Paulo sejam os centros da produção cultural e artística do país, os anos 1930 e 1940 assistem uma forte expansão das artes para outros Estados. Um dos canais importantes para a criação de um circuito nacional de arte são as mostras circulantes, como aquela que Marques Rebelo (1907 - 1973) organiza e que, entre 1947 e 1950, passa por Porto Alegre, Salvador, Florianópolis e Belo Horizonte. Antes disso, em 1937, Waldemar da Costa (1904 - 1982) leva a Fortaleza e Belém um conjunto de obras de São Paulo. Em Porto Alegre, Carlos Scliar (1920 - 2001), um dos principais membros do Clube de Gravura de Porto Alegre, atua, desde 1940, como importante intermediário entre os artistas de São Paulo e do Sul do país: membro da Família Artística Paulista - FAP, ele é responsável por levar ao Rio Grande do Sul um grupo de artistas e pintores no período, com vistas a incentivar a modernização artística local.

A criação da Escola Guignard, em Belo Horizonte, na década de 1940, pelo pintor Guignard (1896 - 1962), é mais uma expressão das tentativas de ampliação dos centros artísticos no período. A 1ª Exposição de Arte Moderna, 1944, realizada na capital mineira, com a participação de artistas de diferentes regiões do país, confere visibilidade à produção local e à própria Escola Guignard. Em Recife, por sua vez, observam-se iniciativas de grupos e associações, como a criação da Sociedade de Arte Moderna do Recife - SAMR, fundada em 1948 por iniciativa de Abelardo da Hora (1924) e do arquiteto, pintor e desenhista Hélio Feijó (1913 - 1991), gérmen da criação do Ateliê Coletivo nos anos de 1950. A intensificação de canais de promoção e divulgação das artes em Fortaleza é mais um exemplo do movimento centrífugo que as artes e a produção cultural desenham no período.

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